#ADEHOJE – BRASIL DA DIVERSIDADE. E DA VIOLÊNCIA TAMBÉM

#ADEHOJE – BRASIL DA DIVERSIDADE. E DA VIOLÊNCIA TAMBÉM

 

SÓ UM MINUTO – Presenciar a parada gay com mais de três milhões de pessoas em paz, se divertindo juntas em São Paulo é uma grande alegria, e uma experiência que se renova ano após ano, com seu colorido e diversidade. Assim como seria ver também a Marcha para Jesus não fosse seu aproveitamento político para o que há de pior, e com a presença do homem que nos desgoverna fazendo arminha em um evento que deveria ser só, óbvio, de paz, religiosidade e consideração.

As meninas da Seleção foram guerreiras até onde puderam. Os meninos ainda estão tentando na Copa América… Torcida chocha.

Irã e EUA se estranhando muito para o gosto do mundo.

No entanto, a violência nesse feriado nos faz pensar. Um mecânico é morto porque o pai tentou protegê-lo dos bandidos usando uma garruchinha 12. Mais mulheres mortas por seus ex-companheiros. Acidentes nas estradas. Fogo em barracos improvisados em pontes que acabam queimadas também e, interditadas, param a cidade. Por que não veem isso tudo antes?

Finalmente, nosso voto para que Benicio, filho de Huck e Angélica, saia dessa sem complicações.

(FOTOS MARLI GONÇALVES)

ARTIGO – Manifestações temáticas. Por Marli Gonçalves

Aí o Lé vai com Cré. A solução para os conflitos, para essa divisão horrorosa que mergulha o país nesse baixo astral, pode estar bem diante de nossos olhos. Se Lé não pensa a geral como o Cré, Lé com Cré podem e devem se unir em temas específicos, como fizeram essa semana na gigantesca manifestação pela Educação

Estou otimista com a proposta. Podemos ir aos poucos, não precisa ser de uma só vez.  Junta um montinho aqui, outro ali, e quando a gente menos esperar, quem sabe o país não volte a ser um lugar legal, amistoso, democrático, e que cada um possa ter suas próprias opiniões sobre alguns fatos sem ser atacado, sem tanta virulência?

Para tanto, claro, inicia-se, primeiro, com boa vontade, e com o esquecimento de quem está presidente, qual ex-presidente – ou ex-presidentes, porque ainda tem essa – está preso, ou estão presos. Lembrar que se estão em apuros é porque alguma fizeram, e não adianta se descabelar na defesa deles – os advogados cuidam disso.

Vamos só pelo que une, de um lado e de outro. Ninguém concorda com tudo o que esses lados, pontas esquerda e direita, propõem. Escolheremos temas gerais, podem ser importantes, ou mesmo bobos, mas que mobilizem algumas pontas desfiadas dessa nossa insana política. O exemplo dado pelas gigantescas manifestações em mais de uma centena de cidades ocorrida essa semana em protesto pelos cortes, contingenciamentos, agruras, ou seja lá quais raios estão torrando nossa Educação pode ser seguido. Fui pessoalmente ver como foi lá na Avenida Paulista, e foi muito emocionante ver aqueles milhares de jovenzinhos misturados a professores, pais, cientistas, universitários. Tudo bem que acabou sendo contra este governo em geral, mas juntou muitas posições políticas e, inclusive, certamente, gente que votou no homem, mas discorda de algumas de suas ideias e de seus atos, ou mesmo agora já demonstra seu arrependimento, o que é compreensível. Lembrem que as opções na reta final foram dramáticas, duas, diametralmente opostas; e lembrem também do enorme número de abstenções, votos nulos e brancos.

Há salvação. Recordam daquela propaganda antiga “o que seria do amarelo se todos gostassem só do azul”? Então…Aos pouquinhos podemos juntar os dois e criar o verde.

