#ADEHOJE – EXPO #HEBE ETERNA. E, CONTRA A CORRUPA, PF ABRE AS PORTAS

#ADEHOJE – EXPO #HEBE ETERNA. E, CONTRA A CORRUPA, PF ABRE AS PORTAS

 

SÓ UM MINUTO – Hoje a PF passou recolhendo – em duas operações especiais – um monte de gente, e um monte de coisas. Paulo Preto, o Paulo Vieira de Souza, símbolo da corrupa que grassou também no PSDB foi preso de novo, na Lava Jato. Sobrou pro Aloysio Nunes, que teve suas coisas garimpadas também. Em outro front, até o presidente da Confederação Nacional da Indústria, CNI, Robson Andrade, foi preso. Aí as investigações são sobre corrupa no Sistema S.

A novela Bebianno teve fim, mas talvez ainda assistamos alguns capítulos especiais mais à frente.

Ontem fui à abertura da Exposição Hebe Eterna , no Farol Santander, em São Paulo. Vale a pena. Justa homenagem à apresentadora Hebe Camargo, que faria 90 anos no próximo dia 8 de março , a exposição com curadoria de Marcello Dantas é cheia de objetos e formas de interação. Bem legal. Não perca.

 

 

#ADEHOJE, #ADODIA – DIREITOS HUMANOS: O GRANDE MOTE E PREOCUPAÇÃO EM 2019

#ADEHOJE, #ADODIA – DIREITOS HUMANOS: O GRANDE MOTE E PREOCUPAÇÃO EM 2019

MULHERES: ABUSOS DE JOÃO DE DEUS, MORTES VIOLENTAS, DESRESPEITO… A gente tem de cuidar de tanta coisa nessa sociedade que vivemos! Homofobia, misoginia, preconceito racial, social, abusos de toda sorte. A preocupação com os Direitos Humanos será um grande mote em 2019. Terminamos mal o ano, com mulheres mortas a machadadas, atiradas de sacadas, perseguidas, aprisionadas, vivendo e convivendo com o medo. Por outro lado, um novo governo que arrepia quando comenta esses fatos, que demonstra pouco apreço às conquistas nessa área e que, ao que parece, será combatido com muita força nesse campo, por quem é do bem. Para quem lê as mensagens deles: presta atenção em cada palavra. São ameaçadoras à liberdade individual. Para eles, família é só o que conseguem tradicionalmente ver.

_______________________

#ADEHOJE, #ADODIA – VERMELHO LIVRE. A COR! SÓ ELA.

#ADEHOJE, #ADODIA – VERMELHO LIVRE. A COR! SÓ ELA.

EPAHEI, YANSÃ! QUE HOJE EM SEU DIA CREIO QUE A GENTE POSSA USAR VERMELHO SEM SER XINGADO, CHAMADO DE COMUNISTA, ETC… HOJE É DIA DA RAINHA DOS RAIOS, TROVÕES, FOGO. ENERGIA QUE PRECISAMOS PARA AGUENTAR OUVIR FALAR QUE AINDA NÃO SABEM SE VAI TER PASTA DE DIREITOS HUMANOS NO NOVO GOVERNO; QUE A FUNAI VAI PARA O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA? O QUE ÍNDIO TEM A VER COM AGRICULTURA? VIROU PLANTA? OS 15 PROMETIDOS MINISTÉRIOS, ENXUGAMENTOS, JÁ VIRARAM 22, E ENTRE BOAS ESCOLHAS QUE ADMITO, ESTÁ HAVENDO OUTRAS QUE PELO AMOR DE DEUS! PASTORA EVANGÉLICA PARA CUIDAR DAS QUESTÕES FEMININAS? HOJE TAMBÉM TEM O SÉTIMO JULGAMENTO DE PEDIDO DA DEFESA DE LULA PARA LIBERTAR O EX-PRESIDENTE. CREIO QUE MAIS UMA VEZ NÃO VAI DAR EM NADA, ATÉ PORQUE O ARGUMENTO BATE NO FATO DE QUE O EX-JUIZ SERGIO MORO QUE O CONDENOU AGORA IRÁ PARA O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA. ENQUANTO ISSO, A COR VERMELHA – INCLUSIVE AGORA MUITO VIGENTE NESSA ÉPOCA DE NATAL – AH, ESSA PODE SER LIVRE, NÃO?

