O Oitavo Selo, de Heloisa Seixas, um livro extraordinário lançado hoje em SP. Livraria Cultura. Ruy Castro está dentro, do livro, e da vida da autora, sua esposa, que conta das suas sete vidas numa narrativa envolvente e literária

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EU, RUY CASTRO E O CARLINHOS BRICKMANN
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HELOISA SEIXAS ABRAÇA UMA AMIGA: AUTORA DO OITAVO SELO – QUASE UM ROMANCE, A SUPER TALENTOSA E ESPOSA DO RUY CASTRO. CONHECÊ-LA VALEU A PENA
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DA ESQ PAR AA DIREITA, KRIGOR, CARLOS BRICKMANN, A ESPOSA DO KRIGOR E UM AMIGO. KRIGOR, PARA QUEM NÃO SABE, FOI, ALÉM DE DONO DA DUCAL, E ACHO QUE CONTINUA SENDO, O MEHOR AMIGO E MENTOR DE NADA MAIS NADA MENOS JOÃO GILBERTO. QUANDO FIZ – SIM – FUI UMA BOA PRODUTORA CULTURAL – OS SHOWS DE JOÃO EM SP, FICAMOS AMIGOS ( EU E JOÃO). UM DOS ORGULHINHOS QUE LEVO NESSA VIDICA. UM DIA CONTO MAIS DESSE PERÍODO. OS SHOWS FORAM PREMIO APCA DAQUELE ANO, 85
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EU E O IVSON, FOTOGRAFO DAS ANTIGAS , QUE ACOMPANHAVA O EVENTO

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ARTIGO – Eu vou “não ir”? Eu já fui.

Por Marli Gonçalves


Ai, que preguiça!Você é contra? A favor? Muito pelo contrário, encravado? Pegue a agenda com o calendário, e veja que já há protestos agendados até o final do ano. Uma coisa esquisita. É preciso fazer só uma chamada geral. Mas que seja definitiva.

Olha, por favor, não me levem a mal. Não estou querendo criticar ninguém ou mesmo demover ninguém de suas atividades cívicas, físicas, morais, políticas ou de lazer. Mas é que a coisa está ficando meio perdida demais e sem sentido, e a turma anda fazendo tantas manifestações, de tantos tipos, horários, públicos, que está mais é se dispersando. Aí nada acontece e todo mundo fica com a cara de decepção, chorando pelos cantos dos comentários dos sites, xingando-se uns aos outros. E a corrupa correndo solta.

Tive um ataque de preguiça no feriado de 7 de setembro. Tinha grito, marcha, parada, andada, caminhada, passeata, mobilização, passeio, encontro, pulinho, rendez-vous, juntamento, movimentação – de um tudo – na programação. Em São Paulo, o lugar era um só, a Avenida Paulista. Mas os horários, trajes, maquiagens, motivos, idades, eram diferentes. Teve até matinê. Faltou só que tivesse sido lá também o desfile militar, para a coisa ficar mais completa e animada. Ou preta de vez.

Acabou que eu não fui a nenhuma. Vi, de longe, só uma delas, indo bem, fechando o trânsito, tom oficial, comportada, regulamentar, formal, quase burocrática. Foi-se o tempo em que sabíamos e, ao menos, conseguíamos protestar com vontade, força, criatividade e energia. Éramos ouvidos em todo mundo. Sinceramente, das últimas que lembro que deram resultado foram lá nos idos tempos do Collor, com os caras-pintadas. E olha que ali já dependíamos da energia dos estudantes, tão estupefatos estávamos. Movimentação que se preze tem de juntar todo mundo: homens, mulheres, velhos, crianças, pobres, ricos, cachorros, de raça e viralatas, periquitos, parar tudo, se fazer ouvir de verdade.

Mas, para tanto, tem de ter uma chamada verdadeira, não de um só partido. Não só de alguém querendo apenas se destacar nas tais redes chatamente chamadas de sociais, tentando só aumentar o número de seguidores e, quem sabe, conseguir um patrociniozinho?

