OXUM,UMA ORAÇÃO

 

 

 

 

 

Oxum

Ó Senhorα minhα, ó minhα Mãe, eu me ofereço todo α vós e, em provα de minhα devoção pαrα convosco, eu vos consαgro neste diα os meus olhos, os meus ouvidos, α minhα bocα, o meu corαção e inteirαmente todo o meu ser.

E, guαrdαi-me e defendei-me, como coisα e propriedαde vossα. Que αssim sejα!

Orα ie ieu Oxum…

Sαlve dourαdα senhorα dα pele de ouro!

FONTE: http://templodemaeoxum.blogspot.com/2010/07/transporte-e-descarrego-na-umbanda.html

Oxum, a beleza da história e imagens

É a força dos rios, que correm sempre adiante, levando e distribuindo pelo mundo sua água que mata a sede. É a Mãe da água doce, Rainha das cachoeiras, Deusa da candura e da meiguice.

Orixá da prosperidade e da riqueza interior, ela é a manifestação do Amor, o amor puro, real, maduro, solidificado, sensível e incondicional, por isso é associada à maternidade e ligada ao desenvolvimento da criança ainda no ventre da mãe, da mesma maneira que Yemanjá.

A regência fascinante de Oxum é o processo de fecundação, na multiplicação da célula mater. É Oxum quem gera o nascimento de novas vidas que estarão no período de gestação numa bolsa de água – como ela, Oxum, rainha das águas.
 
É, sem dúvida alguma, das regências mais fascinantes, pois é o início, a formação da vida. É Oxum que “tomará conta” até o nascimento, quando, então, entrega à Yemanjá, que será responsável pelo destino daquela criança.
 
Oxum não vê defeitos nos seus filhos, não vê sujidade. Os seus filhos são verdadeiras jóias, e ela só consegue ver o seu brilho. É por isso que Oxum é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas desde o ventre até que adquiram a sua independência.
Os seus filhos, melhor, as suas jóias, são a sua maior riqueza. Como acontece com as águas, nunca se pode prever o estado em que encontraremos Oxum; como também não podemos segurá-la em nossas mãos.
 
Assim, Oxum é o ardil feminino, considerada a deusa do amor, a Vênus africana. O casamento, o ventre, a fecundidade e as crianças são de Oxum, assim como, talvez por conseqüência, a felicidade.
 
De menina-moça faceira, passando pela mulher irresistível até a senhora protetora, Oxum é sempre dona de uma personalidade forte, que não aceita ser relegada a segundo plano, afirmando-se em todas circunstâncias da vida.
 
Oxum é o amor, é a capacidade de sentir amor.
A partir desse amor é que se dá a origem as Agregações, e consequentemente origina a concepção das coisas.
 

Ela é o elo que une os Seres sob uma mesma crença, trazendo a união espiritual. É o elo que une dois Seres sob o mesmo amor, agregando-os onde se dá inicio à concepção de uma nova vida.

Ela é quem agrega os bens materiais que torna um ser rico, portanto, é conhecida como Orixá da Riqueza, Senhora do Ouro e das Pedras Preciosas.


O toque dos atabaques, que acompanha sua dança no candomblé, é denominado ijexá. A dança de Oxum é a mímica da mulher faceira, que se embeleza e atavia, exibindo com orgulho colares e pulseiras tilintantes. Diante do espelho, sorri, vaidosa e feliz, por se ver tão linda e sedutora.
Essa doçura de encanto feminino, porém, não revela a deusa por inteiro. Pois ela é também guerreira intrépida e lutadora pertinaz. Como as águas dos rios, a força de Oxum vai a todos os cantos da terra.
 
Ela dá de beber às folhas de Ossain, aos animais e plantas de Oxossi, esfria o aço forjado por Ogum, lava as feridas de Obaluaê, compõe a luz do arco-íris de Oxumarê. Oxum está em tudo, pois, se amamos algo ou alguém é porque ela está dentro de nós.

Data festiva: 12 de outubro e 08 de dezembro



Saudação: Eri ieiê ô, Ore yèyé o, Oraie iê Oxum, Ai iê ieu Mamãe Oxum (Salve Senhora da Bondade e da Benevolência)

Símbolo: um coração do qual nasce um rio.


Sincretismo religioso: Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora da Conceição

Cores: amarelo dourado, Azul ou cor de rosa

Instrumento: Abebé, um leque em forma circular dourado ou feito em latão que pode trazer um espelho no centro

Pedra: Ametista, Quartzo Rosa


Ervas principais: Erva-cidreira, Melissa, Erva-de-Santa-Maria, Ipê-Amarelo, Mãe-Boa (erva sagrada de Oxum), Calêndula, Rosas Amarelas, Malva, Chuva de Ouro, Trevo Três Corações.

Oferendas: frutas doces em geral, banana prata e
ouro, laranja-lima, cereja, maçã, pêra, melancia, goiaba, framboesa, figo,
pêssego, uva; bebidas doces, ressaltando-se o mel, água de cachoeira,
champanhe de maçã, licor de cereja, suco de suas ervas e de suas frutas;
flores de tonalidade amarela, lírio, margaridas, flor-de-maio, amor-perfeito,
madressilva, narciso, rosa branca, amarela.



Ponto de força: cachoeiras, rios ou nascentes

Características dos Filhos de Oxum:

Quase tudo o que foi dito sobre Iemanjá pode ser estendido a Oxum, cujo relacionamento com seus filhos se equivale por representarem ambas o Princípio Criador.

Também é aplicada aos Filhos de Oxum, ainda mais emotivos que os de Iemanjá, a denominação de chorões. A sensibilidade dos Filhos de Oxum é ainda maior e, não raras vezes, chamados, principalmente as mulheres, de dengosas e flores de estufa, que fenecem ao menor motivo.

Na verdade, os Filhos de Oxum, essencialmente honestos e dedicados, esperam sempre merecer as atenções que procuram despertar e sentem-se desprestigiadas quando não acontece. Um fato a ser considerado é o de que os Filhos de Oxum tendem a guardar por mais tempo alguma coisa que lhes tenha atingido e olham com muita desconfiança quem os traiu uma vez.

Por outro lado, menos vaidoso do que os Filhos de Iemanjá ou Iansã, aparentam, mesmo em roupas discretas, uma certa realeza. Ternos e carinhosos, são conseqüentes e seguros e buscam sempre a companhia de pessoas de caráter. Preferem não impor suas opiniões, mas detestam ser contrariados.
 
Custam muito a se irritar, mas quando o fazem, também custam a serenar.
Oxum parece ocupar no coração das pessoas o espaço destinado à figura da mãe e esta característica faz com que seus filhos sejam naturalmente bem quistos e, não raras vezes, invejados.
O homem e mulher, Filhos de Oxum, são, a exemplo de Iemanjá, muito ligados ao lar e a família, em geral.

Dão muito valor à opinião pública, fazem qualquer coisa para não chocá-la, preferindo contornar com suas diferenças com habilidade e diplomacia. São obstinadas na busca de seus objetivos.Oxum é o arquétipo daqueles que agem com estratégia, que jamais esquecem suas finalidades, atrás de sua imagem doce se esconde uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social.
 
 
 
 
 
 

Têm uma certa tendência à gordura, a imagem do gordinho risonho e bem-humorado combina com eles. Gostam de festas, badalações e de outros prazeres que a vida possa lhes oferecer.
Tendem a uma vida sexual intensa, mas com muita discrição, pois detestam escândalos.

Não se desesperam por paixões impossíveis, por mais que gostem de uma pessoa, o seu amor-próprio é muito maior. Eles são narcisistas demais para gostar muito de alguém.
Graça, vaidade, elegância, uma certa preguiça, charme e beleza definem os filhos de Oxum, que gostam de jóias, perfumes, roupas vistosas e de tudo que é bom e caro.


