#ADEHOJE — BOLSONARO DESCE A LADEIRA

#ADEHOJE — BOLSONARO DESCE A LADEIRA

 

SÓ UM MINUTO – Pesquisa CNT/MDA. Avaliação negativa do governo Bolsonaro cresce e é de 39,5. A reprovação ao desempenho pessoal de Bolsonaro também cresceu no período e 53,7% em agosto, ante 28,2% em fevereiro, de acordo com o levantamento. Já a taxa de aprovação do mandatário passou de 57,5% para 41%. A amostra indica ainda que 29,4% consideram o governo ótimo ou bom e 29,1%, regular. Não souberam ou não responderam 2% dos entrevistados….

72,7% dos entrevistados declararam considerar a postura de Bolsonaro inadequada. Já 21,8% responderam o contrário, enquanto 5,5% não emitiram opinião.

ARTIGO – O amor (e o sexo) nos tempos de cólera e internet. Por Marli Gonçalves

O amor é lindo. Seria simples se as pessoas não fossem tão loucas, tivessem tantas dificuldades em se relacionar entre si. Mas, se já era complicado antes, imagine agora, em tempos de internet, redes sociais, aplicativos, celulares que gravam tudo, e dessa total exposição das intimidades

Já disse. O caso do relacionamento nas noites quentes de Paris, entre Neymar e a modelo Najia Trindade, que agora o acusa de estupro e agressão, ainda vai longe. Envolverá ainda muitas outras pessoas, como a dança de cadeiras dos advogados e assessores. Gerará muita discussão e discórdia, pano para manga, e gelo para o pé ferido do atleta, tantos aspectos envolve. O prazer e a vontade sexual da mulher, sempre na berlinda e que sempre ainda parece inadmissível mesmo em tempos modernos. O não é não, o direito de parar, seja em qualquer situação, Hora H, ou qualquer outra, desde que um dos dois (ou às vezes até mais) queira. Os novos conceitos legais e judiciais sobre o que se configura crime. Por exemplo, a divulgação das imagens íntimas, de um lado e de outro, na defesa e na acusação.

Como voyeurs, todos assistimos, diretamente dos sofás e das mesas de bar, nos deliciando com os detalhes sórdidos. Amplas audiências, buscas de furos jornalísticos, vidas escarafunchadas, especialmente, claro, a da mulher, a parte mais fraca dessa e tantas outras histórias, principalmente quando envolvem personalidades tão poderosas e conhecidas mundialmente como Neymar. Torcidas organizadas se formam e, como virou habitual no país, embates fragorosos que revelam a confusão, machismo, provincianismo e ignorância.

O assunto explodiu e já de cara a mulher foi condenada. Afinal, manifestou desejo, aceitou ganhar a passagem, “provocou” o encontro, não é rica, só podia estar querendo dar um golpe no eterno menino, que já aprontou de um tudo, mas ainda é “menino”, como se fôssemos a mãe generosa, para quem sempre o filho tem razão e será criança.  Mas, então, por que não deu o golpe logo, ela não diz que quis parar porque nenhum dos dois tinha preservativo? Nem precisava furar nenhum para tentar engravidar e esticar essa noite por toda a vida. Um argumento, no entanto, que cairia por terra se o encontro tivesse sido até em algum motel da estrada, imaginem em um hotel de luxo, onde em segundos alguém entregaria na porta muitas camisinhas em uma bandeja de prata, possivelmente com o logotipo do estabelecimento e votos de boas entradas. Não convenceu. Pelo menos a mim, que desde o início pedi calma no julgamento público dela.

O que teria acontecido? Por que ainda passam batidos os recados que o próprio Neymar divulgou? Em um deles diz já estar bêbado; em outro, completamente louco. Portanto, também não há como negar que seu comportamento possa ter sido violento ou alterado. Do tipo “paguei para ela vir dar para mim”. Até esse momento não encontrei análises sobre o comportamento digamos estranho do atleta nas últimas semanas, contando com o soco no torcedor, as festas e badalações, as seguidas contusões (fraqueza, distração?), os imbróglios inclusive com o Imposto de Renda, o pai metido em tudo, e o anterior encontro com Bolsonaro, que por incrível que possa parecer, também já se meteu na história, absolvendo, como bom machista que sempre se mostrou ser.

