ARTIGO – Piro, espirro, respiro, Pirro. Por Marli Gonçalves

Milhões de pessoas totalmente isoladas em cidades na China, o chabu total do maior e mais movimentado e festejado feriado deles, o Ano Novo Lunar. Aeroportos que viraram termômetros gigantes, com a temperatura de todos sendo medida. Pessoas sem rostos, cobertos por máscaras como os véus a que mulheres são obrigadas em diversos locais. O mundo se apavora e se ajoelha diante de uma coroa, mas a de um vírus sobre o qual ainda pouco se sabe

  Saúde! Sabia que o hábito de responder com “Saúde!”, logo, para quem espirra, vem de que havia uma crença que o coração para quando a gente espirra?  (Calma, só dá uma diminuída no batimento; o ritmo desacelera). Uns acreditavam que quando a pessoa espirrava, a alma saia de seu corpo; então se gritava “saúde” (poderia ser outra coisa, falando alto, dita de forma positiva), para que quem espirrou não fosse tocado por algum espírito do mal.

O coração não para, mas as gotinhas podem voar bem longe, chegando até a inacreditáveis 150 km/hora, isso segundo alguns pesquisadores. E podem alcançar um raio de um metro e meio; mas já teve quem conseguisse olimpicamente espirrar e alcançar medidos nove metros de distância.

Eu não sabia – ou melhor, não tinha reparado – que não dá para espirrar de olhos abertos, vejam só. Daí o perigo de espirrar por exemplo quando se está guiando. Pior é que dá vontade de espirrar justamente quando a gente não pode, está fazendo alguma coisa que necessita precisão, ou, claro, no cinema, no teatro…

Espirrar seguidamente é normal. Conheço quem espirra exatamente sete vezes, e admito que sempre gostei de ficar contando, principalmente porque isso sempre acontece depois de um delicioso momento de prazer. Tem quem acenda um cigarro. Tem quem durma. Tem quem espirre sete vezes. E isso até seja um bom sinal.

Melhor não tentar conter o tal espirro, o atchim, que isso pode fazer, dependendo da força, estourar vasos sanguíneos – não, o olho não cai, não é tão fácil assim ele sair voando.

Brincadeiras e informações quase inúteis à parte, o assunto geral é sério, e de pirar saber o quanto estamos expostos ao que acontece na esquina e ao que acontece lá do outro lado do mundo. O coronavírus da vez é só mais um exemplo de como tudo hoje se propaga de forma veloz.  Queimam florestas na Amazônia e a cidade de São Paulo já se viu avermelhada como nos melhores filmes de ficção futurista.  A fumaça dos incêndios na Austrália chegou ao Sul do país. Alguém espirrou lá na China e…

Inventam uma mentira e ela se espalha como verdade, mesmo que nem tenha sido dita mil vezes, mas compartilhada por dedinhos nervosos e que não se consegue rastrear a digital inicial. Não é mais boca a boca. É o respirar. E se o ser humano pode sobreviver no máximo, máximo, sete minutos, sem respirar, há seres que não resistem a segundos para mandar para a frente informações que levam anos para serem curadas.

E o que é o Pirro tem a ver com isso? Rimas e coincidências. Estamos vivendo um momento muito tenso, provocado inclusive por informações oficiais dadas de dia, e desfeitas de noite, ou mesmo poucas horas depois. Eles jogam, colhem os louros da vitória, até entenderem que na verdade foi uma derrota e tanto, que só admitem quando o mal já está feito, e o vírus da discórdia já circula, lépido, alimentando o medo e a divisão que reina sobre nós, atônitos. Igual ao coronavírus, de contágio pessoa a pessoa.

Virou forma de governo, e testando nossos nervos. Nos deixando isolados.