Oxum é assim: bateu, levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade.


O lado espiritual dos filhos de Oxum é bastante aguçado. Talvez por isso as maiores ialorixás que o Brasil tem e teve são de Oxum.

No Rio, de Janeiro, Dia de Oxum é patrimônio imaterial do Estado. 8 de dezembro.

Dia de Oxum é patrimônio imaterial do estado

( de O globo – 5 de março de 2010)
 
RIO – Uma lei publicada no Diário Oficial desta sexta-feira transforma o Dia de Oxum, comemorado anualmente no dia 8 de dezembro, em patrimônio imaterial do estado do Rio. A determinação foi sancionada pelo governador Sérgio Cabral.

A nova norma, de autoria do deputado Átila Nunes (DEM), determina que festejos deverão ser programados e realizados pelas secretarias de Turismo e Ciência e Cultura e incluídos no calendário oficial e turístico do estado.

“A finalidade principal desta lei é reconhecer, oficialmente, essa manifestação religiosa realizada há mais de 300 anos em nossa cidade, trazida pelos afro-descendentes que aqui chegaram como escravos, trazendo suas tradições e cultura. É um patrimônio vivo, dinâmico e um bem cultural intangível do povo fluminense”, destacou, em nota, o parlamentar

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/dia-de-oxum-patrimonio-imaterial-do-estado-3044538#ixzz1fseuvZln
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8 DE DEZEMBRO: DIA DE OXUM. MARIA BETHANIA CANTA BONITO.

Kerêô declaro aos de casa que estou chegando
Quem sabe venha buscar-me em festa
Orarei a Oxum
Que adoro Oxum, sei que sim
Xinguinxi comigo

Oxum que me cura com água fresca
Sem gota de sangue
Dona do oculto, a que sabe e cala
No puro frescor de sua morada
Oh! Minha mãe, rainha dos rios
Água que faz crescer as crianças
Dona da brisa de lagos
Corpo divino sem osso nem sangue

Orarei a Oxum
Que adoro Oxum, sei que sim
Xinguinxi comigo

Eu saúdo quem rompe na guerra
Senhora das águas que correm caladas
Oxum das águas de todo som
Água da aurora no mar agora
Bela mãe da grinalda de flores
Alegria da minha manhã

Orarei a Oxum
Que adoro Oxum, sei que sim
Xinguinxi comigo

Ipondá que se oculta no escuro
De longe me chega a cintilação
dos seus cílios
Oxum é água que aparta a morte
Oxum melhora a cabeça ruim
A yê yê orarei!
Bendita onda que inunda a casa do traidor

Orarei a Oxum
Que adoro Oxum, sei que sim
Xinguinxi comigo

Oxum que eu bendigo na boca do dia
Oxum que eu adoro
Rica de dons
Riqueza dos rios
Oxum que chamei
Que não chamei
Adê-okô
Senhora das águas

4 de dezembro: dia da bela e impetuosa, tempestuosa Yansã. Rendo homenagens.

NOSSOS VIVAS PARA YANSÃ!

Orixá Yansã (Oyá)

Orixás são Elementos da Natureza, cada Orixá representa uma Força da Natureza.

Yansã (Oyá) é um Orixá feminino

Costuma ser associada à figura católica de Santa Bárbara, talvez por causa do raio, já que a santa é sempre invocada para proteger um fiel de uma tempestade. O mesmo acontece com Oyá, que deve ser saudada após os trovões, não pelo raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter acesso), mas principalmente porque tem sido Yansã (Oyá) uma das mais apaixonadas amantes de Xangô, o senhor da justiça não atingiria quem se lembrasse do nome da amada.

Ao mesmo tempo, ela é a senhora do vento e, conseqüentemente, da tempestade. Nas cerimônias da Umbanda e do Candomblé, Yansã (Oyá), ela surge quando incorporada a seus filhos, como autêntica guerreira, brandindo sua espada, ameaçando os outros, prometendo a guerra, sempre guerreira e, ao mesmo tempo, feliz. Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu amor e sua alegria contagiantes da mesma forma que desmedida com que exterioriza sua cólera. Como a maior parte dos Orixás femininos cultuados inicialmente pelos nagôs (ou iorubas, outro nome para a mesma cultura) é a divindade de um rio conhecido internacionalmente como rio Niger, ou Oyá, pelos africanos, isso, porém, não deve ser confundido com um domínio sobre a água.

 A figura de Yansã (Oyá) sempre guarda boa distância das outras personagens femininas centrais do panteão mitológico africano, se aproxima mais dos terrenos consagrados tradicionalmente ao homem, pois está presente tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura – enfim, está sempre longe do lar; Yansã (Oyá) não gosta dos afazeres domésticos.

É extremamente sensual, apaixona-se com freqüência e a multiplicidade de parceiros é uma constante na sua ação, raramente ao mesmo tempo, já que Yansã (Oyá) costuma ser íntegra em suas paixões; assim nada nela é medíocre, regular, discreto, suas zangas são terríveis, seus arrependimentos dramáticos, seus triunfos são decisivos em qualquer tema, e não quer saber de mais nada, não sendo dada a picuinhas, pequenas traições. É o Orixá do arrebatamento, da paixão.

Características dos Filhos de Yansã (Oyá) Arquetipicamente, Yansã (Oyá) é a mulher guerreira que, em vez de ficar no lar, vai à guerra. São assim os filhos de Yansã (Oyá), que preferem as batalhas grandes e dramáticas ao cotidiano repetitivo. Costumam ver guerra em tudo, sendo portanto competitivos, agressivos e dados a ataques de cólera. Ao contrário, porém, da busca de certa estratégia militar, que faz parte da maneira de ser dos filhos de Ogum, que enfrentam a guerra do dia-a-dia, os filhos de Yansã (Oyá) costumam ser mais individualistas, achando que com a coragem e a disposição para a batalha, vencerão todos os problemas, sendo menos sistemáticos, portanto, que os filhos de Ogum. São quase que invariavelmente de Yansã (Oyá), os personagens que transformam a vida num buscar desenfreado tanto de prazer como dos riscos. São fortemente influenciados pelo arquétipo da deusa aquelas figuras que repentinamente mudam todo o rumo da sua vida por um amor ou por um ideal. Faz parte dos filhos de Yansã (Oyá) a maior arte dos militantes políticos não cerebrais por excelência. Ao mesmo tempo, quando rompem com uma ideologia e abraçam outra, vão mergulhar de cabeça no novo território, repudiando a experiência anterior de forma dramática e exagerada, mal reconhecendo em si mesmos, as pessoas que lutavam por idéias tão diferentes. Talvez uma súbita conversão religiosa, fazendo com que a pessoa mude completamente de código de valores morais e até de eixo base de sua vida, pode acontecer com os filhos de Yansã (Oyá) num dado momento de sua vida. Da mesma forma que o filho de Yansã (Oyá) revirou sua vida uma vez de pernas para o ar, poderá novamente chegar à conclusão de que estava enganado e, algum tempo depois, fazer mais uma alteração – tão ou mais radical ainda que a anterior.

O temperamento dos que têm Oyá como Orixá de cabeça, costuma ser instável, exagerado, dramático em questões que, para outras pessoas não mereceriam tanta atenção e, principalmente, tão grande dispêndio de energia. São do tipo Yansã (Oyá), aquelas pessoas que podem ter um desastroso ataque de cólera no meio de uma festa, num acontecimento social, na casa de um amigo – e, o que é mais desconcertante, momentos após extravasar uma irreprimível felicidade, fazer questão de mostrar, à todos, aspectos particulares de sua vida. Como esse arquétipo que gera muitos fatos, é comum que pessoas de Yansã (Oyá) surjam freqüentemente nos noticiários.

