Como andam as coisas no Planalto? Você tem de ler essa coluna do jornalista Jorge Moreno, publicada dia 3, sábado passado.

Coluna do jornalista Jorge Bastos Moreno, em O GLOBO, do dia 3 de outubro de 2015

Animated%20Gif%20Children%20(19)Escolinha da professora Dilma
Jorge Bastos Moreno
Reunião da presidente Dilma com 20 governadores, equipe econômica e outros ministros de Estado para discutirem o ajuste fiscal. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que vinha de uma maratona intensa de trabalho, estava monocórdico.
Mas a maioria, ávida para expor sua ideia, nem reparou. Eis que, de repente, Kátia Abreu descobre que o colega tinha caído em sono profundo.
O ministro parecia estar mais satisfeito nos braços de Morfeu do que na companhia daqueles governadores chatos e pidões, tanto que até esboçava um leve sorriso nos lábios, enquanto dormia.
Desesperada, Kátia lança mão da única arma que vê à sua frente: um prato de azeitonas. Para não desperdiçar alimento, começou a lançar apenas os caroços que tirava da boca e os disparava em direção à testa de Levy, mas estes não alcançavam o alvo. Resolveu então jogar azeitonas inteiras até que uma delas cumpriu o objetivo e Levy acordou assustado.
children_sledDedo no nariz
Esta outra cena, envolvendo também Levy, aconteceu no Palácio do Jaburu. O convidado da vez, um próspero líder oposicionista, sentado entre o ministro da Fazenda e Ricardo Berzoini, passou a se incomodar com os gestos do ministro das Comunicações de, sempre que discordava de Levy, esfregar literalmente o dedo no nariz do colega, aos gritos de: “Quem você pensa que é, Levy?”
De repente, Berzoini deixa a reunião, batendo o pé e sem se despedir de ninguém.
Temer, sem favor, o político mais educado do país hoje, vermelho de vergonha, pede desculpas a Levy:
— Desculpe-me, mas eu não o convidei. Aliás, estranhamente, ele e o Mercadante começaram a aparecer aqui de surpresa, a mando de quem, não sei e nem imagino.
Imagina sim, Temer!
Sem solução
Um governador que esteve recentemente com Dilma Rousseff saiu do palácio impressionado com dois aspectos da fala da presidente.
Primeiro, a maneira desabrida como ela se referiu à possibilidade de impeachment.
Segundo, a admissão sem rodeios da gravidade da crise econômica, em contraste com suas manifestações públicas sobre o assunto.
Dilma chegou a dizer que a situação seria explosiva para qualquer um. “Para mim, para o Temer ou para o Aécio.”
É bem Mercadantechildren6
Para se ter o grau de como anda o relacionamento entre os ministros petistas, basta citar um dos imensos “elogios” que Mercadante tem feito ao seu sucessor, Jaques Wagner, na Casa Civil:
— Não vai dar certo. A Casa Civil é para paulista, não para baianos.
Triste ilusão
Em pelo menos um ponto todas as alas do PMDB concordam: na eventualidade do afastamento de Cunha, o Planalto vai influir muito menos do que imagina na escolha do seu sucessor.
Caiu do céu
De um observador mordaz da cena política brasileira:
“A sorte da Dilma é que o Aécio só faz oposição no horário comercial e de acordo com a agenda do Congresso: de terças às quintas.”
BOY REVIDADúvida atroz
Dilma buscou informações de um ministro do PMDB sobre Pansera, totalmente insegura com a escolha, que ela mesmo reconhecia fraca para o cargo.
— Só uma pessoa pode ajudá-la.
— Quem? O Eduardo Cunha?
— Não, presidenta, o Pezão! Cunha é dono!
Sincericídio
Mercadante, cantando de galo para dois petistas:
— Quando descobri que era o Jobim que estava por trás do Lula, liberei a presidente, que não queria minha saída. Falei para ela também que agora que estamos mal na Saúde, com a saída do Chioro, vou levantar a Educação. Além do que terei mais tempo para acompanhá-la em viagens e entrevistas.
Eu corri ao Jobim:
— O senhor andou falando mal do Mercadante?
— Publicamente, não. Eu disse para vários amigos que, botando pedras no caminho do Michel e do PMDB, sua permanência tornou-se insuportável.
— Posso publicar isso?
— Pode, pode!
— E dizer que o senhor falou mal dele, mas só pelas costas?
— Pode, pode!

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Bela nota da Coluna do Claudio Humberto, sobre o pio do Mantega.

