ARTIGO – Bleque Fraidei. Por Marli Gonçalves

 

Liquidação! Liquida tudo. Que negocinho chato e intrometido. O que era para ser um dia, na tal sexta fraidei, virou bleque semana, mês e já já teremos o Bleque 2018, que estará mais para Blague 2018, se for mantida essa atual lista de candidatos. Vão liquidar as nossas esperanças em parcelas com juros e juras de mudança.

A cada dia que abrimos a janela para o mundo das informações damos de cara com um espanto. Seja a aparição de um candidato novo – e todos os tipos mais estranhos essa hora aparecem, como o tal Dr. Rey, o melhor exemplo. Na plataforma que o indivíduo do bisturi apresenta vem a promessa de trazer de volta a nossa “sensualidade” e “levantar o Brasil da miséria”, o “free market society”, fazer o Hino Nacional ser tocado todas as manhãs com todos levantando e colocando a mão direita no lado esquerdo do peito.

Ninguém merece. Nós não merecemos. E ele vai ganhando o espaço para as suas bobagens e clínicas que espalha por aí.

No meio da enxurrada de ofertas estapafúrdias que vêm nos soterrando há dias por todos os meios, enchendo todas as caixas postais e nossa paciência, surgem ainda as pesquisas. Pesquisas para saber o que achamos ou não da tal sexta-feira que, essa sim, podia e devia cair em algum dia 13, porque é azar danado acreditar nos tais descontos miraculosos.

Tão miraculosos como são as promessas – algumas quase ameaças para quem tem o espírito livre e deseja um país – que jorram da mente dos que tem aparecido na frente em pesquisas siderais para a Blague 2018. Um carcomido e bravateiro líder ex-operário-trabalhador faz muito tempo e um ex-militar, político de quinta categoria, metido a ditador que quer endurecer tudo, sem ternura, e sem prazer. Dois primeiros de arrepiar, seguidos por outros rojões … Só falta inventarem algum bicho como os tais cavalinhos horrorosos e chatos do futebol, que ficarão correndo no programa de domingo na tevê com suas lamentáveis vozinhas. Sugestões?

Senhor! É como se brincássemos alegremente em um campo tão sério, a forma como vêm sendo levadas as coisas em torno das eleições daqui a menos de um ano. Ano que pode passar rápido ou continuar se arrastando na lama.

Com ofertas de nomes liquidados como na tal invenção importada para vender mais agora perto do Natal, são postos no mercado de apresentadores de tevê a políticos alguns que, se a gente perguntar rápido em qual partido estão, capaz deles errarem tanto que trocaram, tão “firmes” são em suas ideias; os de sempre a musas amazônicas que só saem da toca para pedir voto como aqueles seres da floresta que ninguém vê na hora que mais precisa; de boquirrotos literais cheios de frases feitas ditas com forte sotaque a desconhecidos do grande público e do pequeno também. As novidades até surgem, mas como gordura para ocupar os tracejados, prontos a se jogarem em qualquer panela velha que os convide quando chegar mais perto a hora da fervura.

Toma bleque fraidei pela frente, usado por quem pode.

Quem não pode se sacode. E ficará só aguardando as notícias sobre fraudes e descontos imaginários, entregas não realizadas, protestos, reclamações nos órgãos de defesa do consumidor.

Mas na Blague 2018, marcada para o dia 7 de outubro, com segunda chamada dia 28 de outubro todos, obrigatoriamente, terão de participar e comprar um pacote que incluirá presidente, governador, deputados.

Teremos para quem reclamar depois?

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Marli Gonçalves, jornalista – Já estão chegando mensagens de Paz, Alegria, Fraternidade, tudo para o ano que vem. E eu já comprei muito gato por lebre.

Brasil, em transição, na bacia das almas.

