#ADEHOJE – Morte de Boechat uniu pontas desfiadas há anos

#ADEHOJE – Morte de Boechat uniu pontas desfiadas há anos

 

SÓ UM MINUTOBoechat ficaria orgulhoso em ver a união de todos em torno de seu nome e do jornalismo nacional.

O JORNALISMO NACIONAL ESTÁ HÁ MUITO TEMPO ACUADO, ATACADO, VILIPENDIADO, DESPRESTIGIADO. De repente, a morte de um de seus principais expoentes, Ricardo Boechat, um dos mais duros e diretos defensores de direitos, de justiça, e uma praga contra políticos corruptos, foi o que uniu a todos. Pena que mais uma vez na tristeza. Pelo menos nessas primeiras 24 horas não houve direita ou esquerda – houve a tristeza pela perda de um voz que sabia como ninguém falar ao povo. As ondas do rádio serenaram. O noticiário de tevê ficou sombreado.

ARTIGO – Epidemias no Barco Brasil. Por Marli Gonçalves

Atenção, atenção! Várias epidemias nos mais variados graus se espalham vigorosas pelo país sem que as autoridades tomem providências. Em alguns casos, as autoridades até ajudam ampliar a contaminação. Oposição também é responsável pela contaminação continuar se espalhando mesmo depois da sua fragorosa derrota por incompetência, para buscar justificá-la. O bom senso já está em falta no mercado.

Vacine-se enquanto é tempo. Busque ajuda. Busque abrigo entre amigos com quem ainda possa conversar, se os tiver, escolha aqueles que escutam e argumentam com base em fatos. Afaste-se imediatamente dos teimosos que teimam que o WhatsApp é a melhor fonte para se banharem e dos que parecem não ter mais jeito, não querem mesmo se curar nunca mais. Vão cegos, até bater a cabeça na parede desolados quando descobrirem o tempo que perderam por pessoas que não mereciam sua idolatria. E se acaso mereciam, todos descobriremos juntos só bem mais adiante.

À esquerda, se observarem, depois que o jato lavou, há muitos que conseguiram a cura depois de saber dia e noite, todo dia, durante os últimos anos, de algum desvio do grupo da igreja, ops, partido, ao qual pertenciam. Quase perda total. Mas ainda há seres a resgatar também desse outro lado do rio. Tentam nadar até a margem a cada delação que é divulgada, ou quando nem eles acreditam mais nas bobagens que seus dirigentes fazem, como por exemplo viajar para adular ditaduras falidas.

 Para identificar os atingidos pelo vírus “iniuriam rei publicae” (Equivocado político): são aqueles que de um lado e de outro pregam ódio dia e noite, demonizam artistas e a cultura, detestam jornais e jornalistas que descobrem malfeitos, atacam e ameaçam a torto e direito quem ouse discordar de seus adorados gurus. Grande parte deles pode ser encontrada nas redes sociais, onde procriam.  Lá, nem mais tanto se preocupam com anonimato, e têm prazer em agir, com posts e imagens, mãos pesadas não lavadas que a tudo compartilham – incluindo as informações falsas distribuídas por robôs blocks. Os mais afetados, perceba, costumam desejar a morte de seus oponentes, depois de xingá-los com todas as pechas possíveis; as mais preconceituosas, as preferidas. Detalhe: a maioria faz essas propagandas sem ganhar nada, e costumam bater no peito por isso, se achando o máximo. No Twitter, o novo prazer de certos soldados é “subir” à exaustão hashtags bobas comandadas por um ex-músico que considero já foi genial, mas infelizmente nos abandonou para sempre. Ficou bobão, tontão, cabeção.

Algumas das epidemias registradas: deselegância e incapacidade de mínimo raciocínio, grossura ao nível máximo, preconceito e moralismo barato com cara de inveja e arrependimento, ou do que até já fez, ou do que adoraria fazer, mas não tem coragem, com gotas de covardia.

Já se observa também claramente uma nova cepa: os que dependendo do momento, mudam de opinião sobre fatos. Exemplo: tem hora que o Ministério Público é tudo de bom, todos heróis; em outra, usurpadores, sabotadores. O mesmo acontece com juízes do STF, que variam de anjos a demônios com espantosa velocidade. Outro exemplo, o Grupo Globo, especialmente a tevê. Essa se alterna entre os lados, como a mãe de todos os males, conspiradora aliada de outros grupos de comunicação, ora de “direita”, ora “comunista”.

De positivo informamos que epidemias, no entanto, são transitórias. Tendem a virar endemias, mais controladas, localizadas apenas em algumas regiões. O pior cenário é se virarem pandemias, quando se espalham pelo planeta. E já há focos, graves, em formação, e que podem ser encontrados em todos os continentes, inclusive bem perto daqui.

Tentemos uma cura rápida. Porque como o barco é o mesmo, não adianta gritar “Salve-se quem puder!”. Ele adernaria de vez.

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Marli Gonçalves, jornalista –  Sem choro nem vela verde e amarela.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, 2019

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Até pai de santo já entra na Casa da Mãe Joana. Ops! Palácio do Planalto, de Dilma…Para alertar contra um inimigo de ambos, pai de santo e Dilma

FONTE – COLUNA RADAR – POR LAURO JARDIM – VEJA ONLINE

SÓ PUXANDO A ORELHA DESSES CARAS!

Dilma e Cunha: pendenga espiritual

Depois do deputado Cabo Daciolo (leia mais aqui), hoje foi a vez de um pai de santo dirigir-se à portaria do Palácio do Planalto e pedir para falar com Dilma. Dizia ter uma carta para entregar.