Ao mesmo tempo, é um caráter cheio de variações, de atitudes súbitas e imprevisíveis que costumam fascinar (senão aterrorizar) os que os cercam e os grandes interessados no comportamento humano. Os Filhos de Yansã (Oyá) são atirados, extrovertidos e chocantemente diretos. Às vezes tentam ser maquiavélicos ou sutis, mas só detidamente. A longo prazo, um filho de Yansã (Oyá) sempre acaba mostrando cabalmente quais seus objetivos e pretensões. Eles têm uma tendência a desenvolver vida sexual muito irregular, pontilhada por súbitas paixões, que começam de repente e podem terminar mais inesperadamente ainda. São muito ciumentos, possessivo, muitas vezes se mostrando incapazes de perdoar qualquer traição – que não a que ele mesmo faz contra o ser amado. Ao mesmo tempo, costumam ser amigos fiéis para os poucos escolhidos ara seu círculo mais íntimo. Um problema, porém, pode atrapalhar tudo: a inconstância com que vê sua vida amorosa; outros detalhes podem também contaminar os aspectos profissionais. Todas essas características criam uma grande dificuldade de relacionamentos duradouros com os filhos de Yansã (Oyá). Se por um lado são alegres e expansivos, por outro, podem ser muito violentos quando contrariados; se têm a tendência para a franqueza e para o estilo direto, também não podem ser considerados confiáveis, pois fatos menores provocam reações enormes e, quando possessos, não há ética que segure os filhos de Yansã (Oyá), dispostos a destruir tudo com seu vento forte e arrasador.

essas informações vêm do http://www.temploetxaury.com/orixa_yansa.htm

De Juiz de Fora, para o mundo. Gabeira, também de Juiz de Fora, conta um pouco das lembranças que tem de Itamar. Vale a pena.

ADEUS A ITAMAR FRANCO

por Fernando Gabeira, do blog no Estadão:

http://blogs.estadao.com.br/fernando-gabeira/

Morreu Itamar Franco. Foi um grande político de Minas . Como Presidente da República cumpriu seu papel e levou o Brasil à segunda eleição direta para presidente com muita dignidade.

Eu conheci na nossa cidade, Juiz de Fora. Andávamos na rua Halfeld, onde se fazia o footing dominical. Itamar era um jovem engenheiro e, aos poucos, foi crescendo no cenário político.

Um dos lideres populares de Juiz de Fora era também dirigente sindical. Chamava-se Clodismith Riani e foi preso pelo governo militar.

Com a saída de Riani, Itamar ocupou o espaço de uma liderança de oposição. Riani era do PTB e creio que foi com esse sigla que Itamar ganhou a primeira eleição para prefeito.

Tive a oportunidade de reencontrá-lo às vésperas da queda de Collor. Ele se hospedou no Sheraton, no Rio, e não falava com jornalistas. Fui recebido com a ressalva de que não daria entrevista.

Parecia um pouco perplexo. Eu dizia que ele seria o próximo presidente, que Collor não aguentaria mais um mês. Parte de sua discreção era característica do cargo de vice.Além disso ,vinha da política mineira e era um pouco tímido .

Sua performance como senador sempre foi muito boa, sobretudo comandando a comissão que discutiu a energia nuclear no Brasil.

Voltei a encontrá-lo na convenção do PPS, quando já era candidato a senador por Minas. Foi sua última vitória eleitoral.

Itamar foi um homem de bem, cercado de pessoas corretas e fieis, alguns conhecidos desde minha juventude, como Ruth Hargreaves e seu primo Henrique, que se tornou Chefe da Casa Civil.

Na sua presidência, com Fernando Henrique na direção da economia, foi criado o Plano Real que estabilizou o pais, preparando-o para os grandes avanços das duas últimas décadas.

Uma grande perda, sobretudo para um Senado decadente e submisso como o de hoje. Às vezes, o critiquei quando exercia a presidência. Depois de tudo que aconteceu nos últimos anos,reconheço que seus erros foram secundários e o Brasil ainda precisava muito de gente como ele

24 de Maio: Dia de Santa Sara Kali. Homenageio com uma oração. Uma, não. Quatro.

Recomenda-se acender uma vela azul – Para Santa Sara Kali

Sara, Sara, Sara foste escrava de José de Arimatéia, no mar foste abandonada, te peço “paz e amor ao meu coração” (fazer o pedido). Teus milagres no mar sucederam e como santa te tornastes, a beira do mar chegastes e os ciganos te acolheram. Sara, Rainha, Mãe dos Ciganos que te consagram como tua protetora e mãe vinda das águas. Sara, mãe dos aflitos, a ti imploro proteção para meu corpo, luz para que meus olhos enxerguem no escuro, luz para meu espírito e amor para todos meus irmãos.
Aos pés da Mãe Santíssima, tu, Sara, me colocarás e a todos que me cercam para que possamos vencer as provações terrenas. Sara, Sara, Sara não sentireis dores nem tremores. Espíritos perdidos não me encontrarão e assim como conseguistes o milagre do mar, a todos que me desejarem mal, tu, com as águas me fará vencer (beber três goles d´água).
Amai-nos Sara, para que eu possa ajudar a todos que me procurem. Ajudados pelos teus poderes serei alegre e compreensiva(o) com todos que me cercam. Corre no céu, corre na terra, corre no mundo e Sara, Sara, Sara estará sempre a minha frente, sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito.
E assim, dizemos que somos protegidos por Sara que nos ensinará a caminhar e perdoar.

(Reze três ave-marias, sendo a primeira para Santa Sara, a segunda para os ciganos e a terceira para você).

 

 

Minha doce Santa Sara Kali, tu que és a única santa cigana do mundo, tu que sofrestes todas as formas de humilhação e preconceito, tu que fostes amedrontada e jogada ao mar para que morresses de sede e de fome. Tu que sabes o que é o medo, a fome, a mágoa e a dor no coração. Não permitas que meus inimigos zombem de mim ou me maltratem. Que tu sejas minha advogada perante Deus, que tu me concedas sorte, saúde, paz e que abençoe a minha vida.
Amém.

 

Opcha, Opcha minha Santa Sara Kali, mãe de todos os clãs ciganos dessa terra ou do além túmulo. Mãe de todos os ciganos e protetora das carruagens ciganas. Rezo invocando teu poder, minha poderosa Santa Sara Kali, para que abrande meu coração e tire as angústias que depositaram aos meus pés. Santa Sara me ajude! Abra meus caminhos para a fé no teu poder milagroso. Venceste o mal, todas as tempestades e caminhou nas estradas que Jesus Cristo andou. Mãe dos mistérios ciganos que dá força a todos os ciganos no dom da magia, me fortaleça agora, sendo eu cigana(o) ou não cigana(o). Bondosa Santa Sara, abranda os leões que rugem para me devorar. Santa Sara, afugenta as almas perversas para que não possam me enxergar. Ilumina minha tristeza para a felicidade chegar. Rainha, atravessaste as águas dos rios e do mar e não afundaste e eu invoco teu poder para que eu não afunde no oceano da vida. Santa Sara, sou pecadora(o), triste, sofrida(o) e amargurada(o). Traga-me força e coragem, como dás ao Povo Cigano teus protegidos. Mãe, Senhora e Rainha das festas ciganas. Nada se pode fazer em uma tenda cigana sem primeiro invocar teu nome, e eu invoco pelo meu pedido, Santa Sara Kali. Tocam os violinos, caem as moedas, dançam as ciganas de pés descalços em volta da fogueira, vem o cheiro forte dos perfumes ciganos, as palmas batendo, louvando o Povo de Santa Sara Kali. Que o Povo Cigano me traga riquezas, paz, amor e vitórias. Agora e sempre louvarei teu nome Santa Sara Kali e todo o Povo Cigano.
Opcha, Opcha Santa Sara Kali!