A frase de Guido Mantega (Fazenda), ontem, de que a vitória de Dilma mostrou que “o povo aprova a economia”, fez lembrar outra frase melhor, do ex-ministro Nelson Jobim: “Os idiotas perderam a modéstia”.mao apontando esquerda

NOTA DA COLUNA DE Cláudio Humberto, DIÁRIO DO PODER

Ex- ministro da Defesa, Nelson Jobim está sendo citado em inquérito cabeludo na Itália. Envolveria corrupção na venda e compra de armamentos…11%

Ex-ministro
Jobim citado em
escândalo na Itália

 

É o principal assunto na Itália o escândalo da venda de armamento ao Brasil e Panamá com uma “taxa de sucesso” paga a Claudio Scajola, ex-ministro de Desenvolvimento do governo Silvio Berlusconi, e a parlamentares. Paolo Pozzessereal, ex-diretor do grupo Finmeccanica, que vendeu 11 fragatas à Marinha do Brasil, está preso. Suspeitos citaram o nome de Nelson Jobim, ex-ministro da Defesa de Lula.

Caça ao tesouro
Dois intermediários teriam sido “ponte” no Brasil e Itália com Jobim, mas a Procuradoria não acusa Nelson Jobim de receber a comissão.

Acerto
 

À Procuradoria da Itália, os tais suspeitos falaram em “acerto” para o ex-ministro Nelson Jobim favorecer a estatal na venda de 11 fragatas.

‘Privilegiado’
A Procuradoria de Nápoles cita 11% de comissão no negócio de € 550 milhões e que Claudio Scajola tinha “canal privilegiado” com Jobim.

O culpado
 

O ex-ministro de Berlusconi se diz vítima de “fogo amigo” do governo da Itália, após a “frustrada tentativa de extraditar Cesare Battisti”.

NOTAS: COLUNA CLAUDIO HUMBERTO

Seção “cartas que dizem tudo”. Leia essa que seguiu para os jornais.

“Indiana Jones” de araque 
 

Tem hora que dá vergonha ser brasileiro. O senhor Nelson Jobim, que gosta de brincar de “soldadinho”, não deu jeito no caos aéreo e se vangloria de ter adulterado a Constituição afirma: “Não há documentos (sobre o governo militar). Nós já levantamos e não têm. Os documentos já desapareceram, foram consumidos à época, então não há problema nenhum em relação a essa questão.” Nós quem? Desapareceram? Consumidos? Não há problemas? É mais um insulto ao Brasil que parece pouco ligar para os rumos que esta camarilha e quadrilha estão dando à nação.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

Mas o que é isso? A gente vai ouvir essa e ficar quieto? Como assim, desapareceram os documentos da ditadura? Bebeu, Jobim?

Não sei vocês, mas uma das notícias que mais me indignaram hoje foi o desplante do Ministro da Defesa, o Nelson Jobim, o que se agarra em todos os governos e cargos, dizer que os documentos da ditadura sumiram. E que, portanto, não há mais o problema do sigilo ou não.

Sumiram? Desapareceram? Escafederam-se? Foram torrados? Viraram pó? Foram cheirados? Torturados? Metralhados? Viraram papel para cachorro fazer xixi? Foram reciclados em cadeiras para eles sentarem-se confortáveis? Foram abduzidos por ETs?

O que você acha disso? Tem alguma idéia do que fizeram com os documentos. Por favor, opine.

Temos de gritar!

Documentos secretos da ditadura ‘desapareceram’, diz ministro da Defesa

Nelson Jobim usou argumento para afirmar que fim do sigilo eterno não deve criar polêmica

DO ESTADÃO

Bruno Boghossian, de O Estado de S.Paulo

RIO – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta segunda-feira, 27, que a proposta de acabar com o sigilo eterno de documentos secretos brasileiros não deve criar polêmica em relação ao governo militar (1964-1985), pois os papéis referentes ao período “desapareceram”. Segundo ele, as Forças Armadas não têm “nada a esconder” e não seriam afetadas caso o Senado aprove a Lei de Acesso à Informação. “Não há documentos (sobre o governo militar). Nós já levantamos e não têm. Os documentos já desapareceram, foram consumidos à época, então não há problema nenhum em relação a essa questão.”

Jobim classificou como “bem desenhado” o projeto aprovado na Câmara, que limita a uma única vez a possibilidade de renovação do prazo de sigilo dos documentos oficiais, dispositivo que foi criticado pelos ex-presidentes Fernando Collor (PTB-AL) e José Sarney (PMDB-AP). Com isso, os papéis classificados como ultrassecretos ficariam protegidos por, no máximo, 50 anos.

Fatos históricos que poderiam criar mal-estar com vizinhos brasileiros, como a Guerra do Paraguai (1864-1970), também foram descartados pelo ministro como justificativa para manter o sigilo eterno de documentos, pois seus detalhes são considerados públicos.

Segundo Jobim, a maior preocupação do ministério era a proteção das tecnologias sensíveis ligadas à segurança nacional, assegurada pelo projeto de lei aprovado na Câmara. “O sigilo tecnológico está protegido pelo próprio texto, então não temos problema nenhum”, afirmou

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,documentos-secretos-da-ditadura-desapareceram–diz-ministro-da-defesa,737652,0.htm