Val Marchiori quer ser …Devassa! Helloooo!!

JÁ QUE ESTÁ NESSA, PORQUE NÃO APROVEITA E VAI LER MEU  ARTIGO?

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Televisão – fonte: veja –

‘Mulheres Ricas’: Val inveja até merchandising de Narcisa

Sétimo episódio teve merchandising de cerveja da Narcisa e, pela internet, campanha de Val para ganhar mais um contrato

Mariana Zylberkan

Nem toda a ostentação das participantes do reality show Mulheres Ricas faz elas perderem oportunidades de ganhar mais dinheiro – e gastar mais ainda.  

No sétimo episódio, exibido nesta segunda, Narcisa fez um ‘bico’ como garota propaganda da Brahma. Com seu peculiar jeito de ser, a socialite pulou, dançou e protagonizou uma cena falsa em que recebe de surpresa um convite para pular carnaval no camarote da cervejaria na Sapucaí. O trecho foi enxertado no programa, gravado entre maio e julho do ano passado. 

Em troca da chance de faturar mais um contrato publicitário, Val Marchiori aproveitou a deixa e traiu sua maior paixão, o champanhe. “Hello! Aprendi a tomar cerveja com a Débora. Adorei. A Devassa!”, escreveu Val em sua página no Twitter durante a exibição do programa.

Além do merchandising extra, o programa mostrou o famigerado piquenique das mulheres ricas no Parque Ibirapuera, em São Paulo. O clima bucólico das cenas foi palco para (mais) uma disputa de exibição entre Val Marchiori e Lydia Sayeg.

Enquanto Val empunhava sua taça banhada a ouro e espalhava caviar e macarons sobre a toalha, Lydia presenteou as amigas com correntes de ouro com a palavra Vida em formato de pingente e fez o segurança particular espalhar pétalas de rosa sobre todas. “Tem coisa mais deliciosa do que andar descalça sobre pétalas?” disse Lydia que chegou de a bordo de uma limosine ao parque.

Para não ficar atrás, Val chamou um violinista que tocou trecho da música La Vie em Rose para o quarteto. “Ai Val, eu tive essa ideia também”, disse Lydia.

No Rio de Janeiro, Narcisa, ausente no programa no parque, provou que seu professor de ioga merece uma medalha de paciência e profissionalismo. “Eu faço ioga há dez anos. Me dá calma, muita flexibilidade.” Calma mesmo teve o instrutor que lhe pediu várias vezes para deixar o celular do lado de fora pelo menos durante as aulas. Até na hora do relaxamento, quando foi tocado um mantra, Narcisa não perdeu a chance de causar e aplaudiu antes do fim da aula.

Débora Rodrigues repetiu seu habitual contraponto aos devaneios das companheiras de programa e convidou Brunete e Val para uma tarde de pescaria em seu barco batizado de ‘Aqui o Bagulho é Louco’. “Essa é uma frase que meu marido repete muito”, explicou.

ARTIGO – Mulheres Ricas procura-se

 Marli Gonçalves

Se país rico é país sem pobreza – supõe-se – as tais mulheres ricas seriam outras, bem outras. Essas do programa parecem ser muito pobres, miseráveis, apenas equivocadas

 

Falta de ricas interessantes! Nunca pensei que um dia fosse chegar a notar e reclamar que há uma falta de ricas interessantes no mercado nacional, porque – convenhamos – esse grupo que está aí no tal programa é de lascar, hein? Não é possível que a gente esteja tão perdida assim, ao ponto de achar que aquelas cinco personagens que forçadamente estão juntas na produção, sejam algum supra-sumo mínimo, gotas do nada. Que elas possam ser uma amostra do ser rico, ou de qualquer outra coisa minimamente risível. Se a coisa continuar como começou, no final de mais alguns dias logo começarão a aparecer no noticiário algumas ricas de verdade, envergonhadas, saindo do país, devolvendo os bens, doando, virando Madres Teresa de Calcutá, pedindo exílio, tudo para não parecerem sequer com a unha do dedo do pé das tais ricas que, assim se intitulando ou deixando intitular, estão se expondo na vitrine – cada uma certamente com uma intenção nebulosa diferente.