Gente, juro: agora até o pessoal do PT está convocando manifestação, quase que exclusiva, contra… a revista Veja!

Sempre amei participar e acredito seriamente que é nas ruas que a “coisa pega”, vide mundo atual. Só fico preocupada se o pessoal não acha que já está participando só porque não para de batucar as pretinhas dos computadores o dia inteiro, “curtindo”, “compartilhando”, dizendo que “vai” no plano virtual que aceita tudo, mais do que o papel. As caixas postais acordam e dormem lotadas (os insones são bastante participativos). Fala-se de tudo, até do que não é verdade, ou é antigo do tempo do Matusalém. São ciclos que se repetem, repassados. O que já li de bobagens de toda sorte – como se não houvesse tanta coisa séria e grave a ser combatida – e as pessoas ainda justificam: “estou só repassando”.

Enquanto isso, no Planalto Central e em todas as esferas o pessoal do manda ver se diverte com a ingenuidade. As notícias passam. Não gruda nos caras, porque amanhã tem mais, muito mais. Milhões e bilhões se confundem como se fossem iguais, com licitações fraudadas, presos e soltos, com algemas ou não, e as malditas declarações públicas que não dizem nada, apenas mostram as caras de tacho.

Quer ver? Já se passaram duas semanas do desastre do bondinho de Santa Teresa. O secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, o empoado e empolado Julio Lopes, que eu saiba, ainda está lá. O gomalina resolveu dizer que a culpa era do coitado do motorneiro. Que devia, sei lá, ter freado aquela geringonça mal conservada, talvez com os dentes. Mas, não, ele morreu. O caso também. Fora o fanfarrão que governa o pedaço, lá no Rio, cabralzinho até não poder mais, e que é melhor nem detalhar as bobagens que faz e diz – claro, quando está aqui e não voando por aí, casando e descasando da própria esposa. Hummm. Pacificados, é?

Mais? Sabe da última? O senhor senador José Sarney, com pouco para fazer no Maranhão e pelo Maranhão, para dizer o mínimo, quer trocar o nome do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Que dar o nome de Romeu Tuma – é, ele mesmo, o policial sobre o qual não vou falar, porque já foi. Mas também não preciso dizer o que acho da ideia.

Pensa que acabou? Soube do roubo do Banco Itaú? Foi num sábado, à noite, numa agência de um local, Avenida Paulista (mais uma vez), que só não é mais movimentado do que o Maracanã em dia de Fla X Flu? Pois até eu soube antes do secretário de Segurança de São Paulo, o Sr. Ferreira Pinto, aquele que faz cara de bravo, muito bravo, informado só DEZ dias depois. Os caras fizeram barba, cabelo e bigode, passaram horas “trabalhando” no local e até lanche pediram. Os milhões perdidos estavam guardados por dois coitados, vigias. Tipo parafernálias de segurança que dependem de um porteiro ficar ao lado, passando o cartão para destravar, senão… E ele, o bravo, continua no posto, meus amigos!

Sentadinhos em suas cadeirinhas. A corrupção, especialmente, corrói como cupim as contas e as coisas públicas. Nada sai do papel, às vezes nem com ela, que não gostam de gastar nem para nos enganar.

Como sempre lembro: alegria! Vai ter Copa. E Olimpíadas. A proposta é: vamos marcar uma data, nacionalmente. Escolher um inimigo, um que seja mais comum que os outros.
Meu voto é que seja contra a corrupção. Ou contra a violência que beira o inaceitável, com a vida valendo nada, nadica. Cada um escreve uma cartolina, a mão, espontânea. Na ocasião podemos cantar o Hino Nacional, tudo bem. Mas vamos fazer como quando queríamos as eleições diretas e aprontamos uma muvuca danada, um barulho que não deu para ser calado. O principal: vamos propor soluções, apoiar as que forem viáveis, abrir o peito, que seja para botar uma camiseta e algum slogan.