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MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

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ARTIGO – Parabéns, SP. Parabéns? Por Marli Gonçalves

 

#spcidadeàstraças. Perdi a conta das vezes em que já usei esta hashtag, vezes em que fotografo, registro e denuncio as condições da região por onde passo ou onde vivo, as árvores tratadas como lixeiras, os abusos, os buracos. As tentativas de contato com o 156, com a Administração Regional…A sensação é a de falar ao vento, ao poluído ar que nela respiramos, conversar com as tais traças

São Paulo, a cidade que tanto amo, está às traças. Esteja onde estiver, se vive ou passou por aqui nos últimos anos sabe muito bem do que estou falando. Aliás está, agora mesmo, nessa estação de chuvas de verão, presenciando todos os dias os carros de bubuia nas enchentes, o lixo, os cadáveres das árvores tombadas sobre as vias, carros, pessoas, o desespero dos moradores retirando com baldes as águas de suas casas e sonhos destruídos.

Estranho como o tempo passa e parece que tudo continua igual, mesmo em meio à tanta modernidade, arquitetura sofisticada, balelas em cima de balelas, contos de carochinha de como São Paulo é cosmopolita, pareceria com Nova York, etc… Há quase 40 anos, cobrindo cidades pelo nosso querido e tristemente hoje extinto Jornal da Tarde, presenciei as mesmas situações, angústias, desabamentos e desmoronamentos, essa população, principalmente da periferia, sofrendo, da mesma forma que hoje ainda vejo, até pior, de forma mais alastrada e cruel.

No feminismo, registro isso em meu livro, aconteceu a mesma coisa: comecei com 16 e, hoje, aos 61, continuamos, nós, mulheres, quase que com as mesmas reivindicações, buscas, situações. Estranho demais ver a vida passar e a gente tendo que repisar os assuntos e dramas, mas na lama, como se uvas fossem, e o bom vinho nunca aparece.

466 anos de vida. Toda cortada, com cicatrizes e buracos terríveis em sua face, a cidade caminha rapidamente para se tornar impraticável enquanto não houver um mínimo de amor verdadeiro por ela, cuidados, zeladoria, mais ação; menos política, mais atuação. Não tem o que tergiversar sobre o básico de suas necessidades. A população cresceu, e os problemas não só se alastraram: se aprofundaram. Saúde, Educação, Transportes, saneamento básico, segurança, meio ambiente. Aponte uma situação, que verificaremos porque não há muito o que festejar em mais este aniversário.

Outro dia, até parei, sozinha, para dar risada, com os meus botões: passando à noite pela Câmara Municipal de São Paulo, vi que eles fizeram daquele prédio carente de beleza e de vergonha, um imenso painel outdoor, propaganda mesmo, que fica ali falando, na projeção digital espantosa, na fachada do prédio, de como eles, vereadores, são legais, preocupados com  a população, disponíveis, trabalhadores. É uma coisa horrorosa, gente! Alguém poderia me informar quem autorizou isso, inclusive um desrespeito à uma das poucas leis que foram boas para a cidade, a Lei Cidade Limpa, que proibiu anúncios e aquelas placas horríveis?

(Ok, eu também vejo os postes emporcalhados com anúncios de métodos e trabalhos milagrosos para buscar e manter aos seus pés a pessoa amada, lavar sofá, comprar peixes, reformar cortinas, o escambau. Mas o pessoal da prefeitura não vê não, ah, não vê não!)

Soube que no próximo dia 25, dia do aniversário, haverá, saindo no centro da cidade, com seis horas de duração, o que chamam de um “Grande Cortejo Modernista”, seja lá o que isso signifique, que eles adoram inventar nomes bonitos. Estão investindo pesado em shows variados pela cidade, com palcos, trios elétricos, apresentações nas sacadas de prédios históricos. De modernismo, dois ou três pingos…

Tudo bem. Mas, sinceramente, São Paulo, com suas milhares de pessoas vagando pelas ruas, dormindo em viadutos e pontes, largadas como sacos de lixo, cobertas por papelão, com a violência em todas as esquinas, com sua gente sem identidade, diariamente pendurada como nacos de carne em vagões, nas filas de emprego, dos postos de saúde, lembra-me uma palavra: antropofagia. E não é exatamente a da poética literária e cultural de Oswald de Andrade e da turma de 22.

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MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.