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ARTIGO – Dicas para parecer que está tudo normal. Por Marli Gonçalves

Só assobiar acho que já não adianta muito, e se todos nós começássemos a assobiar para parecer que está tudo normal, o barulho seria ensurdecedor. Imaginem cada um assobiando uma musiquinha diferente da outra, fazendo bico igual ao com o qual as minas sensualizam nos selfies. Vamos pensar em outras formas.

Também não sei se até já não andam por aí pondo em prática essa estratégia e por isso essa sensação de pasmaceira geral que nos rodeia. A não ser que seja isso. O povo fazendo de conta. Fechando os olhos esperando que quando abrir – pufff – as coisas terão melhorado. Pensando e reclamando “que absurdo, alguém tem de fazer alguma coisa, êta povinho!”.

Tive um amigo francês que veio ao Brasil passar um mês. Durante esse mês ele se virou maravilhosamente falando apenas duas expressões, juntas, assim: “Tudo bom, tudo bem”, o que fazia com charme indiscutível. Qualquer coisa que se falava com ele, acabava encaixada no “tudo bem, tudo bom” como resposta. Perfeito. Amigável, simpático, sem criar conflitos. Nunca esqueci e às vezes brinco disso para desanuviar, quando me perguntam “tudo bem?” É uma forma de levar a vida. ”Tudo bem, tudo bom”. Possível aplicar nesse momento.

Eu sei como é. Autoestima. Autoestima em tempos de crise é coisa que fica prejudicada por menos que se queira. É uma roupa nova que não dá para comprar, uma garrafa de vinho melhorzinho que volta para a gôndola, aquele restaurante, ou um banhinho de loja que precisa ser adiado e puxa, seria mesmo refrescante para o humor. Aprenda: seja criativo. Passeie por bazares e liquidações, tudo a partir de 1.99, junte alhos e bugalhos, uma peça mais pobrezinha com outra melhor, daquelas, dos tempos bons, que ainda está lá no seu armário. Conseguir um bom resultado assim vai demorar, mas fazer você esquecer a pindaíba por uns tempos. Distrai.

Fora isso, não duvide: é capaz de a loja, restaurante ou lugar que você pensou e tanto gostaria de frequentar nem exista mais, esteja entre as muitas atividades e empresas que quebram e fecham todos os dias, deixando espaços sombrios fechados, com placas de apelos para que alguém queira se aventurar e fazer alguma outra coisa no local. Aventura, e certamente radical no momento de tanta incerteza. Melhor você não ver isso para se aborrecer. Pensa bem.

O noticiário. Acha que eu falaria para você não assistir mais? Não! Mas deve ver como quem acompanha um seriado desses bem comentados, ficção braba, aquilo não é com você. Acompanhe os personagens, seus atos, torça pelos heróis, pragueje contra os bandidos. O legal disso é que pode produzir os spoilers, porque a gente, lá no fundo, bem sabe onde tudo isso vai dar, em algum final infeliz por aí na próxima temporada.

Mas tem também a parte comédia. Aí a dica é você prestar bastante atenção nas declarações. Todas, dos vários lados dos debates. Ouça direitinho e tente espremer, espremer: – ou elas não tem sentido algum, mas nenhum mesmo, só um amontoado de sandices sem sentido, pé nem cabeça, ou chegam a ser engraçadas. Outro dia mesmo ouvi uma coisa como “nosso governo só diz a verdade”, “o povo vai entender o aumento dos impostos”. Anote.

Juro que às vezes penso que calados talvez eles até sobrevivessem. Parece anúncio de recall de montadoras, que eu adoraria conhecer quem é o especialista que redige. O letreiro e a voz. Apresentam o problema, vão indo e dizem que não há problema, embora esse possa causar danos aos passageiros, inclusive a morte, e com voz monocórdica anunciam que adorariam que você levasse o veículo até eles o mais urgente possível só para darem uma olhada. Vaiqui. Ah, e que não precisará pagar nada! Na faixa! Agradeça: você comprou um carro zicado. O Brasil chama recall todo dia.

Tudo normal. Não tem mesmo nada acontecendo por aqui. Assobie. Faça que não está vendo. É esquisito, mas está todo mundo nessa. Deve ser tendência.

