Zeca Camargo tira o maior sarro do Pânico! HUhh, valeu! Olha aí.Volta em cima dos caras

FONTE: BLOG DO ZECA CAMARGO -http://g1.globo.com/platb/zecacamargo/

Algumas imagens que você não vai ver no ‘Pânico’ neste domingo
qui, 08/09/11
por Zeca Camargo |

Eu reconheço que o titulo do post de hoje dá margem a interpretações duvidosas. Por exemplo, você pode achar que eu vou falar do vídeo que mostra um garoto dançando como Beyoncé no clipe de “Single Ladies”, com direito a colã preto, salto alto, e até um certo jogo de cintura – imagens que seriam um prato cheio para um programa cujo cardápio de piadas inclui exibir repetidas vezes um homem (este que vos escreve) fazendo a dança do ventre, mas que você não vai ver no programa justamente porque elas dizem respeito a alguém muito próximo ao próprio “Pânico”. Seria até engraçado a gente falar sobre isso, mas o assunto não é para hoje. Primeiro, porque este vídeo (que você encontra sem dificuldades na internet) é meio antigo – se não me engano, de 2009. Segundo, porque para discorrer sobre esse “conflito editorial” que dificulta essa exibição eu precisaria de tempo. E este, esta semana, está curto (o motivo disso, explico mais adiante), pois o que eu queria mesmo era só mostrar uma outra coisa rápida para você.
As imagens em questão – essas, que eu sugeri no título que você não vai ver no “Pânico” deste domingo (pelo menos não da maneira como eu vou colocar aqui) – constituem a íntegra da gravação de mais uma “intervenção” que um dos “repórteres” do programa fez comigo (onde mais?) no aeroporto, que é um lugar por onde eu sempre circulo muito, e que eles, previsivelmente, vão me abordar “de surpresa”. O motivo, como você talvez deva saber, é a “hilária” campanha do programa para que eu coma um doce, ou uma guloseima qualquer – uma proposta ligeiramente anacrônica, uma vez que a provocação, imagino, tem a ver com o sucesso do quadro que participei, o “Medida Certa”. Que, diga-se, terminou há mais de dois meses… (alguém precisa dar um toque para eles que hoje em dia já eu posso comer literalmente o que eu quiser – só não faço questão nenhuma de o fazer num programa cuja noção de humor inclui invadir uma cerimônia tão privada quanto o velório de uma artista tão querida quanto Amy Winehouse…). Lembra quando as ideias do programa era boas justamente porque elas iam em cima do que estava acontecendo? Pois é, a proposta agora deve ser trabalhar com um “delay”…
Já é senso comum que desde que o “Pânico” anda meio sem inspiração desde que tomou aquela bola nas costas com a história das loiras estrangeiras que eles lançaram no programa para sair explorando o Brasil (as meninas vinham de um país cujo nome permitia um trocadilho chulo bem na linha do que eles acreditam ser um jogo original de palavras). Para refrescar sua memória – já que no próprio “Pânico” tanto as meninas como as menções à nacionalidade delas foram banidas: elas eram, na verdade, contratadas de uma marca de cerveja que, na “ mão grande”, usou o “Pânico” (e seus apresentadores) para a maior ação de merchandising gratuito da história do programa. Isso certamente deve ter desorientado as “cabeças criativas” de lá. E a “sacada” de me oferecer um doce (só lembrando, depois que o quadro da dieta já havia saído do ar – alguém disse que em humor, “timing” é tudo, mas não me lembro que foi…), enfim, a sacada que eles tiveram de me oferecer um doce não é nem deles, mas de um pessoal que fez isso de maneira independente e só depois mandou para o programa. Quer argumento melhor do que esse para acreditar que eles estão tentando de tudo para reverter a notícia que saiu esta semana , de que eles já perdem na audiência para o, de fato criativo, “Legendários”? Como eu geralmente disse nas vezes em que fui abordado ultimamente pelo programa, dá até um pouco de pena perceber que eles topam tudo para chamar atenção, inclusive pegar carona na popularidade de um quadro muito bem sucedido como o “Medida Certa”.
