Papel de seda para fumar traz homenagem ao Glauco Villas Boas: Bem Bolado. Veja que lindo

A Bem Bolado é uma marca criativa fantástica que conheci, na mais do que criativa economia criativa. Ainda por cima é de uma amiga por quem tenho grande admiração e que há muito não via até reencontrá-la há um mês. Grande Andréa! Olha sÓ viu pedir para ela anunciar aqui, com a gente!

Beijão, Marli

___________________________________FONTE DESSE MATERIAL : ASSESSORIA DE IMPRENSA DA BEM BOLADO_________

BEM BOLADO BRASIL LANÇA LINHA DE PAPEL PARA FUMAR HOMENAGEANDO O CARTUNISTA GLAUCO VILLAS BOAS

 O cartunista que ajudou a transformar a página de quadrinhos da Folha de São Paulo num painel preciso e bem-humorado recebe homenagem da Bem Bolado Brasil.  Celebrar Glauco Villas Boas com uma linha de papéis para fumar (as populares sedas) foi a maneira que a Bem Bolado Brasil – empresa 100% brasileira de artigos para tabacaria –, “bolou” para lembrar ou apresentar o trabalho de Glauco ao seu público. Muita gente tem (re)descoberto a genialidade das crônicas desenhadas por Glauco por meio das sedas Pop. “Glauco soube criticar com inteligência e ironia questões sociais polêmicas, como sexo e drogas”, diz Thiago Alesócio-diretor da Bem Bolado.

 nova coleção das sedas Pop Linha Glauco Limitada conta com cinco tiras de personagens “glauconianos” que marcaram época, entre eles Doy Jorge & BagulhãoOzetês e Cacique Jaraguá. Cada desenho está estampado na primeira folha (de proteçãodos livretos, que já podem ser encontradas em tabacarias, headshops e nas melhores padarias e bancas de jornais. 

 Glauco publicou na Folha de São Paulo por 30 anos, a partir de 1977 (diariamente, desde 1984). Em 2007, Glauco, que liderava um centro de estudos do Santo Daime, foi assassinado por um frequentador com problemas mentais. Sua afiada verve para criticar o cotidiano verde-e-amarelo, produziu tiras que, apesar de criadas originalmente sob contextos bem diferentes do de hoje, mantêm-se espantosamente atuais.

 A BEM BOLADO BRASIL

 A Bem Bolado Brasil nasceu a partir da reunião de quatro jovens empreendedores, com a proposta de ideias inovadoras, com outro enfoque, do bem. No mercado de produtos para tabacaria, apesar do pouco tempo de estrada, a Bem Bolado já conta com mais de 30 produtos, incluindo três linhas distintas: Pop, de apelo jovem e popular; Premium, para o público mais refinado; e Brown, orgânica e dedicada ao outside lifestyle. Além disso, produz as piteiras mais vendidas do Brasil detém a significativa marca de dois livretos de seda Pop vendidos por minuto no Brasil.

Saiba mais pelo site www.bemboladobrasil.com.br 

ou @bemboladobrasil

 


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ARTIGO – Terrorismo é isso. Por Marli Gonçalves

Estou querendo esticar a palavra. Dar a ela o sentido que está aqui perto de nós, já. No Brasil não tem terremoto, não tem furacão, mas não se pode mais dizer que no Brasil não tem terrorismo. Deus, ele está diante de nós!

Ou você vai dizer que não? Imaginou a mãe, na janela, aguardando o filho de 15 anos voltar da escola, vê-lo apontar ali na esquina, já pensando no almoço que vai dar a ele e imediatamente observar que agora o menino corre? Em seguida ver o filho cambaleando e caindo morto por uma bala que atravessou seu corpo trocada por um reles celular? Isso não é terror, não? Sabe o nome da rua onde isso aconteceu? Rua Caminho da Educação. São Bernardo do Campo, SP.

Uma van escolar parada à força, duas crianças, bebês ainda, levadas por bandidos, e abandonadas mais de uma hora depois numa quebrada, como se pudessem ficar ali no porta-luvas do carro? Isso não é terror, não? E o caminhoneiro mantido refém com uma arma na cabeça, salvo apenas pelas palavras convincentes de uma mãe ao seu filho perdido, e que aconselhou-o a se entregar e liberar o motorista? O que terá ela dito? Oferecido um casaquinho?

