Marte e suas surpresas: água, sal, córregos, Cadê os marcianos? Seriam os marcianos bactérias?

Nasa: Marte tem água líquida em sua superfície

A agência espacial americana afirmou nesta segunda-feira que tem as “provas mais sólidas” da existência de veios de água na forma líquida e, possivelmente, salgada no planeta. Essas seriam as condições mais propícias ao surgimento e desenvolvimento de vida

Planeta Marte

Planeta Marte(iStockphoto/Getty Images)

A Nasa anunciou nesta segunda-feira que encontrou as “provas mais sólidas” até o momento da existência de água líquida em Marte. De acordo com a agência espacial americana, imagens da sonda Mars Reconaissance Orbiter (MRO), em órbita no planeta vermelho localizaram veios de cerca de cem metros de comprimento e cinco metros de largura que, segundo a hipótese dos cientistas, abriga água corrente. Além de estar na forma líquida, a água tem grandes possibilidades de ser salgada, pois já foram encontradas marcas de sais hidratados em algumas das crateras do planeta. Água na forma líquida e salgada seriam algumas das condições mais propícias ao surgimento e desenvolvimento de vida.

De acordo com a Nasa, há “evidência espectral” de que as linhas em quatro lugares diferentes da superfície de Marte “confirmam a hipótese” que existem por conta da “atividade atual de água salobra”, segundo os pesquisadores de um estudo que será apresentado nesta semana no Congresso de Ciência Planetária Europeu, realizado em Nantes (França).

(Da redação) – FONTE – VEJA.COM

Por falar em vergonha alheia, olha essa, o que aprontaram com o cientista. Aqui no aeroporto de Guarulhos

airplane7PF detém um dos maiores especialistas em meteoritos da Nasa
Klaus Keil, de 80 anos, veio ao Brasil para um ciclo de palestras
•FONTE:
• Aline Radominski e Julio Ottoboni, especial para a Gazeta do Povo

• Atualizado em 31/08/2015 às 07h25

A Polícia Federal do Brasil deteve no final da manhã deste domingo (30) um dos maiores pesquisadores mundiais de meteoritos, o dr. Klaus Keil, que vinha para uma série de palestras e eventos científicos no país. Aos 80 anos, o cientista da Universidade do Havaí e que pertenceu aos quadros da Nasa, desceu no Aeroporto de Guarulhos (SP), de um voo da American Airlines, de onde tomaria uma conexão para o Rio de Janeiro, quando foi detido.
Currículo
Dr. Klaus Keil é professor de Geologia na Universidade do Havaí e entre 1963 e 1968, ele chefiou o departamento de Cosmochemistry da Nasa, quando ocorriam os famosos eventos de análises das pedras da Lua. Desde 1990 ele tem sido professor de geologia e geofísica na Universidade do Havaí em Manoa e um dos mais respeitados cientistas na área de cosmologia. O caso está tendo repercussão internacional.
A princípio, a delegacia da Polícia Federal no aeroporto informou ao cientista que o motivo da detenção era a falta o pagamento de uma taxa quando esteve no Brasil, em 2013, a convite do Museu Nacional, ocasião em que efetuou uma série de palestras e encontros sobre o assunto. Agora, por questões burocráticas, a PF apreendeu o passaporte do pesquisador estrangeiro e o deteve na área internacional do aeroporto, onde foi colocado no hotel interno sem acesso aos seus colegas brasileiros.
Keil se encontra desde as 11 horas da manhã de domingo retido na ala internacional do aeroporto. Ele seria remetido novamente aos EUA às 20h30, num voo de retorno ao Havaí. Diversos cientistas se mobilizaram para evitar a deportação, inclusive para entender o ocorrido e conseguiram adiar a decisão da PF.
Em entrevista por telefone à Gazeta do Povo, Keil explicou que foi convidado para ministrar 14 palestras em nove cidades diferentes. “Sou voluntário, não recebo nada por isso. Sei da importância de compartilhar informação e, principalmente, gostaria de ajudar os estudantes brasileiros. Eu amo o Brasil. Meu objetivo era justamente contribuir para o desenvolvimento da astronomia daqui”, disse o cientista. Ele contou que foi bem tratado pelo agente da PF que foi “solícito” e “educado”.
O pesquisador e especialista em meteoritos, André Moutinho, foi até o Aeroporto Internacional de Guarulhos prestar socorro ao cientista alemão, naturalizado norte-americano. “O problema foi que ele tem visto de trabalho e precisava ter feito um procedimento na delegacia no desembarque. Ninguém sabia disto, uma coisa simples e que poderia ser resolvida facilmente”, comentou.
O Meteoritical Society Endowment Fund financiou a vinda do pesquisador para o Brasil para um circuito de palestras, inclusive para a abertura do Encontro de Meteoritos e Vulcões do Museu Nacional (RJ), no próximo dia 3. Ele também tem previstas palestras em Porto Alegre, Salvador, no Inpe de São José dos Campos, e no Encontro de Astronomia da FAB no começo de outubro.
“Foi uma experiência terrível tanto para ele quanto para nós, se trata de uma autoridade mundial, uma pessoa que tem publicações sobre os meteoritos brasileiros e ama o país. Foi uma situação é altamente constrangedora”, disse a professora e pesquisadora do Museu Nacional, Maria Elizabeth Zucolotto, e que mobilizou seus pares para auxiliarem o norte-americano.
O gabinete do Ministério da Justiça acionou a chefia do departamento de estrangeiros para que resolvesse a questão. Foram contatados a embaixada e o consulado dos EUA. De posse da matéria daGazeta do Povo, os cientistas passaram a pressionar os órgãos competentes para uma solução.
Registro do visto
Em contato com o Aeroporto de Guarulhos, eles foram informados que tudo ocorreu por Klaus Keil não ter registrado o visto em 2013. A empresa American Airlines foi acionada para contatar o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e resolver o problema. Mas preferiu não solicitar o desembarque condicional, segundo informações da delegacia da PF.
A operadora do voo informou à PF que não se envolveria no caso. Segundo as autoridades brasileiras, a companhia poderia corrigir a questão ainda a bordo. Por causa da idade avançada e para que o cientista não ficasse no “conector” da companhia, ele pode escolher em ficar na sala Vip ou no FastSleep – hotel de trânsito – do aeroporto.
Depois de tomarem conhecimento da repercussão do caso, as delegacias da Polícia Federal de Brasília e de São Paulo passaram a atuar em conjunto para resolvê-lo. A pesquisadora Maria Elizabeth Zucolotto recebeu no começo da noite uma mensagem do cientista estrangeiro informando que passaria a noite no aeroporto e durante esta semana terá uma definição se ficará ou não no Brasil para sua jornada científica