Como tudo ultimamente tem dado bafafá, peguemos alguns temas. Mês que vem terá a grande parada LGBT em São Paulo. Vocês pensam que não existem gays bolsonaristas? Existem, eu mesma conheço alguns, e com os quais não adianta argumentar nas bases reais. E não são enrustidos, como muitos outros devem ser; são apenas confusos. Vamos falar do que interessa a todos.

Mulheres, mais da metade da população. Não é possível que existam mulheres que não se incomodem com o visível crescimento da violência, da ocorrência diária de feminicídios, e da pouca efetividade das ações públicas para a efetiva e real proteção das vítimas. Até quando o silêncio das ruas?

A questão das drogas, logo logo logo chegam as Marchas do Legalize Já. Outro assunto que pode unir umas pontas, sem trocadilhos. A mudança aprovada pelo Senado essa semana permitindo o internamento compulsório de dependentes químicos é de uma crueldade e não-entendimento do assunto que será mais um ponto que vale reflexão e união.

Outro tema grande é a Previdência. Que precisa de uma reforma, nos parece ponto acordado. Mas qual reforma? Como podemos ficar quietos quando nesse exato momento existem mais de dois milhões de solicitações de aposentadorias, justas, direitos adquiridos, paralisadas? Dizem que o atraso é porque – ironia – os funcionários do próprio INSS estão se aposentando sem serem substituídos.

Pensei em mais alguns temas para juntar gregos e troianos, e lés com crés. Veja se você tem mais ideias e ajuda aí porque pelo andar da carruagem precisaremos agir juntos, e rápido.

Que tal passeatas de felizes proprietários de Golden Retrievers (impressionante, cada vez mais abundantes, pelo menos aqui em São Paulo)? De veganos, preocupados com o escancarado aumento dos preços das frutas, verduras e legumes nas feiras e mercados? Dos que gostam de café sem açúcar? De não usar calcinhas, cuecas o sutiãs? Ou logo mesmo uma manifestação de naturistas, apenas defendendo a beleza e naturalidade da nudez que vem sendo vista como pecado mortal?

Enfim, motivos não faltam. Mas tem de combinar antes, em qualquer uma dessas, não citar duas palavras: nem Bolsonaro, nem Lula. Pode ser?

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Marli Gonçalves, jornalista – Aliás, os jornalistas já deviam faz tempo estar nas ruas protestando por conta dos desacatos que vêm sofrendo. Como é que é?

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, 2019

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ARTIGO – Fantasias nacionais. Por Marli Gonçalves

 

melindrosaVai me dizer que acha que só no Carnaval é que tem fantasia? Passamos o ano inteiro com alguma, seja nossa, ou a forma como parece nos veem. Aproveite, que agora é hora de retrucar. As ruas estão abertas e os blocos vão passar.

Em termos de fantasia original, os brasileiros têm usado muito uma que até seria meio erótica, se não fosse trágica: uma mão na frente, outra atrás. Lembra que fantasiar também é uma capacidade da imaginação do ser humano, sai da nossa cabeça, uma forma até de escapar da realidade seja ela qual for. Cada um tem as suas – tem as eróticas, em busca de prazer, as profissionais, muitas. Capriche, nem que tenha de usar algum nome fantasia para não ser reconhecido depois.

Mas a novidade é a cada dia estamos sendo vistos com elas, sem que queiramos. Não sei se percebeu, mas também há muitas fantasias que sentimos, e sem nem usar a roupa e os detalhes; não são espontâneas, mas impostas: quando você se toca já está nela, os fatos levaram a ela. O exemplo mais atual é fantasia de palhaço ou mesmo a de bobo-da-corte. Uma característica desse tipo é que são coletivas, fica menos mal. Todos ao mesmo tempo são feitos de palhaços/palhaças ou bobas e bobos-da-corte. Alguns, no entanto, não percebem e acabam batendo palmas para maluco dançar. Têm sido, inclusive, fantasias bastante frequentes no País do Carnaval.Imagem relacionada

Mas é época de festa. E com a proximidade do Carnaval pensei em ajudar – até enquanto ainda dá tempo de confeccionar – relembrando algumas das principais fantasias que grande parte de nós têm conhecido, imaginado, pensado, ou até desejado nos últimos tempos. Treinados nelas somos todos os dias do ano.

