Agressões a equipes de imprensa. ABRAJI protesta

Equipes de TV são agredidas no interior de SP e MG

Nesta semana, duas equipes de emissoras de TV sofreram agressões enquanto faziam seu trabalho. Em ambos os casos, os ataques partiram de agentes públicos.

Em 1.ago.2017, na cidade paulista de Urânia, um policial militar impediu o cinegrafista Evinho Centurion (SBT) de registrar a chegada do ex-prefeito de Urânia (SP) Francisco Airton Saracuza (PP-SP) ao Fórum da cidade para seu primeiro dia de julgamento após a prisão por desvio de verbas públicas. O repórter Márcio Adalto, também do SBT, registrou a ação com o celular até que o policial jogou o aparelho no chão e ameaçou conduzi-lo à delegacia “como testemunha”.

Nesta sexta-feira (4.ago.2017), na cidade mineira de Varginha, o vereador Marquinho da Cooperativa (PRB-MG) ameaçou a repórter da EPTV Andreia Marques e agrediu com chutes o cinegrafista da emissora Tarciso Silva. Os profissionais gravavam uma reportagem sobre a mudança do transporte de lixo na cidade.

A Abraji repudia com veemência os ataques. É inadmissível que agentes públicos agridam profissionais da imprensa em represália ao seu trabalho, atentando contra a liberdade de expressão e ao direito de informação. A associação enviará ofícios à PM e à Câmara Municipal de Varginha pedindo providências.

Diretoria da Abraji, 4 de agosto de 2017.

Assinatura Abraji

ABRAJI repudia reclamações e ações constantes de autoridades contra jornalistas e reportagens

Abraji repudia ação de governantes e ex-governantes contra reportagens incômodas

 

A Abraji acompanha com preocupação as repetidas manifestações de governantes e ex-governantes brasileiros contra jornalistas cujas reportagens os incomodaram. Está se tornando comum políticos recorrerem às mídias sociais e à própria claque para atacar o repórter pessoal e individualmente, quase nunca contestando o conteúdo do trabalho jornalístico e muitas vezes evitando enfrentar o veículo no qual a história foi publicada. É uma relação desproporcional, pois atores políticos mobilizam seus exércitos virtuais contra o repórter. São milhares contra um.

 

É direito de todo cidadão contestar e criticar reportagens, assim como é dever da imprensa e dos jornalistas ouvir e publicar as críticas. Isso, entretanto, isso não justifica tentativas de intimidação virtual que, como já ocorreu, podem se transformar rapidamente em agressões verbais e físicas.

 

A Abraji continuará acompanhando de perto essas tentativas de intimidação e de desmoralização públicas. E sempre denunciará quando o direito da sociedade a uma imprensa vigilante e crítica for ameaçado por iniciativas dessa natureza.

 

Diretoria da Abraji, 21 de julho de 2017

http://abraji.org.br/noticias/abraji-repudia-acao-de-governantes-e-ex-governantes-contra-reportagens-incomodas

 

Perdi um grande leitor. Um amigo. Um mestre. RIP Walter Fontoura

Walter Fontoura faleceu hoje, em São Paulo

fonte – comuniquese

Faleceu hoje em São Paulo, aos 80 anos, o jornalista Walter Fontoura. Com passagens marcantes pelas redações do Jornal do Brasil – atuou de 1966 a 1984 e foi colunista, editorialista, editor-chefe e diretor – e do jornal O Globo – foi diretor da sucursal em São Paulo entre 1985 e 1997, Walter foi um dos mais conceituados jornalistas de sua geração.

Integrou o Conselho Consultivo do Banco Mercantil de São Paulo, a convite de Gastão Vidigal, e escreveu o livro “O Banco, São Paulo e o Brasil”, foi diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro, vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, membro do Conselho de Orientação Superior da FIESP, da Editora Páginas Amarelas e do MASP.

Em 2000, Walter Fontoura juntou-se aos amigos e publicitários Luiz Sales, Alex Periscinoto e Sergio Guerreiro para fundar a SPGA Consultoria de Comunicação e prestar serviço de counseling a presidentes de empresas como Vale, Santos Brasil, Votorantim, BASF e Bradesco, entre outras.

O velório está acontecendo no Cemitério Morumby. O corpo será sepultado às 15h30, no mesmo local.

Walter Fontoura deixa a esposa Arlete Fontoura, duas filhas e cinco netos.

 

São Paulo, 4 de julho de 2017.

ARTIGO – Babel brasileira. Por Marli Gonçalves

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As palavras, ah, as palavras, as palavras. Elas vêm e vão igual à moda e às ondas do mar. Algumas vivem só por estações ou temporadas, depois ficam esquecidas num canto até que alguém lembre de ir buscá-las para convencer um outro alguém de seus significados

Espero que a palavra gestão, por exemplo, se salve desse destino triste após as eleições. Nunca tinha sido tão usada, e é na verdade tão necessária em seu sentido pleno. Vou torcer para que – depois de ser entendida – encontre outras, como organização, e em causa própria citarei mais uma que anda toda ralada por aí, se prostituindo por pouco: comunicação. A imprensa nacional em crise de identidade, cambaleante, bebendo muito, e em fontes estranhas, perdida atrás de seus leitores e telespectadores.

Penso se as redes sociais não são essa enorme centrífuga de pensamento que domina neste momento, tinhoso, ranheta e rabugento, mas que deu voz a todos, e como em Babel, vozes que não se entendem entre si.

a3vp5O problema é que elas já ecoam na Torre completamente embaralhadas, porque nunca vi tanta incompetência em gerir a comunicação como a que está demonstrando esse governo. Eles, primeiramente, fora…, como já de brincadeira se diz e a coisa pegou, nem combinam nada entre si, e saem por aí atirando medidas fortes para o alto, e logo elas caem e se despedaçam sem qualquer sentido.

12 horas de trabalho /dia. Desobrigação de aulas de Educação Física e Artes no ensino médio, e obrigatoriedade apenas de Inglês (!), Português e Matemática. Cortes em programas sociais. Tesouradas agressivas na Previdência, na aposentadoria. Mordidas nos orçamentos de Saúde e Educação. Cada dia um solavanco e uma correria para explicar o inexplicável, negar, dizer que não é bem assim, que tudo ainda está em estudos. E a melhor: que a sociedade ainda vai ser consultada a respeito desses vários temas.

Acho linda essa parte. Quando falam na “sociedade civil”, então, até me arrepio e eriçam-se os pelinhos. Lembra imediatamente a outra horripilante palavra, empoderamento. Há novas rodando alta quilometragem, como coletivo, situação de… (rua, etc.), vai lembrando de outras e me manda – vou começar uma coleção.

Mas voltando à vaca fria, o governo, um diz uma coisa, o outro faz outra. Um explica de um lado, o outro confunde de outro. E, como tudo que é assim, nada acontece, fica parado. E se anda, dançam melhor o bate-cabeça do que muitos metaleiros, os do rock pesado.

Escrevam: nessa toada não vai dar certo. Continuamos em suspensão mesmo depois de meses desse doloroso processo de impedimento e troca de comando. Como se uma espada pairasse todos os dias sobre a cabeça dos escolhidos, alguns muito mal escolhidos, aliás, observe-se, os amigos de num sei quem que vêm sendo apresentados ou se apresentam como salvadores da pátria com planos mirabolantes. Inclusive a promessa de agora, a de resolver a babel brasileira.

Essa espada é que ainda tem muita gente por aí dando com a língua nos dentes.

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oculos fendiMarli Gonçalves, jornalista – O jornalismo precisa se salvar. Merecemos não entrar em extinção, tanto quanto o mico leão dourado e as ararinhas azuis.

São Paulo, 2016, entre a gestão e a caldeirinha

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E-MAILS:
MARLI@BRICKMANN.COM.BR
MARLIGO@UOL.COM.BR

NOTA ABRAJI -Inadmissível agressão contra jornalistas em Goiás e no Paraná, E em todos os lugares

Abraji condena ações contra jornalistas em Goiás e no Paraná 

Profissionais da imprensa foram impedidos de trabalhar e alvo de agressão nos últimos dois dias por integrantes de movimentos sociais.

journaux011Na terça-feira (8.mar.2016), representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) invadiram a sede do Grupo Jaime Câmara para protestar contra a TV Globo em Goiânia (GO). Os manifestantes picharam as instalações e impediram a entrada e saída de jornalistas do edifício onde funcionam uma afiliada da TV Globo, a sucursal da Rádio CBN e dois jornais (vídeo).

agriculteur006Na quarta-feira (9.mar.2016), a repórter Patricia Sonsin e o repórter cinematográfico Davi Ferreira, da afiliada da Band em Cascavel (PR), foram ameaçados e retidos por integrantes do MST quando tentavam fazer uma reportagem sobre a ocupação de fazendas em Tarobá (PR). A dupla relatou ter sido obrigada a acompanhar o grupo até o acampamento, sob a ameaça de terem os equipamentos quebrados. Teriam sido obrigados a permanecer no local por cerca de 20 minutos, sofrendo agressões verbais.

A Abraji repudia ataques, agressões e ações para impedir o trabalho de jornalistas. Sem prejuízo da liberdade de manifestação política, é inaceitável o uso da violência para tentar intimidar e constranger o trabalho de repórteres que cumprem o dever de informar a sociedade e, por isso, devem ser respeitados. A Abraji espera que os responsáveis por tais atos sejam identificados e punidos. Agredir jornalistas ou tentar impedi-los de trabalhar são formas de agir contra a democracia.

JORNAIST A6Diretoria da Abraji, 10 de março de 2016.

http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=3390

Caso Catapretta: Editorial do Migalhas. Para pensar profundamente. Se fosse por ameaças, muitos de nós, jornalistas, estariam fritando bolinhos na praia

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Quer dizer que a advogada se sentiu “veladamente” ameaçada, insinua que as ameaças teriam vindo de parlamentares, e por conta disso abandona a carreira ? Faz, então, muito bem. E faz bem à advocacia. A indumentária do causídico não é para pusilânimes ou ignavos. A advocacia, a magistratura, o parquet, a polícia, e por que não dizer os jornalistas, todos têm fartas histórias para contar sobre isso. Todavia, bravatas cifradas (seja lá o que for isso) não podem servir de justificativa para ninguém desistir de nada, ainda mais de um sacerdócio. Sim, sacerdócio, porque é isso que é a advocacia. Defender uma pessoa, ainda mais num processo criminal, é das coisas mais nobres e honrosas que podem existir. Imagine, leitor, se o juiz Moro, se os jovens procuradores da República, se os policiais, resolvessem agora desistir…. Ou alguém duvida que eles, diariamente, estão sofrendo pressões. Mas, ainda bem, não se acobardam. E isso porque o bacharel em Direito deve agir, sempre, com desassombro. Relembrando Pessoa, “navegar é preciso ; viver não é preciso”.

FONTE: MIGALHAS.COM.BR

 

Marcos Faerman e José Nêumanne Pinto. Quando me sindicalizei, lá em 1980, já tive padrinhos maravilhosos. Hoje vi isso na ficha que está no Sindicato, em SP. ói só…

 

 

abonosantes, a gente precisava de ser jornalista, ter indicação…

Hoje, além do sindicato infestado pela CUT, e a Fenaj idem, não tem mais nem função, quanto mais importância!

#ORGULHODESERJORNALISTA