NASA “garante” que o mundo não vai acabar, tanta loucura que recebe e escuta

BBC

Nasa desmente ‘fim do mundo’ e alerta sobre suicídios

Cientistas rebatem rumores na internet; um deles diz receber cartas de crianças que cogitam se matar e menciona caso de pais que pensam em assassinar filhos por acreditar em rumores do apocalipse.

FONTE – G1 E Da BBC

Após receber uma enxurrada de cartas de pessoas seriamente preocupadas com teorias que preveem o fim do mundo no dia 21 de dezembro de 2012, a agência espacial americana (Nasa) resolveu ‘desmentir’ esses rumores na internet.

Nesta quarta-feira (28), a Nasa fez uma conferência online com a participação de diversos cientistas. Além disso, também criou uma seção em seu website para desmentir que haja indícios de que um fim do mundo esteja próximo.

Segundo o astrobiologista David Morrison, do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, muitas das cartas expondo preocupações com as teorias apocalípticas são enviadas por jovens e crianças.

Alguns dizem até pensar em suicídio, de acordo com o cientista, que também mencionou um caso, reportado por um professor, de um casal que teria manifestado intenção de matar os filhos para que eles não presenciassem o apocalipse.

  • earthmoon

‘Estamos fazendo isso porque muitas pessoas escrevem para a Nasa pedindo uma resposta (sobre as teorias do fim do mundo). Em particular, estou preocupado com crianças que me escrevem dizendo que estão com medo, que não conseguem dormir, não conseguem comer. Algumas dizem que estão até pensando em suicídio’, afirmou Morrison.

‘Há um caso de um professor que disse que pais de seus alunos estariam planejando matar seus filhos para escapar desse apocalipse. O que é uma piada para muitos e um mistério para outros está preocupando de verdade algumas pessoas e por isso é importante que a Nasa responda a essas perguntas enviadas para nós.’

Calendário maia
Um desses rumores difundidos pela internet justifica a crença de que o mundo acabará no dia 21 dizendo que essa seria a última data do calendário da civilização maia.