Será depressão? Não será o verdadeiro amor perdido? Afinal Neymar e a atriz Bruna Marquesine juravam amor eterno, falavam em casamento, planos de ter filhos há bem pouco tempo, esbanjavam e esparramavam isso para o mundo todo, depois de idas e vindas. O fim do namoro – que agora aparece mesmo ser definitivo – marca mudanças visíveis em Neymar, em seu comportamento. Vamos e venhamos que flertar com uma quase desconhecida, que estava em outro país, diante de tudo que ele conhece do bom e do melhor do outro lado do Atlântico não é a coisa mais normal do mundo. Najila deve ter mesmo se sentido o máximo. O seu nome significa “aquela que tem os olhos grandes”, “mulher cujos olhos são grandes”. Como a gente diz, o olho cresceu.

O caso será uma guerra. Inclusive de comunicação. Com espertezas de todo o lado. A contratação, para a defesa de Neymar, da criminalista Maíra Fernandes, reconhecida na causa feminista, foi gol. O inacreditável, ridículo, foi a organização a que pertencia, a Cladem (Comitê da América Latina e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher), tê-la expulsado imediatamente por causa desse seu trabalho. Neymar ainda não foi condenado, nem julgado culpado, e tem todo o direito de defesa seja de quem quiser e poder pagar.

É radicalismo em cima de radicalismo. Cada vez mais o medo se instala junto ao amor e às relações sentimentais. Violência que origina as centenas de feminicídios que ocorreram quando as mulheres procuraram romper relacionamentos, e alguns vice-versa.  É a vingança realizada na exposição pública de momentos íntimos, do amor quando ocorria em fotos, vídeos, nudes. A insegurança dos casais. O alimento do bicho indomável, o ciúme.

Não me admira que tantos e tantas estejam sozinhos, ou preferindo apenas as relações fugazes. Também não me admira a construção fictícia dessa linda e pacificada sociedade diversificada dos anúncios que proliferaram para estimular o consumo no próximo Dia dos Namorados. Lé com lé. Cré com cré. Cré com lé. Reparou?  As mais variadas combinações, felizes.

Como seria bom se fosse verdade, embora toda forma de amor valha a pena. Só que ele ainda tem grandes dificuldades de dizer seu nome quando tem tanta gente assistindo de camarote, esperando que pegue fogo, que a casa caia, que a cama despenque. E que tudo tenha sido gravado, em detalhes, na horizontal e na vertical. De preferência com som ambiente.

amor de mãe________________________________________________________________________

Marli Gonçalves, jornalista – Primeiro, a defesa das mulheres. O meu lado da história, e que reconhece bem, assim como as dificuldades que já viveu por ser uma.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, nos dias de namorados

 

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#ADEHOJE – ELES SÃO DOENTES, PRECONCEITUOSOS E MACHISTAS

#ADEHOJE – ELES SÃO DOENTES, PRECONCEITUOSOS E MACHISTAS

SÓ UM MINUTO – Inacreditável. Chocante. Horrível. Nojento. O que mais é possível dizer sobre o que está acontecendo, sobre as intervenções de Bolsonaro e sua trupe? Até quando ficaremos quietos vendo tentarem desabar com nossas conquistas? Ontem, foi a censura ao comercial, acreditem, do Banco do Brasil!!!!!! Que já estava no ar! Lembra? Aqueles que apareciam jovens procurando o BB para abrir uma conta digital. Jovens que estão nas ruas, negros, gays, diferentes, coloridos, felizes. O diretor de marketing demitido! Pensam que acabou? Vejam a pérola que nosso presidente ignorante falou: “Quem quiser vir aqui fazer sexo com mulher, fique à vontade, agora, não pode ficar conhecido como paraíso do mundo gay aqui dentro”.

Vão falar isso para quem, malucos? O Brasil sobreviverá a vocês! Temos de nos posicionar.

ARTIGO – Vamos xingar? Xingar? Por Marli Gonçalves

brazilB_animadoOK, mas se é para mostrar descontentamento vamos fazer direito.Não será por falta de motivos, mas não podemos nunca perder a razão. O que estamos vendo ocorrer contra a presidente é grosseria, não um xingamento que possa ser justificado, e nem ao menos explicado. Uma falta de educação absurda contra uma mulher, antes de tudo. O problema – admito e acho que não vai ter cura – é que já “pegou”, virou moda, mantra, e agora, onde ela for, vai ouvir o povo dando essa ideia de outro lugar para ela ir e o que deveria fazer lámulheer faz o jardim

Tivesse ela um pouco de humor e sem o peso da liturgia do cargo, responderia o que eu respondo quando alguém – em geral, no trânsito, ou em discussões banais – me destina esse mesmo xingamento: “Deus te ouça!”