#ADEHOJE, #ADODIA – LULA FRITO, COM MOLHO DE DILMA E OUTRAS MORDIDAS

#ADEHOJE, #ADODIA – LULA FRITO, COM MOLHO DE DILMA E OUTRAS MORDIDAS

Estranho: procurei nas chamadas de todos os principais portais e…o Lula sumiu? Todo dia uma nova denúncia, um novo inquérito torna mais difícil a vida do ex-presidente Lula. Agora é com o envolvimento internacional, em cima daqueles, sim daqueles casos de negócios com a África. E a Dilma vai ser molho, porque está assando. Pelo que se diz, novos trechos da delação de Antonio Palloci vêm justamente contar coisas “interessantes” do governo dela, desses descaminhos que nos levaram à situação atual, chula, que nos encontramos. E a Hamburgueria lá de Salto, SP, que teve a ousadia de fazer trocadilho com a Maria da Penha, nomeando um hambúrguer porque este é feito com repOLHO ROXO. É muita cara de pau, ousadia, em um país que a cada dia tantas mulheres morem vítimas de feminicídio. É o fim da picada. E o fim do mundo, que toda hora temos algum, não? Ainda tem muito mundo para se acabar.

ARTIGO – A Era do Bate-boca. Por Marli Gonçalves

  Creio que, a partir de janeiro, com a posse do novo Governo, a Era do Bate-boca se torne realidade histórica. Já vem num formidável crescendo, pega pra capar, durante o processo eleitoral. Tudo acaba em bate-boca, por mais que se evite. Na vida, na política, no futebol, nos amores. Mas no maior dessa semana deu orgulho a altivez (e até certa paciência) com a qual a juíza Gabriela Hardt enfrentou o ex-presidente Lula

Com quem você pensa que está falando? Lembra do tempo em que tínhamos de abaixar a cabeça diante de poderosos? Acabou. E não volta mais, não há de voltar. Pois eu lembro bem e faço de tudo para esquecer, hoje batendo é palmas para esse novo momento de não levar desaforo e desrespeito para casa, especialmente as mulheres, que de igual para igual vêm participando em todos os debates. O Lula revoltado que apareceu essa semana dando depoimento no caso do Sítio de Atibaia pareceu claramente achar que a juíza Gabriela Hardt, que substituiu Sergio Moro, baixaria a cabeça diante de sua ex-autoridade. Acho até que ela foi paciente demais.

É o evidente velho hábito – desculpem aí, hein, esquerda, direita, centro! – de achar que mulher é menos, mais facilmente amedrontável. Vimos um Lula destemperado (ok, isso não é tão anormal assim) ao lado de seu pálido advogado silente, enfrentando a Justiça como se ela não fosse para todos, e ali personificada por “aquela mocinha”, como tenho certeza de que ele pensou antes de estar ali cara a cara com ela. Sobrou até para o promotor, várias vezes chamado de você, e para quem ousou até insinuar o que é que ele e ela deviam estar perguntando. E aproveitando para desmerecer com evidente ódio e insinuações o ex-juiz Sergio Moro, que o colocou ali naquele banco. A juíza brincou de Stop; de Wanderléa ao contrário: senhor ex-presidente, pare, agora!

O doloroso processo político que o país vem enfrentando, o momento eleitoral que parece interminável, a sensação de poder das redes sociais e a intransigência colocaram o bate-boca na ordem do dia. Mas há o bom bate-boca, o que poderá nos defender dos desatinos e ignorâncias. Vamos e devemos bater muita boca ainda, principalmente se decisões do novo governo (dos novos governos, se contarmos outros seres reacionários que dirigirão os Estados e alguns de seus parlamentares lambisgoias) nos afrontarem – e algumas já estão vindo recheadas de desaforos.

Debates: saempre bons, para a democraciaA discussão burra que eles chamam de “Escola sem partido”, que sabe-se lá Deus de onde apareceu essa besteira que só atrapalha o foco e a verdadeira busca por uma Educação eficiente; as tentativas de encabrestar os indivíduos e seus corpos numa moral religiosa excludente; as tentativas de criminalizar atos civis e individuais de uma liberdade pela qual tanto lutamos; e, entre outros tantos atos que já podemos prever, o de buscar jogar a sociedade contra a imprensa, a guardiã, trocando-a por falas únicas em caracteres de Twitter, copiando outros topetes do poder mundial.

Motivo para bate-boca não vai faltar. Inclusive de outros países com o nosso, se o diplomata escolhido para Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, resolver levar seus patéticos pensamentos de cabeceira para a política externa. Serão bate-bocas memoráveis.

