Cesar Maia resumiu para a gente a pesquisa. Tudo o que desaprovamos no governo. E não é pouco. Tamufu e sabemos disso.

  • estudo não é injeçãoIBOPE: DESAPROVAÇÃO ÀS FUNÇÕES DO GOVERNO DILMA É TOTAL! IMPOSTOS: A MAIOR REJEIÇÃO, 90%!

    Combate à fome e à pobreza: Desaprovam: 68%

    Segurança pública: Desaprovam: 82%

    Taxa de juros: Desaprovam: 89%Não!

    Combate à inflação: Desaprovam: 83%

    Combate ao desemprego: Desaprovam: 83%

    Impostos: Desaprovam: 90%

    Meio Ambiente: Desaprovam: 65%

    Não,não, não!Saúde: Desaprovam: 84%

    Educação: Desaprovam: 73%

FONTE: EX-BLOG CESAR MAIAmini reclamações: as pessoas podiam prestar atenção, não?

Leiam essa nota do Lauro Jardim. O tom é para ser levado em conta. E a descrição do estado do governo é forte

Morte cerebralnamoro de urubus - fiéis

dilma

De um oposicionista que prefere o anonimato em fúnebres comparações entre governos e estados terminais:

– O governo está na seguinte condição: teve morte cerebral, mas o coração ainda está batendo. Nestes casos, o resultado já se sabe qual é. Falta apenas a data do sepultamento.

Por Lauro Jardim

Boas informações sobre boquinhas e outros cargos do governo. Da coluna de Claudio Humberto, Diário do Poder

Desde que o Partido dos Trabalhadores assumiu o comando do governo federal, o custo da folha de pessoal triplicou: em 2002, quando Lula venceu a eleição presidencial, o custo de todos os funcionários do governo era de R$ 75 bilhões por ano. Ao fim do segundo mandato de Lula, o custo já havia ultrapassado os R$ 183 bilhões. Com Dilma, o aumento acelerado continuou e os custos pularam para R$ 240 bilhões.
FHC contratou 19 mil servidores em 8 anos; Lula aumentou o quadro em 205 mil. Dilma, só no primeiro mandato, contratou 115 mil pessoas.
Em 2002, a máquina pagava, em média, R$ 40,4 mil/ano por cada servidor. Em 2014, Dilma paga R$ 110,4 mil em média a cada um.

ARTIGO – O Pau e a vergonha alheia. Por Marli Gonçalves

broke_man_with_empty_pockets_md_clrQuantas vezes na última semana você ouviu o provérbio “pau que dá em Chico dá em Francisco? ” Quando uma frasezinha pega, fica ali na boca do povo remoendo, passa para lá e para cá, participa de várias atividades, mesmo que o seu sentido se esvaia antes de chegar ao final da história

Já que nem tudo é tão democrático assim, em um país de desigualdades tão marcantes como o nosso é que essa do pau batendo em Chico e Francisco não rola mesmo. Só o Chico é que toma uns tecos. O Francisco dá alguma carteirada e se pica, lépido com seus títulos e diplomas; se possível até esfrega na nossa cara um foro especial e alguma imunidade parlamentar. Ou algum cargo de ex.

Ex-presidente, por acaso, tem um monte rodando por aí. Um não, dois, três, contando o do saco roxo que anda fazendo aparições (cinco, se contarmos o quieto Sarney e o viajante FHC que de vez em quando aparece, dá uns pitacos e some). Um, visto em boneco gigante, inflável, camisa listrada, saiu por aí, Pixuleco, carregado pela oposição para tudo quanto é canto. E o de verdade, carne, osso e barba num road movie promocional esquisitíssimo. Inflado, fica insuflando. Sobe na tribuna, pega um microfone e logo vem brandindo alguma ameaça feita em voz grossa, alta e rouca, de quem se faz de mouco e não ouve a voz das ruas. Não vê que a coisa não está de brincadeira, que não é hora de marketing eleitoral populista. Quanto mais as pessoas olham a cara dele, com mais raiva vão ficando.Bored_man

Para nos deixar mais boquiabertos ainda com tanta coisa acontecendo e desacontecendo, como se não bastasse os personagens em ação, esses dias teve o outro ex-do-passado-distante-e-longínquo-que-adoraríamos-ver-enterrado que ressuscitou, no palco do teatro do absurdo onde apresentou um monólogo com direito a todas as caretas que deve ter treinado à exaustão antes na frente do espelho. Ninguém merece. Os palavrões que disse fizeram a sessão ser proibida para menores de idade que não podem ver filmes de terror e sangue injetado nos olhos.

