ABRAJI repudia reclamações e ações constantes de autoridades contra jornalistas e reportagens

Abraji repudia ação de governantes e ex-governantes contra reportagens incômodas

 

A Abraji acompanha com preocupação as repetidas manifestações de governantes e ex-governantes brasileiros contra jornalistas cujas reportagens os incomodaram. Está se tornando comum políticos recorrerem às mídias sociais e à própria claque para atacar o repórter pessoal e individualmente, quase nunca contestando o conteúdo do trabalho jornalístico e muitas vezes evitando enfrentar o veículo no qual a história foi publicada. É uma relação desproporcional, pois atores políticos mobilizam seus exércitos virtuais contra o repórter. São milhares contra um.

 

É direito de todo cidadão contestar e criticar reportagens, assim como é dever da imprensa e dos jornalistas ouvir e publicar as críticas. Isso, entretanto, isso não justifica tentativas de intimidação virtual que, como já ocorreu, podem se transformar rapidamente em agressões verbais e físicas.

 

A Abraji continuará acompanhando de perto essas tentativas de intimidação e de desmoralização públicas. E sempre denunciará quando o direito da sociedade a uma imprensa vigilante e crítica for ameaçado por iniciativas dessa natureza.

 

Diretoria da Abraji, 21 de julho de 2017

http://abraji.org.br/noticias/abraji-repudia-acao-de-governantes-e-ex-governantes-contra-reportagens-incomodas

 

Nota oficial Abraji. Manifestantes atacam, de novo, jornalistas. É o horror para tudo quanto é lado

animated-gifs-firefighters-03 graphics-fighting-756075Manifestantes atacam repórteres do UOL durante protestos do 7 de Setembro em Brasília

Os repórteres do UOL Leandro Prazeres e Kleyton Amorim foram agredidos enquanto cobriam as manifestações de 7 de Setembro em Brasília nesta quarta-feira. Amorim, que é cinegrafista, conseguiu evitar que um adolescente lhe tomasse a câmera, mas foi atingido por chutes. Prazeres sofreu empurrões e foi atingido no rosto por uma garrafa de água.

A equipe de reportagem entrevistava manifestantes quando um grupo de opositores ao governo Michel Temer atacou: jornalistas e entrevistados foram agredidos. A PM interveio depois dos ataques e levou dois agressores para a delegacia.

Desde junho de 2013, a Abraji contabilizou 293 episódios de violações contra jornalistas durante a cobertura de protestos. O levantamento completo está neste link.

A Abraji condena este novo episódio de agressão. Toda violência contra jornalistas significa um ataque à Constituição, à liberdade de expressão e à sociedade. A imprensa livre é condição indispensável de uma democracia.

Diretoria da Abraji, 8 de setembro de 2016.

PM paulista violenta e contra jornalistas ( e estudantes ) . Nota oficial ABRAJI

JORNALISTA 1Polícia de SP agride repórteres e destrói equipamento em protestoSÓ LIMPANDO COM JORNAL, MESMO!

Ao menos dois fotógrafos e um repórter cinematográfico foram atacados por policiais militares durante um protesto no centro de São Paulo na noite dessa quarta-feira (18.mai.2016).

Gabriela Biló, do Estadão, tentou fotografar o momento em que, cercado por um cordão de PMs, um estudante era preso na esquina da av. Ipiranga com a r. da Consolação. Ao próprio jornal, Biló explicou: “Corri para fotografar e, quando me aproximei o cordão se dispersou para afastar os manifestantes. A polícia bateu em todo mundo que estava em volta. Fiquei encurralada em uma esquina. Foi quando um policial gritou `vaza, vaza`, e tentou agarrar minha câmera. Continuei fotografando e ele disse `conheço você` e espirrou o spray diretamente no meu rosto”.

O repórter cinematográfico da TV Globo Marcelo Campos foi agredido por um golpe de cassetete quando filmava a ação dos policiais, que batiam em estudantes que fugiam correndo. O PM agressor grita: “vai andando, vai andando”.

André Lucas Almeida, que fotografa para a agência Futura Press, também foi agredido e falou ao Estado: “Os policiais começaram a agredir todo mundo a esmo, incluindo a imprensa. Jogaram spray de pimenta no meu rosto e eu corri. O mesmo PM que lançou o spray correu atrás de mim e bateu com o cassetete na mochila, trincando a tela do meu notebook. Muitos estudantes foram espancados”.

Almeida cobrou explicação de um oficial que comandava a ação, e ouviu que “estava no lugar errado na hora errada”.