 

Santa Sara, pelas forças das águas, Santa Sara, com seus mistérios, possa estar sempre ao meu lado, pela força da natureza. Nós, filhos dos ventos, das estrelas e da lua cheia, pedimos à senhora que esteja sempre ao nosso lado; pela figa, pela estrela de cinco pontas, pelos cristais que hão de brilhar sempre em nossas vidas. E que os inimigos nunca nos enxerguem, como a noite escura, sem estrelas e sem luar. A tzara é o descanso do dia a dia, tzara é a nossa tenda. Santa Sara me abençoe; Santa Sara me acompanhe; Santa Sara ilumine minha tzara, para que a todos que batem à minha porta eu tenha sempre uma palavra de amor e de carinho. Santa Sara, que eu nunca seja uma pessoa orgulhosa, que eu seja sempre a mesma pessoa humilde

Dá-lhe, Luis Cláudio!#orgulhojornalístico

UnB: Luiz Cláudio Cunha recebe título

Mariana Costa/UnB Agência
Foto
JORNALISTA RECEBEU TÍTULO DE NOTÓRIO SABER

 
 O jornalista Luiz Cláudio Cunha, que já ganhou os principais prêmios do jornalismo brasileiro, como o Esso e o Vladimir Herzog, além do prêmio Jabuti, um dos maiores na área literária, com o livro-reportagem Operação Condor: o seqüestro dos uruguaios  — uma reportagem dos tempos da ditadura, recebeu ontem (9) o reconhecimento de sua trajetória profissional exemplar, com o título de notório saber, concedido pela Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília. Durante seu discurso, ele criticou redes de TV financiadas por dogmas religiosos, senadores que sequestram gravadores de repórteres, juízes que permitem o acobertamento da verdade e governos militares que não suportam a liberdade. Lembrou ainda das lutas de Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira, Honestino Guimarães e milhares de jovens que souberam dizer “não” à violência e ao medo. Leia na íntegra
 

ARTIGO – Contradições, resistências e rock n`roll

                                                                                                  Marli Gonçalves Sou a própria contradição, mas para quem vê e não sabe. Todo mundo tem direito a pelo menos uma contradição nessa vida; jogue pedras e cuspa rãs quem nunca as teve. Claro, elas devem ser moderadas, e, se possível, evolutivas, para melhor, mas não me venham com preconceitos e bobeiras

Mais uma semana ouvindo que o Bin Laden não morreu, que querem ver o corpinho com as barbas de molho, que o coitadinho, velhinho, estava desarmado, meu saco de paciência estoura. Aliás, ele – o meu saco de paciência – anda meio que mais no limite do que os cestos de lixo espalhados pela cidade, transbordantes, enfeites do descaso urbano pendurados em postes.

Não sei se os surtos vêm da água que bebem, mas tem gente sofrendo de crises infantis do tipo São Tomé, que só acreditam vendo, ou acometidos de gugudadá de muxoxo porque a sociedade civil pressiona e avança, acima da cabeça dos coronéis e pistoleiros e pistoleiras em cargos públicos, eleitos ou indicados pelos seus pares. A decisão tomada pela Supremo, por unanimidade, reconhecendo juridicamente a união de pessoas do mesmo sexo, nos dá certo alento. Algumas gotas pingam das torneiras da Razão.

Ninguém vai obrigar ninguém a casar. Até porque inclusive entre os gays há de praxe uma certa alta rotatividade nas relações, que pode até vir a melhorar. Mas se acabar vai perder a graça. Também não precisa ser gay para entender, apoiar, assim como não é exatamente uma questão religiosa.

Contudo, não é porque sou da Paz que rejeito as regras da guerra. Vivemos em conflito, até com nós mesmos! Padres não viram castrados ao serem ordenados. O desejo chega; não manda recado, nem marca hora. É assim que tudo pode ser, um dia, a nossa realidade, por mais distante que esta pudesse parecer. Não diga dessa água não beberei, com ou sem bolinhas. Se não fui acho que devia ter ido – sempre rola.

A propósito, o tema é respeitar. Mudar, fazer, acontecer, decidir – ou não. Os dias passam. E a geminiana aqui se encontra em sua plena piração anual, que acontece de qualquer jeito. A sorte é que ganhei de presente de Deus um espírito mutável.

Depois dos 50, preparem-se as que quiserem ouvir, fica mais, digamos assim, visível a pressão externa por mudanças, a avaliação, uma certa apreensão com os próximos dias, e não é mais só pela espera da menstruação – de quem gostava muito, e que ando até com saudades da rotina, agora inconstante.

Antes que esqueça, inclusive, explodam-se as convenções. É o que acho. Sou, no bom sentido, moleca; nasci moleca e moleca permanecerei de espírito. Sempre vivi a contradição entre a imagem que os outros vêem e julgam – e o que sou exatamente. Sofri, apanhei, perdi e acabo sendo sempre muito prejudicada por isso, o que me faz sempre evitar fazer juízos “visuais”. Cansei de ser chamada de maluquinha, meio louquinha, figura, exótica (é, usam muito essa palavra para mim), ou qualquer outro termo apenas idiota ou condescendente que na verdade busca desmerecer-me, mesmo que sem esse claro propósito. Só o velado, o odioso velado.

Escuto. Pisco. Sei. Faço de desentendida para viver. Tento apenas escapar de que não me atrasem ainda mais a vida por isso. Controlar o que posso, mas só posso com o que é declarado, claro. Queria ver é fazerem metade do que faço, da responsabilidade com que encaro as tarefas que me são confiadas, das renúncias que fui e sou obrigada a fazer.

O mundo é dissimulado demais da conta. Pensam que foi fácil chegar até aqui – com vários arranhões, decerto – mas sendo ainda espontânea, otimista e independente? Sem riquezas e posses, sem olhos claros, e de altura pouco mais de metro e meio? Solteira, sem filhos? Para azar e horror dos que gostam de teses imutáveis, sempre fui estudiosa, sempre fui obediente e boa filha (perguntem por aí, se duvidam), boa irmã, boa amiga, solidária como posso. Trabalho, literalmente, e sem parar, desde os 15 anos de idade, quando pretendi, mas nunca consegui, comprar uma motocicleta, mondo cane. Fui uma das primeiras – ao menos que conheço – a andar de moto, de skate, por aí, e a conviver com garotos sem que isso significasse nada além de amizade. Não havia raça proibida. Nem religião. Nem estado civil, sexo. Tudo isso no meio de uma ditadura. Ou isso ou aquilo. Sempre optei pelos dois, ou três, ou mais quesitos. (…piscadinha marota…)

Sim, quiseram casar comigo, mas me desvencilhei, segura de que só – eu e minhas contradições – seria feliz, porque também sempre achei no caminho gente querendo é me mudar, me prender, tirar o sorriso de minha boca e o brilho dos meus olhos. Alguns conseguiram. Mas fui buscar de volta a tempo. “Atroz contradição a da cólera; nasce do amor e mata o amor”. (Simone de Beauvoir).

Aos 8 anos de idade, me joguei na lama por odiar uma roupinha de marinheiro branca e engomada que me obrigaram a usar; a partir daí invento minha própria moda. Quando tem gente vindo, já fui e voltei. Fui e voltei. Voltei e fui, mesmo sem sair do lugar. Nem tão solta como quis, mas sempre com os livres e os livros. Amei e amo muito, inclusive casos que duraram algumas décadas, sem ter o amado, apenas o amante, de todas as cores, credos, carteiras, com cabelo ou não. Apenas algo que me encante.

