ABRAJI atualiza números: 163 jornalistas feridos de maio/13 até agora. Incluindo já mais um, o fotógrafo atacado sábado passado em SP

brazilC_animado0012Abraji atualiza levantamento e contabiliza 163 violações a jornalistas em protestos

Revisão do levantamento da Abraji sobre violações cometidas contra jornalistas nas coberturas de manifestações mostra que de maio de 2013 a 24 de março de 2014 houve 163 casos de agressões ou detenções envolvendo 152 profissionais. O 163º caso de agressão foi registrado no sábado (22.mar.2014) durante a Marcha da Família em São Paulo. O fotógrafo Leo Martins foi atingido na cabeça por manifestantes.

Além do caso de Leo Martins, foram acrescentados outros 24 episódios ao balanço que a associação mantém desde junho de 2013. As informações complementares foram compiladas pela ONG Artigo 19. A planilha completa atualizada pode ser baixada neste link( _>.ABRAJI – Agressões a comunicadores durante manifestações 2013_2014 – atualizado em 24_03_2014)

Nota da Abraji sobre decisões da Secretaria de Direitos HUmanos da Dona Rosário. Comento: mais reunião, mais blablabla, e promessas … Enquanto isso, turma, cuidem-se! Porque se depender…

mouth-shutVOCÊS JÁ OUVIRAM AQUELA EXPRESSÃO “OBRIGADA POR NADA”? ENTÃO…VEJAM SÓ.

DEPOIS DA BALA, A GENTE LIGA E ELES VÃO VER O “CASO”

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Nota oficial da Abraji

Secretaria de Direitos Humanos propõe ações para aumentar segurança de comunicadores 

Na tarde de ontem (11.mar.2014), a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) Maria do Rosário apresentou propostas para aumentar a segurança de comunicadores. As recomendações são parte do relatório final do Grupo de Trabalho sobre violência contra profissionais da comunicação, instalado em 2013 pela SDH e do qual a Abraji é integrante.

Destacam-se a ampliação dos programas de proteção da SDH para incluir comunicadores, a proposta de criar um observatório nacional de casos de violência contra esses profissionais e as recomendações às polícias em relação a manifestações. As sugestões são dirigidas a órgãos do Executivo federal e estadual, ao Congresso e ao Judiciário.

A SDH se comprometeu a estender seus programas de proteção a comunicadores ameaçados, adaptando-os às particularidades da profissão. Dependendo do grau da ameaça, será oferecida proteção ao local de trabalho, além da pessoal.

Em cooperação com a UNESCO e a UNIC-Rio, a Secretaria deverá criar o Observatório de Violência contra Comunicadores, que será integrado aos programas de proteção para encaminhamento de casos. A iniciativa, sugerida pela FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), disponibilizará na Internet indicadores de ameaças, agressões e mortes de jornalistas. 

De acordo com Maria do Rosário, o objetivo é reduzir a impunidade de violações contra comunicadores. Para Tarciso Dal Maso Jardim, coordenador do Grupo de Trabalho, “o observatório é o grande concentrador de elementos de políticas públicas para o setor”.

O Grupo de Trabalho recomendou que o Ministério da Justiça e os Executivos estaduais estabeleçam padrões de atuação não-violenta para as forças de segurança pública em manifestações. Esses padrões devem incluir a garantia da proteção de jornalistas em serviço. Policiais e agentes de segurança pública devem ainda ser orientados a não apreender equipamentos (câmera, gravador, celular etc.) ou mídias de armazenamento de dados.

Mais informações e versão resumida do relatório aqui: http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=2767

Veja nota. ABRAJI faz nova contagem. São 19 os sacos de pancada jornalistas, agredidos pela PM sábado passado. 19! Deixa o carnaval passar…

japanflagAbraji atualiza levantamento de agressões e detenções de jornalistas durante protesto em São Paulo 

Novos casos confirmados pela Abraji aumentam para 19 o número de jornalistas agredidos ou detidos no sábado (22.jan.2014) durante protesto em São Paulo. Além dos profissionais mencionados em nota emitida na última segunda-feira (24.jan.2014), cinco repórteres relataram ter sofrido agressões.