Desde junho de 2013, houve ao menos outros 93 ataques da PM paulista contra jornalistas durante protestos. São golpes de cassetete, jatos de spray de pimenta, ferimentos provocados por estilhaço de bomba, intoxicação por gás lacrimogêneo, detenções irregulares e até mesmo atropelamento intencional.

A Abraji não acredita que todos os os jornalistas estivessem no lugar errado e na hora errada, mas sim em ação deliberada da polícia contra quem acompanha sua ação nas ruas e pode, eventualmente, registrar abusos.

A Abraji repudia as agressões dessa quarta-feira e considera-as um ataque à liberdade de expressão.

Diretoria da Abraji, 19.mai.2016

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NOTA ABRAJI -Inadmissível agressão contra jornalistas em Goiás e no Paraná, E em todos os lugares

Abraji condena ações contra jornalistas em Goiás e no Paraná 

Profissionais da imprensa foram impedidos de trabalhar e alvo de agressão nos últimos dois dias por integrantes de movimentos sociais.

journaux011Na terça-feira (8.mar.2016), representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) invadiram a sede do Grupo Jaime Câmara para protestar contra a TV Globo em Goiânia (GO). Os manifestantes picharam as instalações e impediram a entrada e saída de jornalistas do edifício onde funcionam uma afiliada da TV Globo, a sucursal da Rádio CBN e dois jornais (vídeo).

agriculteur006Na quarta-feira (9.mar.2016), a repórter Patricia Sonsin e o repórter cinematográfico Davi Ferreira, da afiliada da Band em Cascavel (PR), foram ameaçados e retidos por integrantes do MST quando tentavam fazer uma reportagem sobre a ocupação de fazendas em Tarobá (PR). A dupla relatou ter sido obrigada a acompanhar o grupo até o acampamento, sob a ameaça de terem os equipamentos quebrados. Teriam sido obrigados a permanecer no local por cerca de 20 minutos, sofrendo agressões verbais.

A Abraji repudia ataques, agressões e ações para impedir o trabalho de jornalistas. Sem prejuízo da liberdade de manifestação política, é inaceitável o uso da violência para tentar intimidar e constranger o trabalho de repórteres que cumprem o dever de informar a sociedade e, por isso, devem ser respeitados. A Abraji espera que os responsáveis por tais atos sejam identificados e punidos. Agredir jornalistas ou tentar impedi-los de trabalhar são formas de agir contra a democracia.

JORNAIST A6Diretoria da Abraji, 10 de março de 2016.

http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=3390

PM paulista ataca jornalistas que cobrem protestos. Abraji protesta. Veja nota

policecar4journaux011PM ataca mais sete jornalistas em protesto em São Paulo

Repórteres e fotógrafos foram novamente agredidos pela Polícia Militar (PM) durante ação contra manifestantes concentrados na Praça da República, em São Paulo, na noite dessa quinta-feira (21.Jan.2016). A Abraji identificou sete profissionais vítimas da ação policial. Com os novos registros, sobe para 21 o total de vítimas: 17 agredidos e quatro constrangidos durante a cobertura. Imagens registradas por câmeras de celulares e equipes de televisão mostram que, mesmo identificados, repórteres foram alvo de golpes de cassetete, empurrões, bombas e balas de borracha.

O papel das forças de segurança é proteger cidadãos e garantir o direito de a imprensa trabalhar. Agressões de policiais contra jornalistas durante o exercício de suas atividades são características de contextos autoritários e inaceitáveis em regime democrático. A Abraji comunicará as novas agressões à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Espera que os abusos sejam apurados e, os responsáveis, punidos por esses atos.

A PM já havia ferido 12 repórteres e intimidado outros dois nos protestos de 2016. A Abraji se manifestou pela primeira vez após as agressões de 12 de janeiro. Dois dias depois, a PM agrediu outros quatro jornalistas. Os relatos das sete novas vítimas da corporação estão a seguir:

Avener Prado, repórter-fotográfico da Folha de S.Paulo, foi ferido com uma bala de borracha numa das pernas durante dispersão de manifestantes na Praça da República, após o cerco policial ao protesto. Ele teve que fazer um curativo no local.

Anna Virginia Baloussier e Rodolfo Viana, repórteres do caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, estavam em frente à sede do jornal quando um grupo de manifestantes passou correndo por eles, fugindo de um cerco policial. Os jornalistas filmavam a situação quando a polícia chegou e obrigou-os a parar a filmagem, ajoelhar-se e colocar as mãos atrás da cabeça para serem revistados, mesmo após se identificarem como jornalistas. O celular foi tomado e a revista interrompida apenas quando outro jornalista chegou e confirmou que ambos trabalhavam no jornal.

