Marilia Gabriela não falou ( e não fala) sobre o Giannechini, mas repórter do UOL escreveu matéria, como se fosse exclusiva e deu destaque. Isso não é jornalismo.

Mexeu com amigo meu, ou com gente de quem eu gosto, mexeu comigo e eu dou pernada mesmo.

Assim, adianto que este caso é pessoal. Primeiro, porque mexeu com a Gabi; segundo, porque mostra a quantas andas a nossa profissão de jornalistas.

A assessoria do SBT está agendando uma série de entrevistas dela, Marília Gabriela, para que ela possa falar sobre o novo programa de entrevistas, agora também às quartas feiras na emissora.

Pois bem: hoje estavam marcadas entrevistas – por telefone –  para o Meio&Mensagem, para O Globo ( Patricia Kogut) e para o UOL, que indicou uma repórter do Rio, chamada Paula Costa.

Com as outras entrevistas, inclusive as dadas ontem para a Folha e para o Estadão, nenhum problema, mas com o “uol/celebridades…”

Não é que essa  jornalista do UOL resolveu que ia se dar bem, e logo em cima de quem?

Logo que vi o título da chamada do UOL – “Gianecchini está reagindo bem ao tratamento”, diz Marília Gabriela – já tinha ficado cabreira, porque sei que Gabi não diria nada sobre esse assunto nem amarrada em cadeira elétrica.

E eu tinha razão. Já não bastasse a publicação de uma foto muito da malfeita, ontem, de Gabi, de costas,  saindo de um restaurante de perto da casa dela,  com o Gianni, que o mundo já está careca de saber que está careca por causa do tratamento, e o que não interessa a ninguém de bom senso, o Portal publicou com destaque a ideia de que Marilia havia dado entrevista sobre isso.

Resultado: a repórter já ouviu, merecidamente,  cobras e lagartos, da própria Gabi. E como hoje não há mais chefia responsável  e a internet aceita tudo quanto é lixo, a matéria continua no ar.

Sobre o programa de tevê, sobre o qual a jornalista e apresentadora  falou com a dita, que se por acaso pretende fazer jornalismo assim vai estar frita logologo, nenhuma palavra.

Isso não é jornalismo. É sensacionalismo.

Em tempo: quando questionada sobre Giannechini, por repórteres, amigos, no banheiro, no estúdio, ou no elevador do prédio onde mora, a sua resposta padrão é essa, sempre foi:

– Ele está bem. Ele é muito positivo e vai ficar bem.

(O que, convenhamos, não chega a dar uma grande matéria, nem manchete,  né não?)

E vai mesmo.