Mário Bentes (Jornal GGN) foi atingido por estilhaços de bomba de efeito moral; Nelson Antoine (Foto Arena) e Adriano Conter (VejaSP) foram agredidos nas costas com golpes de cassetete. Antoine teve ainda uma das lentes de sua câmera quebrada. Diógenes Muniz (VejaSP) foi ferido na mão por um golpe de cassetete enquanto filmava a detenção de um manifestante. Aloísio Maurício (Brazil Photo Press) foi agredido com uma voadora e jogado ao chão por policiais e detido temporariamente. Todos estavam identificados como profissionais da imprensa a serviço.

Desde junho de 2013, foram registrados 68 casos de agressões a jornalistas nas cobertura de manifestações na capital paulista. Dentre os 68 casos, 62 (91%) partiram da polícia. Desses 62, pelo menos 36 (58%) foram deliberados – ocorreram apesar de o profissional estar identificado como imprensa. A planilha com os dados completos pode ser baixada neste link.

Brasil

Em todo o país, desde junho de 2013, a Abraji registrou 138 casos de agressão, hostilidade ou detenção de jornalistas enquanto cobriam protestos. Destes, 79% foram cometidos pela polícia; 19% partiram de manifestantes e o restante foi causado por guardas municipais e segurança privado.

http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=2760

Cai um pedaço da obra do estádio, morre gente. E a imprensa apanha. Veja Nota Abraji contra agressão ao repórter da Folha de S. Paulo

toreadors003broncasAbraji lamenta agressão a repórter da Folha por ex-presidente do Corinthians 

A Abraji lamenta a agressão contra o repórter da Folha de S.Paulo Daniel Vasques, que fotografava com o celular o acidente nas obras do Itaquerão, em São Paulo, nesta quarta-feira (27.nov.2013). 

O ex-presidente do Corinthians Andres Sanchez, um funcionário da Odebrecht e seguranças tentaram obrigar o jornalista a entregar o telefone com as fotos do acidente. Um policial militar que estava no local também pressionou Vasques a abrir mão do telefone. Intimidado, o profissional apagou as imagens e acabou expulso do canteiro de obras.

A Abraji lamenta este novo episódio de violência contra a imprensa. Ao agir dessa maneira, o ex-dirigente do Corinthians e o funcionário da Odebrecht atentam contra a liberdade de expressão e o direito à informação. Ao apoiá-los, o policial militar posiciona o Estado contra um direito fundamental do jornalista e da sociedade. Além de Daniel Vasques, que foi agredido, toda a sociedade sai prejudicada do episódio.

http://abraji.org.br/?id=90&id_noticia=2680

Nota da ABRAJI – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – contra a violência da PM contra reporteres nas manifestações

figura 2Abraji condena prisão e agressão de repórteres pela Polícia Militar de São Paulo

 Os repórteres Leandro Machado, da Folha de S.Paulo, e Pedro Ribeiro Nogueira, do Portal Aprendiz, e o fotógrafo Leandro Morais, do UOL, foram detidos pela Polícia Militar de São Paulo na noite dessa figura 3terça-feira (11.jun.2013). Os profissionais cobriam a terceira manifestação contra o aumento das passagens de transporte coletivo na capital. Já na viatura, os jornalistas da Folha e do UOL foram informados do motivo da detenção: “atrapalhar a ação da Polícia”. Após cerca de uma hora na delegacia dos Jardins, os dois foram liberados. Pedro Ribeiro Nogueira foi indiciado por formação de quadrilha e danos ao patrimônio e transferido para a delegacia do Bom Retiro na tarde de quarta-feira (12.jun.2013).

 Policiais também agrediram com um golpe de cassetete o repórter Fernando Mellis, do portal R7. Mellis assistia junto a um grupo de pessoas à ação da PM contra um manifestante, que era empurrado e golpeado. Policiais tentaram dispersar os espectadores, e Mellis se identificou, mostrando o crachá de repórter. Acabou puxado pelo braço e atingido por um golpe de cassetete nas costas.

 A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo condena veementemente a agressão contra o repórter Fernando Mellis e a prisão de Leandro Machado, Leandro Morais e Pedro Nogueira. Em ambos os casos, a Abraji enxerga tentativa de obstrução do trabalho de cobertura das manifestações. A Abraji considera preocupante que esta ação contrária ao trabalho da imprensa parta do Estado, e justamente da PM, mandada à rua para manter a ordem e garantir direitos.