Sou rock n`roll, mas também sou jazz, e pretendo manter a resistência.Tudo é possível, e aqui no Brasil ainda mais, o lado bom de nossa gente.

Somos nós as contradições vivas, e quem é que sabe disso além de nós mesmos?

São Paulo, astral de 2011, quase virando mais um numerozinho do velocímetro

(*) Marli Gonçalves é jornalista. Usa minissaia e aproveitará bem, até o último instante, tudo o que puder.

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O Baú de Minha Mãe”,  artigo que escrevi em homenagem à minha, à sua, para todas. Para ler, clique AQUI

ARTIGO ESPECIAL DIA DAS MÃES – “O baú de minha mãe”

O baú de minha mãe

Ele se abre para mim, sempre em horas mágicas. Me transporta, e me dá calor e alento, ou presentes que caem como bênçãos do céu onde mora hoje

Marli Gonçalves*

Os presentes são mágicos. Aparecem de repente embora existam há anos, vivendo seus ciclos em caixinhas;  ou mesmo já nasceram na ideia dela do que seria o meu futuro, do que eu poderia precisar. Hoje entendo isso. De repente – como já disse – eles aparecem. Ou abro as gavetas e os vejo com os olhos de nunca antes, daqueles que encontram um amor antigo. Ou um amor à primeira vista.

Do baú de minha mãe saem mais do que pérolas, um anel de ouro, um bule ou um vaso bonito. Saem presentes tão presentes que surgem como bênçãos na resolução do dia após dia, de conseguir passar e ultrapassar. Sobreviver com dedicação. Mais um. Mais um. E eu vou envelhecendo e entendendo. Hoje entendo melhor tantas coisas!

Você,  minha mãe, apenas comprava e guardava – numa poupança particular  – e quase incompreensível. Quando as coisas não saíram bem, muitas delas você vendeu, silenciosa como comprou e triste ficava por não conseguir repor nada naquele vazio. De qualquer forma, nem percebia que sempre que podia me alimentava com as histórias de sua vida sofrida e dos passos que dera, bons e maus, e que percorreram quase todo o país. Eu via fantasia na fuga com o caminhão do circo, debaixo da lona. Sonhava com o baú de mágicas cheios de traquitanas. Ria de alguns truques que você dizia que aprendera, e com as histórias da chinesa  linda da qual só existe uma foto e que colocava arroz cozido numa tigela em cima do telhado. Ou da dona da pensão dali, daqui. Sobre as pessoas que viravam a cara, quando você precisou. E me contava também das mãos estendidas que encontrou, mandadas por Deus, nas horas em que mais necessitava.

Você, linda, de elegante branco, Corcovado na moldura de seu corpo garrafinha – dessas, tenho só duas fotografias em papel já amarelado; acho que as duas únicas imagens dessa época que podíamos raramente e que nos deixávamos fotografar só para marcar a cadência do tempo. Nunca se falou muito de detalhes, que até hoje escapam como segredos que levou e nem quis me contar.

Só hoje consigo ter a certeza da saudade imensa. De como minha mãe sabia que seria assim e tudo certo ou errado me dizia como um dia eu iria sentir. Por que as mães são tão sábias, tão videntes? Elas dizem e acontece; ou avisam e você, já esperto, se livra.  Comigo muitas vezes foi assim: foi por lembrar dela alertando que me safei, “confiando desconfiando”, “com um olho bem aberto”.  Por isso se fala também em praga de mãe ser maldita, terrível. Elas têm um poder.

Talvez por isso nunca tenha querido ser mãe. Talvez até por medo desse poder tão grande. Ou por ter certeza que é preciso mesmo muita coragem para fabricar uma criança dentro de si.

A minha criança ainda sou eu própria quando gargalho abrindo esse seu baú cravejado de sentimentos, e revestido do mais puro calor dos seus dedos quando me acariciavam. Não é uma bailarina de uma caixa de música, mas toda a sua dedicação, o que dança à minha frente.

Você virou flor. Você vive na nuvem do céu. Aí você não pode sofrer mais. Fez aqui tudo o que podia. E eu penso em você todo dia.

  •  Marli Gonçalves é jornalista

Março de 2011 – texto escrito para Revista Colombo

Que legal! Luis Claudio Cunha, jornalista, será super-homenageado

Reconhecimento

O jornalista Luiz Cláudio Cunha vai receber em 9 de maio, às 16h, o título de “Notório Saber” da Universidade de Brasília, que levou em conta, além do trabalho de quatro décadas como premiado repórter, sua atuação no combate à ditadura e na defesa dos direitos humanos.

( Da coluna do Claudio Humberto)

Morre um amigo. E aos amigos que ficam, arrasados, só resta lembrar. Dagomir Marquezi escreve sobre o Serginho Borgneth

Trago para vocês o post de Dagomir Marquezi, no blog dele, http://dagomir.blogspot.com/, sobre o amigo Luis Sergio Borgneth, que nos deixou hoje.

Dagô, ainda lembro da risada desse velho surfista carioca, como você tão bem definiu.

Beijão para todos os amigos deste mundo, de todos esses anos de vida.

O post do Dagô:

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Conheci o Borgneth no primeiro ano de Jornalismo da FAAP. Ele era o surfista carioca, de sandália, alienadão. Eu era o comunista doutrinador querendo conquistar mais gente para a “causa”. Contra todas as possibilidades, viramos grandes amigos. Um dia consegui emprego na redação do jornal de publicidade Meio & Mensagem. Eu desisti e passei o cargo para ele. Ele ficou e chegou a vice-presidente da empresa.

Vivemos anos ricos e selvagens na faculdade. Era um tempo meio sem limites, onde tudo era exagerado e vivido com intensidade. Passamos por greves estudantis, festas alucinadas, paixões pelas mesmas mulheres. Com o tempo nos separamos em nossas vidas e nossas crenças. Tive a chance de uma última conversa no bar que ele freqüentava todos os dias. Desperdicei essa chance, e hoje isso me dói. O Borgneth, flamenguista fanático, grande conquistador, pai amoroso, partiu nesta madrugada. Deixou três filhos e uma lembrança que nunca vai se apagar.

Amo as sereias. Para mim, podem ser criaturas de Iemanjá. Tem uma que é que eu sei.

Essas informações são do :http://iemanjaarainhadomar.blogspot.com/

Iemanjá a Rainha do Mar! Sereia Sagrada! Senhora dos Oceanos! Linda e encantadora!. Mãe de todos os Orixás. É ela que proporciona a boa pesca nos mares, regendo os seres aquáticos, provendo o alimento vindo de seu reino. Iemanjá é quem controla as marés. Protege a vida marinha. Regente absoluta dos lares, protetora da família. Iemanjá pode ser invocada para ajudar durante o parto, pois é a Deusa da fertilidade, ela ama as crianças. Protetora dos bebês e das gestantes, ela é a eterna mãe. Iemanjá é a Padroeira dos amores, é muito solicitada em casos de paixões conflituosas, tudo pode ser conseguido caso ela consinta. Iemanjá exerce fascínio nos homens, com sua beleza imcomparável, seus longos cabelos, feições delicadas, corpo escultural e muito vaidosa. Iemanjá possui vários nomes: Sereia do Mar, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Inaé, Mucunã, Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá e Dona Iemanjá, dependendo de cada região.


A Iemanjá Brasileira é resultado da miscigenação de elementos europeus, ameríndios e africanos. Respeitada e venerada por pescadores. Iemanjá conquistou o coração dos brasileiros. Odoyá!