Fantasmas – Não precisa nem aparecer, a não ser para receber algo, conforme combinado antes. Essa é legal porque com o dinheiro dá até para sumir antes até mesmo do próprio Carnaval, viajar para onde não tenha nem cheiro de confete ou serpentina, se é que, pensando bem, alguém ainda lembre ou saiba o que é isso, essas coisinhas que faziam parte da festa, coloridas, arremessadas, em círculos ou espirais. Variações: vampiros, que tiram sangue e remédios dos hospitais; irresponsáveis, que deixam barragens, pontes, viadutos, centros de treinamento sem qualquer cuidado, mesmo quando avisados dos perigos.

Laranja – Outra fantasia bastante em voga. Assim como os fantasmas, também costumam sumir para não serem revelados, e quando o são fazem de um tudo para comprovar que foram espremidos para isso. E vejam que nem máscara para cobrir a cara é muito necessário. Há variações: cara-de-pau; rachadinhas de salários de governo; santinhos de eleição.

Melindrosa/ Melindroso – Caso a fantasia de laranja não funcione, pode-se usar a de melindrados, ofendidos. Usar principalmente perto da imprensa, que estará seguindo todos os seus passos atrás de entender qual é o enredo do bloco onde se meteu.

Presidente – Esse ano será muito usada pelo batalhão de gente que se auto nomeou sem ser eleito, mas só porque votou e se acha por isso um Salvador da Pátria. O próprio da vida real já deu uma ideia do modelo a usar: chinelão, camisa pirata de time de futebol, calça usada de agasalho e um paletó largo esquecido por ali por algum barnabé de repartição que, procurado, ou saiu agora mesmo para tomar um café, ou almoçar, não estava se sentindo muito bem e que “já deve estar voltando” assim que acabar o efeito da desculpa. Muito verde e amarelo na composição.

Há também a variação de vice-presidente, que passou a ter um papel na história nem que seja só o de aborrecer a família e os amigos do presidente, esses que inclusive também formam um bloco – todos falam bobagens, tuitam absurdos e acenam com uma bandeirinha. Para ser vice, um bom traje verde com insígnias impõe certo respeito aos foliões, assim como manter sempre um sorriso enigmático na cara, como quem está prestes a dar alguma declaração controversa que vai virar manchete.

Petistas – Nas ruas essa fantasia anda bem escassa. Pelo menos o bloco específico que usava muito aquele adereço de mão com plaquinha, ou mesmo só os dedinhos em “L”, de “Lula livre”, pra cima, levantados. Não têm sido avistados juntos, até porque estão sem direção.

passeataNova oposição – Torço por essa fantasia e esse bloco. Que se forme, e rápido antes que seja tarde demais. Que seja livre, diversificado, colorido, coerente, capaz de criticar o que é ruim, e aceitar o que poderá ser bom para todos, buscando caminhos de conciliação. Para fazer parte é preciso estar bem atento, acordado, bem informado.

Fantasia? Qualquer, desde que seja real, de paz, convivência, respeito e, claro, com humor e sátira. Afinal é carnaval!

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Marli Gonçalves, jornalista – Divirtam-se.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, de todos os carnavais, 2019

 

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#ADEHOJE, #ADODIA – COM A CORDA NO PESCOÇO. PORQUE ESTAMOS ASSIM.

#ADEHOJE, #ADODIA – COM A CORDA NO PESCOÇO. PORQUE ESTAMOS ASSIM.

