ARTIGO – Mais uma dose? É claro que eu estou a fim. Por Marli Gonçalves

Toda feliz, estava contando os dias, essa semana tomei a terceira dose de vacina, o reforço. E se aparecer mais, se precisar tomar mais uma dose, podem me aguardar no local, dia e hora indicados. Não entendo, e não entenderei nunca, quem ousa não se vacinar e ainda sair por aí batendo no peito pela bravata, espalhando infelicidade e morte.

DOSE

É maldade. Ignorância? Burrice? Ou só, pensa nessa opção, medo de agulha com uso de álibi de pinceladas políticas? Pode ser, porque só explicações dessas podem fazer uma pessoa por em risco sua própria vida e a de quem o cerca, dentro ou fora de casa. Ousar fazer campanha contra a maior tábua de salvação  que o mundo todo tem para sair dessa pandemia e que já provou ser eficiente; vacina, forma fundamental, inclusive vitoriosa, para erradicar doenças que já fizeram (e voltam a fazer agora com esses movimentos antivacinas) muita gente morrer, chorar e passar agruras; algumas, a vida inteira, como no caso das vítimas da poliomielite, e que à época alguns pais não acreditaram na importância. É sarampo, meningite, uma série de males evitáveis que, se começarem com força de novo a se espalhar, serão mais outros tempos bem terríveis nesse Brasilzão de Deus. Tanto descuido com a saúde, incluindo o descaso das autoridades, fez com que até a raiva, que já estava dada como erradicada, ressurgisse.

Por falar nisso, em chorar, não fui eu, juro, quem disse, fui até ouvir na rede oficial para acreditar se era verdade. Foi o próprio presidente na live onde, aliás, também tossia bastante.  Foi ele quem comentou, digamos do nada, que – tadinho – chora muito trancado no banheiro, nem a esposa vê, e que ela acha que é o machão. No mesmo dia disse mais, que se pegar Covid tomará hidroxicloroquina e a ivermectina, um remédio de vermes, ops, feito para combater vermes, ambos comprovadamente ineficazes e perigosos se administrados em alguns casos. Mais: juntou alhos e bugalhos nas informações sobre os esperados remédios que os grandes laboratórios estão desenvolvendo. Justificou a tosse forte como uma gripe e não, ele não estava de máscara, nem mesmo assim. Rezemos pelo tradutor de libras que estava ao seu lado.

Dias antes havia dito que não vai mesmo se vacinar. – Que surpresa!

Aí eu pergunto – eu, espero que você também, e o mundo todo, e quem tem informações, que vê a realidade, todos os preocupados com os descaminhos do Brasil nesses tempos pergunte – como pode estar ainda no cargo alguém capaz dessas e outras maldades, bobagens, atos, mentiras, tudo, as provocações que destila diariamente? Todos os crimes que comete e, mais uma vez, não, não estou me referindo à tal lista de onze crimes que estarão arrolados no relatório final da CPI, que nem precisa disso. Vários desses crimes, acintes, erros, comando de uma equipe incompetente em praticamente todas as áreas, vêm sendo praticados há mais de dois anos bem nas nossas fuças. Aplaudidos por uma turbinha animada, criada e regada, à base de ódio, no jardim dos desatinos.

A resposta não é simples: creio que é de novo o combinado de interesses, de compras e vendas de poder, emendas, barganhas, beneficiados. O combustível usado por todos os governantes desse país claudicante, um após o outro.

Mais uma dose? É claro que estou a fim. Vacina, sim. Ele não. E não, também.

Por favor, aconteça o que acontecer de agora em diante, apenas não esqueça o que já presenciamos. Nas próximas eleições uma das coisas que mais precisaremos fazer será de um tudo para negar veementemente em atos o que costumam dizer da gente, que brasileiro não tem memória. Precisaremos provar que temos sim, inclusive, ressalte-se, muita memória, e fresca, retroativa há muitos anos, em todas as direções, a tudo-tudo o que aconteceu e que foi o que acabou nos trazendo a esse calvário onde nos meteram.