Acompanhar a política nacional nos últimos tempos virou mesmo um exaustivo exercício de paciência e de vergonha alheia – expressão que agora entendo mais do que nunca, em sua exatidão e plenitude impressionante do que é a capacidade humana de sempre nos surpreender e decepcionar. Ora é a presidente saudando a mandioca e dobrando a meta imaginária, o seu zero particular. Ora é um boquirroto que na verdade está mesmo tentando só salvar a sua própria pele – viu que o caldo está entornando – para tentar retomar glorioso daqui a alguns anos, assobiando e repetindo que não sabia, que errou, mas que isso não se repetirá.

Aí alguém lá em cima tem alguma ideia que acha de gênio e resolve soltá-la em balões: as da vez foram criar mais um imposto com nome pomposo e disfarce, além do corte dos longos cabelos da Esplanada dos Ministérios, mas só dez dedinhos; nada de navalhadas radicais. Daí? Daí nada. O imposto morreu, ainda bem, sufocado pela gritaria. E os cabelos? Ah, os cabelos continuam os mesmos – o que mudará será a voz
.
Desde o primeiro governo da presidente, escrevo sobre a estranheza que havia na sensação de que tínhamos duas pessoas no comando do país; uma ficava como sombra, fazendo negócios que estão sendo revelados só agora, dando ordens, orientando a manada. Era uma sombra, mas admitamos que, pelo que vemos acontecer nesse segundo governo, a sombra até era útil e funcionava. Alguma coisa não deu certo nessa relação, gastou – tanto que a sombra se afastou – e quando o nada foi iluminado novamente foi que percebemos que o buraco já estava muito mais em baixo. Canoa furada. Sem direção. Sem argumentos. Sem respostas.

chamandoE sem oposição também. Por falar em vergonha alheia, com a oposição que temos quem precisa de governo? Eles próprios se exterminam entre si, ou caindo do muro na lama, pelo lado errado, ou equilibrando-se em cima dele e rezando pela cartilha de algum profissional da fé e fiscal de costumes, mais sujos do que outro pau, o pau-de-galinheiro.

É uma novela. Acaba uma, começa a outra. Um novelo a desenrolar, e cada mês que passa – e estão passando – se torna mais surpreendente seu roteiro, seus vai-e-vem. Nossa própria resiliência e resignação.

Somos todos Chico.

São Paulo, vem setembro, vem setembro! 2015Brasileiros em katmanduMarli Gonçalves é jornalista A profissão que acaba levando a culpa pelo pau que publica.

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ARTIGO – Parque Brasil de diversões. Por Marli Gonçalves

parque-diversaoVenham! Venham! Do que vamos brincar agora? Em épocas sacudidas, sim, épocas sacudidas, cheias de emoção, mudanças, estamos em uma, coisas muitas ainda de se ver fazer e acontecer, montanha russa, trem fantasma. O bicho da seda, ah, esse ainda vai depender do STF para enrolar.

A roda gigante, bem… melhor não comentar. Não para, não para. Quem está em cima quer descer, quem está em baixo quer subir. Lembra alguma coisa?

Amigos, todos, aí. Peguem a fila. Ingressos na mão, embora não esteja ainda muito certo que os votos das próximas urnas já serão impressos. Esse papel tem poder. Poderá ser necessária uma nova eleição, isso também está em jogo. Guarde esse seu bilhete.