E que dizer das crianças violentadas para toda a sua existência, e que todos os dias  sofrem, sofrem muito?

Alguém disse que nenhuma definição pode abarcar todas as variedades de terrorismo que existiram ao longo da História. Concordo. Que existem, diria. Que se multiplicam. Moldadas em várias formas, se disseminam de forma assustadora, inclusive na incompetência na condução de nações. Uma variedade muito além do que se poderia imaginar.

Já parou um pouco para pensar mais sério sobre as crescentes e fervorosas pendengas internacionais, largando um pouco de lado essa nossa mesquinha política que só gera atos e fatos vergonhosos e pobres de espírito?  Está esquisito, perigoso: vocês bem sabem  que em briga de cachorros  grandes a gente sempre sai mordido. Isso é terrorismo. Topetudo loiro briga com gordinho de olhinhos puxados. Pena que isso não seja uma colorida história em quadrinhos de nossa tenra infância. Riquinho, Bolinha, Brotoeja, Luluzinha.

Terrorismo é tocar o terror. Termo usado para designar o uso de violência, seja ela física ou psicológica, em um grupo de vítimas, mas com objetivo de afetar toda uma população e espalhar os sentimentos de pavor, medo e terror. Se não é exatamente o que estamos vivendo, me digam, terrorismo é o quê?

Olha o bombardeio. Andar pelas ruas vendo corpos caídos ou moradias de papelão que se multiplicam assustadoramente nas cidades. Reparar no descuido com que são cuidados os bens públicos. A violência no trânsito. O medo em cada passo. Notícias de repetição do mesmo todos os dias. As hordas de refugiados chegando, expulsos de suas terras, vindo buscar – e logo aqui – a esperança!

Em geral o terrorismo tradicional em suas formas pretende derrubar governos. No nosso caso são os governos que estão favorecendo atos terroristas.

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marli retratoMarli Gonçalves, jornalistaQual poderá ser o abrigo seguro de toda essa guerra?

Mundo, Brasil, São Paulo, 2017

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23 anos sem o anjo que ainda me guia na vida: EDISON DEZEN

Hoje, 25 de agosto, como todos os anos, para mim é dia de boas lembranças, de vida, de viagens, de conhecimento, mas especialmente de amor. Dia de lembrar, também, e uma tristeza imensa me invade apenas porque se o mundo fosse povoado por gente como Edison foi,  como levou sua vida, nossa, como  como toda ela seria tão bela, boa, bonita, caridosa, de paz!

Edison Dezen foi a melhor pessoa que conheci em minha vida, não sendo superado nem 23 anos após sua morte.

Hoje, coincidentemente, achei uma de sua últimas mensagens para mim, sempre acompanhada dos anjos que já o representavam aqui na Terra. Do dia do meu aniversário, no ano anterior à sua morte.

Mas onde vejo anjos – e sou guardiã de vários que o acompanhavam- me sinto beijada por ele.

Não posso deixar de mostrar a todos, com o orgulho que sempre tive de ter sido sua parceira, meu lorde Dezen.

E um pedido: por favor, proteja-me. Proteja a nossos amigos. A aura de sua energia nos alimenta.

Anjos, olhai por nós

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Anjosanjos

Marcos Faerman: No dia do Jornalista, minha homenagem ao que foi um de meus padrinhos

http://marcosfaerman.com.br/

 

A filha de Marcos Faerman há anos faz pesquisas sobre a obra do pai, um dos jornalistas mais interessantes e completos que tive a honra de conhecer e trabalhar junto desde “menina”.

Costumo dizer que devo a essa amizade e convívio  muito do que fui, sou e serei. Foi ele quem deu algumas de minhas primeiras oportunidades, tanto perto dele no Versus, quanto na Revista Singular & Plural que fizemos juntos, e, ainda, na Revista Especial e Jornal da Tarde.

Hoje foi lançado o portal com sua história. Honra que só um jornalista de seu porte pode ter.

Veja a apresentação do projeto:

Projeto de disponibilização da obra do jornalista Marcos Faerman (1943-1999)

Conheça o projeto de mapeamento, organização e digitalização da obra de um dos maiores jornalistas brasileiros do século 20.