Será como ver um programa de humor, tipo trapalhões, a praça de não sei quem, uma zorra total. Antes que me acusem de qualquer coisa, adianto: por mim, se aquelas maritacas ficarem meses no ar vou é me divertir muito, que já passei da fase do esquerdismo infantil contra pequenas burguesas, e adoro ver até onde vai a vaidade humana. Além de sempre achar que a gente tem de conhecer esses exemplos cabais de falta de amor próprio, temperados com exibicionismo sem limites. Também nada tenho contra o luxo e o bem-bom, ao contrário; infelizmente nem relo nele, no bem-bom, e bem gostaria, mas, bom…

Estou surpresa – mesmo, volto a dizer – é com a lista.

Pagava para ver toda a lista completa de nomes das outras mulheres que devem ter sido convidadas e recusaram. Queria ver as condições da proposta da produtora que executa o programa, para só conseguir pescar essas peixonas espirocadas, a caminho do alcoolismo champanhal, paraíso da tarja preta – exceção feita à Débora Rodrigues, ex-MST (!) e caminhoneira (!), que mesmo com essa sua tortuosa história, parece ser menos oca, ser mais normal. E também a menos rica. Uma deslocada, coitada.

Existem, sim, mulheres ricas interessantíssimas. Pelo menos, existiam. Conheci algumas, pessoalmente ou de história de ouvir contar, lendas, principalmente quando trabalhei em uma publicação voltada ao AAA, na época, e quando ser AAA tinha significado. Outras ainda andam por aí, no meio criativo, empresarial, publicitário. Tem as reconhecidas no jet-set internacional. Houve as que fizeram o glamour das nossas cidades, enlouquecendo os homens, ou inventando negócios. Tem as que mesmo antes de qualquer feminismo despontaram, grandiosas, lançando modas, ditando comportamentos, acontecendo. Não consta que nenhuma delas, Lilis, Carmens, Yolandas, Bettys, Lucias, Auroras, ousassem tripudiar da inteligência e do bom senso.

Não consta que mantivessem criados particulares como cachorrinhos, e nem cachorrinhos, filhas, namorados, amigas e bonecas como marionetes. Não consta que comessem anos de suas próprias vidas, como a Barbie decoradora faz, sumindo com pelo menos uns dez anos, e sem corar. Só esticando aqui e ali, ou insuflando umas partes do corpo, repuxando outras.

Não tenho como deixar de pensar quem são as verdadeiras mulheres ricas, até por dever do feminismo que me embala. E elas vêem aos borbotões no pensamento, embora admita que o programa de tevê que fariam talvez não tivesse tanta audiência ou mesmo graça.

Penso nas cientistas que amealham conhecimento. Nas pioneiras que desbravam as terras e os comportamentos, deixando suas pegadas marcadas com coragem, sangue e sofrimento. Naquelas mulheres que vemos, garbosas, atravessando pirambeiras com latas d´ água na cabeça, que vivem se deslocando pela sobrevivência, senão a sua própria, a de tantos filhos que não queria, mas que acaba tendo, um atrás do outro, soltando-os nos quintais para que sejam colhidos pelos seus destinos.

Vejo muitas, inclusive aquelas que ganham, marcadas em suas aparências, muitas rugas, linhas e desconsolo, parecendo ter muito mais anos do que verdadeiramente até viverão – e que não estarão mentindo as suas idades. Para essas, o tempo passa diferente.

Mulheres que se aparecessem tomando pinga tanto quanto as tais ricas tomam suas taças espumantes não seriam chamadas para nenhum reality show.

As suas riquezas – essas sim – seriam as verdadeiramente invejáveis. Hellooooo!

São Paulo, voltando, 2012


(*) Marli Gonçalves é jornalista. Vê mulheres ricas todos os dias. Mas de outra categoria: as sensatas.

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