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20170617_130831Marli Gonçalves, jornalista – Cara de paisagem.  Afinal, o que é estar ou ser normal?

SP, 2017

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ARTIGO – Nada está normal, por Marli Gonçalves

AVIÕESme012Nada. Nadica. Absolutamente nada. Não é só aqui, não. É como se estivéssemos, terráqueos, em suspensão, pendurados pelos mamilos em ganchos, ou inertes, flutuando em gravidade zero. Parece que está todo o mundo esperando uma decisão, todos cheios de incertezas, e de toda ordem. Parece quando esperávamos que alguém ligasse no fixo e íamos toda hora ver se o telefone estava funcionando, se dava linha, se estava no gancho.

O inverno nem bem chegou e já há verdadeira queima de estoque de coisas do próprio. Nunca vi assim, todo mundo ao mesmo tempo fazendo liquidação, sale, oferta, off, desconto progressivo, ou até preço único, tudo por tal, por tanto, o que me cheira a um grande mistério. Se tudo podia ser vendido a esse preço, por que não o foi antes? Ou, quem chegar primeiro, com dinheiro, e entender melhor de negócios, rapa os produtos que realmente estarão mais baratos? Mas, enfim, tudo na bacia das almas, e se nem o tal Eike tem mais dinheiro, imagina a situação. Economia em frangalhos e a maldita voltando, infiltrada, remarcando com aquele barulho de maquininha de supermercado.scrub

É risco de rico. Coisas, pessoas e fortunas derretendo mais do que a calota polar em tempos de aquecimento global. Reputações que eram já eram, e as que já eram ruins pioram ainda mais. Se havia índice de confiança o ponteiro está no vermelho, junto com as contas a pagar. Na verdade verdadeira daqui a pouco vai estar todo mundo fazendo workshop com os índios para aprender como – quando ainda índios – eles vivem com tão poucos itens, parece que 80, ouvi certa vez. Vou gostar muito de ver mais gente de tanga.

deskNada está normal e não me venha dizer que exagero. Estar normal seria tão tranquilo como quando as mocinhas casadoiras completavam esse curso, o Normal, no Brasil. Antes, dava para ser freira. Ou normalista. Fora disso a mulher já era vista como revolucionária ou coisa pior. Estar normal é não ter muitos abalos, aquela vidinha pacata seguindo seu curso, uma certa rotina, monotonia. Qual o quê! Faz tempo que isso não rola. Montanha russa. Bicho da seda. Trem fantasma.

De um mês para cá, especialmente, quem pode se dizer “normal”? Vai pegar uma estrada? E se ela estiver bloqueada? Ah, marcou um compromisso ali naquela avenida famosa de sua cidade? Já consultou a agenda de manifestações do dia? Só essa semana, aqui em São Paulo, onde as coisas até que estão, digamos, mais tranquilas, teve um dia em que a Avenida Paulista registrou três passeatas, protestos ou assemelhados de uma vez só. No dia seguinte, do que contei daqui, foi fechada cinco vezes, dos dois lados da pista, por tudo quanto é motivo, juntando um, dois, ou 50 gatos-pingados, que agora cada grupinho quer carregar seu cartaz objetivamente. A coisa está até engraçada. “Foi a passeata que menos barulho fez!” – ouvi de um brincalhão quando este soube que um dos protestos era dos deficientes auditivos. Abafa o caso.1spy

Negócios? Todo mundo com medo. Futuro, planejamento, previsão? Tudo no espaço. Se for falar modernês, nas nuvens.