Você, claro, não me ouviu falando isso nas “reportagens” que o “Pânico” exibiu até agora. Em nome do, hum, “humor”, a edição da “saga da guloseima” corta o que eu falo, tira o áudio, manipula o que eu disse para a câmera deles, tudo para dar a quem assiste a ilusão de que a única versão dos fatos é a que eles exibem, e que só serve para desacreditar o entrevistado em questão. Se, porém, você parou, para pensar que talvez existisse outra coisa por trás do que eles mostravam – e tenho certeza de que você, leitor assíduo aqui, acostumado a questionar tudo (no melhor dos sentidos), já passou por isso –, eu agora lhe ofereço uma visão alternativa dessas “abordagens”. Basta clicar aqui.
O que você vai ver nesse link é a versão completa de um de nossos últimos encontros – meu e de um “jornalista” do “Pânico”. Foi na última terça-feira (ao contrário do programa, que faz questão de omitir, ou mesmo confundir, as datas de suas gravações, acho melhor dar uma informação precisa), quando então eu tive a presença de espírito de gravar no meu telefone tudo que acontecia, justamente para as pessoas poderem ter uma outra leituras dessas “entrevistas” – que alguém aqui mesmo neste espaço um dia desses chamou muito inspiradamente de humor de “bullying”. Entre as coisas que você não vai ver no “Pânico” estão, mas estão incluídas nesse material bruto (como a gente costuma se referir em TV a uma gravação sem cortes) estão: minha sugestão de um novo quadro de loiras estrangeiras pelo Brasil – essas, vindas da Chechênia (outro lugar que permite aqueles trocadilhos “espertos”); o “repórter” deles dizendo que ele vai comprar o livro do “Medida Certa”; uma fã do quadro dando os parabéns para mim e para minha colega que reprogramou o corpo em 90 dias; e outros comentários que o “Pânico” talvez não ache que vale a pena editar para ir ao ar… aqui você pode conferir tudo na íntegra (sã pouco mais de três minutos) – ainda que eu tenha que pedir desculpas pela qualidades das imagens (não sou, nem de longe, um bom cinegrafista), o áudio está todo lá, original. A tecnologia é mesmo uma maravilha…
Quem sabe até, quando eles souberem que existem essa versão dos fatos, eles exibam tudo, para mostrar como são espertos… Ou talvez não, de pirraça, também para mostrar como são espertos… Ai, ai… Como é mesmo aquela frase de Lincoln? Você pode enganar algumas pessoas todo o tempo ou você pode enganar todas as pessoas algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas todo o tempo. É isso mesmo? Bem, acho que eu divago – e isso não é saudável quando se tem muita coisa a fazer. Vou ficar por aqui neste comentário sobre mais essa faceta da nossa tão rica cultura pop – que é, como você sabe, o DNA deste blog.
Eu por aqui sigo na minha viagem pelos Estados Unidos, onde estou fazendo uma série de entrevistas – aliás, quero dar os parabéns para quem arriscou um palpite de que eu iria conversar com Sade, em Austin, no Texas, nesta quarta-feira. Foi sensacional! Mais sobre essas entrevistas, sobre as outras da semana, e sobre os meus outros ídolos com quem eu ainda não conversei (obrigado também a quem achou que era Morrissey ou Bowie – quero falar também sobre eles!), na próxima segunda-feira.
Em tempo, se você quiser aproveitar esse feriado de uma boa maneira, leia a reportagem especial que a “New York” fez sobre os dez anos do ataque às torres gêmeas em Nova York. Tenho passados longas horas em aviões – e este número especial da revista tem sido ótima companhia. Uma lição de jornalismo genuinamente criativo, e de como olhar para um evento que todo mundo vai lembrar de uma maneira diferente, brilhante, emocionante (sem pieguice), e competente. Aliás, meu próximo vôo já está embarcando – e bom fim-de-semana.