#ADEHOJE – COISAS QUE NÃO ENTENDO

#ADEHOJE – COISAS QUE NÃO ENTENDO

 

SÓ UM MINUTO – Há muitas coisas que a gente precisa fazer força, pensar, meditar, para entender. Mas há algumas que a resposta só pode ser pela ignorância e falta de conhecimento de nosso povo, somada agora à avalanche de desinformações que rola na internet e nas redes sociais. Essa história das vacinas, por exemplo. Como assim 17 milhões de brasileiros do público-alvo não foram se precaver? O Rio de Janeiro é o campeão de faltas, para completar as desgraças que lá realmente não faltam. É fundamental se vacinar, por você e por todos à sua volta. Gripe mata. Gripe mata, principalmente idosos. Vai, corre! Até o dia 31, campanha, nos postos de Saúde.

Também não entendo muitas coisas da política – aquelas que não é possível que todos não estejam vendo, ou se quedam cegos por professar a ideologia do atraso.

Amanhã, em todo o Brasil, novas manifestações dos estudantes com a pauta da Educação e contra os cortes absurdos propostos. Em cartaz, em todo o país.

#ADEHOJE – PODERES, JUNTOS, ATÉ QUE UMA TUITADA OS SEPARE

#ADEHOJE – PODERES, JUNTOS, ATÉ QUE UMA TUITADA OS SEPARE

 

SÓ UM MINUTO– Entre tapas e beijos, sorrisos e apertos de mão, a nossa masculina República novamente se reuniu hoje pela manhã em café da manhã. Bolsonaro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o presidente do STF, Dias Toffoli. Apareceram para tirar casquinha o Onyx Lorenzoni, articulador das articulações perdidas, e Paulo Guedes, o que diz que vai se mandar se não aprovarem as reformas… Enfim…Mais uma vez juraram amor até que a próxima tuitada os separe. Agora assinarão um pacto. O governo de vários governos…

A bárbarie em Manaus contabiliza 55 presos mortos em dois dias no presídios.55! Guerra interna de uma facção só, dizem…

A tristeza da morte do menino que tinha acabado de conhecer o sucesso: Gabriel Diniz. Está sendo velado em João Pessoa

#ADEHOJE – SAÍDAS, RENÚNCIAS, CHAMADOS, AMEAÇAS

#ADEHOJE – SAÍDAS, RENÚNCIAS, CHAMADOS, AMEAÇAS

 

SÓ UM MINUTO – O último final de semana de maio começa com frio no tempo e calor nos acontecimentos.

A imprevisível manifestação de domingo, que junta alhos e bugalhos sem direção.

A repercussão da renúncia da primeira ministra britânica Thereza May e o que acontecerá com o Brexit, a discussão da saída do Reino Unido da Comunidade Europeia. Renúncia aqui, ali, e até o Paulo Guedes diz que renuncia se não conseguir aprovar a reforma da Previdência em seus termos

O caso da mãe, aqui em São Paulo, que atirou a filha de três anos pela janela e horas depois se atirou também, depois de tentar atear fogo no apartamento – mais um termômetro da confusão mental e problemas que atingem a população.

A liberação dos militares que fuzilaram o carro de uma família e que matou duas pessoas; as discussões sobre o avanço da liberação dos agrotóxicos, o avanço que tentam em cima de áreas ambientais protegidas, todas as mordidas que tentam todos os dias.

 

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#ADEHOJE – CAFÉ COM BOLSONARO: MESMICES E SANDICES

#ADEHOJE – CAFÉ COM BOLSONARO: MESMICES E SANDICES

SÓ UM MINUTO – Mais um café da manhã do presidente com os jornalistas e mais uma coleta de ar. Bolsonaro tentou justificar suas falas sobre a classe política, e disse também que não vê nada de mais em crianças usarem armas ao lado de seus pais…Mas está tentando fazer o bonzinho nesse período pré-manifestação marcada para o próximo domingo, que seria de apoio a ele, mas que está juntando tudo quanto é traste e palavras de ordem.

Moro engole seco mais uma vez. Perdeu o Coaf – que volta de novo ao Ministério da Economia. O Coaf é o Conselho de controle de atividades financeiras, que ajuda muito em investigações de corrupção, mas que os políticos não querem ver na mão do justiceiro Moro. Em compensação os auditores fiscais ganharam a queda de braço – vão continuar podendo fazer as investigações.

ARTIGO – Sem a menor ideia. Por Marli Gonçalves

brasil53SEM A MENOR IDEIA

Por Marli Gonçalves

Também não sei. Não sei de nada. Mesmo. Não estou escondendo jogo, creio que nem eu nem meus colegas que estão na cobertura disso tudo, sabem nada. Nem no que isso ou aquilo vai dar, se que é vai dar. Você me pergunta e a minha aflição fica ainda maior. Não é só de política e de economia que falo. Mas de tudo, pensa. Quem tem ideia do que vai acontecer aqui e acolá? Mãe Dinah, onde está você, Mãe Dinah? O que é mesmo que você falava, Zaratustra? Nostradamus, e aí? Por favor, qual é o oráculo mais perto?