Noticiário? Bomba, bomba,bomba. Em algum lugar elas pipocam, letais e não-letais, com gases ou sem gases. Em Campinas, no país da piada pronta, querem pintar os manifestantes de rosa para identificá-los. Quando você pensa que está entendendo uma coisa, ela já é outra. Nem dá mais para se indignar direito: matam friamente uma criança atrás da outra; sacaneiam animais; nos golpeiam e debocham de nós. Insistem em nos jogar uns contra os outros.

work3Socorro! O piloto sumiu! Baratas tontas, parece que inalaram spray de pimenta jalapeno ou só o inseticida, puro. Anuncia uma coisa, fazem outra, depois dizem que não anunciaram não. Você que estava “viajando”; era só uma “alternativa”. Vai ser isso. Não! Vai ser aquilo! E se tentássemos isso? Vamos nos reunir para discutir, mas não vai dar tempo de fazer agora porque ficamos muito tempo reunidos. Meu sábio pai, que já viveu quase um século e viu vários momentos desses, acompanha o noticiário político como se fosse um jogo, e xinga o juiz, os bandeirinhas e os jogadores em campo. Aquilo até parece que lhe dá mais vigor. Pelo menos ele vem atualizando de forma impressionante os xingamentos que resmunga. Piiiiiiiiiii!

18Estamos apreensivos, com palpitações. Os mais jovens palpitam e são apreendidos. Se tem revolução lá fora, lá longe, acompanhamos como se fosse aqui, porque rebate na área. Nada mais é muito natural, e isso além de silicones e outras mágicas. A onda é alta e estamos surfando na crista dela, com um mar revolto.

Puxa, como gostaria de escrever sobre a poesia, a beleza do voo dos pássaros, mas quando olho e vejo aviões eles acabam é me lembrando que quem hoje voa por nossa conta já tentou cortar as nossas asas. Muito triste tudo isso. Muito triste.

O Estado está estarrecido, de mão dada com a Nação. O estado é de atenção.

São Paulo, diariamente, 2013 p55Marli Gonçalves é jornalista– Não me admira que eu tenha ido parar no hospital com um tilt que até hoje não entendi de onde veio, e achando que estava mesmo morrendo. Nada está normal. Mas, enfim, estou aqui ainda, o que deve estar querendo dizer alguma coisa. Ou não. ********************************************************************
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ARTIGO – É a liquidação, estúpido! Por Marli Gonçalves

women01Venha correndo… Chegou a hora; é a liquidação! Hora boa para quem tem dinheiro, péssima para quem já comprou o que precisava. Fico pensando: peraí! Se podiam vender pela metade do preço, porque já não custava isso antes? Não teriam vendido mais e compensado? Ou era exploração pura e simples, e a gente é que é otário? Dá uma raiva quando pago por uma coisa e no dia seguinte essa mesma coisa está lá, no mesmo lugar, mas muito mais barata que eu tenho vontade de rasgar a coisa. E a vendedora. sxy1

Os avisos chegam por terra, mar, email e SMS. Nunca tanta gente lembra de você como nessa época. As plaquinhas e apelos estão em todos os lugares, de todos os tamanhos e cores. As chamadas, talvez poucos entendam exatamente porque são usadas tantas palavras e estrangeirismos para tentar glamurizar a torra, galinha morta, peixe vivo, queima de estoque, a desova, acabar com encalhes, ou para falar de uma coisa só, que acabam complicando coisa simples assim: saldão, bacia das almas, cestinha, descontos e preços mais baixos. Mais em conta.

Mega, super, total, superhiper. É um tal de Sale, off, off price, out price. Isso quando não escrevem em italiano ou em francês. Em chinês nunca vi, ou se vi achei que era um desenhinho. Metade do preço vira “50% off”. Ultimamente, também, inventaram de usar a torto e direito a palavra Bazar. Tudo que querem que pensemos que terão preços muito mais baixos (em geral, mentira deles, lorota boa), virou bazar. Fora que tem alguns que acrescentam um “beneficente” para enternecer nossos corações duros. Uma vez tive curiosidade e perguntei quanto iria para a instituição. A intrincada resposta que recebi não dava mais do que o envio de alguns centavos e, claro, sob determinadas condições.