Que legal! A coluna do amigo Claudio Humberto, entre as maiores e melhores!

Pesquisa: Coluna CH lidera preferência

COLUNA CH ESTÁ À FRENTE DO PAINEL, DA FOLHA DE S. PAULO, ENTRE AS PREFERIDAS

A quarta edição da pesquisa “Mídia & Política”, do Instituto FSB Pesquisa, sobre hábitos de leitura dos parlamentares do Congresso Nacional, confirma outra vez que a coluna Claudio Humberto é uma das preferidas, inclusive entre os novos deputados federais e senadores. Segundo a pesquisa, Claudio Humberto lidera com 61% a preferência entre as colunas de notas. Em seguida está “Painel”, assinada por Renata Lo Prete, do jornal Folha de S. Paulo, com 55%. Mesmo sem o suporte de qualquer grande jornal, Claudio Humberto está entre os quatro colunistas mais influentes: Miriam Leitão (O Globo e TV Globo) foi citada por 73% dos entrevistados, contra 65% de Dora Kramer (O Estado de S. Paulo) e 64% de Ricardo Noblat (O Globo), que se dedicam a análises políticas. Com 61%, a coluna é reproduzida neste site, no Jornal de Brasília e outros 36 jornais, em 25 estados. Neste ano, foram entrevistados 340 parlamentares, sendo 307 deputados federais e 33 senadores: 57% dos parlamentares da nova Legislatura. Na Câmara dos Deputados, foram ouvidos 181 reeleitos e 126 novos deputados. No Senado Federal, cinco senadores reeleitos, 12 com mandatos que se encerram em 2015 e 16 novos.

Nota do Claudio Humberto: http://www.claudiohumberto.com.br/principal/

E OS ARTIGOS DA GENTE SEMPRE SÃO PUBLICADOS LÁ, EM DESTAQUE!

PARABÉNS, CH!

Mais uma homenagem a São Paulo. Carta do Dr. Nusbaum aos jornais.

DEPOIS DA MINHA HOMENAGEM, AILOVIIÚ, MAIS DE QUEM GOSTA DELA, AILOVIUELA!

 


“São Paulo aos 457 anos. Para muitos uma recém-nascida, totalmente dependente. Para outros uma criança desprotegida, necessitando de cuidados frequentes; ou uma adolescente ansiosa por crescer, aprender com seus erros e acertos, preparando-se para o futuro; ou adulta trabalhando, evoluindo, participando e conduzindo; ou madura, de realizações plenas, sedimentadas, não estacionárias; ou então São Paulo idosa, sábia, conselheira e acolhedora.

São Paulo de todas as cores, de todas as raças, de todos os sotaques. São Paulo, coração de mãe, sempre acolhendo. São Paulo que recebeu meus pais estrangeiros, e permitiu que aqui prosperassem e formassem os filhos.

A você São Paulo de Piratininga, votos de feliz aniversário e obrigado por tudo”.

Luiz Nusbaum, médico

Que delícia o amigo Paulo Klein achou no YOUTUBE: Gang90 e Absurdettes! Grande Julio Barroso. Isto foi São Paulo em sua melhor tradução.

COMEMORANDO O ANIVERSÁRIO DA CIDADELA EM QUE ME ENCONTRO!

( e olha que eu não gostava da tal May East, vocalista…)

ARTIGO – SÃO PAULO, AILOVIIÚ

MARLI GONÇALVES

Peço desculpas de antemão. Terá de ser um pouco maior, tão grande quanto a cidade que homenageia. Feche os olhos. Imagine São Paulo. Vou tentar narrá-la. Ou descrevê-la como fazíamos em nossa infância, na frente de desenhos importados e mal impressos. Aqui está tudo em nossa própria carne. Impressões digitais e na íris, nome de uma flor que você vê, andando por ela.

 

Vejo coisas malucas que só por aqui. Vi uma fila de motoboys, pizzas na mão, em frente a um prédio só, em dia de chuva. Vejo policiais de bicicleta, de moto, de viaturas, de helicópteros. E descalços, ao mesmo tempo, com seus salários de fome. Uma fome que alimenta a violência.

Vejo até guardas florestais com imponentes Lands Rover. São Paulo tem áreas florestais, sabia?

Na chuva, enchentes. Na seca, narizes sangrando e muito coff-coff-coff. O asfalto queima as patinhas dos cães, muitos, vira-latas ou de madames, mas aqui algumas delas põem sapatinhos em seus bichinhos.

Cavalos puxam homens e carroças. Carroças são puxadas por homens e cavalos. Às vezes homens puxam cavalos e carroças. Algumas, apenas o cavalo solto nas estradas, perigo da noite.

Gente que tem muito. E gente que não tem nada. Nem a perder. Nada. E achados e perdidos, que essa cidade tem.

Tem trânsito, tem calmaria (mas só quando a deixam, fugidos, nos feriados). Tem flores de todos os tipos, árvores coloridas. Mas você precisa olhar para elas. Os ipês, mancas, quaresmeiras, as azáleas, os lírios e as palmas. As íris, quase violetas.

Aqui já vi, vejo e verei mendigos poliglotas. Loucas elegantes que fazem uso à sua moda do que ganham, acham nas latas, caçambas da vida. Nas caçambas dos Jardins acha-se de tudo: estolas, quadros, móveis. Eu já vi e catei. Brinquedos. Não entendo por que quem joga não é capaz de juntá-los para oferecer e ganhar na troca o olhar lindo de uma criança. É São Paulo.

Já vi até dentro de carrinhos de bebê. Aqui tem gente que anda nas ruas com cães, gatos, papagaios, cacatuas, e até porcos e coelhos. Minha mãe teve dois galos. Que cantavam nos Jardins.

Ah, barulho tem toda hora. Agora. De noite e de dia. Psiu? Cadê você, Psiu? Sempre em construção. Ou carros e motos acelerando. Ônibus lotados subindo ladeiras, que aqui têm muitas. E os bêbados da noite, em carros de todo o tipo. Ou nas calçadas. Mas as bêbadas são piores, com suas vozes finas, gritantes e lamuriantes.

Nos céus, aviões, jatinhos e helicópteros. Quase Jetsons, não fossem os balões pipocantes que de vez em quando um ser irresponsável solta por aí. Uóóóómmm. As sirenas das ambulâncias, dos policiais, dos bombeiros, do resgate. E dos idiotas que agora inventaram e usam uma corneta com esse som.

São Paulo: seus parques e praças são poucos. Suas áreas de risco, muitas. Sua periferia, cinza. Suas favelas, até isso, sem graça, sem samba, sem cor.
Mas aqui tem para todo o mundo. Para ateus, agnósticos e etcs. E todas as religiões. Dos rabichos dos Hare Khrishnas, aos dreads dos rastas. Os cachinhos dos judeus ortodoxos, com seus chapelões de pelo. As sandálias dos franciscanos. Os pesados hábitos das carmelitas. O moderno dos Padres Rossi e amigos. As saias “colunas” das evangélicas tradicionais e os terninhos dos pastores. As cabeças cobertas das muçulmanas. Centros de cabala, Kaballah, centros de espiritismo. Mesa branca, umbanda, candomblé, magias de todo o tipo. Até feiras de cartomantes há! Aqui até fachada de templo evangélico gigante parece fachada de centro gay, toda em arco-íris. Verdade!

Ciganas lêem suas mãos. Malabaristas passam bolas de cristal pelos braços. Comem fogo e espadas. Jogam Três Marias para cima. Os meninos pobres tentam fazer o mesmo. Ou pegam rodinhos e paninhos sujos para limpar o seu pára-brisa.