Juliano Vieira, da TV Drone, registrava imagens do final do protesto atrás da linha da PM quando o batalhão de choque se posicionou ainda mais atrás e começou a atirar bombas. Juliano tentou sair do local pelas ruas laterais da Praça da República, mas uma bomba caiu perto dele e queimou sua calça e uma de suas pernas. No momento da apuração desta nota (22.Jan.2016), Juliano estava internado e a previsão era de mais dois dias de hospital, já que as queimaduras foram de segundo grau.

Leonardo Benassatto, fotógrafo da FuturaPress, estava próximo da linha da PM junto com os manifestantes, quando os policiais dispararam um jato de spray de pimenta em seu rosto. Não bastasse, foi alvo de três bombas atiradas pelos agentes na lateral da Praça da República. Estilhaços feriram uma de suas pernas superficialmente. Ele estava junto de outra fotógrafa, Gabriela Biló, do Estadão, e há registros em vídeo de sua tentativa de se esquivar dos explosivos.

Gabriela Biló, fotógrafa do Estadão, estava na lateral do protesto, próxima a Leonardo Benassatto. Foi atingida por jatos de spray de pimenta no rosto e por golpes de cassetete nas costas. Também foi ferida nas pernas e na cabeça.

Warley Leite, fotógrafo da Agência Brazil Photo Press, relata que um policial direcionou o spray de pimenta contra seu rosto durante o impasse entre manifestantes e polícia sobre a continuidade do protesto. Seguia com dores de cabeça e com a visão embaçada um dia após a manifestação.

A Abraji orienta os repórteres agredidos ou assediados a registrarem boletins de ocorrência.
Diretoria da Abraji, 22.jan.2016
http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=3344

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9 jornalistas feridos.Por PMs. Nota da Abraji dá detalhes

 

policia com farolPM fere nove repórteres em ação na Paulista

 

Repórteres e fotógrafos foram novamente agredidos pela Polícia Militar durante ação contra manifestantes concentrados na Av. Paulista, em São Paulo, na noite de ontem (12.jan.2016). A Abraji identificou pelo menos 9 profissionais da imprensa vítimas da ação policial. Imagens registradas por câmeras de celulares e equipes de televisão mostram que, mesmo identificados, repórteres foram alvo de golpes de cassetete, empurrões e bombas. 

Fernanda Azevedo, da TV Gazeta, foi ferida duas vezes. Primeiro, quando se viu encurralada num ponto de ônibus atrás de um grupo de policiais integrantes da chamada “tropa do braço”. Após o início da repressão aos manifestantes, Fernanda sentiu uma explosão na altura do rosto. Como segurava uma máscara antigás contra o nariz, sofreu queimaduras no punho esquerdo e no peito, e teve o relógio destruído. Mesmo ferida, seguiu na cobertura até uma bomba de efeito moral explodir muito próximo a seus pés: o segundo ferimento foi provocado por um estilhaço na panturrilha.

A repórter não soube dizer se o que explodiu próximo a seu rosto era uma bomba lançada pela PM ou algum artefato atirado pelos manifestantes. Mas o cinegrafista do UOL Adriano Delgado registrou o momento em que um agente vai até a viatura, apanha alguns explosivos e lança-os para trás, justamente em direção a um grupo de jornalistas. 

Pedro Belo, da equipe de vídeo da Veja São Paulo, sofreu uma queimadura no joelho e na panturrilha. Enquanto filmava as agressões, bombas explodiram perto de suas pernas. Pedro foi atendido no local e estava no pronto-socorro 24 horas depois dos ataques para realizar novos curativos. 

Márcio Neves, videorrepórter do UOL, registrava a revista a que eram submetidos os manifestantes que chegavam à Praça do Ciclista quando notou que um PM fotografava seu crachá. A pedido, apresentou-lhe também a carteira de jornalista emitida pela Fenaj, mas não conseguiu ler o nome do policial, que escondeu a identificação da farda cruzando os braços. 

Alice Vergueiro, fotógrafa da Folhapress, foi encurralada e agredida junto com manifestante por PMs que usavam os cassetetes indiscriminadamente; é possível identificá-la em um vídeo divulgado no Facebook. Continuou fotografando, apesar de ter perdido os óculos e estar com os olhos irritados por gás lacrimogêneo e spray de pimenta. 