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#ADEHOJE – OCDE ANTES DA ARGENTINA? E SABOTAGENS

#ADEHOJE – OCDE ANTES DA ARGENTINA? E SABOTAGENS

SÓ UM MINUTO –Trump apoia o Brasil na entrada na OCDE ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENT ECONÔMICO; o caso da cervejaria; tumulto na Cracolândia

ARTIGO – Os normais dias seguintes. Por Marli Gonçalves

 

 À esta altura você já deve ter se dado conta – assim como eu – de como é dura a realidade dos fatos, e que ano após ano a gente acredita que eles vão mudar como mágica à meia noite de um Ano Novo. E assim levamos a vida, dia após dia.

Teve mais uma vez quem pulou sete ondinhas, vestiu branco, saiu carregando uma mala em volta do quarteirão para chamar viagens, comeu lentilhas, chupou caroço de romã. Fora a calcinha, que essa é de praxe. A minha deste ano foi amarela. E a sua? Ah, você usa cuecas? Coloridas? Acredita que já tentei praticamente de todas as cores nessa longa vida? Testei até não usar. Nunca veio, nem o amor da vermelha, nem o dinheiro da amarela, nem…  Esse ano para o ano que vem, andei pensando, vou tentar a verde, da esperança. Qualquer coisa direi que estava lutando pelo meio ambiente, contra o aquecimento global, pela legalização, coisas assim…

 Tem também a de acender velas, tomar passes, oferecer oferendas, de não comer nada que cisca pra trás, e o que mais? Banho de ervas? Roupa nova? Estourou uma champagne, viu a rolha voar, com aquele estampido bom, abraçou e beijou quem estava por perto, e assim foi a tal noite feliz – sempre acho que é essa a Noite Feliz, não a de Natal, sempre mais envolta em tristezas.

Espero que não tenha acreditado na possibilidade de fogos de artifício não terem barulho. Balela! Só o dia que forem apenas virtuais, projetados, e acredite, a gente vai odiar. Nada como vê-los como são, sempre foram, explodindo em cores, formatos – aquele momento, aqueles poucos minutos especiais em que viramos crianças de novo.

Fez lista de decisões? Escreveu ou ficou só na cabeça, na intenção? Aliás, já pensou ou olhou para ela nesses poucos, mas longos dias, que já correram e ocorreram de forma assustadora? Devo perguntar ainda se já desistiu de algum item e sacou que tinha exagerado, exigindo muito de você mesmo. Acontece. A gente se promete cada coisa!

Ano após ano parece que tudo se acelera, e que os efeitos de Ano Novo estão cada vez mais efêmeros. Antes, aliás, costumava-se dizer por aqui que o ano só começava depois do Carnaval, mas já faz algum tempo que isso mudou, creio que desde que a globalização se instalou de vez entre nós, fazendo o país acelerar para não ficar mais trás ainda do que já está. Fica aí esperando, sem fazer nada, trabalha não, pra ver se as coisas caem do céu.

Bem, você também já ter conferido: que eu saiba, não ganhou a tal Mega da Virada. Esse ano, joguei – e eu nunca jogo na loteria, mas a mulher do horóscopo falou que podia ser, que havia propensão, probabilidades. Não custava nada acreditar. Um ponto, e olhe lá, em cada aposta.

Enfim, as rédeas do destino a gente até segura, mas o cavalo empina sempre em mais direções do que a vã consciência pode explicar. Passou a meia-noite, e já na outra meia-noite estávamos preocupados com o luto da guerra, com o que os dirigentes mundiais se divertem, com os botões que apertam, as ordens que gritam, com as bobagens que proferem aos borbotões, isso sim. Descobrimos ou lembramos que não somos os únicos agentes de nossos caminhos, onde inclusive andamos deparando com tantos seres do mal que dá vontade de nem sair de casa e passar o ano é gritando socorro.

Aguenta firme aí, temos mais 50 semanas. E pelo que já vimos, assunto não vai faltar.