O jornalista Marcos Faerman (Rio Pardo, 5 de abril de 1943 – São Paulo, 12 de fevereiro de 1999) é uma importante referência na história da imprensa brasileira, seja por seu trabalho como criador e editor de publicações alternativas, que resistiram à ditadura militar, ou por suas reportagens, situadas na fronteira entre a literatura e o jornalismo.

Aqui estão disponibilizados os facsímiles de cerca de 800 reportagens escritas pelo jornalista para o Jornal da Tarde, publicações da imprensa alternativa que ele criou, editou e em que escreveu, livros e programas de televisão e rádio de que participou.

Na seção textos selecionados, você encontra 20 textos que oferecem uma introdução à produção de Marcos. Entre os quais, trabalhos que ele considerava significativos em sua trajetória profissional.

Em contexto, terá acesso a trabalhos acadêmicos que abordam diferentes aspectos de sua obra, assim como a depoimentos em texto e depoimentos em vídeo de colegas e amigos.

Para realizar este projeto, contamos com o apoio do Rumos Itau Cultural 2014, Grupo O Estado de SP, Instituto Vladimir Herzog, Fundação Cásper Líbero, Fundação Padre Anchieta, Hemeroteca Mário de Andrade, Arquivo Histórico Judaico Brasileiro, assim como de muitos outros parceiros, a quem agradecemos pela colaboração.

Viva Marcos Faerman!

Marcos Faerman no JT em 1968.

 

Arqueologia de um repórter

Marcos Faerman (Rio Pardo, 5 de abril de 1943 – São Paulo, 12 de fevereiro de 1999) foi jornalista, repórter, editor, administrador cultural e professor. Viveu grande parte de sua trajetória profissional durante a ditadura militar que tomou o Brasil em 1964, e e participou, como criador, editor e repórter, de importantes publicações da imprensa alternativa, um importante espaço de resistência ao regime autoritário. Escreveu mais de 800 reportagens para o Jornal da Tarde, durante 24 anos. Tornou-se conhecido pela prática do jornalismo literário, gênero que faz uso de técnicas narrativas da ficção no relato de histórias reais.

Marcos Faerman nasceu em Rio Pardo, cidade do interior do Rio Grande do Sul. Seus pais, o comerciante Henrique Faerman e a dona de casa Helena Sandler, eram descendentes de famílias judaicas vindas da Russia para o Brasil na primeira década do século XX, em decorrência da perseguição praticada então contra os judeus.

Em 1955, a família perdeu sua residência e o armazém de Henrique num incêndio e partiu para Porto Alegre. Lá, Marcos teve contato com as ideias socialistas por meio de seu tio Carlos Scliar, muito atuante no apoio e na infraestrutura das ações do Partido Comunista no sul do Brasil, e que fornecia aos sobrinhos material do partido. Fez os estudos secundários no colégio estadual Julio de Castilhos, e tornou-se líder da juventude estudantil comunista. Escreveu jornais e aprendeu a diagramar.

Aos dezessete anos, foi contratado para trabalhar como jornalista profissional no Última Hora de Porto Alegre, após levar um manifesto estudantil para o jornal. Escreveu no Última-Hora até 1964, quando, após o golpe, ele foi fechado e substituído pelo Zero Hora. Ali, exerceu as funções de reporter, secretário de redação e criador do Caderno de Cultura.

Integrou-se ao Partido Comunista Brasileiro em 1964 e, em 1967, fez parte da direção da Dissidência Leninista do Partido Comunista Brasileiro no Rio Grande do Sul. Em 1968, participou da fundação do Partido Operário Comunista (POC), e, eleito para a sua direção nacional, foi destacado para militar em São Paulo. Por meio do jornalista Renato Pompeu, que também era um quadro do POC, entrou, no mesmo ano, para a equipe do Jornal da Tarde, em São Paulo, como redator de internacional.