As luzes já estão acesas, com economia, claro; mas o show deve continuar e não há parque sem luz, sem letreiro piscando bem lá no alto: Parque Brasil de Diversões. O risco de apagão que andava sempre rondando a gente diminuiu muito. Certo, pena que por um péssimo motivo. Com a recessão, a produção também baixou e o consumo despencou. Saudades daqueles tempos de real, e mesmo de primeiro governo Lula, quando as coisas vibravam. Podia haver pico de luz por uso, veja só, que tinha esse lado.

roda-giganteNão concordo com a frase/tese que diz que se cobrir vira circo, que não somos palhaços, nem domadores de bestas, dessas tantas que aparecem das trevas. E mais na lona do que já estamos será difícil ficar. Nem se cercar virará hospício. Melhor é pensar no parque de diversões, com realejo. O da sorte e movido a manivela. Com um lindo periquito ou papagaio verde e amarelo tirando nosso destino. Concentre-se, para pedir direitinho.

Entre. Não repare. Esse Parque é bem tradicional, chão de terra batida, ruas esburacadas, brinquedos quase analógicos para uma era tão digital – mas é que estamos um pouco atrasados, esperando uns investimentos que nos prometeram. Tem um monte de coisas para ver. Alertamos que há alguns brinquedos parados por falta de peças de reposição, que foram morrendo, e não surgiram ainda outras que as possam substituir e fazer andar melhor a engrenagem. Têm aparecido só umas peças bem falsas, cheias de leros, o que faz com que tenhamos de ficar bem atentos para não acabar apoiando a serpente que sairá do cesto, mas nos picará de morte.

Parque Brasil de Diversões. Com carrinho de bater e tudo – igual ao trânsito de nossas cidades. Caótico. Um monte de gente que não sabe dirigir e outro tanto de trogloditas. Arma no vidro, parado no farol. Não use celular – ele foi roubado. Amarre o cinto: além de não termos pilotos, temos de apertá-los bem, para ajustes nos buraquinhos.

carrosselO carrossel do Parque mudamos um pouco para que ficasse mais moderno: cavalos por bicicletas. Subindo e descendo com a gente sentadinho no selim. Não ficou legal? Eu adoro carrosséis. Pensando bem, também é bom ir treinando andar de patins ali naquela pista. Se a velocidade já está reduzida, se já não tem onde parar, se querem que a gente compre os carros, mas não os use, pelo que vemos já que estão até fechando até avenidas, eles, os patins, poderão ser nossa solução. Você descalça e guarda na bolsa.

Veio de trem fantasma? Se for mulher, e tiver reclamações contra a onda de assédio sexual nos trens, adiante-se. Nas próximas estações, estarão pendurados os pedaços de mulheres que a polícia e a Justiça devia estar protegendo, mas não apareceram e elas foram cortadas em picadinhos pelos seus algozes. Grite. Salários mais baixos. Desrespeito. Grite. Querem controlar até o seu corpo; as suas decisões. Lá vem mais uma curva.carrossel4

Relaxa antes do próximo brinquedo. Coma uma glamorosa maçã do amor, deixe os dedos grudentos de algodão doce, faça amor com um churro de doce de leite. A vida, creio, de todas as mulheres, é como o caminho do trem fantasma, cheio de sustos, de monstros, de obstáculos.

Tiro ao alvo. Olha só como todos nós poderemos nos divertir nessa barraquinha. Lá na frente vão passando enfileirados todos esses que estão fazendo a vida de todo mundo um inferno da insegurança, vão passando as fotinhos deles, sem parar, e você pode mirar e acertar, eliminando-os da política, da religião, da sociedade. Ganha de presente um futuro melhor, com mais tolerância, convivência com a diversidade, compromisso ambiental.

Eu jogo palavras neles e de vez em quando acerto um.

São Paulo, se preparando para quando setembro vier, e nós quisermos estar primavera, 2015p15Marli Gonçalves é jornalista Pode vir por aí a liberação do bicho de pôr na seda, pelo menos para andar de mascote junto com os usuários. Bom. E a pescaria mais legal seria todos nós jogarmos iscas, pixulequinhos no anzol. É rir para não chorar.

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