 

O EX-MINISTRO ANTONIO PALOCCI ABRIU O BICO MAIS UMA VEZ E ENROSCOU AINDA MAIS O EX-PRESIDENTE LULA NAS GRADES. ELE TERIA AVALIADO A MP 471, ASSINADA EM 2009, E QUE PRORROGOU OS BENEFÍCIOS FISCAIS CONCEDIDOS ÀS MONTADORAS INSTALADAS NAS REGIÕES NORTE, NORDESTE E CENTRO OESTE. TUDO POR DOIS OU TRÊS MILHÕESZINHOS DE REAIS PARA SEU FILHO LUIS CLAUDIO LULA DA SILVA QUITAR UMAS PENDENGAS QUE TINHA. ENTENDEU PORQUE A MISÉRIA AUMENTOU, AUMENTOU, AUMENTOU? O IBGE ONTEM DIVULGADOS DADOS QUE MOSTRAM QUE A POBREZA E A MISÉRIA AUMENTARAM ESPECIALMENTE ENTRE 2016 E 2017. O DESEMPREGO AUMENTOU E, AINDA, MAIS DE DOIS MILHÕES DE PESSOAS ENTRARAM PAR A LINHA DE EXTREMA POBREZA – GANHAM 140 REAIS POR MÊS PARA VIVER. E OLHE LÁ QUANDO GANHAM, COMO GANHAM. AH, O CONGRESSO TODO DIA SOLTA UMA BOMBA A MAIS PARA O PRÓXIMO GOVERNO: ONTEM LIBEROU GASTOS QUE ANTES ERAM CONTIDOS PELA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL.

ARTIGO – MULHERES DO BRASIL: OS DOIS X DESSA QUESTÃO! Por Marli Gonçalves

Igualdade. Em tempos que se dizem modernos, fico abismada em ver como a mulher ainda aparece só sempre mais como um reboque, acessório, ser inferior que sempre precisa de tutela, leis que obrigam, dizem, a resolver seus problemas e que acabam sendo usadas para nos manter por baixo. E mulher deveria estar sempre por cima, em todas as ocasiões.

O mundo gira cada vez mais rápido é uma impressão. Mas os costumes parecem que usam ponteiros ao contrário. Para obrigar que se respeite a mulher forçam a barra com ordens vindas de cima para baixo e que até as formiguinhas do Himalaia sabem que não funcionam. Como a tal cota obrigatória de mulheres candidatas. 30% de obrigatoriedade. Vocês estão vendo no que está resultando?

Um bando de mulheres que não têm a menor ideia do que fazem, dizem, propõem. Gente que nunca vimos, no horário eleitoral falando e propondo obviedades, isso quando as deixam aparecer como relâmpagos no meio da tempestade que vivemos nestas eleições. Um número absurdo de “vices”: 67 candidatas a vice-governadoras, cinco candidatas a vice-presidente, 83 à primeira suplência e 108 à segunda suplência para o Senado. Pior é que estão lá para cumprir o tal Fundo Partidário – e que até esses últimos momentos poucas receberam, ainda por cima. De malandragens estamos cheias.

No entanto será o voto feminino que poderá decidir; somos 52,5% do eleitorado. O mais louco é que agora, a poucos dias da eleição, mais da metade das mulheres ainda se declara indecisa, e um outro bom punhado votará em branco ou nulo. “As mulheres são mais exigentes”, dizem as estudiosas da questão. Muito bem. Me sinto assim também.

Junte-se a todas as mulheres do mundo!Mulheres são ligadas na realidade, no dia a dia e em questões específicas como o aborto, a disparidade salarial e a violência doméstica principalmente quando se trata de escolher os representantes do Legislativo. Infraestrutura, segurança, creches, educação, saúde – quem está propondo mexer nesse vespeiro, de verdade?

Não é por menos que nos últimos dias a movimentação feminina, muito real, e que acompanho – seja a grande novidade, e que se firmará ainda mais de acordo com a movimentação prevista para as ruas na reta final dessa eleição já de antemão de terrível e triste memória.