Mais perdido que Adão no dia das Mães. Mais perdido que azeitona em pão doce. Mais perdido que cachorro em dia de mudança. Mais perdido que cachorro na procissão. Mais perdido que cebola em salada de frutas. Mais perdido que cego em tiroteio. Mais perdido que cão que caiu do caminhão de mudança. Mais perdido que marinheiro na Bolívia. Mais perdido que surdo em bingo. Mais perdido que Tarzan numa reunião de consórcio. Mais perdido que agulha no palheiro. Mais perdido que pitanga em pé de amora. O brasileiro. O terráqueo.CUSTO BRASIL

Mais perdida que canetas, isqueiros e outas coisinhas que somem como num passe de mágica. Mas não estou só, não é mesmo? Ando vendo gente racional, organizadinha, que sempre conseguiu pensar e controlar tudo – e agora suando frio. Onde quer que se vá, sempre nos entreolhamos. Deu bobeira e de alguma forma borbulham as questões: aonde vai parar tudo isso, o que vai acontecer, ele vai ser preso, ela vai renunciar, aquele outro vai delatar, quem vai ser o próximo, qual virá agora, quando vai ser cassado, quando vai tomar vergonha? Quem a gente pode pôr no lugar? Por que a caretice está se alastrando? O calor será maior? E o frio? Vai chover, vai secar? Quem tem razão? Quem vai sobrar para contar a história? Quem vai conduzir o bonde? Quem vai ganhar lá? Quem vai ganhar aqui?

brasilParecemos todos aqueles adolescentes divididos entre indolentes, querendo que o mundo se acabe em melado, e os que querem ansiosamente participar, agir, experimentar, perder a virgindade, mas que também não sabem o que vão ser quando crescerem. Andamos brigando uns com os outros como crianças mimadas, por coisas e pessoas que não valem a pena. Batendo pé e fazendo birra pelo que – não tem jeito – não sei como, mas precisa mudar, vai mudar, porque chegou a um limite insuportável, ao momento do impasse. Alguma coisa precisa rolar, a gente precisa continuar, e para isso o futuro tem de se adiantar.

Daí você pergunta: o que vai acontecer? Não tenho a mais remota ideia, se tem mais gente que vai com uma cor, como temos amigos que ainda não entenderam ainda, terá sido lavagem cerebral? Se vão para as ruas, se tem alguém que ainda vá se ruborizar marchando no exército homogêneo das utopias que falam em igualdade social, acabar com os miserês, mas no qual os generais têm pés de lama, mãos de batedores de carteiras e um gogó que começa a nos fazer rir para não chorar.

Não sabemos o nome, ainda, desse momento que desenhamos para a história mais uma vez: se revolta, se revolução, se agitação. Que não seja golpe, que golpe é sempre coisa muito ruim, que sobra muita gente para fora. Que não seja por conspiração, que a luz é sempre mais bem-vinda para desinfetar.

Que seja tranquilo, que possamos nos orgulhar, que não nos faça passar ainda mais vergonha, que seja eficiente, que inclua nossa beleza e diversidade, que haja Justiça e ponderação. Que abra nossos caminhos com imagens bonitas que ilustrem os próximos livros da história contemporânea, e que estes fiquem na estante, no futuro, ao lado de biografias que ainda estão sendo construídas, de estadistas que estão sendo gestados, chocados em algum ninho.Se liga, Brasil!

Mas que não venham de ovos de serpente.

SP, março de 2016; aliás, 13 de março em diante

Marli Gonçalves, jornalista Você me pergunta o que estou achando. Não estou achando nada, só perdendo, e isso precisa parar. Não tá tranquilo. Não tá favorável.

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Ih…MTST promete perturbar o Geraldo, o Alckimin, o governador de SP, o chuchu e …São Pedro e Paulo, por tabela. Dia 26

peoplemtst

O Estado de São Paulo vive uma gravíssima crise hídrica. Todos os reservatórios que abastecem as cidades da Grande São Paulo encontram-se nos níveis mais baixos de sua história e, de acordo com os especialistas na área, estamos às vésperas de um colapso de todo o sistema de abastecimento, o que afetará profundamente as condições de vida de mais de 20 milhões de pessoas. Obviamente que os mais afetados pela falta d´água será a população mais pobre e periférica das cidades. O governo de Geraldo Alckmin atribui a falta d’água à São Pedro e chegou a garantir em campanha que não havia crise hídrica e que não faltaria água. Como sempre, querem que os mais pobres paguem o pato, cortando a água às escondidas há muitos meses. Não toleraremos! Dia 26, iremos às ruas! A LUTA É PRA VALER!