Aqui em São Paulo tem rua de tudo. De madeira, noivas, móveis, decoração, roupas, panelas, ferragens de porta, de equipamentos musicais. Agora há também ruas, muitas, tomadas por hordas de viciados em crack. E os nomes das suas ruas, São Paulo, nem conto! Queria morar na Rua das Estrelas Fugazes, se houver.

A noite de São Paulo pode ser paga. Ou gratuita, se for só para olhar. Suas manhãs são agitadas. Tem quem vem de longe. Tem quem vá para longe. Ida e volta. Diariamente.

Agora, mas só agora – não acontecia isso antes, acredite – vemos gente de shorts e
chinelos nas ruas. Mas ainda não vemos as mulheres de biquíni nas praças que tem quem queira, não queira, não goste. Não possa. Ah!

As avenidas são como rios cortantes para se transpor. Às vezes a nado. Rezando,
os pedestres. Represas, rios e riachos. Córregos borbulhantes e vazantes. Efervescentes, na cidade, tais quais toda sua gente: contorcionistas, voyeurs e exibicionistas, antropofágicos, simpatizantes até de tudo muito aquilo para o lado direito.

A arte está nas ruas, em grafites, adesivos, carimbos. Em cada um por todos. Todos por um.

Além de igrejas, templos e bibocas, há restaurantes para todos os gostos e nacionalidades, desejos, gostos, bolsos. Agora até em motos nas ruas, comida. Em São Paulo, cachorro-frito já acharam, com gato no churrasco, cavalos no aperitivo. Aqui se vende bem caro até espuma, novidade gastronômica. Chame diferente: iogurte vira frozen; molhos viram nomes extraordinários.

São Paulo fala todas as línguas, sotaques, dialetos, gírias. Com r, s, ou estalados nos dentes, no céu da boca. O rrrrr comprido dos caipiras, que aqui habitam e mantêm o clima, o charme do sotaque, “sutaque”, uai, tchê, guri, guria, painho, mainha. Óxente, cabra da peste!

24 horas aqui tem pães, sexo, sex-shop, pet-shop, materiais de construção, mercados até hiper, massas e carnes, sopas e álcool, nos postos, convenientes, junto com a gasolina.

São Paulo, frenética, violenta, caridosa, e ruidosa. Esburacada e recapeada. Antiga e antigamente, caindo aos pedaços, indo ao chão e erguendo-se, do nada, inteligentes e inacessíveis. Arranha o céu!

Além de especialidades médicas, doenças e males estranhos.

Antenas, muitas. E antenados. Interferências, todas, e gente desplugada, perdida,
michêse michados. Apagões aqui e ali. Até de inteligência. Rua que é estrada, avenida que é rua.

Aqui tem festa suingueira, festa fechada, festa aberta. Fetiches, Sado e Masô. E ainda os sertanejos dos fuscas tunados. Há os meninos e as meninas, em seus clubes dos bolinhas e luluzinhas. No Arouche tem footing gay nas tardes de domingo. Na Augusta em que nasci e vivi, tem todo dia, toda hora. Augusta dos 60, dos 70, dos 80, dos 90, dos cem em diante. 120 por hora.

São Paulo: sua bandeira e a do Brasil tremulam orgulhosas. Você é preta, vermelha, branca. E verde e amarela. Aqui se vê de tudo e se faz muito pouco do que dá. Cada vila, bairro, uma cidade, uma ciranda. Milhões de histórias para contar.

Feliz Aniversário, minha véia!

Daqui de São Paulo, janeiro de 2011

(*) Marli Gonçalves é jornalista. E paulistana.
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Quércia não resistiu. O governador caipira pirapora morreu. Uma homenagem

Em julho de 2009 postei esse vídeo no meu canal de YouTube – Jornalista MarliGo.

Repito agora, em homenagem ao ex-governador Orestes Quércia, o governador caipira de verdade, e que desbravou o interior do Estado.

Durante os anos de seu governo, trabalhei com  o vice governador, Almino Affonso, no Palácio. Entre as muitas diferenças ideológicas, há de se notar a sua incrível capacidade de trabalho e empreendimento. Talvez isso, essa proximidade daquels anos, me ajude a entendê-lo melhor. Alem do que sua esposa tem o mesmo nome de minha mãe, Alaide, que sempre achei meio exótico.

Com vocês, Quércia, ao lado de Dom Schreier, ouvindo uma moda de viola, durante inauguração do primeiro hotel para idosos carentes de SP. Obra da fiel quercista e vice-prefeita, Alda Marco Antonio, a quem estendo meus pêsames.

13 de dezembro: Dia de Santa Luzia. Veja bem.

Quero olhos para te ver sempre bem.

Peço a limpidez cristalina das águas…

Quero sempre poder olhar com olhos bons.

                                       MGo

 
 
 
Se você anda contrariado com alguém ou com alguma coisa, você precisa da ajuda de Santa Luzia. Santa Luzia é também a Santa que protege e resolve todos os problemas relacionados com “os olhos” das pessoas. Recebeu de Nosso Senhor esta linda missão porque, como conta a tradição, por não aceitar falsos deuses, foi presa e arrancaram-lhe os olhos e, no dia seguinte ela estava com eles perfeitos.

Um pouco mais de Yansã. Como conhecer, entender, pedir…

 

Oi, Iansã, menina dos cabelos loiros
Onde é a sua morada?
É na mina de ouro

Minha Santa Bárbara
Virgem da Coroa
Pelo amor de Deus, Santa Bárbara,
Não me deixe à toa
Minha Santa Bárbara
Virgem da Coroa
A Coroa é dela Xangô
É da pedra de ouro

Iansã tem um leque de penas
Pra abanar em dia de calor
Iansã tem um leque de penas
Pra abanar em dia de calor
Iansã mora nas pedreiras
Eu quero ver meu pai Xangô
Iansã mora nas pedreiras
Eu quero ver meu pai Xangô

Santa guerreira que ao meu lado caminha
Com sua espada de ouro e sua taça na mão
És para mim toda beleza, venero sua beleza
Guardo-a em meu coração, quando ela roda
Sua saia irradia, Deusa da Ventania
É a Rainha Trovão com meu Pai Xangô
Iansã fez a morada, ela roda uma saia
No romper da madrugada
Eparrei Ioiá
Saravá Iansã, ela é Rainha, é Orixá

Oi, Iansã, menina dos cabelos loiros
Onde é a sua morada?
É na mina de ouro

Minha Santa Bárbara
Virgem da Coroa
Pelo amor de Deus, Santa Bárbara,
Não me deixe à toa
Minha Santa Bárbara
Virgem da Coroa
A Coroa é dela Xangô
É da pedra de ouro

Iansã tem um leque de penas
Pra abanar em dia de calor
Iansã tem um leque de penas
Pra abanar em dia de calor
Iansã mora nas pedreiras
Eu quero ver meu pai Xangô
Iansã mora nas pedreiras
Eu quero ver meu pai Xangô

 

Senhora do fogo, dos raios e da guerra, é ela quem traz as tempestades e a ventania para varrer a maldade humana da face da Terra. Iansã andava pelo mundo se aventurado, onde quer que ela soubesse haver algo impossível para se fazer, lá estava ela se propondo a obter mais uma conquista.

Filha de Afefé com Iroco e irmã gêmea de Obá, Iansã é aquela que gosta de participar de tudo, é vingativa com aqueles que não sabem respeitá-la, porém não mede esforços para agradar quem a reverencia.

Protetora dos bombeiros e todas as mulheres guerreiras.

Iyá-mesan-òrun , seu Oríki, “mãe dos nove órun”, Yásan.