Outra ideia dos bazares que andam inventando por aí é que as coisas podem estar lá jogadas todas juntas, amontoadas, de qualquer jeito. Você que se vire. Se forem roupas, não tem provador. Tem de ser no olhômetro e, claro, não pode trocar. Ah, tem de pagar à vista, cash, com dinheiro vivo (existe dinheiro morto?). Como dizia meu amigo Servaz, “obrigada por nada”!

Algumas formas de chamar os compradores para liquidações chegam a ser quase ameaçadoras: explosão, bomba, dia fantástico, lápis vermelho. Agora tem até um dedo ameaçador ou uma gostosa global mandando hipnoticamente não comprar nada hoje. Você fica até com medo, ali sem se mexer. “Espere até o fim de semana”. “Não compre”.

hmmUltimamente apareceu uma novidade recente sobre a qual precisamos falar: uns tais cálculos percentuais e fórmulas einstenianas que, quando você vai ver bem de perto ou não entendeu, ou te enrolaram, ou não era nada disso. Em muitas lojas chama-se desconto “progressivo”: 10%, duas peças; 20%, três peças; 50 %, cinco peças. Se valesse mesmo o que está escrito o consumidor acabaria saindo com um caminhão de coisas e sem pagar nada. Ainda levaria algum dinheirinho de volta.

Há controvérsias, sempre há. Por exemplo, compro uma blusinha e quatro grampos de cabelo na mesma loja. Vale meus 50%? Fico imaginando todo mundo com uma calculadora na mão, contando percentuais. De preferência daquelas que tem um rolinho de papel e que fazem um barulhinho legal quando rodam. Me parecem mais convincentes e você pode usar o papelzinho para esfregar na cara de alguém.

Tem mais. Hoje mesmo vi uma entrevista com uma senhora tida como campeã de liquidação, especializada em grandes lojas de varejo dessas que além de perturbar muito com as suas propagandas chatas e músicas irritantes (fora os garotos-propaganda) promovem o frenesi, pega para capar e verdadeiras maratonas de um dia. Essa senhorinha, acredite, fica dois dias numa fila, e se vangloria de nem ao banheiro ir. Nesses casos, ainda, os coitadinhos – me perdoem, mas são coitadinhos, sim, porque devem comprar tudo quanto é tipo de tranqueira- tem de levar o tal objeto no braço, no muque, do jeito que for, que ninguém entrega nada.women08

No ano passado apareceram por aqui com a tal Black Friday (sexta negra), dia quando seriam dados descontos es-pe-ta-cu-la-res. Eles não contavam que tinha gente anotando os preços antes da tal promoção e descobrindo várias farsas.

Puxa, seria tão bom se houvesse mais criatividade! Adoro ver matérias sobre aqueles dias que, no exterior, em lojas de departamentos, as pessoas podem comprar bem barato o que conseguirem vestir e então já chegam praticamente peladas. Já vi umas nas quais o barato é a nudez, e sempre em temperaturas bem baixas. Aqui ia ter trubufu de toda a sorte, certamente. Mas a gente ia se divertir.

Outra coisa que me irrita, e acho que a você também. Pode reparar: você está no verão, e a liquidação é de…verão! Nem bem o inverno deu dois passos e pumba! Lá está a promoção de inverno.

Volto a perguntar: se já podia vender mais barato, porque já não botaram o preço razoável?
Dá uma raiva!

Mas agora aprendi. Fico quietinha, só esperando aparecerem as tais plaquinhas. Cada vez elas estão mais rápidas. É a crise, estúpido!

São Paulo, garoinha, chuva, chuvão, chuvinha, quente e frio, ouvindo os primeiros acordes Globeleza, 2013

people1Marli Gonçalves é jornalista– Os camelôs também fazem promoções. Mas o que ando observando é que têm tantos deles vendendo (e tanta gente usando) guarda-chuvas iguais (aqueles, chineses, com uma cor e a bordinha bege, que não aguentam vento, nem muitos dias de uso) que o meu, luminoso, com florzinhas, vai chocar multidões a hora que eu abrir por aí.

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