Mas eu sou palhaça. Às vezes escuto essa mesma coisa até de um amigo ou amiga, numa conversa qualquer, boba. É usual. Quando alguém quer encerrar um assunto, tira da cartola o desejo, sim, o desejo, de que você vá ter a sensação de ir lá fazer aquilo. Acho até engraçado porque para um número cada vez maior dos que se assumem, se levada ao pé da letra a expressão…como disse.

A presidente, não. Não pode, coitada, revidar. Agora já está se fazendo de vítima, torturada, torcedora mesmo torturada, cara de beijinho no ombro. E os seus defensores, gente com memória fraca que, não adianta, quer fazer acreditar a muitos que foi só no dia da abertura da Copa que ela foi xingada assim, tentar nos convencer de que foiuma coisa armada e localizada (combinada entre 68 mil pessoas!), pela elite, aliás, elite, como dizem, branca, convidada ( esqueceram do endividada também), e que nem pagou o ingresso. Foi por isso que ela foi xingada, segundo eles – não teria sido o povo. Esqueceram o despencar nas pesquisas, outros jogos, shows, protestos, adesivos, etc…E os bons motivos.

O problema é que ao xingar dessa forma, perdemos muito da razão. Sei que o ato de xingar nunca vem acompanhado de flores, perfumes, hálito de menta. Mas há outras formas, ah, isso há. Graça Foster, que o diga. Alucinada, anta, fingida, dissimulada, besta, idiota, mentecapta, petista, dois de paus, dois neurônios, -muitas formas. Nós é que nos viremos e arrumemos as rimas.women4

Enfim, voltando ao ´cerne da questão, igual verruga. Não é assim, xingando palavras que inclusive, obrigatoriamente, não podem ser transmitidas pela tevê, porque de baixo calão, que vamos mudar o país. Mas, sim, apontando exaustivamente os erros, as falhas. Mostrando que não somos bobos para ficar quietos ouvindo a presidente falar o que quer, com cara de desentendida, listando respostas e bobagens no horário oficial, com discurso lido, totalmente escrito por outrem, cumprindo tabela.

e8mmdv3zAcredito que a estaremos xingando muito bem nas urnas, no dia da eleição. (Tá, eu sei que está duro olhar as opções, mas aí é um problema que a gente tem de analisar depois. É o que temos no momento.).

Também não é xingando nas redes sociais, inventando eventos e protestos “virtuais”, que isso é babaquice total. Vamos falar sério.

Temos de participar da vida política do país, escrever, denunciar desmandos, fotografar, filmar, divulgar, discutir. Mas com base na realidade, que ela por si só já basta – não é inventando que vai ter bolsa para prostituta, que a lei de ficha limpa ainda não foi aprovada ( recebo uns três por dia com essas bobagens), que o filho de não sei quem barbudo é dono de açougue, muito menos de frigorífico, nem repassando fotos de mansões de sheiks árabes dizendo que é de gente do governo atual.

Precisamos crescer e amadurecer.

women mudando de roupaFizemos um papelão na abertura da Copa com aquela apresentação de quinta categoria, vergonhosa, de fundo de quintal, de escolinha primária, com umas arvorezinhas, florzinhas rodando para lá e para cá, um monte de criancinhas (mas que deviam ser muito mais pelo menos para ocupar os espaços) com cara de miosótis e sempre-vivas, índios mal amanhados arrancados de tribos tão urbanas como os guaranis, para quem nunca ninguém dá bola, deixando-os morrer por aí, bêbados ou suicidas. A única coisa que salvava era a bola no meio do campo, mas só até se abrir e trazer aqueles três que até agora estou pasma, ali apenas para contentar seus patrocinadores. Gastaram, parece, 18 milhões naquilo. Não temos que xingar essa roubalheira? Temos profissionais maravilhosos que, por muito menos – até por já estarem acostumados a não ter recursos -, teriam feito melhor que esses dois gringos que nunca ninguém ouviu falar, inventados sabe-se lá por quem.Fora o papelão do exoesqueleto, das pombas, dos estádios inacabados. Da governante atrás da vidraça.

