LE BRISTOL. Nossa presidente está muito bem instalada em Paris, veja. Pagamos para que ela fique bem

PELO QUE DIZEM AS DIÁRIAS NO LE BRISTOL ONDE A PRESIDENTE SE HOSPEDOU PODEM CHEGAR A 65 MIL REAIS. TALVEZ MAIS.

MAS VEJAM QUE VALE A PENA. EQUIPE ESPECIAL DE ATENDIMENTO, RESTAURANTES, BARES, MORDOMIAS, PISCINA, VISTA MAGNÍFICA,

TRÉS TRÉS CHIC

PODEMOS FICAR TRANQUILOS. DILMA ESTÁ DORMINDO BEM.

SE CUIDANDO BEM.

ENTRE. SEJA BEM VINDO. ESTE É O HOTEL QUE VOCÊ ESTÁ PAGANDO.

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FIZ UMA GALERIA PARA VOCÊ VER MELHOR, SE DELEITAR:

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ARTIGO – Planeta Barril de Pólvora. Por Marli Gonçalves

Boom-Boom-Wallpaper1As coisas parecem ter se acelerado e temo não ser só uma mera impressão minha. Nos últimos dias nosso país deu mais alguns passos em direção ao abismo, ao precipício, e a avalanche de lama com minérios é simbólica e infernalmente definitiva. Já o mundo, esse, treme todo com a incerteza do que é que exatamente combate

Eles são jovens, atléticos, bonitos, (sim, claro que depois de um bom banho), rústicos. Parecem especialmente corajosos e arrojados em suas covardias contra o mundo civilizado que consideram poder destruir. Alinham exércitos de desencantados de várias nações, encantados com promessas de além-túmulo vendidas em apuradas embalagens religiosas. Sorrateiros, trazem uma nova estética e não demorará a indústria da moda perceberá um veio de ouro naquelas barbas, na paleta de cores terrosas, nos véus negros. A mim parece que já estão entre nós, sorrateiros, passando-se por modernos. Ainda prefiro o branco e o preto, e as revoluções trazidas pelo amor livre, pelo rock e pela Paz. Mas agora parece que o sonho acabou. Mesmo. Agora.

O que foi que especialmente aconteceu nesses últimos anos para que a radicalização mudasse de cara assim? Quem é o gênio do marketing por detrás desse Estado Islâmico? Quem é o Goebbels deles? Procurem-no. Como evitar que tão habilmente usem o poder da internet que tanto facilita o incremento de suas fileiras com esses pensamentos confusos?

Depois dos atentados de Paris parece que não teremos mais sossego. Uma coisa levando a outra, traçando uma nova conjuntura de forças de guerra, poucas de paz, todas de poder. 14 anos depois das torres gêmeas virem ao chão como cena de cinema agora são outras as cenas que assistimos ao vivo pipocando em todos os continentes, inquietando países inteiros. Eles não sabem o que fazem, não têm nada a perder, e ainda acreditam que como mártires alcançarão um éden – no fundo completamente orgiástico com suas virgens e ereções eternas. