#ADEHOJE – PALHAÇADAS E BALÕES DE ENSAIO

#ADEHOJE – PALHAÇADAS E BALÕES DE ENSAIO

 

SÓ UM MINUTO e meio… – Depois não querem que a gente critique a loucura e atual desvario generalizado do governo Bolsonaro. Veja só: passamos ontem o dia inteiro ouvindo gravações com ele falando, vimos o vídeo da reunião dele com secretários estaduais, prestamos atenção na reação, que não foi pequena. Sim, ele disse sim que iria desmembrar o ministério de Moro, tirando dele a área de Segurança Pública. Pelo que dá para perceber, Bolsonaro ficou enciumado da presença e destaque de Moro, tanto em entrevistas como em pesquisas.

Moro, por sua vez, deixou ele saber bem claramente que não gostou nada do fato, e que se mandará do governo se isso vier a acontecer.

Resultado: hoje, na Índia, onde está em viagem oficial, Bolsonaro praticamente disse que somos todos idiotas e que não tem nada disso. Faltou dizer que foi culpa da imprensa que inventou tudo.

Lá em Davos, na Suíça, o Ministro Paulo Guedes da Economia anunciou que pensava seriamente em impingir mais um imposto – o Imposto do Pecado – sobre coisas como cigarros, bebidas, alimentos com açúcar, e sabe-se lá mais o quê a mente perversa dele pensava em tributar.

Bolsonaro? De lá da Índia mandou o ministro tirar o cavalo da chuva.

Pra terminar, veja só: a Revista Veja diz que Regina Duarte deve R$ 319 mil por irregularidades com Lei Rouanet … Logo com a Rouanet…Isso fora ela já ter indicado uma pastora nada a ver para a Secretaria de Cultura. E nem assumiu ainda, hein?

Resultado de imagem para tirar o cavalo da chuva

#ADEHOJE – O VÍRUS QUE NOS APAVORA. CELULAR ANDANTE, E MAIS

#ADEHOJE – O VÍRUS QUE NOS APAVORA. CELULAR ANDANTE, E MAIS

 

SÓ UM MINUTO – O vírus em forma de coroa – o coronavírus – já apavora nove países; 17 mortos, mais de 620 pessoas infectadas. Na China, de onde sai, há duas cidades isoladas totalmente. E as comemorações do Ano Novo Lunar, a maior movimentação de pessoas do mundo, foram canceladas. No Brasil, o Ministério da Saúde garante que estão descartadas as suspeitas que haviam, e que está com esquema acionado para o assunto. Temos também de nos preocupar com a febre hemorrágica, erradicada há 20 anos, e que volta matando pelo menos uma pessoa.

Bolsonaro vai viajar para a Índia. Por aqui, tenta enfraquecer o Ministro Sergio Moro, seu principal competidor, criando o Ministério da Segurança Pública. E continua essa história chata de noivado e casamento com Regina Duarte para a Cultura. E todas as outras histórias muito chatas, na Educação, Damares…

Outro fato que chega a ser engraçado é o celular do morto, e que viaja sozinho. O celular do pastor assassinado, aquele, que era marido da deputada Flor de Lis, que estão descobrindo que saiu andando até Brasília…

#ADEHOJE – AS FRONTEIRAS DA PACIÊNCIA

#ADEHOJE – AS FRONTEIRAS DA PACIÊNCIA

 

SÓ UM MINUTO – Estamos total bordelines. Quer dizer, está tudo pronto a transbordar, inclusive a minha paciência com gente que pensa que pode me provocar – e só me fazem cócegas e puxam meu sentimento de pena com suas ignorâncias. Sobre fronteiras, aliás, a da Bolívia com o Brasil que estava bloqueada foi aberta. Em Brasília, grupo pró-Gaidó invade a embaixada da Venezuela.

Mas o mais importante é o encontro do BRICS, Brasil, Rússia, Índia, China, que se realiza sob forte segurança em Brasília. Bolsonaro percebeu a tempo que é bem bom paparicar a China e todos esses países. Ah, quanto à paciência perdida, mais uma criança morta por bala perdida na guerra de rua do Rio de Janeiro.

ARTIGO – Banhos. Por Marli Gonçalves

 

Mesmo que não exatamente de água tomamos banhos todos os dias, sejam de espirros de água fria em nossos desejos, jatos quentes das decisões que tomam por nós, ou que por nós precisam ser tomadas. Duchas geladas em muitas esperanças que acabam varridas. Mas também tem os bons banhos, e os que podemos preparar para esquecer tudo isso

Nada como um bom banho para esfriar a cabeça. Os últimos dias têm sido verdadeiramente horríveis de acompanhar e digo isso olhando para todo o planeta e para o microcosmo mais próximo; nosso país, nosso Estado, nossa cidade, meu bairro, minha vida, e isso não é slogan governamental da área de habitação. Tudo isso esquenta a cabeça, estressa, dá fios brancos nos cabelos, angústias. Pela profissão, no meu caso, não posso desligar os comandos, me abster de saber, acompanhar e, claro, me preocupar muito com a ignorância que avança de forma tão célere entre aqueles que apenas ouvem o galo cantar por aí e acreditam que já é amanhecer; e esse galo ou mente total, ou cacareja só pedaços das histórias que alardeia, seja de direita, esquerda, esteja no telhado ou em cima do muro. Temo sempre é a ameaça do anoitecer, se é que me compreendem.

E em um desses dias de apreensão tive necessidade de me esquecer mais um tempo debaixo do chuveiro, como se aquele ambiente isolado fosse o único que pudesse me resguardar de todo o resto. Nada que prendesse, nua, sem censura. Só o barulho da água, não querendo sair dali nunca mais, me peguei brincando de desenhar no embaçado do box, desejando apenas pensar que trocaria aquele momento por outro, mas que seria muito parecido. No caso, dentro de uma banheira, objeto de desejo sempre. Ai, meu sais! Olhos os potes e penso que não há como usá-los em chuveiros. Continuo desenhando no vidro do box, corações imaginários que ali abrem janelas para o mundo externo.

Banhos, quantas formas, sorte de quem tem um canto, um tempo, uma maneira para ele, seja uma vez ao dia, sejam os especiais. De balde, bacia, rio, lago, cachoeira, riacho, mar, piscina, frio, quente, morno. De gato.  Ainda tem o de assento…

banhando-seDe Lua, de Sol, ouro, Sete Ervas, rosas, lavanda, alfazema, de cheiro. Sal grosso do pescoço para baixo. Turco, vapor bem quente, seguido do choque gelado, ou o grego, com aromas de chocolate e café. O japonês, do ofurô, que acalenta sonhos.

Os banhos podem ter muitos sentidos, além de limpeza corporal. Individuais ou coletivos. Pode purificar, como nas religiões, algumas com batismo feito com o mergulho do batismo nos braços de um pastor, a criança batizada na pia da igreja, ou aquele bem louco, junto a outras milhares de pessoas como nos rios da Índia. Com roupa, sem roupa, pouca roupa. Mas sempre pode ser muito bom, por isso, inclusive, quem já ficou internado em hospitais sabe que dele ali não se foge pela manhã. Banho de leito, como chamam as enfermeiras que em geral atacam, sem dó, em duplas, logo após o café da manhã.

Tá bom. Cozinhei vocês em banho-maria até agora. Mas foi para suavizar.

Está tudo muito chato. É que é tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, que quando a gente acaba de formar opinião sobre uma, é atropelado por alguma outra informação, notícia, desastre, tragédia, ameaça. Desairosas, cabulosas, cheias de barbaridades, como as falas, ideias e ações propostas pelo presidente nesse governo sinuoso, destrambelhado, e ainda tem os que agem em nome do pai. Ou teimosas, como as de uma estranha oposição que, dirigindo-se apenas aos seus iguais não consegue conquistas, adesões, novos líderes. Vindas da Justiça que brinca com os homens em seus vaivéns.

Só abrindo a torneira. E deixando tudo fluir pelo ralo se, repito, me entendem. E a vontade de mandar um monte de gente ir tomar banho, uma delicada forma de sai-pra-lá, que eu vou passar?banho

_____________________________

MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Site Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano- Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

____________________________

ME ENCONTRE
 (se republicar, por favor, se possível, mantenha esses links):
https://www.youtube.com/c/MarliGon%C3%A7alvesjornalista
(marligoncalvesjornalista – o ç deixa o link assim)
https://www.facebook.com/BlogMarliGoncalves/
https://www.instagram.com/marligo/

#ADEHOJE – ACABOU O MÊS. GAIDÓ ENTRE NÓS. E TUDO NA MESMA

 

#ADEHOJE – ACABOU O MÊS. GAIDÓ ENTRE NÓS. E TUDO NA MESMA

 

SÓ UM MINUTO – Acabou. Já acabou o mês de fevereiro e a gente continua igual que nem, tudo parado, esperando o Carnaval passar. Ou a Páscoa, ou o próximo Natal, talvez? Ou mais tragédias, decisões ministeriais absurdas, vaivéns? Até quando? Lá veio PIBinho de 1.1%. Vergonhoso para um país com essas dimensões e riquezas, mas atacado pela ignorância e gestão de quinta categoria. O país do futuro que nunca chega.

Juan Guaidó está aqui no Brasil para uns encontros e, talvez, para ver se consegue voltar à Venezuela por aqui. A grande tensão do momento é como será esse retorno, já que Maduro diz que, se ele voltar, será preso. A gente se preocupa com o nosso, com o dele, com o país de todos, que a coisa está esquisita para todos os lados. Agora tem pendenga também entre a Índia e o Paquistão. E explosiva, já que são potências nucleares.

#ADEHOJE – DAMARES NO ALVO. MILHÕES NAS RUAS, PROTESTOS. MAS LÁ NA VENEZUELA

#ADEHOJE – DAMARES NO ALVO. MILHÕES NAS RUAS, PROTESTOS. MAS LÁ NA VENEZUELA

SÓ UM MINUTO, TALVEZ MAIS… – Juan Guaidó agora foi reconhecido pelo Parlamento Europeu como presidente da Venezuela, como se autoproclamou a semana passada. O problema é que a Rússia está perto de defende-lo e os malucos de Maduro seguem na repressão violenta, inclusive contra os jornalistas estrangeiros. Mas o babado do dia está por conta de quem? … Da Damares Alves, claro! A revista Época vem pesada contra ela. Reconstrói a história de como a ministra Damares Alves levou há 15 anos, de uma aldeia no Xingu, a menina que hoje apresenta como sua filha adotiva, Lulu Kamayurá. A adoção nunca foi formalizada. Uma das pessoas ouvidas pelos repórteres Natália Portinari e Vinícius Sassine é Tanumakaru, uma senhora octogenária e cega de um olho, avó da menina e quem a criou até mais ou menos seus seis anos. Falando em tupi, ela contou que Lulu nasceu frágil e com inúmeros problemas de saúde. Era menininha ainda quando Márcia Suzuki, braço direito da hoje ministra, se ofereceu para levá-la a um tratamento dentário. Nunca mais voltou. Damares conta que salvou a menina de ser sacrificada. Segundo os índios, ela foi levada na marra. MP investiga a Ong da tal ministra.

Ah, tem mais essa: 3,5 milhões no país vivem em áreas com barragens em risco.

Crime de lesa mulher, crime de lesa humanidade. Tiram úteros, clitóris…Hoje é Dia mundial de luta contra a mutilação.

danceMilhares de indianas teriam tido útero retirado sem necessidade

BBC

  • BBC

    Ao consultar um segundo médico, Rajanthi ouviu que sua histerectomia teria sido desnecessáriaAo consultar um segundo médico, Rajanthi ouviu que sua histerectomia teria sido desnecessária

Milhares de mulheres indianas estão tendo seus úteros removidos em operações que ativistas dizem ser desnecessárias.

Segundo as denúncias, tais procedimentos seriam realizados por médicos inescrupulosos interessados apenas em lucrar com eles.

Uma dessas mulheres seria Sunita, jovem de cerca de 25 anos que vive em uma aldeia no Rajastão, no noroeste da Índia.

Ela conta que foi para uma clínica médica privada porque estava tendo muito sangramento durante seu período menstrual.

“Fui internada no mesmo dia e a operação foi realizada no final da tarde”, disse à BBC.

“O médico fez uma ultrassonografia e disse que eu poderia desenvolver câncer. Ele me pressionou para que fizesse a histerectomia (operação de retirada do útero) no mesmo dia.”

Sunita diz que estava relutante em ser submetida ao procedimento cirúrgico e queria discutir o assunto com seu marido.

Argumentando que a operação seria urgente, porém, o médico a enviou para a mesa de cirurgia em questão de horas.

O incidente ocorreu há dois anos, mas desde esse dia Sunita diz que se sente fraca demais para trabalhar ou cuidar dos filhos.

Consequências

Mais da metade das mulheres questionadas pela reportagem da BBC na vizinhança da casa de Sunita disseram ter se submetido a uma histerectomia.

Segundo autoridades locais, 90% das mulheres da aldeia teriam sido submetidas a operação – muitas na casa dos 20 a 30 anos.

Elas teriam sido aconselhadas a passar pelo procedimento ao reportar desde anormalidades em seu período menstrual até dores nas costas e sintomas associados a infecções urinárias.

Os médicos da região costumam cobrar em torno de US$ 200 (R$ 397) pela cirurgia de retirada de útero.

Muitas vezes, para pagar pelo procedimento, as famílias têm de vender seus animais ou outros ativos.

O proprietário e principal médico da clínica em que Sunita e outras mulheres da aldeia fizeram histerectomias nega qualquer irregularidade e diz que, ao contrário de outras clínicas da região, a sua seria “ética”.

Mas questionado sobre como poderia ter diagnosticado a presença de células pré-cancerosas em uma ultrassonografia, o médico admitiu que às vezes não faz biópsias antes de remover o útero de algumas pacientes.

Outros Estados

Relatos de muitas localidades do Rajastão e de outros Estados indianos, como Bihar, Chhattisgarh e Andhra Pradesh, sugerem que um número grande de mulheres está tendo seus úteros removidos – muitas antes dos 40 anos.

Em geral as mulheres dizem que se submetem à cirurgia ao serem alertadas pelos médicos de que, caso contrário, poderiam desenvolver câncer.

  • BBCAldeia de Sunita: 90% das mulheres teriam passado por uma histerectomia

Em muitos casos, porém, o diagnóstico é feito com base em uma única ultrassonografia – exame que, segundo médicos independentes, não pode justificar a decisão de se levar adiante uma operação desse tipo.

O ativista Narendra Gupta, da organização Prayas (parceira local da conhecida ONG Oxfam), está convencido de que alguns médicos particulares estão cometendo abusos ao realizar tais histerectomias.

“As pessoas dizem que em alguns lugares há distritos inteiros sem útero”, Gupta diz.

“Parece que os médicos particulares veem isso (a operação) como uma oportunidade para fazer dinheiro rápido com doenças que poderiam ser tratadas de forma mais simples e menos invasiva.”

Segunda opinião

Em Jaipur, capital do Rajastão, a ginecologista Vineeta Gupta, diz receber em seu consultório sete ou oito mulheres de aldeias da região que procuram uma segunda opinião após receberem indicação para uma histerectomia.

“Nas áreas rurais, os médicos dão um diagnóstico de câncer muito facilmente”, ela diz.

“Isso é errado. Quando as pacientes chegam em meu consultório, tenho de explicar que uma infecção não causa câncer. Eu digo: vamos curar essa infecção e você vai ficar bem. Algumas se convencem, mas outras não porque alguém lhes disse que se não tiverem o útero removido, elas vão ter câncer e morrer. ”

Até recentemente, não havia dados sobre o número de histerectomias realizadas na Índia, mas os relatos de médicos e pacientes indicam que as operações são mais comuns.

O aumento é impulsionado em parte por uma rápida expansão das clínicas e hospitais privados, especialmente nas áreas rurais, que não são bem atendidas pelo sistema de saúde do governo.

Os ativistas admitem que essas clínicas privadas são necessárias tendo em vista as deficiências do sistema de saúde público indiano.

Mas eles ressaltam que o trabalho dos médicos particulares deveria ser melhor regulado e monitorados para evitar abusos.

Seguro saúde

Em 2008, o governo indiano lançou um programa nacional de saúde, o RSBY, que permite a famílias pobres se submeterem a tratamentos de até US$ 550 (R$1.092) por ano em clínicas privadas.

As clínicas recebem do governo os recursos para pagar o tratamento. Em alguns Estados, porém, há denúncias de que o esquema estaria funcionando como um incentivo para as clínicas realizarem procedimentos desnecessários, entre eles histerectomias.

Em Samastipur, no norte do Estado de Bihar, algumas estimativas sugerem que mais de um terço das operações cobertas pelo RSBY seriam de histerectomia.

Preocupado com esses números, Kundan Kumar, juiz em Samastipur, convidou mulheres que se submeteram à cirurgia a participar de uma campanha de saúde em agosto na qual elas foram avaliadas por médicos independentes.

O relatório final dessa segunda avaliação concluiu que das 2.606 mulheres examinadas, 316 (cerca de 12%) tiveram seus úteros removidos desnecessariamente.

Também foram encontrados casos em que, apesar de ter cobrado a operação, o médico não chegou a realizar a histerectomia, fazendo apenas uma incisão superficial na paciente, mas deixando o útero intacto.

Kumar acusa um algumas clínicas privadas de cometerem “excessos” para obter “ganhos egoístas” e está preparando processos contra elas.

“Em vez de recorrer a outras técnicas para tratar alguns problemas, eles ( médicos) preferem a cirurgia porque ela lhes traz mais dinheiro”, diz Kumar.

As clínicas investigadas pelo magistrado negam irregularidades e dizem que todas as operações de histerectomia eram necessárias.

Uma legislação aprovada pelo governo central para regulamentar as clínicas privadas na Índia só agora está começando a ser implementada pelos Estados do país.

FONTE: bbc – http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2013/02/06/milhares-de-indianas-teriam-tido-utero-retirado-sem-necessidade.htm