ARTIGO – Consulte aqui nossas previsões certeiras. Por Marli Gonçalves

Conjecturas, suposições, adivinhações, augúrios, palpites, prognósticos, profecias, presságios, vaticínios, pressentimentos, predições. E, claro, um pouco de obviedades, sinais, indícios, palpites, estimativas. Com precisão, precisão mesmo, não dá nem pra prever o tempo que fará daqui a pouco, mas a gente quer sempre saber mais pra frente.

2018: qual vai ser a do ano? Fui dar uma olhada. Aliás, eu, você, milhões de pessoas nesse momento tentando achar os fios de otimismo que possam costurar nossos retalhos de vida. Nos dar alguma confiança, esperança, forças, ativar nosso otimismo que foi bombardeado nos últimos tempos. Saber se vamos amar e ser amados, se será mais fácil ou difícil, que riscos correremos. Adoraríamos poder quebrar as surpresas para que elas não nos surpreendam, pelo menos não tanto. Até porque se soubéssemos mesmo o futuro, se nos fosse dado esse poder, iríamos brigar tanto com ele, interferir tanto, que de nada adiantaria. Assim é o destino, que traçamos dia a dia.

Por isso não é bom ficar atentando. Dizem que só se deve buscar essas predições – principalmente as pessoais – com videntes, bruxas, magos, seja quem for tão iluminado que você acredite ou pague para ouvir, com intervalo de, no mínimo, seis meses. Justamente porque tentamos ir ao encontro ou delas desviar, e mudamos tudo. Igual entrar numa rua em vez de outra, escolher uma estrada. Tudo o que passamos os dias a decidir. Pensa: quase tudo poderia ser mudado de um segundo a outro, de um minuto a outro, um dia, um mês. Um ano.

Essa é a realidade, jogada por búzios, cartas de baralho, pedrinhas ou palitinhos. Calculada pela Numerologia. Antevista em bolas de cristal, ou na difícil interpretação do I-Ching. Haverá sempre significativas mudanças políticas, sociais e econômicas nesse mundo em constante mutação. O meio ambiente gritará por socorro da única forma que sabe, em catástrofes, já que seus apelos lentos e silenciosos não fazem mais efeito.

Muita gente nascerá. E muita gente morrerá, inclusive algumas personalidades, aquelas pessoas que são mais notícia que outras, e mais uma vez teremos a sensação de perder gente boa com os ruins ficando. Em geral, quando as pessoas morrem, imediatamente conseguem a redenção de suas falhas, dependendo de quem são ou foram. De herança, ficarão os registros de seus feitos no Google e os seus perfis nas redes sociais se ninguém puder apagá-los.

Sobre se a gente vai ganhar a Copa do Mundo, quem será eleito, preso, julgado, condenado, quem vai ganhar o Carnaval, qual será a situação econômica, qual cura será encontrada, as dezenas de videntes, cartomantes, astrólogos, esotéricos e afins que li se dividem bastante. Dizem que estaremos nas ruas protestando, bateremos panelas novamente, que novos atos terroristas ocorrerão. Claro que o Trump vai fazer “trumpices” brincando de guerra com a Coreia do Norte e com o Oriente Médio. Enfim, tudo o que é óbvio ocorrerá.

Contudo, busquei os fatos incontestes desse ano que chega, e que você poderá usar de acordo com seu entendimento, fé, crença. Às 13h15 de 20 de março, Saturno, bem cansado, passará o bastão para Júpiter. É o maior planeta do sistema. Por isso tudo será grande, explicam. Interessante…

16 de fevereiro, o Ano Novo Chinês chegará latindo, sob a regência do Cão – Cão de Terra, para ser mais específica. Ficará de guarda até 5 de fevereiro de 2019. Lealdade, vigilância e conquista são suas marcas.

O grande Xangô, da Justiça, governará nossas cabeças. Mas será auxiliado por Yansã, Nanã e Exu, numa combinação nada comum, que até para santo arrumar essa bagunça do ano que se vai não será nada fácil.

Creio que também poderemos ajudar. Feliz Ano Novo! Boa Sorte. Em branco, dourado, na cor que puder pintar esse mundo.

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  Marli Gonçalves, jornalista – Ah! Esqueci-me de mencionar que a China avançará a passos mais largos ainda para se tornar a maior potência mundial e o que pode modificar o eixo do planeta. Tá bom pra você? Consulte a “Mãe Marli“ todas as semanas para saber mais.