Mas, pelo amor de Deus! Vamos caminhar juntos. Aí eu vou.

São Paulo – acorda! 2011(*) Marli Gonçalves é jornalista. Desde muito jovem participa de tudo quanto é movimento. Foram horas e horas gastas em reuniões e, garanto, muitas valeram a pena para poder chegar até aqui com muito orgulho. Eu fui.

*** P.s: Certa vez, acNho que foi o Tom Jobim. Convidado para fazer um show especial, lhe disseram que seria com o João Gilberto e o Tim Maia. “Ah”, ele teria falado, “que bom. Então eu também vou não ir”.

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RIP BILLY BLANCO. É o Brasil mens criativo, menos musical, menos…

Morre Billy Blanco,

parceiro de Tom Jobim e João Gilberto 

O cantor e compositor Billy Blanco morreu às 8h10 desta sexta-feira, aos 87 anos. Ele estava internado no Hospital Pan-Americano, na Tijuca (zona norte do Rio), desde 2 de outubro de 2010, quando sofreu um AVC (acidente vascular cerebral), e hoje sofreu uma parada cardíaca.

Nascido em Belém (PA), o compositor decidiu estudar arquitetura em São Paulo, em 1946. Lá, iniciou sua carreira de compositor. Depois se mudou para o Rio, onde a carreira ganhou novo impulso. Blanco foi precursor da bossa nova e parceiro de Tom Jobim, Baden Powell e João Gilberto.

Blanco compôs músicas como “Estatutos da Gafieira”, “Viva meu Samba” e “Sinfonia do Rio de Janeiro”, esta uma parceria com Tom Jobim.

  Alexandre Campbell-14.fev.2000/Folhapress  
O compositor paranaense Billy Blanco durante entrevista em seu apartamento em fevereiro de 2000
O compositor paraense Billy Blanco durante entrevista em seu apartamento em fevereiro de 2000

Tão querendo despejar o João.O João tem que ter sossego. João Gilberto é que deveria ser considerado “tombado”, patrimônio do país

Todo mundo quer dar casa para o João!

Eu aproveito para homenageá-lo, querido…

SAUDOSA “MARLOCA”, “MARLOCA QUERIDA”….

A matéria é do G1 -WWW.G1.COM.BR

João Gilberto será intimado por edital para deixar apartamento alugado

Segundo advogado, a dona, uma condessa, pediu imóvel de volta.
Porteiro do prédio diz que cantor não é visto há muito tempo.

Do G1 RJ

Fachada do predio aonde mora o cantor João Gilberto (Foto: Priscilla Massena)Fachada do prédio onde mora o cantor
João Gilberto. (Foto: Priscilla Massena/G1)

A condessa Georgina Brandolini D’Adda entrou na Justiça com uma ação de despejo contra o cantor João Gilberto. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, há cerca de um mês o cantor tem sido procurado, mas não foi encontrado para ser intimado. Por isso, a intimação será feita por meio de edital.

O processo foi recebido no fim de janeiro pela juíza Juliana Kalichsztein, da 24ª Vara Cível do Rio. O advogado da condessa, Paulo Moreira Mendes, diz que o cantor recebeu uma notificação extrajudicial em dezembro para deixar o imóvel.

“A questão não é pagamento. Ele paga cerca de R$ 8 mil por mês. Mas é que ela quer o imóvel, e ele não quer sair”, afirmou Paulo Moreira Mendes.

O apartamento fica no Leblon, na Zona Sul do Rio. O cantor mora nele há mais de 10 anos. A condessa vive na Itália e vem ao Brasil uma ou duas vezes por ano, segundo o advogado.

A equipe de reportagem do G1 esteve no início da tarde desta quinta-feira (24) no prédio, mas o cantor não foi encontrado. Segundo um dos porteiros do edifício, João Gilberto não é visto há muito tempo no local e o imóvel estaria vazio.