Sabe-se lá por quê, o pai de santo foi encaminhado à Secretaria de Relações Institucionais. Foi recebido por uma secretária. Explicou o pai de santo, apontando para a Praça dos Três Poderes:

– Dilma tem que se proteger. Vim aqui falar isso com ela. Todo mundo aqui faz batuque.

Diante da surpresa da secretária, o pai de santo completou:

– A Dilma tem que se proteger do Eduardo Cunha.

Preocupada, a secretária interrompeu a conversa e, discretamente, telefonou para a segurança. Oito homens subiram até o quarto andar, onde fica a SRI, a Casa Civil e a Secretaria-Geral. Gentilmente, o pai de santo foi convidado a se retirar.

A secretária fez um apelo aos seguranças, indagando por que o pai de santo foi autorizado a subir. Eles tentaram tranquilizá-la, dizendo que já havia um alerta contra ele no terceiro piso, andar onde fica o gabinete de Dilma.

Ou seja: nenhum alerta no quarto andar. Te cuida, Mercadante.

Por Lauro Jardim

ARTIGO – Os nossos inimigos de tocaia, por Marli Gonçalves

Não sei como conseguem se camuflar tão bem. Infelizmente, porque eu também as encontrei aos montes, e certamente encontrarei ainda. Existem pessoas que dissimulam o tempo inteiro, às vezes por anos e junto a nós, capazes de esconder seus reais sentimentos, planos e emoções. Capazes de apunhalar sem faca amigos e o que e quem estiver à frente. Uma hora se mostram. Penso se haverá uma Justiça andando por aí com sua balança e que se fará nesta ou em outra vida, se esta houver.

Maldade em cima da maldade. Crimes bárbaros, inexplicáveis, ganância, fome de poder, inveja, ciúmes, descontroles sem motivação. Todos os dias a realidade nos choca com casos inacreditáveis, verdadeiramente estúpidos, de crimes e acontecimentos capazes de fazer corar até o Marquês de Sade e toda a literatura de outros autores que também buscaram reconstituir a crueldade e maledicência humana. Sade dizia que escrevia seus horrores planejadamente; criava-os no papel, nas letras, para que ninguém precisasse fazê-las. Um ingênuo.

Mas nem tudo são crimes, e nem sempre são notícia. Às vezes são fatos que vão passando até que um dia tornam-se visíveis a olho nu. Pumba. De uma hora para outra. Igual ao horário de verão que acaba tal dia, tal hora; igual ao mês de fevereiro e ao carnaval que acaba até lá em Salvador; igual à ilusão. Já passei por essas “surpresas” em casamento, amores, trabalho e sei que o baque é pesado.

O que nos afeta mesmo é quando a cortina se abre e mostra que éramos um dos papéis principais do espetáculo que apenas pensávamos assistir. Difícil de superar.

Essa semana soube de um fato desses que, se alguém me contasse antes que ocorreria, não acreditaria nem por um “daqueles”, você sabe, “voador”. O pior é que o tal voador atingiu em cheio um amigo, de quem gosto muito. Até já faz alguns meses o fato, eu é que cheguei atrasada e só soube agora. Tenho a mania de jamais me meter na vida das pessoas porque não suporto que se metam na minha, e às vezes as informações demoram a chegar.

Tratou-se de uma história de convivência próxima, íntima, dentro de casa, com um traidor, e quando digo traidor vejam que não me refiro (apenas) à traição amorosa – quase comum, corriqueira, e que já nem abala mais. Essa traição que eu soube contra meu amigo foi profunda como há muito não via – tipo criador e criatura, mão que balança o berço, dormindo com o inimigo, entre outros títulos de filmes. No caso, também, não dá para usar aquelas justificativas adocicadas de foi o destino, paixão incontrolável, irrefreável, aconteceu, “não deu para evitar”. Pareceu-me apenas um caso de dissimulação galopante de um inimigo frio e calculista, usando armas podres como manipulação de pessoas, corações, e o gosto pelo dinheiro alheio.

Chego até a pensar se não é uma vingança, milimetricamente calculada e construída, envolvendo inclusive a política rasteira desses zinhos que estão aplicando neste país há alguns anos. E pior que, neste caso, posso até estar errada, mas minha intuição diz que no futuro esses elementos serão ainda mais desmascarados. E mais gente deve ficar largada pelo caminho quando o plano do mal se tornar completo. Ouço o chocalho da cascavel.

Falei com o amigo que, muito religioso, me garantiu estar bem, apesar de tudo, e jura acreditar que esta seria apenas mais uma prova divina posta em seu longo caminho. Como já o vi passar poucas e boas não duvido. Mas tudo isso me levou, mais uma vez, a pensar em como é possível que nos enganemos tanto – e por tanto tempo – sobre a real índole de alguém. O que nos deixa cegos? Que mecanismos podemos usar para evitar e, ao mesmo tempo, não nos tornarmos reféns de paranóias?

Só recorrendo ao além. Pedindo todos os dias a proteção divina e a intuição afiada. Ou até mesmo, como disse no início, acreditando firmemente em reencarnação, não a nossa, mas a dos tais inimigos, para que eles em outras vidas passem por maus bocados.

Acho linda essa tese. Mas será que a gente – em outras vidas – foi tão ruim assim que mereceu passar por dissabores como esses?

Vãs filosofias.

São Paulo, 2012, quem somos de verdade?
(*) Marli Gonçalves é jornalista. Ainda me parece mais fácil ser natural. …Quantas coisas não devo ter perdido nessa vida por buscar manter-me ao máximo, e no mínimo, fiel a mim mesma!

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