 

 2018, a gente está aqui agoniado esperando você ser melhor

marligo@uol.com.br
marli@brickmann.com.br

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ARTIGO – Gêmeos, espelhos, vidas. Por Marli Gonçalves

TWINSA gente não acredita muito em Astrologia, mas sempre que dá espicha o olho para o horóscopo e suas previsões. Tem quem queira tanto ter um que acaba como agora, com tanta fertilização, tendo dois, três ou mais filhos de uma vez só, mais que gêmeos. Essa nossa natureza toda é tão doida que permite que achemos nossos pares por aí, pessoas iguais por dentro; que nasçamos iguais, por fora, ou até grudados. Permite que a gente se alinhe com os astros e que os astros nos ajudem a conduzir essas nossas vidas em busca de ideais e almas, gêmeas também, e que às vezes, estão só nos nossos espelhos. Ou não, como diria Caetano.TWINS

A mulher simples, Kátia, de sotaque nordestino, sorria à toa no hospital, aquele sorriso franco da alegria desmedida. Nos braços, em cada um dos braços, uma linda menina. Eram Ana Clara e Anne Vitória, sete meses de idade, e há poucos dias separadas de uma união de irmãs quase fatídica. Elas são gêmeas siamesas, nasceram ligadas pelos órgãos genitais, pelo final da coluna e da medula, e foram operadas com raro sucesso em São Paulo, para separação dos corpos, numa história realmente comovente, desde sua origem no Rio Grande do Norte. Literalmente desde a origem, da descoberta da gestação gemelar, do parto “aperreado” feito por um médico quase desconhecido, porque o hospital para onde o parto estava previsto foi interditado dias antes por causa de uma bactéria que matava os bebês. Não parece aquela coisa de futebol americano, gente que corre com a bola debaixo do braço? Ou que corre fugindo das minas terrestres?

baby-graphics-twins-651010Essas coisas que mexem com a gente quando assistimos na tevê, e nos lembram de quanto – por mais aperreados que estejamos também- sempre tem alguém que nos supera e impressiona, e justamente por isso mesmo: a capacidade de superação. A ilustração desse fato, no entanto, me fez pensar em Gêmeos, o signo astrológico que entra no ar essa semana, por acaso o meu; pensar em gêmeos, pessoas gêmeas, causas gêmeas, coisas gêmeas. Pensar na harmonia do número – um é pouco, dois é bom, três é melhor.

Me fez pensar ainda em quantas coisas gêmeas há, inclusive as tais almas, espirituais, filosóficas, num patamar superior e ainda, para mim, inalcançável. Embora acredite até que já a encontrei nessa vida, mas ela se perdeu por aí virando alma mesmo, também infelizmente literalmente.

Coisas banais podem ser gêmeas: unhas (pintar apenas duas, ou só duas de uma mesma cor e as outras diferentes) e toda sorte de conjuntinhos, entre os quais os estampados que viraram moda por causa das roupas da delegada da novela. Casas. Cidades também arrumam seus iguais, distantes, mas que viram ou cidades gêmeas, ou cidades-irmãs. Sabia que São Paulo é cidade-irmã de Milão? Que Brasília é irmã de Washington? Salvador, de Los Angeles? Que o Rio de Janeiro tem mais de dez – Tel-Aviv, Manágua, Havana, entre elas? Pois são.

baby-graphics-twins-082230Lembrar-nos do quanto gêmeos podem ser diferentes entre si. Como podemos ser, ao mesmo tempo, tão iguais a pessoas completamente diferentes. Como a beleza da mitologia explica algumas das nossas tantas possibilidades reais de sobrevivência, por exemplo, entre irmãos. Castor e Pólux, da lenda, filhos de Júpiter, que se transmutou em cisne para engravidar uma princesa, e daí ambos terem nascido de ovos: eram tão ligados que, quando em uma batalha Castor é mortalmente ferido, o irmão suplica e consegue fazer com que ele retorne à vida, aceitando dividir com ele a sua imortalidade, em alternância.

Passou tanta coisa na cabeça! Inclusive como Ana e Anne viveriam o resto de suas vidas coladas, como tantos outros siameses vivem pelo mundo, estranheza de jamais estar só, a divisão de órgãos, vontades, pensamentos. Ambos tendo que chegar a conclusões únicas, mesmo que um queira ir para lá, e o outro para cá.

Par, impar. Uni, duni,tê, um sorvete colorê pra você lambê. Bis.

São Paulo, parlendas possíveis, 2013

Marli Gonçalves é jornalistaSempre existe um sapato velho para uma roupa nova, um chinelo para um pé descalço; toda panela tem uma tampa, toda meia tem o seu pé, toda luva a sua mão. E nem sempre tudo é igual.

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