Mais sobre o tremendo furo do IPEA. Mulheres, relaxem…Mas não muito!

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FONTE: DIÁRIO DO PODER – http://www.diariodopoder.com.br

Violência contra mulher
Números de pesquisa do Ipea estão errados; diretor é exonerado

walking-womancartoon-woman-walkingBrasileiros que apoiam violência contra a mulher caiu de 65% para 26%

IpeaO Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) informou nesta sexta-feira (4) que o resultado da pesquisa que indicava  que 65,1% dos brasileiros concordavam inteiramente ou parcialmente  com a afirmativa “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas” está errado. De acordo com o instituto, o percentual correto é 26%.

Rafael Guerreiro Osório, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, pediu exoneração.
Veja a nota do Ipea na íntegra:

Errata da pesquisa “Tolerância social à violência contra as mulheres”

Vimos a público pedir desculpas e corrigir dois erros nos resultados de nossa pesquisa Tolerância social à violência contra as mulheres, divulgada em 27/03/2014. O erro relevante foi causado pela troca dos gráficos relativos aos percentuais das respostas às frases Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar e Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas. Entre os 3.810 entrevistados, os percentuais corretos destas duas questões são os seguintes:

Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar (Em %):
42,7% concordam totalmente
22,4% concordam parcialmente
1,9% são neutros
24% discordam totalmente
8,4% discordam parcialmente

Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas (Em %):
13,2% concordam totalmente
12,8% concordam parcialmente
3,4% são neutros
58,4% discordam totalmente
11,6% discordam parcialmente

Corrigida a troca, constata-se que a concordância parcial ou total foi bem maior com a primeira frase (65%) e bem menor com a segunda (26%). Com a inversão de resultados entre as duas questões, relatamos equivocadamente, na semana passada, resultados extremos para a concordância com a segunda frase, que, justamente por seu valor inesperado, recebeu maior destaque nos meios de comunicação e motivou amplas manifestações e debates na sociedade ao longo dos últimos dias.

O outro par de questões cujos resultados foram invertidos refere-se a frases de sentido mais próximo, com percentuais de concordância mais semelhantes e que não geraram tanta surpresa, nem tiveram a mesma repercussão. Desfeita a troca, os resultados corretos são os que seguem. Apresentados à frase O que acontece com o casal em casa não interessa aos outros, 13,1% dos entrevistados discordaram totalmente, 5,9% discordaram parcialmente, 1,9% ficou neutro (não concordou nem discordou), 31,5% concordaram parcialmente e 47,2% concordaram totalmente. Diante da sentença Em briga de marido e mulher, não se mete a colher, 11,1% discordaram totalmente, 5,3% discordaram parcialmente, 1,4% ficaram neutros, 23,5% concordaram parcialmente e 58,4% concordaram totalmente.

A correção da inversão dos números entre duas das 41 questões da pesquisa enfatizadas acima reduz a dimensão do problema anteriormente diagnosticado no item que mais despertou a atenção da opinião pública. Contudo, os demais resultados se mantêm, como a concordância de 58,5% dos entrevistados com a ideia de que se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros. As conclusões gerais da pesquisa continuam válidas, ensejando o aprofundamento das reflexões e debates da sociedade sobre seus preconceitos. Pedimos desculpas novamente pelos transtornos causados e registramos nossa solidariedade a todos os que se sensibilizaram contra a violência e o preconceito e em defesa da liberdade e da segurança das mulheres.

Rafael Guerreiro Osorio* e Natália Fontoura
Pesquisadores da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc/Ipea) e autores do estudo

* O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea pediu sua exoneração assim que o erro foi detectado.

Caracolas! Conforme imaginávamos! O tal IPEA viajou na batatinha na história do estupro. E já virou piada.

Ipea tinha dados semelhantes sobre estupro desde 2011

fONTE: BLOG Fernando Rodrigues

A correção divulgada nesta 6ª feira (4.abr.2014) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) informando que 26% dos brasileiros apoiam ataques a mulheres que mostram o corpo, e não 65%, como divulgado na semana passada, poderia ter sido evitada se os pesquisadores consultassem estudos semelhantes do próprio órgão.
Em 2011, a pesquisa “Valores e Estrutura Social no Brasil”, do Ipea, perguntou aos brasileiros se mulheres que usavam roupa provocante também tinham culpa de ser estupradas. 31% dos entrevistados responderam que sim.
O percentual é semelhante ao resultado “verdadeiro” da pesquisa mais recente, considerando a margem de erro de 5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
De 2011, data da primeira pesquisa, a junho de 2013, quando foi aplicado o questionário da segunda, não houve mudanças significativas na estrutura moral da sociedade brasileira que justificassem uma guinada dessa magnitude.
O erro custou o cargo do diretor da área social do Ipea, Rafael Osorio, um dos autores do levantamento “Tolerância social à violência contra as mulheres”, citado pela presidente Dilma Rousseff em sua conta no Twitter e na novela das 21h da Globo.
(Bruno Lupion)

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piada!

fonte: estadão

LOL

Vida, devolva minhas fantasias de ter pesquisas certas. FOTO: Reprodução

Na semana passada, uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) chocou o Brasil: 65% das pessoas entrevistadas pelo estudo diziam que mulheres que usavam roupas curtas mereciam ser estupradas, um dado estarrecedor para qualquer país que se leve a sério.

Campanhas foram feitas no Facebook (#EuNãoMereçoSerEstuprada), textos foram feitos, debates… para nessa sexta-feira, o mesmo instituto chegar e dizer que havia um erro na pesquisa, e que eram 25% as pessoas que compartilhavam dessa opinião.

Foi o suficiente para, além de gerar demissões e confusões nas redes sociais, um tumblr tirando uma com a cara do Ipea. O site O Ipea Apurou brinca com refrãos de música pop, intenções sobre a realização da Copa (e o álbum de figurinhas respectivo) e as próprias pesquisas do grupo.