Para as mulheres esse momento nacional poderá ser historicamente importante, não só por seu visível poder de decisão, como para a compreensão de que devem tomar a frente de suas vidas, porque esse é o caminho da não-submissão. Foi preciso que um indigesto e seus agregados aparecessem falando asneiras de manhã, de tarde e à noite. Pode até acontecer que o indigesto se fixe, mas não restam dúvidas de que enfrentará problemas se não mudar.

Se não entender, ele, na verdade, e todos, não entenderem que os nossos dois cromossomos X nos tornam diferentes em muitos aspectos dessa questão.

Finalmente repara só que as mulheres aparecem como coadjuvantes até quando são companheiras deles, os tais candidatos. Quando aparecem. Dão tchauzinho, um sorriso, e olhe lá!

turma de mulheres

turma de mulheres

Até a jovem Manuela D`Ávila, não me conformo, que teria tido uma campanha inteira para se firmar e ao movimento feminino aceitou fazer parte desse espetáculo circense petista que nos apresenta, por outro lado, um boneco ventríloquo de um líder e de um grupo que não sabe pedir desculpas, como oposição.

A coisa está malparada de todos os lados para os quais buscamos horizontes. Vamos para o alto da montanha, já que a montanha não vem até nós.

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Marli Gonçalves, jornalista – Que tal preparar um manifesto especial? Política, para mulheres. #ElesNao

Brasil, 2018, beira do abismo

ARTIGO – Rolezinhos e rolezões. Vamos dar um? Por Marli Gonçalves

op3O povo sai às ruas, ordeiro, em multidões para cantar, dançar e seguir o trio elétrico em um movimento que é preciso, sim, parar, para ver e entender. Algo novo está se formando e pode ser bom, pode ser que sim, pode ser que não. Estamos gostando de ficar nas ruas gastando o menos possível, escuta sóRiAyGAB6T

Eu fui ver. E achei muito interessante e esclarecedor. Lembrem que estou em São Paulo, não falei em Banda de Ipanema, nem em Salvador, nem em Ivete, nem no Galo da Madrugada. Aqui os blocos de verdade só saíam de alguma forma meio tímidos, como os históricos esfarrapados, ou para lascar como os que se enturmam em uma alcoolizada Vila Madalena. Com algum famoso até tinha mais divulgação.

Este ano, não. A coisa estourou. O fim da semana do Carnaval e as pessoas ainda estavam nas ruas centrais “enterrando ossos” num movimento meio desorganizado, mas muito real. Foram dias que bastava um caminhãozinho com um alto-falante, e lá se vai atrás o grupo cantando sucessos muito antigos, outros muito novos, marchinhas, mesclando com funk, rock n´roll, sertanejo. Até bloco de música eletrônica vi passar. Impressionante o número de blocos e grupos, interessante a criatividade de seus nomes, de suas motivações, fantasias e – preciso dizer – diversidade. Todas as opções, inclusive sexuais, todas as raças, todos os credos, todos os tamanhos, altura e largura.

Na cidade que ficava vazia meio fantasma no Carnaval, pelas ruas, no metrô, nas estações, nos pontos de ônibus, os bloquinhos: víamos homens musculosos com vestidos justos – homem, sempre que se veste de mulher, vai no fetiche e pensa que é preciso sair bem no tipo chamado periguete; perucas coloridas, muitas bailarinas e seus frufrus, algumas havaianas (desde menina, sempre gostei de fantasia de havaiana), asas de anjo, véu, grinalda e buquê; outros resolveram ir de “redes sociais”. Vi gente fantasiada de perfil de Tinder, de Instagram. De super-heróis. Fantasias baratas, leves. Muitos carregavam pesadas sacolas de supermercado, bolsas térmicas e mochilas abastecidas, repletas de cerveja. Na outra ala da crise, uma onda enorme também se espalhou, de novos e oportunos vendedores no mercado, e que apareceu empurrando carrinhos com isopor repletos de cerveja e uma recém descoberta bebida de catuaba, sucesso que só de olhar já deixa meio tonto.