Por conta disso vamos bater cabelo e bater barba contra os bate-orelhas; bater chinela e os pés pelos nossos direitos. Zunir e chamar atenção até resolver, como as pequenas abelhas bate-chapéu. Que bater panelas virou démodé e bater coxas é coisa íntima.

Não nos intimidarão como fazem os bate-bolas que saem nas ruas à época de Carnaval, personificando o bicho-papão. Quem fará barulho, porque não somos palhaços, seremos nós. Afinal, já estamos acostumados.

Embora claramente prefiramos um bom e velho bate-papo para resolver as diferenças.

____

  – Marli Gonçalves, jornalista – Tudo para não entrar se não for preciso…, mas mamãe sempre ensinou a não trazer desaforos para casa e que ninguém é melhor do que ninguém. Também sempre respeitei a hierarquia, desde que ela não tente a submissão pela força.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, à espera da posse de 2019

 


 ONDE ME ENCONTRAR: NÃO PERCA O #ADEHOJE, #ADODIA:

https://www.youtube.com/channel/UCC-sDrkeHk5KRijJ6eESqfQ/featured?view_as=subscriber
https://www.facebook.com/BlogMarliGoncalves/
https://www.instagram.com/marligo/?hl=pt-br
www.chumbogordo.com.br
https://marligo.wordpress.com

ARTIGO – 60, por hora, na vida. Por Marli Gonçalves

Acordei e era idosa. Sentei na cama, movi os braços, as pernas. Corri para o espelho. Chequei se continuava tudo ali no lugar, forcei um pensamento mais arrojado e tudo bem, valeu, pelo menos a meu ver, ele surgiu coerente e livre. Ufa! Tudo bem, tudo legal. Na noite anterior, coisa de um minuto para outro eu tinha pulado de fase no jogo da vida, chegando à casinha 60, aquela na qual é preciso parar um pouco, pensar e esperar quais serão as próximas jogadas.

Tudo igual. Que bom. Agora ganhei um epíteto a mais: idosa. Se provocar, tem mais: sexagenária; sessentona – palavra que pesa um pouco nas costas, principalmente as femininas. Os sessentões parecem mais galãs. As sessentonas, quando citadas, dão a entender que são espevitadas e pouco virtuosas. Usada como adjetivo aponta ironia com a informação que dará em seguida “Sessentona isso, sessentona aquilo, sessentona apresenta namorado trinta anos anos mais novo”…

Tem o coroa também, meio gíria antiga, que um dia alguém me explica. É usado para definir qualquer pessoa que seja mais velha do que quem a declama. “É uma coroa enxuta”, uma frase, por exemplo.

Engraçado, ainda bem que me preparei antes, buscando não ter muita ansiedade, meditando bastante e observando como pode funcionar para mim e para os outros. Do meu canto, me observo e observo. Consigo agora até tocar no assunto por aqui.

O redondo 60 é número bonito, sonoro, imponente e importante. Deve ter algo a mais para oferecer. Tanto que horas têm 60 minutos e os minutos, 60 segundos. Dizem que 60 era o número mais admirado pelos babilônios, que dividiam o círculo em 60 partes, e que foi assim a base na qual estabeleceram o calendário, e calcularam os tais 60 minutos da hora e 60 segundos do minuto. Achavam o número harmônico. Tem o número. 60. A palavra. Sessenta. Sixty, que tem som sexy. Soixante, em francês. Perde um “s” em espanhol, vira sesenta.

Dizem que não pareço que tenho sessenta; tem quem ache que eu não devia nem falar, mas nunca menti. Acho legal. Então até já me organizei para tirar a tal documentação que comprove onde eu precisar que agora, de um dia para o outro, ganhei uns direitos, uns descontos, mereço um outro tipo de tolerância obrigatória e até umas leis de proteção, o tal estatuto. Um lugar diferente nas filas. Vou procurar direitinho o que mais posso ter de vantagem. Porque as desvantagens já conheço e estou vendo não é de hoje nessa sociedade que pouco valoriza a experiência, e nos torna invisíveis.

Estamos aí com força total. Como o tempo passa. Outro dia eu tinha nascido, no outro cresci, fui adolescente e sempre mulher. Nenhuma das fases tão marcada a ferro e fogo como esta. O que foi bom porque carreguei e mantenho as outras partes: ainda sou criança, adolescente, adulta, vivi e agora – como determinam – sou idosa, essa fase marcada com um círculo em volta. Tô brincando com isso com meus amigos e amigas. Ouvi muitas gargalhadas e, dos que já passaram dos 70 e quase já chegam ao 80, ouço dizem: esse é um novo começo. E é neles que me fio. Afinal, quando nasci eles já eram até maiores de idade.