Francisco Toledo, fotógrafo da agência Democratize, foi atingido por um estilhaço de bomba de efeito moral na batata da perna direita, nas proximidades de um hotel na avenida Paulista. A bomba explodiu a cerca de 2,5 metros de distância. Operado, recebeu sete pontos no ferimento e deve ter dificuldades de locomoção nas próximas duas semanas. O estilhaço da bomba, de 2,5cm,  ficou alojado no músculo.

Camila Salmazio, repórter da Rede Brasil Atual, foi encurralada junto com manifestantes na rua Sergipe e tentou sair do cerco erguendo os braços, mostrando o crachá e gritando por socorro. Foi ameaçada por um agente armado e obrigada a retornar ao local onde bombas explodiam. Conseguiu escapar depois de alguns minutos e permaneceu deitada no chão, com dificuldade de respirar por causa da quantidade de gás inalada.

Felipe Larozza, fotógrafo da VICE, registrou um momento incomum: dois PMs atropelaram um homem na esquina da rua da Consolação com a rua Maria Antônia. Os agentes prenderam a vítima do atropelamento, e Felipe registrava a ação quando foi abordado por um dos PMs. Identificou-se como jornalista, mas se recusou a mostrar as fotos em sua câmera. Nesse momento, foi agredido com golpes de cassetete, mas conseguiu fugir.

Raul Dória, fotógrafo freelancer, estava próximo ao cordão de isolamento da esquina das avenidas Rebouças e Paulista quando foi surpreendido por uma explosão muito próxima de suas pernas. Os ferimentos foram leves, mas, com o impacto, caiu no chão. Foi carregado por um policial militar e por um manifestante para dentro de um hotel.

Alex Falcão, fotógrafo da Futurapress, também foi alvo de um artefato detonado muito próximo de seus pés. Ele relata que a situação já estava calma e que nenhum dos profissionais havia furado o bloqueio, mas que mesmo assim houve, inclusive, disparo de balas de borracha. Com pequenos ferimentos nas pernas, seguiu o trabalho.

Caio Cestari, fotógrafo autônomo, estava com um grupo de pessoas próximo ao local onde policiais prendiam um homem, na descida da rua da Consolação. Outros agentes atiraram bombas de gás na direção de todo o grupo, inclusive dos colegas que efetuavam a prisão. Estilhaços feriram-lhe o braço.

Agressões de policiais contra profissionais da imprensa durante o exercício de suas atividades é prática característica de contextos autoritários. O papel das forças de segurança é proteger cidadãos e garantir o direito de a imprensa trabalhar.

A Abraji repudia os ataques a jornalistas praticados pela Polícia Militar de São Paulo durante o protesto dessa terça-feira (12.jan.2016) e espera que a Secretaria de Segurança Pública apure os abusos registrados, punindo os responsáveis pelos atos contra a imprensa. 

A entidade também espera que repórteres, fotógrafos e cinegrafistas possam cobrir a manifestação marcada para amanhã (14.jan.2016) sem sofrerem ameaças e agressões.

Diretoria da Abraji, 13.jan.2015

 

Parem de massacrar jornalistas. Nós continuaremos denunciando. Nota ABRAJI sobre agressão em Brasília

graphics-journalist-335913gifjornaleirogifjornaleiroAbraji repudia repressão de Polícia Legislativa a repórter fotográfico

 Abraji repudia as agressões e a detenção do fotojornalista Lula Marques, ocorridas na última quarta-feira (25.nov.2015) no Senado Federal. Marques estava na galeria do segundo andar para registrar a votação sobre a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) quando uma funcionária terceirizada do Senado o abordou e perguntou seu nome.

Argumentando que já havia mostrado a credencial de imprensa na entrada, Marques recusou-se a responder. Pouco depois, seguranças do Senado deram voz de prisão ao repórter fotográfico, sem informar o motivo. “Recusei-me a ir sem saber por que estava sendo preso”, relata Marques.

Os agentes atingiram o profissional com chutes e o derrubaram no chão antes de retirá-lo à força do local, aplicando-lhe uma chave de braço. Cercados por outros jornalistas, os policiais legislativos alegaram que o detinham por “desacato a terceirizado” (vídeo). Marques ficou detido na delegacia do Senado por três horas e não pôde fazer a cobertura da votação no plenário.

A Abraji manifesta solidariedade a Lula Marques, que cobre o Congresso há mais de 30 anos e jamais esteve envolvido em qualquer situação do tipo. É lamentável que o Senado use seu aparato de segurança interna para atentar contra a liberdade de imprensa, um dos pilares da democracia — a mesma sob a qual a Casa se rege.
Diretoria da Abraji, 27 de novembro de 2015.

fotografo investigativo

http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=3293