#ADEHOJE – SEMANA QUENTE NA POLÍTICA E NA JUSTIÇA INTERCEPTADAS

#ADEHOJE – SEMANA QUENTE NA POLÍTICA E NA JUSTIÇA INTERCEPTADAS

SÓ UM MINUTO – Terremoto ou tremor na Operação Lava Jato? O site Intercept começa a publicar material de vazamento de telefonemas e contatos de Sergio Moro com os procuradores da Operação Lava jato. Registram, inclusive, observações e orientais do hoje Ministro da Justiça em alguns casos. O mundo jurídico está fervendo mais do que fogueira de São João, porque o juiz sempre precisaria manter equidistância par a poder julgar e não contaminar as provas. Isso vai longe, muita água vai rolar. Um passeio pela internet já mostra mais uma vez a loucura da divisão nacional. Uma parte ataca; a outra defende a Lava Jato que, enfim, se mostra não tão puritana.

Claro que a Lava Jato tem e teve papel importante no combate à corrupção, mas a Justiça tem regras bastante precisas de como devem ser conduzidos os processos. Tudo poderá ser rejulgado, vejam bem, de acordo com novos flashes dessas conversas.

Fora isso, mais índices mostram a ladeira abaixo, crescimento, produção industrial…

Semana terminou com acidentes pavorosos, viu , Sr Bolsonaro? E violência!

ARTIGO – Fogueiras de junho. Por Marli Gonçalves

3844452_bu2M0Ô coisa boa quando chegava esse mês e tinha aquelas festas de rua, de vila, cheias de bandeirinhas coloridas, comida boa, e prendas para ganhar. Quadrilha era o que se dançava, e a sua formação era divertida, ser noiva, noivo, padre, seus personagens principais. dancarina29

E quando se ouvia a narração olha a cobra, era hora de dar volteio, fugir, girando ao contrário. Olha a chuva, saudação. Pau de sebo, desafio. Correio elegante fazia corar.

Hoje, olha a cobra nos lembra jararaca, a que queremos enquadrar como origem da decadência. A quadrilha dança, mas miudinho, com as mãos para trás. A chuva leva ou lava. E o padre foi substituído por um juiz, o único que casa noiva com noiva, noivo com noivo, dentro da lei, e que ora determina ultimamente o tamanho da fogueira, que altura ela vai arder.

A música caipira agora está mais por cima da carne seca, e até o caipira nem é mais aquele, nem aqui, nem na quermesse da esquina. São João, Santo Antonio, São Pedro ouvem o estouro de muitas bombinhas do armamento completo dessa época, que tem de biriba a foguete. Se for do crime organizado é escopeta, lança-chamas, AR-15. E nem digo atrás de quem está correndo o busca-pé. É bomba todo dia no falatório deitado em algum depoimento ou captado em gravação depois de beber muito poncho, sangria, quentão, ou só bons vinhos ou chocolates trazidos da Suíça quando daquela viagem que agora sabe-se o que é que tanto se perdeu lá pelos Alpes.

Não é brincadeira, no entanto, o que passamos nas festas deste ano, e nem precisamos girar muito para ver que estamos tentando colar o rabo no burro, de olhos vendados. E pulando muito na corrida dos sacos, se fazendo de saci, tentando sim é pescar alguma coisa para levar para casa, milho para alimentar a família, arrastando o pé na terra por aí atrás de emprego, pagar contas, não perder o pouco que juntou no arraial.

Podia ser pajelança minha proposta de pegarmos uns papeizinhos para escrever o que desejamos queimar na fogueira, mas melhor que seja na pureza do correio elegante, dos jogos de prendas, a começar do imobilismo nacional boca aberta diariamente com a direção que o vento toca inflamando impressionante o fogo.

festa-juninaTipo a barraca do beijo que sempre foi bem concorrida. Podíamos pagar, embora já o façamos indiretamente para nos vermos livres de um monte e de suas armadilhas e interesses menores, suas declarações impróprias como se burros fôssemos mesmo para aceitá-las. As jogadas ensaiadas que praticam, como se tivéssemos o mais precioso, o tempo. E esse aí que está sendo implacável, nos rebaixando em tudo quanto é nota, ranking, como um abismo profundo que nunca desejamos com nosso espírito alegre, matreiro como a garota de sardas e maria Chiquinha.

Tenho sentido muita dificuldade até de expressão, de ânimo, para comunicar o que sinto, penso ou acho diante do que me informam e apresentam, acontece, percebo. Para o quê? Para quem? Que vantagem “Maria” leva? Quem se importa?