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#ADEHOJE – 2020! FELIZ TUDO E QUE ESTEJAMOS JUNTOS COM AS NOTÍCIAS

#ADEHOJE – 2020. FELIZ TUDO E QUE ESTEJAMOS JUNTOS COM AS NOTÍCIAS

 

SÓ UM MINUTO – 2020! Depois de uma pausa merecida, cá estamos nós, juntos, para enfrentar mais um ano de notícias de todos os lados e muitas para a gente comentar aqui. Vamos estar juntos, conversar. Me ajuda a divulgar, ente seus amigos, sua família, compartilhe. É hora – é hora – de estarmos todos em uma boa sintonia.

ARTIGO – É desejar muito? Por Marli Gonçalves

Me respondam: é pedir muito? Não pode ser pedir muito quando apenas o que se quer é viver em paz, podendo prosperar com alguma organização e sem que essa seja limitadora, sem tanta violência, com mais amor e cuidados com a redonda Terra toda em que vivemos todos nós. Não é desejar muito querer que as pessoas sejam felizes. E só se é feliz sendo amado, e com saúde e alimentos na mesa para si e quem amamos.

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 Sei que não é pouco conseguir essa graça, a de ser e estar feliz. Resumo assim meu desejo para todos, para ser incluído no rol geral.  Sei que cada um de nós tem sempre mais um detalhe aqui e ali para pedir, aquele algo só seu; e eu também tenho, um monte. Aquelas coisinhas que não contamos para ninguém, algumas vezes tão pequeninas que podem até achar que somos otários, mas para nós elas têm grande importância e nos darão gás quando obtidas ou vividas, nos farão sorrir e festejar nem que seja por instantes.

Já vi briga para provar que não se pode falar em década encerrada, segundo cálculos que contam a partir do 1 (hum), e que pretendem que a terceira década do século só comece em 2021. Por favor, não! Deixe-a começar já. Vamos aproveitar, renovar, imaginar um pulo maior, esse, de década, aproveitando a boniteza do número que repetiremos durante 365 dias: 2020.

Viva e deixe viver. Faça o que puder para ser uma pessoa melhor. Tenha compaixão. Tente entender os motivos do outro, até para continuar não concordando, mas entendendo. Busque espalhar conhecimento, sabedoria, razão e boas informações especial e justamente para quem não as tem – vamos parar um pouco de apenas falar ao espelho, senão não alcançaremos a maioria, não conseguiremos mais reforços para o nosso campo da batalha, que precisa se organizar, agir com inteligência, proteger o que nos é mais caro: a liberdade.

É desejar muito que tenhamos mais consideração, respeito, que nossos ouvidos não ouçam tantas bobagens e provocações, cada uma que até parece duas? Esse desejo é geral, antes que eu esqueça de frisar, porque esse será ano eleitoral e vai ter muita gente querendo meter os pés pelas mãos. A política não pode se distanciar das pessoas e é a municipal, a que nos cerca mais de perto, que deverá ser escolhida agora. Sua cidade, seu bairro, sua rua, sua casa.

Se olharmos para trás veremos que perdemos muita energia nos últimos anos, tentando sair de crises, vendo a política ferver, corruptos pisando miudinho, milionários torrando dinheiro como se fumassem notas, e as oportunidades minguando. A discórdia e o sectarismo.

 Não quero mais também ver tanta gente jogada nas ruas dormindo um sono como se tivessem sido desligadas de repente. E ali caíssem, como sacos de lixo, em sarjetas, calçadas, debaixo de árvores, pontes e viadutos, ou vagando nas ruas com suas mochilas rotas onde levam o muito pouco que têm.

Ah, tanta coisa a desejar! Que cessem os ataques às mulheres, os feminicídios, o ciúme e a sofreguidão maluca da vingança de morte quando o amor se encerra.

Que os adolescentes que lideram batalhas em todo o mundo sejam respeitados e compreendidos como puderam em tão poucos anos de vida entender o que nós em décadas tentamos ainda ignorar. Eles estão se movimentando, são o motor do Futuro.