Precisávamos completar com o xingamento feio? È covarde isso. Era melhor que todos que estavam ali, vaiando anonimamente, se ligassem “na real” e, então, fossem para as ruas, engrossar protestos firmes. Assuntos para as plaquinhas que segurarão nas mãos não faltarão. Façam o gigante acordar, mas sem xingar com palavrões. Só com palavrinhas.

Sem xingão, mas com xingadelas.frank1-4

88womanSão Paulo, Brasil, Copa 2014, mundo voltado para nós aproveitarmos, 2014 Marli Gonçalves é jornalista Se levar a sério o xingamento que vem sendo dirigido em altos brados à presidente, restará uma pergunta: quem é o ativo e o passivo dessa história? Pensa.

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Crivella diz que protestos são porque Dilma é mulher, por machismo.Socorro! Emque mundo esses caras estão vivendo, pelo amor de Deus!

feliz dia, chefeEvangélico, ministro Crivella atribui onda de protestos a machismo

CATIA SEABRA
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA

Evangélico, o ministro da Pesca, Marcelo Crivella, surpreendeu colegas de Esplanada ao apontar o machismo como origem dos protestos de rua pelo país.

Na segunda-feira, durante reunião ministerial na Granja do Torto, Crivella expôs sua opinião diante da presidente Dilma Rousseff: os manifestantes, avalia, foram às ruas porque ela é mulher.

Ainda segundo relato de participantes, a presidente não reagiu à avaliação. Ela foi bem dura, porém, ao responder aos comentários do ministro Moreira Franco (Aviação Civil) sobre o impacto da inflação no ânimo do brasileiro. Segundo participantes, Dilma disse que Moreira não tinha entendido a exposição feita minutos antes pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Ministros de Dilma Rousseff criticaram, diante dela, as previsões “otimistas” da equipe econômica e a falta de medidas concretas para responder à onda de protestos.

A presidente foi enfática também em defesa da ministra Helena Chagas (Comunicação). Foram feitas críticas à comunicação do governo, que teria falhado, na avaliação de ministros, na divulgação de ações positivas do Palácio do Planalto.

“A gente não resolve problema só no gogó”, disse a presidente, segundo participantes, pedindo para que os ministros cumprissem seu papel.

Após ouvir avaliações negativas de seus próprios ministros, Dilma cobrou maior efetividade de sua equipe, afirmando que têm de dar começo e fim a suas tarefas.

“É preciso entregar” ações à população, reagiu, rebatendo as críticas à comunicação de seu governo.

Durante a reunião, Moreira Franco (Aviação Civil) queixou-se das avaliações de Mantega e Tombini indicando que a inflação estava em queda. Ele afirmou que a percepção das pessoas é que, ao irem ao supermercado, o dinheiro já não compra o mesmo do que no ano passado.

Moreira reagiu ainda ao pedido de Tombini para que explicassem bem a trajetória da inflação, que no acumulado de doze meses ficará acima da meta (6,5%) em junho, mas terá uma tendência de queda.

O ministro afirmou que esse “é um problema político, não de comunicação”.

Dilma alegou, em resposta, que a inflação está caindo mensalmente. “O povo não faz compras vendo um gráfico. Mas sente no bolso”, argumentou Moreira, segundo relato de participantes.
A reunião foi marcada por dissonância entre equipe econômica e demais ministros. Remanescente da equipe do ex-presidente Lula, Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) foi o primeiro a lançar dúvidas sobre as previsões feitas por Miriam Belchior (Planejamento) e pela chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Segundo presentes, Carvalho argumentou que não haveria manifestações se tudo estivesse “cor-de-rosa”. O ministro Paulo Bernardo (Comunicação) disse, segundo participantes, que o momento exigia um autocrítica, enquanto José Eduardo Cardozo (Justiça) sugeriu uma análise da origem do movimento.

Ainda segundo participantes, Dilma cobrou objetivamente os ministros César Borges (Transportes) e Fernando Bezerra (Integração), avisando que será mais dura na cobrança no acompanhamento do trabalho dos ministros.

Horas antes, num momento de ausência da presidente, Cesar Borges usou uma música ao comentar a exposição de Belchior.

“De que me vale tudo isso se você não está aqui?”, afirmou, numa referência à música de Roberto Carlos.

Procurado pela Folha, Borges disse, por intermédio da assessoria, que não se lembrava dessa intervenção, descrita por quatro ministros que participaram da reunião.

 

FONTE: FOLHA SP/UOL