Permaneceu no JT ao longo de 24 anos, trabalhando como redator, editor de Esportes, sub-editor de Internacional e co-editor do Caderno de Sábado. Foi reporter Especial por quinze anos e recebeu, entre outros, o Prêmio Esso na categoria Informação Científica por Nasceu! Exclusivo: acaba de nascer o primeiro brasileiro do parto Leboyer (04/07/1974), menção honrosa em Esportes por Os habitantes das arquibancadas (28/07/1975), Prêmio do Ministério do Trabalho por Vida e morte no porto de Santos (14/03/1978).

Durante os anos de governo do general Emilio Garrastazu Médici (1969-1974), auge da ação dos instrumentos de repressão e tortura, foi frequentemente detido para prestar depoimentos no Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Afastou-se do Partido Operário Comunista, mas mesmo assim ficou preso por uma semana na Operação Bandeirantes (OBAN), em agosto de 1970. Após esse episódio desligou-se da militância direta, mas voltou a ser detido em 1971 e 1972, ainda por sua participação no POC.

A partir de 1970, atuou na imprensa alternativa, que fez oposição ao regime militar e discutiu temas ignorados pela grande imprensa ou proibidos pela censura, como a tortura praticada contra os presos políticos, os sucessivos cortes às liberdades individuais e os debates das correntes de esquerda. Foi, nesse ano, correspondente em São Paulo do semanário alternativo carioca O Pasquim, que enfrentou, com muito humor, a truculência dos militares e tornou-se um dos maiores fenômenos do mercado editoral brasileiro.

Participou, no fim de 1973, da criação do combativo Ex-, inspirado em publicações underground americanas e europeias, e em jornais populares brasileiros. Criou e editou por 24 edições o jornal Versus, focado em refletir sobre o passado e o presente da América Latina, com textos densos, de força narrativa e poética.

Exerceu as funções de repórter, editor de cultura e editor da Shalom, uma revista judaica editada entre meados dos anos 1970 e o início dos anos 1990. Publicou textos, reportagens e ensaios sobre temas ligados ao judaísmo, como holocausto, neonazismo, cultura e política, sempre a partir de um posicionamento pacifista e pluralista.

Em 1994, foi convidado pelo jornalista Rodolfo Konder, na época Secretário Municipal de Cultura de São Paulo, para dirigir o Departamento do Patrimônio Histórico da cidade (DPH). Lá, criou um órgão de comunicação, a revista Cidade, que discutia as concepções de preservação e de história, atualizando as questões do Departamento e promovendo o debate e a circulação de ideias.

Lecionou Jornalismo Interpretativo na Faculdade de Jornalismo Cásper Líbero, em São Paulo, de 1996 até 1999. Dirigiu, durante esse período, o jornal laboratório da faculdade, Esquinas.

Marcos Faerman faleceu em sua casa, em São Paulo, no dia 12 de fevereiro de 1999, em consequência de um ataque cardíaco fulminante, assim como seu pai, Henrique Faerman. Casou-se quatro vezes, com a psicanalista Marilsa Taffarel, com a sanitarista Maria Inês Machado, com a advogada Vânia Pereira e com a historiadora Nina Lomônaco. Deixou os filhos Júlio Faerman, do casamento com Maria Inês Machado, e Laura Faerman, do casamento com Marilsa Taffarel.

NÃO DEIXE DE CONHECER

http://marcosfaerman.com.br/

a bênção, padrinho de olhos claros!

ARTIGO – Chegou carta para você. Por Marli Gonçalves

TN_letter_stamp_812ccÉ minha, querendo desejar coisas boas, adianto logo os seus termos gerais. Pego a onda, aproveitando a época que deixa todo mundo meio mexido e mais essa moda de recuperar o hábito de escrever cartas, até na política, mesmo que com desaforos ou queixumes; ou cartões, bilhetes, inscrições de paredes, ou em postes, faixas e até no asfalto, que aqui em São Paulo é bom de andar observando até nas tampas de bueiros. Elas estão lá: frases positivas, pensamentos, arte na rua. Minha carta vai chegar por e-mail, ou você vai lê-la já publicada em algum veículo, mas isso será só um detalhe. É uma carta para você.