Às vezes, muitas vezes, me sinto sem lugar nesses dois planetas estranhos que orbitam ao nosso redor numa dancinha chata e inconsequente, até “caipira”, mas no sentido de comparação com o mundo moderno que já deveria estar se descortinando, mas que assinala nossos ambientes muito hostis, cada vez mais. Não é mão de direção, não é esquerda, direita, contramão. Deveria ser passagem livre.

Olha o caminho da roça! Olha a chuva! É mentira! Olha a cobra! É mentira! A ponte caiu! É mentira! Olha o pai da noiva! É mentira! Preparar para o grande túnel!
É tudo quadrilha. É verdade! Tem culpado que assobia! É verdade!

fogueira1

Marli Gonçalves, jornalista “O céu é tão lindo e a noite é tão boa. São João, São João! – Acende a fogueira no meu coração”.

São Paulo, meio do ano e tudo indefinido, 2016

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JUIZ APRONTA TODAS. MAS FICA SÓ SEM A “SOBREMESA” DE PUNIÇÃO. VEJA SÓ

hillbillygif_juge_3Caso do juiz bêbado

Na pauta do Conselho

O CNJ vai analisar hoje o caso do juiz Joaquim Lafayette Neto, da 5ª Vara Criminal de Recife.

Na véspera do Natal de 2010, Netto foi a um botequim no bairro Casa Amarela, em Recife. Bêbado, começou a passar a mão nas mulheres que frequentavam o local.

Rechaçado pelas moças, sacou um revólver e ameaçou quem estava no bar. Como a embriaguez era grande, Neto foi desarmado pelas próprias mulheres do boteco.

Sem seu revólver, urinou na rua antes da Polícia chegar. Acabou detido. O caso foi gravado por uma equipe de TV .

O TJ de Pernambuco, no começo do mês, puniu o juiz com uma leve pena de censura. No CNJ será debatido se o juiz deve ou não ser aposentado compulsoriamente por suas peripécias alcoólicas-sexuais.

FONTE: Por Lauro Jardim COLUNA RADAR VEJA ONLINE

Cada conversa esquisita…Veja do que o juiz do caso Cachoeira tem medo! Por isso teria se afastado.

Acidente de carro

Atentado

No depoimento que deu ao CNJ devido ao pedido de afastamento da Monte Carlo, o juiz Paulo Moreira Lima disse a conselheiros que não temia por sua vida de maneira imediata.

Emocionado, falou que sua vida teria acabado depois de mandar Carlos Cachoeira para a cadeia. Seu temor, contudo, não seria o de um tiro durante um passeio ou uma aparição pública.

O que Moreira Lima disse temer é que um misterioso acidente de carro, daqui a uns cinco anos, tire sua vida.

FONT E: COLUNA RADAR – VEJA – Por Lauro Jardim

Esa nota do Lauro Jardim vale mais pelo título primoroso. Sem comentários.

Na vara de De Sanctis

Fausto De Sanctis decidiu manter na 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, especializada em crimes financeiros, o processo a que Daniel Dantas responde por gestão fraudulenta do grupo Opportunity. Numa decisão de 24 páginas, ele rejeitou o pedido da defesa de Dantas para a 2ª Vara Federal paulista ou para o Rio de Janeiro.

A propósito, o juiz, promovido em novembro passado a desembargador federal, espera a aprovação formal de Dilma para assumir o novo cargo. Por hábito, os presidentes acatam as escolhas dos tribunais.

Por Lauro Jardim

Sentença acaba de sair. Tânia Bulhões condenada por De Sanctis

INFORMAÇÕES DA JUSTIÇA FEDERAL

 TÂNIA BULHÕES É CONDENADA PELA 6ª VARA FEDERAL CRIMINAL

 O juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, condenou hoje (22/11) a empresária Tânia Bulhões Grendene Bartelle a quatro anos de reclusão, convertidos em duas penas restritivas de direito (*), mais pagamento de multa (**), pelos crimes de falsidade ideológica, descaminho, formação de quadrilha e crimes contra o sistema financeiro nacional. Veja a íntegra do link abaixo ou acesse www.jfsp.jus.br em notícias. (RAN)

 http://www.jfsp.jus.br/assets/Uploads/administrativo/NUCS/decisoes/2010/101122taniabulhoes.pdf

 (*) Proibição da acusada de empreender viagem ao exterior, por mais de dez dias, sem autorização judicial, pelo tempo fixado na sentença de pena privativa de liberdade (quatro anos); Prestação de serviço à comunidade junto à entidade Fundação Dorina Nowill para cegos.
 
(**) 20 dias-multa, sendo que foram considerados pagos pelo fato de ter ficado acordado no procedimento de Delação Premiada que a prestação pecuniária determinada naquela oportunidade abrangeria quaisquer outros valores a serem pagos pela ré em decorrência da sentença