Para terminar, trago informações sobre 2020 para vocês aí, os que são mais esotéricos, ligados em coisas que – não adianta não conseguiremos explicar a quem as nega, melhor nem tentar. Deixe achar que somos malucos. O próximo ano terá como regente o Sol (positividade e confiança). O número é o 4, que simboliza lei e ordem, vejam só. No Horóscopo Chinês, será Ano do Rato (prosperidade). O orixá que regerá o ano será Xangô, Deus da Justiça Divina e Senhor das Pedreiras.

Que ele, com seu martelo, brandindo, nos ajude a passar ao largo das pedreiras da vida.

Até 2020, até a próxima década!

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MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Site Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.

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ARTIGO – O jogo continua. Por Marli Gonçalves

 

A escalada de absurdos parece que ainda não foi suficiente para que todos pudéssemos garantir uma final legal da partida de 2019 e um Ano Novo com esperanças renovadas neste bonito número 2020. Só não digo que os dias passam iguais, porque a cada momento eles parecem ainda mais surreais, esquisitos e contraditórios, e quando esperávamos avançar, lá estamos nós às voltas com o passado.

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Chegou no final do ano e ainda está lá. E muitos dos que me leem entenderão a surpresa porque, inclusive, nem achávamos que seria tão ruim assim; só que foi ainda pior do que as previsões, coisa de louco esse time todo, e que se mantém com apenas uma pequena parte de jogadores em forma. Os outros só deformam, chutando bola plana, pisando no tomate e arremessando abobrinhas.

Mas a torcida anda adormecida, maioria acha que o técnico da Seleção faz coisas erradas, e fica só comentando, fazendo chistes, memes, tretando lá nas redes sociais, como se brincadeira engraçada apenas fosse; não tenta invadir nem protestar à beira do campo. O medo estampa mais camisas do que o verde e amarelo. Tudo bem que – admitamos, entretanto – nosso banco de reservas nunca esteve tão desfalcado: só gente rodada, contundida, fichada, processada, desprezada, malpassada ou queimada de vez.

Há outra parte da torcida que é igual que nem. Diminuiu também, não é mais nem tão expressiva numericamente, mas está aí e não pode ser desprezada porque é insistente e está sempre querendo fechar o tempo e ser torcida única no jogo. Por eles não haveria nem time adversário.

Olho o horizonte: intuo que as coisas vão se acelerar na próxima rodada porque há muita gente atenta em campos das redondezas e adversários bastante perigosos dispostos inclusive a mudar de time rapidamente a um leve aceno do juiz, ops, ex-juiz, ele próprio índio sem apito.

Os movimentos já são visíveis. Um dos principais também se dá na área de economia, um outro planeta, que entra no jogo com chuteiras completamente diferentes – aparentam ser de outra galáxia, e que seus ouvidos não ouvem as barbaridades do chefe. Participam de um campeonato particular que se for analisado prova que o tal técnico é, ele sim, amador. Amador, malcriado e sempre metido em confusões, grosserias, manchetes, polêmicas, caneladas, sempre procurando e conseguindo fazer gol contra.

Esses são diferentões que parecem acreditar serem independentes e que se sustentarão por mais tempo, o necessário para fazerem seus nomes conhecidos para jogarem-se em novas aventuras eleitorais, como se Fernandos Henriques fossem. Perigosos com suas medidas, andam aos pulinhos, com milésimos e décimos de percentuais que operam pra cima e para baixo como grandes e confusas vitórias.

O Brasileirão 2020 terá partidas e partidos interessantes, inclusive em campos externos da política internacional onde estamos de mal a pior, em penalizado descrédito. As tevês transmitirão tudo, ao vivo mais uma vez, com direitos aos replays nos noticiários e comentários que tentarão nos explicar se foi ou não falta, quem passou a perna em quem, puxou camisa, fez jogada perigosa, bateu com a mão em forma de arminha, pediu cartão vermelho, que ainda tem essa.

No país do futebol, esse jogo continua. Adivinhem quem sempre ficará de escanteio. Torcendo para que a partida não seja prorrogada por mais um arrastado ano.

Ah, já ia esquecendo, as partidas continuarão apenas com a seleção masculina; a feminina ainda não tem apoio nem patrocínio dessa Federação.

Feliz Natal!

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