Astronomia
“Lua de sangue” acontece nesta quarta-feira

O eclipse total deixará o satélite natural com a cor avermelhada

<p>	A sombra que a Terra projeta sobre a Lua deixa o satélite com uma cor avermelhada</p>

A sombra que a Terra projeta sobre a Lua deixa o satélite com uma cor avermelhada (Foto: Divulgação Nasa)

fonte:  por VEJA SÃO PAULO

Um eclipse lunar ocorrerá na madrugada desta quarta-feira (8). Conhecido como “Lua de sangue”, o fenômeno deixará o satélite natural com uma cor avermelhada.

Os paulistanos, porém, não terão uma visão privilegiada do evento. De acordo com a Nasa, o eclipse será melhor visualizado na região oeste do país. Como o fenômeno começará por volta das 7h30 no sudeste, o dia já estará claro, o que dificultará a observação do fenômeno.

Durante o eclipse, a sombra que a Terra projeta sobre a Lua deixa o satélite com uma cor avermelhada. Este será o segundo de uma série de quatro eclipses, também conhecida como tétrade.

O primeiro aconteceu no dia 15 de abril.

Lua de Sangue. Em cartaz, hoje, na Terra. Olha que matéria legal, do Salvador Nogueira, do UOL.

fonte: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2014/04/14/curta-o-eclipse-lunar-sem-sangue/

Curta o eclipse lunar, sem sangue!
Por Salvador Nogueira
14/04/14 06:00
Na madrugada de hoje para amanhã temos o primeiro eclipse lunar total de uma série de quatro a se desenrolar entre este ano e o ano que vem. É uma “lua de sangue”? Um sinal do fim do mundo? Claro que não. Mas, sem dúvida, trata-se de um belo espetáculo astronômico que vale a pena ser visto, se você tiver a chance.
Tá vendo algum sangue aí?

Um eclipse lunar nada mais é do que o fenômeno que acontece quando a sombra da Terra encobre a superfície da Lua. O evento pode ser parcial (se a sombra só cobre parte do satélite natural) ou total (encobrimento completo). Não tem mistério.

Mas, então, por que o apelido sinistro, “lua de sangue”? Bem, primeiro que boa parte dos astrônomos nem curte essa expressão, justamente pela margem que dá para os viciados em apocalipse. Mas até entendo que popularmente o fenômeno possa ganhar esse nome, porque em seu momento mais espetacular a Lua fica com um tom avermelhado.

Por que isso acontece? Imagens falam mais do que mil palavras, então dê uma olhadinha nesse vídeo incrível feito pela Nasa, que mostra como o eclipse lunar seria visto da Lua!

A história é verídica. Inacreditável mesmo é que cinco séculos depois ainda exista alguém capaz de cair nessa mesma conversa. Os eclipses não são sinais divinos. São apenas espetáculos celestes, momentos em que podemos nos colocar em sintonia com o Universo e apreender a beleza de seus movimentos. Saiba como aproveitar ao máximo o fenômeno que acontecerá logo mais!

COMO OBSERVAR

O eclipse poderá ser visto em todo o Brasil, mas num horário meio ingrato. O começo é à 1h53, mas essa fase é praticamente imperceptível, porque apenas parte da luz solar está sendo bloqueada pela Terra (diz-se que a Lua está sob a penumbra terrestre). Nosso satélite só começa a entrar na sombra forte mesmo (chamada de umbra) às 2h58. Aí a impressão é de que a Lua está sofrendo uma crescente “dentada”, até as 4h06, momento em que nosso satélite está completamente encoberto. É a partir daí que se começa a perceber a cor avermelhada. às 5h24, o satélite começa a sair da umbra e vai recobrando sua aparência natural. E aí acaba a festa para nós, porque a Lua vai se pôr no horizonte oeste, enquanto o Sol surge no leste.

De forma geral, não existe fenômeno natural mais fácil de observar. A olho nu já se percebe muitíssimo bem, e binóculos sem dúvida agregam valor. Telescópio pode ser bacana, mas o legal mesmo é ver a Lua por inteiro, então não são realmente necessários. A única coisa que pode impedi-lo de acompanhar o espetáculo é a nebulosidade. Torça para não estar nublado.

Aproveitando o ensejo, enquanto o eclipse rola, se você quiser ver um fenômeno adicional, pode procurar Marte, que anda bem pertinho de nós por esses dias e aparece bem vistoso no céu, vindo logo atrás da Lua, como um astro vermelho de brilho estático, sem cintilar. Com efeito, ele faz sua aproximação máxima de nós na atual temporada hoje e tem propiciado bom espetáculo aos observadores. Também é visível a olho nu, mas para enxergar detalhes do planeta, só mesmo com um telescópio poderoso.