Pensa numa letra bem bonita, daquelas de caligrafia, de nome escrito em envelope de convite de casamento; e numa folha de fino papel de tons claros da qual exale seu aroma predileto. Não vou tentar acertar, poderia errar e não há coisa pior do que perfume que não se gosta. Você escolhe. Imagine. Decida até se o papel tem linhas. Que sua carta chegue a mais bela.
Escreverei em dourado, primeiro porque acho chique escrever em dourado. E porque pelo que estou vendo por aí, essa passagem de ano vai revigorar o dourado – ligado ao ouro e às nossas necessidades e desejos de uma graninha para pagar as contas e quem sabe sobrar algum. Pode crer: só vai dar dourado porque está todo mundo numa pinduca danada, que esse ano nos descapitalizou, para ficar mais elegante afirmar. Dourado, amarelo e o indefectível branco, aquele da paz para lá para cá, das juras em atitudes que eu pessoalmente adoraria que continuassem mesmo, depois da meia noite, pelo menos até o dia 2 de janeiro, o que dificilmente ocorrerá, como sempre. Cá entre nós: promessas de fim de ano só não são piores do que jurar regime na segunda-feira.
Com o barco desgovernado nesses mares que navegamos, ando temendo até pelas Iemanjás que serão postas no mar à meia noite, para além das sete ondinhas. Junto com ela, nos frágeis barquinhos de madeira, se além dos perfumes e flores ela tiver de levar também tantas as coisas que andamos precisando pedir. Naufrágios, na certa.
Chegou o fim de ano. Nem parece, mas chegou. Se dependesse dos enfeites nem notaríamos. Sumiram as luzinhas que tanto gosto de ver piscando nas casas, janelas. As chinesinhas ficaram largadas em caixas nos fundos dos armários. Entendo. Também não acendi as minhas, de tanto desânimo. Mas preccartaisamos reagir. Esse é um dos motivos dessa minha carta. Dizer que essa descrença geral está no deixando muito tristes, e eles não merecem nem mais as nossas mágoas. Dizer, na verdade informar, que a gente ainda vai ficar sabendo de muito mais coisas que eles todos fizeram nos verões, outonos, invernos e primaveras passadas; esse poço não tem fundo.
Tantos assuntos, e essa loucura de agora todo mundo nem ler muito mais do que 140 caracteres, ou até menos – que ficar teclando nesses aparelhinhos celulares requer habilidade e treinamento pesado. Daí tudo se abrevia, vira emoticon, mensagem cifrada. Isso me preocupa, tenho sempre de prender sua atenção, amarrá-los comigo alguns minutos. Que imagem posso usar nessa carta aqui? Um coração, um beijo? Vou deixar também para você decidir como quer na sua carta. Vai depender do que quer ouvir. Ou melhor, ler.
Puxa, pensei em usar um monte de fofices. Daquelas de amolecer coração de pedra. Mas quais? Tipo contar uma dessas heroicas histórias, ou as de superação, boas de dar exemplo. Frases construtivas, como aquelas todas óbvias que desfilam nas timelines das redes sociais, na linha “Amar é…”
Mas aí precisaria encher isso aqui de links de vídeos de cachorrinhos, gatinhos fazendo suas fofurices, ou mandar um daqueles powerpoints cheios de filosofia que até distraem, mas porque ficamos estabanados tentando apagar ou abaixar o som daquela música chata que toca logo assim que a gente abre – e no final até esquece de ver sobre o que era. Não. Não ia dar certo.
Mas posso escrever do muito que a gente ainda tem para falar um com o outro, ouvir, responder, aprender, descobrir, buscando soluções, analisando os diversos ângulos. Posso fazer minhas observações.
E é o que vou fazer. Espero que por muito tempo. Neste ano e nos próximos. Escrever. Escrever sempre que eu puder e toda semana nos artigos que encontrará, nas emoções que demonstro, coisas que eu conto, nas broncas que dou, nas ironias que uso, e até nos recados que mando e não sei se ele lê, nas declarações de entrelinhas de amor.
animated_typewriter_gifA carta de hoje eu começaria assim, primeiro com cabeçalho, que adoro desde os tempos de primário e que enfeita a entrada das cartas:
São Paulo, dezembro de 2015.
Caro leitor,
Eu me orgulho muito de saber que está aí. Muito obrigada. Até o próximo, até a próxima.
Com afeto,
Marli Gonçalves
Jornalista – O que escolheu ser, justamente para poder escrever para você. Que se multipliquem, os meus leitores.
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