 

Conhecida no Brasil como Yansã, cujo nome advém de algumas formas prováveis: Oyamésàn – nove Oyas; usado como um dos nomes de Oya
Ìyá omo mésàn, mãe de nove crianças, Iansã , que da lenda da criação da roupa de Egúngún por Oyá.
Ìyámésàn “a mãe (transformada em) nove”, que vem da história de Ifá, da sua relação com Ogun.
Observe-se que em todas as formas, está relacionada com o número 9, indicativo principal do seu odú.
Está associada ao ar, ao vento, a tempestade, ao relâmpago/raio (ar+movimento e fogo) e aos ancestrais (eguns). Na Nigéria ela é a deusa do rio Niger. Principal esposa de Xangô, impetuoso, guerreira e de forte personalidade, também rainha dos espíritos dos mortos, sendo reverenciada no culto dos eguns. Em yorubá, chama-se Odò Oya.
Diz uma das lendas que Oya lamentava-se de não ter filhos, uma situação conseqüente da sua ignorância a respeito das suas proibições alimentares. Embora lhe fosse recomendado comer cabra, ela comia carneiro. Foi consultar um babalaô, que informou seu erro, lhe aconselhando a fazer oferendas, entra as quais deveria haver um tecido vermelho. Este pano, mais tarde, haveria de servir para confeccionar as vestimentas dos Egúngún. Tendo cumprido essa obrigação, Oya tornou-se mãe de nove crianças.
Suas contas são vermelhas ou tijolo, o coral por excelência, o monjoló (uma espécie de conta africana, oriunda de lava vulcânica). Seus símbolos são: os chifres de búfalo, um alfanje, adaga, eruesin[eruexin] (confeccionado com pelos de rabo de cavalo, encravados em um cabo de cobre, utilizado para “espantar os eguns”).
Afefe, o vento, a tempestade, acompanha Oya.

A VITÓRIA CONTRA OS EGUNS

 


Divindade ctoniana, Iansã tem ligações com o mundo subterrâneo, onde habitam os mortos, sendo o único orixá capaz de enfrentar os eguns. Entre as dezessete individuações da multifária Iansã, uma delas é como deusa dos cemitérios.

O sacerdote dos eguns, o babalogê, só consegue ligação com o reino dos defuntos mediante a interferência de Iansã. Quando, no candomblé funerário de Itaparica, o chão é fustigado com o ixã, o chicote listado de branco, é para trazer os mortos para a superfície da terra, onde Iansã os aguarda. Iansã, porém, não guia os eguns, não conduz as almas: isso é tarefa de Exu, o psychopompos. A relação de Iansã é de luta. Ela combate os eguns e sempre vence, assegurando, assim, a supremacia dos orixás sobre o universo e os seres de qualquer natureza.

Além do contato com os mortos, Iansã também favorece a fecundidade, atributo inerente aos deuses ctonianos. Deusa das tempestades, contribui para a fertilidade do solo. Divindade eólica, sopram os ventos que afastam as nuvens, para a passagem dos raios desferidos por Xangô. E é o raio que abre os reservatórios do céu, para fazer cair a chuva, relação comum em todas as mitologias. Num mural descoberto em Tepantitla, no México, aparece, em seu império líquido, o deus da chuva Tlaloc, com o raio que engendra os cogumelos sagrados, que brotam da terra-mãe.

 REGÊNCIAS

 Atributos
O alfange, o eruexim e chifres de búfalo.

 Dia
Quarta-feira, juntamente com Xangô.

 Festa
4 de dezembro, dia de Santa Bárbara, com quem está identificada.

 Cores
Ela usa a sua roupa de saia rodada nas cores de marrom-avermelhado, um adê com lindos filás de contas na cabeça, colares de miçangas no pescoço. Usa também o vermelho e branco, branco com rosa, estampado com vermelho.

 Colares:
Contas grenás ou fio de coral ou miçangas marrons, banhado em água de verbena.

 Comidas rituais
Acarajé e abará. Detesta abóbora. Tem horror a carneiro.

 Oferendas
Acarajé, ecuru, romã, oferecidos no mato.

 Frutas
Manga rosa, uvas, pêra, maçã morango, melão laranja, banana, figo, ameixas, romã, grosselha, pêssego, pitanga, framboesa e cajá.

 Bebidas
suco das ervas e dos frutos, além da água da chuva e champanha

Flores: São as que tenham a coloração coral de preferência e outras como a dracena, a papoula, rosas vermelhas e crisântemo, e o gerânio.

 Folhas
Para-raio, louro, flor de coral, brinco de princesa, manga rosa, peregum(vermelho), pata de vaca, umbauba (vermelha), anis, língua de vaca, sensitiva, espada de Iansã (borda amarela), bambu, periquitinho, amoreira.

 Quizília
folhas secas, lagartixa.

  Força da natureza
Ossários, jardins, caminhos, cumes, vento.

 Mineral
Coral e cobre ou prata.

 Pedras
Rubi, coral, granada.

Perfumes
Verbena, drástico vermelho, violeta, madeira, Shoking de Skiaparelli.

 Como usar
Passar no corpo alternadamente, às quartas e sextas-feiras.

Filhos famosos
Helena de Tróia, Joana D’Arc, Santa Bárbara. Anita Garibaldi.

 Assentamento
Pedra do raio ou do fogo e búzios.

Símbolo
Rabo de cavalo e espada.

 Saudação
Eparreyi (ÊPA-HEI! – o “H” é aspirado). A saudação EPA-HEI OYÁ quer dizer : Olá, jovial e alegre Oyá).

 

Para o nosso calendário/agenda de tristezas nacionais sem sentido. Stedile homenageado…

DA COLUNA DE CARLOS BRICKMANN DE AMANHÃ, 1º DE DEZEMBRO ( clique )

                                       Nosso grande líder

Hasteie a bandeira do Brasil, fique de pé com a mão no peito, cante o Hino Nacional: nesta quarta, dia 1º, o Congresso Nacional outorga a Medalha do Mérito Legislativo a João Pedro Stedile, o líder do MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, pelos relevantes serviços prestados ao Parlamento. Não, este colunista não se enganou: a medalha é para João Pedro Stedile, mesmo.

Registro: Amanhã, 18, no CIEE, homenagem póstuma a Pedro Salomão José Kassab, pai do prefeito Kassab, de São Paulo

Amanhã, dia 18, quinta-feira, às 18h30, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) prestahomenagem póstuma a Pedro Salomão José Kassab (1930-2009). Pai do prefeito paulistano Gilberto Kassab, foi membro da Academia Paulista de Letras (APL) e teve grande atuação na área educacional.  Formado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP), presidiu o Conselho Estadual de Educação de São Paulo e a Câmara de Educação Superior. Foi vice-presidente da Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros (FEI), da Associação Paulista de Fundações e membro da Academia Paulista de Educação, entre outras atividades.

Inscrições gratuitas e obrigatórias pelo site www.ciee.org.br/portal/eventos. Na ocasião, os participantes receberão gratuitamente o livro O Humanista, editado pelo CIEE.

Local: Teatro CIEE (Rua Tabapuã, 445 // Itaim Bibi, São Paulo, Capital). Inscrições obrigatórias: pelo site www.ciee.org.br/portal/eventos.
 Sabe o que é o CIEE?
 Fundado há 46 anos, o Centro de Integração Empresa-EscolaCIEE é uma organização não governamental (ONG), filantrópica e sem fins lucrativos, que tem como finalidade principal a inclusão profissional de jovens  estudantes no mercado de trabalho, por meio de programas estágio e de aprendizagem, contando com a parceria de 250 mil empresas e órgãos públicos de todo o País. Mantido pelo empresariado, sua atuação se pauta pela legislação específica: a Lei 11.788/2008 para o estágio e a Lei 10.097/2000 para a aprendizagem.