Outro rumor tem origens em textos do escritor Zecharia Sitchi dos anos 1970. Segundo tais teorias, documentos da civilização Suméria, que povoou a Mesopotâmia, preveriam que um planeta se chocaria com a Terra. Alguns chamam esse planeta de Nibiru. Outros de Planeta X.

‘A data para esse suposto choque estava inicialmente prevista para maio de 2003, mas como nada aconteceu, o dia foi mudado para dezembro de 2012, para coincidir com o fim de um ciclo no antigo calendário maia’, diz o site da Nasa.

Sobre o fim do calendário maia, a Nasa esclarece que, da mesma forma que o tempo não para quando os ‘calendários de cozinha’ chegam ao fim, no dia 31 de dezembro, não há motivo para pensar que com o calendário maia seria diferente – 21 de dezembro de 2012 também seria apenas o fim de um ciclo.

A agência espacial americana enfatiza que não há evidências de que os planetas do sistema solar ‘estejam se alinhando’, como dizem algumas teorias, e diz que, mesmo que se isso ocorresse, os efeitos sobre a Terra seriam irrelevantes. Também esclarece que não há indícios de que uma tempestade solar possa ocorrer no final de 2012 e muito menos de que haja um planeta em rota de colisão com a Terra.

‘Não há base para essas afirmações’, diz. ‘Se Nibiru ou o Planeta X fossem reais e estivessem se deslocando em direção à Terra para colidir com o planeta em 2012, astrônomos já estariam conseguindo observá-lo há pelo menos uma década e agora ele já estaria visível a olho nu’, diz o site da Nasa.

Olha que planeta bonitinho (e parecido com o nosso) foi achado por aí, no Universo

fonte: G1

Planeta similar à Terra é achado ao redor de estrela parecida com o Sol

Astro pode conter água líquida em sua superfície.
Nasa anunciou novos dados da sonda Kepler nesta segunda-feira (5).

 Do G1, em São Paulo
A agência espacial norte-americana (Nasa) anunciou nesta segunda-feira (5) a descoberta do primeiro planeta com tamanho parecido com o da Terra e que gira ao redor de uma estrela parecida com o Sol. O planeta fica a 600 anos-luz de distância e foi detectado pela sonda Kepler, lançada em 2009 com o objetivo de descobrir novas “Terras” pelo espaço.
 
Outra característica do astro é que ele se encontra a uma distância da estrela que pode permitir o desenvolvimento de água líquida e atmosfera, condições ideais para o surgimento da vida como a conhecemos. Quando um planeta se encontra nessas condições, diz-se que ele está em uma “zona habitável” (em inglês também é comum o termo “goldilocks”).

O planeta recebeu o nome de Kepler 22b. Sua descoberta será relatada na revista “The Astrophysical Journal”, uma das principais publicações científicas sobre astronomia.

Em fevereiro, os astrônomos da Nasa haviam anunciado uma lista com 54 astros que poderiam ser habitáveis. Desses, apenas Kepler 22b foi confirmado como planeta. O astro possui um raio 2,4 maior que o da Terra e gira ao redor de sua estrela em 290 dias. Os cientistas ainda não sabem dizer o planeta é rochoso ou gasoso.

Ilustração mostra como seria o planeta Kepler 22b. (Foto: Ames / JPL-Caltech / Nasa)Ilustração mostra como seria o planeta Kepler 22b. (Crédito: Ames / JPL-Caltech / Nasa)

Números da Kepler
O novo balanço da missão Kepler revelou a existência de 1.094 novos candidatos a planetas. Desses, 10 estariam na “zona habitável” das estrelas que orbitam. Observações futuras deverão confirmar se estes corpos são ou não planetas.

Atualmente, apenas 600 astros são confirmados como planetas pelos astrônomos. A sonda Kepler é, atualmente, a principal desvendadora de novos mundos. O instrumento vasculha as redondezas de 150 mil estrelas, todas localizadas em uma faixa no céu entre as constelações do Cisne e de Lira.

Para confirmar que Kepler 22b era mesmo um planeta, a sonda precisou verificar o sinal vindo daquela região pelo menos três vezes. A estrela que ela orbita é um pouco mais fria que o nosso Sol.

Desde o último balanço, em fevereiro, o número de candidatos a planetas cresceu 89% e agora chega a 2.326. Desses, 207 têm tamanho próximo ao da Terra, 680 são maiores que o nosso planeta e 1.181 são tão grandes quanto Netuno. A lista é completada por 203 astros com as mesmas dimensões que Júpiter e apenas 55 maiores que o maior astro do Sistema Solar (depois do Sol).