Vivemos outros carnavais. Não consigo concluir se foi só retrato desse ano duro que passamos e do ano duríssimo que viveremos, em uma outra forma de manifestação, com todas as cores livres e misturadas e sons muito além de hinos cantados a capella. Precisaremos esperar os próximos movimentos desse tabuleiro, mas algo me diz que é sim continuidade, expansão de uma nova forma de extravasar. Os meninos ocupando as escolas e parando as avenidas, desafiando os policiais com um certo e irônico sorriso já era um sinal. Os aposentados ocupando a Paulista com uma comissão de frente formada por macas já era prenúncio. A classe média empunhando bandeiras pela mesma avenida.gente corendo

É para desopilar o tal do grito engasgado? A vontade de nos alienarmos de vez diante da súcia que se nos apresenta, dessa matula que temos de ver às nossas custas; dessa farândola, da corja. Da choldra. Coletivos que uso para não xingar e não parecer deselegante como tem hora dá vontade, e como resmungamos vendo o noticiário da tevê anunciando impostos para resolver erros, e a realidade de como os desvios nos atrasam.

Há vários rolês marcados já para os próximos dias. Chamamos de rolezinhos os dos grupos de garotos de periferia invadindo shoppings, liderados por um famosinho, feito em redes sociais e vídeos.

Haverá, enfim, bons rolezões? Rolê é ir dar uma volta, um passeio, um giro. É o bife enrolado, enrolados igual estão nossos governantes, ex-governantes e até os ex-futuros governantes que já ficam pelo caminho e não conseguirão nem alçar voo, derrubados por revelações surpreendentes do que fizeram nos carnavais passados.

A programação será mesmo intensa.

São Paulo, ano bissexto, 2016

Marli Gonçalves, jornalista Só para lembrar: rolê é diferente do footing, aquele do interior, feitos nas praças onde os rapazes giram em um sentido enquanto as moças passam em outro, cruzando apenas olhares furtivos. Aqui a gente já está precisando chegar nas ruas e praças de mãos dadas e andando todos em uma mesma direção.

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ATENÇÃO! CHAMADO! Para as ruas!!! SEGUNDA FEIRA, DIA 19, 18 HORAS, SP, LARGO DA BATATA

passeata passeata passeataO Vem Pra Rua faz sua primeira saída pelo impeachment, nesta segunda-feira, dia 19, em São Paulo, a partir das 18h.

A manifestação, que pedirá a Eduardo Cunha que encaminhe o pedido de impeachment da presidente Dilma ao Congresso, ocorrerá num formato diferente das outras já realizadas pelo Vem Pra Rua. EU PROTESTO

Todos que clamamos por um país mais justo, mais ético e sem corrupção vamos com tudo para as ruas novamente. Não aceitaremos as negociatas, os conchavos à revelia do povo nem os atropelos às instituições democráticas brasileiras!

Não admitimos uma presidente que comete crimes de responsabilidade, ninguém está acima da lei. Não mais aceitaremos uma presidente que finge que governa, enquanto distribui cargos e faz negociatas e acertos para se manter no poder a qualquer custo.

Reiteramos: o impeachment é instrumento legítimo e democrático para tirar do poder uma presidente que cometeu crimes descritos e comprovados nos documentos dos técnicos do TCU, entre outros.  Passeatas com problemas de som...

 

Vamos para a rua, ao lado de outros movimentos, mostrar nossa indignação e a força do povo! 

O Vem Pra Rua sugere que todos usem verde e amarelo, levem suas bandeiras e apitos, chamem os amigos e se juntem aos brasileiros que não aceitam o que está acontecendo no país.

fonte: assessoria de imprensa do Vem pra Rua

Concentração no Largo da Batata

Segunda-feira, dia 19/10, às 18h.