Adoro saber do ano de 1958, e me vejo como um acontecimento igual a muitos daquele tempo onde tudo parecia abrir um novo caminho para o país, para as ideias, arejando ideais, e com grande criatividade artística. Creio que foi um ano bem alto astral. Mais alguns anos que se seguiram também, até que apagaram a luz por 21 anos.

60 anos depois, cá estamos nós, e esse ano agora caminha carrancudo. Valeu a pena? Olho para trás e me preocupo muito é se vou ter energia e vontade de novamente lutar enfileirada para que não consigam fazer desandar de novo o tempo que conquistamos e que se perde. Combater chatos e caretas, e outros tantos que pensam torto, e querem regredir ainda mais.

Uma preguiça imensa aparece do nada. E sei que é uma sensação que invade muitos de nós, hoje idosos, e alguns ainda mais idosos –  que não deve demorar a surgir classificação posterior, já que estamos vivendo mais. Os idosos e os mais idosos, todos por aí com muita energia, superando a garotada que parece já ter nascido cansada e isolada em suas redes sociais.

Temos visto terríveis casos de suicídios, de pessoas famosas que aparentavam ser totalmente realizadas. Penso que talvez elas tenham querido apenas congelar o tempo. Porque sempre há o medo, muito medo,  do que virá.

___________________________________________

 Marli Gonçalves, jornalista – Tá bom, admito, esperei 48 horas para só depois escrever tudo isso. Queria ter certeza do que é que podia ter mudado de um dia para o outro.

São Paulo, junho de 2018

                                               marli@brickmann.com.br e marligo@uol.com.br

 

 

 

 

 

 

Haitiana estuprada no Paraná e o silêncio mortal. Cadê as autoridades? Cadê as Mulheres? Cadê todo mundo?

Aqui de minha parte, apenas agora fiquei sabendo. E passo a cobrar também. Cadê vocês, autoridades, solidariedades? Cadê???

____________________

https://contraponto.jor.br/o-silencio-constrangedor-sobre-o-estupro-coletivo-da-haitiana/

fonte: BLOG CONTRAPONTO, DE CELSO NASCIMENTO- MATÉRIA DE RUTH BOLOGNESE

O silêncio constrangedor sobre o estupro coletivo da haitiana

(por Ruth Bolognese) – Uma haitiana grávida sofreu um estupro coletivo em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba, por 4 homens, com adendos de crueldade e na frente do marido. Até agora, nenhuma liderança de movimentos de proteção à mulher se manifestou. A OAB está calada, assim como a comissão de de direitos humanos da Assembleia e outras tantas organizações da “sociedade civil organizada” dispostas a gritar quando a causa é política.

Nem mesmo a governadora Cida Borghetti, que sempre se identificou com a defesa dos direitos das mulheres em sua carreira política, fez qualquer gesto de solidariedade à haitiana. Mesma indiferença da primeira mulher comandante da PM do Paraná , coronel Audilene Rocha, colocada no cargo também para enfatizar a valorização da mulher no atual governo.

A pergunta que precisa ser feita é: se a haitiana fosse branca, moradora de um bairro nobre da Capital e passasse por uma situação tão dramática quanto traumática, a reação das nossas representantes políticas e sociais seria a mesma?

Ainda mais que estupro coletivo não é um crime comum no Paraná, e as circunstâncias são estarrecedoras, principalmente por ter atingido uma mulher grávida que já sofre as consequências da migração por pobreza e numa tentativa desesperada para melhorar de vida.

A haitiana, grávida de um mês, e o marido foram surpreendidos no domingo (13), dentro de casa, e além do estupro coletivo o casal teve todos os pertences roubados, conforme conta o jornal Tribuna do Paraná. Os quatro suspeitos foram localizados pela Polícia Civil de Mandirituba e estão presos.

Segundo a delegada Gislaine Ortega, que comanda a delegacia de Fazenda Rio Grande, os homens entraram na residência do casal por volta das 9h30 de domingo e, depois de roubarem a casa, decidiram estuprar a mulher, na frente do marido.

Eles só saíram da casa porque, enquanto agrediam o marido, a haitiana conseguiu fugir. Na delegacia, ela reconheceu os agressores, que confessaram o crime.

E o silêncio oficial continua.