… A noite nunca tem fim/ Por que será que a gente é assim? …

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Marli GonçalvesMARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto.  (Na Editora e na Amazon). marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

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Viram essa pesquisa, seus pequenos cérebros?

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Uso regular de maconha diminui o tamanho do cérebro, diz pesquisa

(FONTE – VEJA ONLINE)

Estudo constatou que fumar a droga por mais de seis anos diminui o cérebro e o QI, mas aumenta a conectividade cerebral

Os pesquisadores verificaram que, quanto mais cedo se começa o consumo regular de maconha, maior é a sua interferência na estrutura e no funcionamento do cérebro (David Bebber/Reuters/VEJA)

Fumar maconha por mais de seis anos pode causar anormalidades no funcionamento e na estrutura do cérebro. O efeito, porém, depende da idade em que a pessoa começou a fumar a droga. Essa é a conclusão de uma pesquisa publicada nesta segunda-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Long-term effects of marijuana use on the brain

Onde foi divulgada: periódico PNAS

Quem fez: Aabenhus R, Jensen J-US, Jørgensen KJ, Hróbjartsson A e Bjerrum L.

Instituição: Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Resultado: Usuários crônicos de maconha têm QI e volume do cérebro menores do que não usuários, mas apresentam uma conectividade cerebral maior.

“Desde 2007 há um crescimento no número de usuários de maconha. Apesar das mudanças na legislação de alguns estados dos Estados Unidos sobre a droga, ainda são escassas as pesquisas sobre seus efeitos a longo prazo”, diz Francesca Filbey, coautora do estudo e professora da Faculdade de Comportamento e Ciências do Cérebro da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Testes – Participaram da pesquisa 48 usuários adultos e 62 não usuários, separados conforme sexo, idade e etnia. Todos foram submetidos exames de ressonância magnética e a testes cognitivos. Tabagismo e consumo de álcool foram levados em consideração para a análise dos resultados.

Os pesquisadores concluíram que os usuários de maconha têm um menor volume cerebral numa parte do cérebro associada ao vício, o córtex orbitofrontal, mas maior conectividade cerebral do que as pessoas que não fumam a droga. Nos testes cognitivos, os usuários de maconha demonstraram menor QI. Os estudiosos, entretanto, não associaram esse resultado ao menor volume cerebral.

Idade — Foi verificado também que, quanto mais cedo começa o consumo regular de maconha, maior é a sua interferência na estrutura e no funcionamento do cérebro. “Esse efeito começa depois de seis a oito anos de uso contínuo. Porém, usuários de maconha continuam a exibir conectividade cerebral mais intensa do que os não usuários”, diz Francesca.

De acordo com os autores, o consumo crônico da erva faz com que os neurônios dos usuários se adaptem à diminuição do volume cerebral. Eles alertam, no entanto, que são precisos outros estudos para determinar se essa mudança é reversível e se ela acontece, também, em usuários ocasionais da droga.

voce me faz perder a cabeça

Seu Sarney quer dar o nome de Romeu Tuma ao Aeroporto de Congonhas. Era o que faltava. Vai se catar! Vai procurar o que fazer e quem homenagear!

Essa não!

Leia a nota que o Lauro Jardim, da coluna Radar, publicou ontem. Caramba! sai para lá? Quem precisa rebatizar Congonhas? Muito menos com o nome de políticos como Tuma?

Gente, vamos fazer listas de prioridades e sugestões de trabalho para esse povo?

 

 

Sarney também quer rebatizar Congonhas

João Bittar (DEM-MG) não estava sozinho quando teve a ideia de rebatizar Congonhas (leia mais em Novo Nome). No começo de agosto, José Sarney também apresentou proposta para dar o nome de um político ao principal aeroporto do país. Ao contrário de Bittar, que pensou em Freitas Nobre, Sarney quer que Congonhas passe a se chamar “Aeroporto de Congonhas – Senador Romeu Tuma”. Diz Sarney:

– É com emoção que tomo a iniciativa de oferecer esse preito a Romeu Tuma, na certeza de que o povo de São Paulo receberá com imensa satisfação a manifestação do Congresso em favor de um dos mais brilhantes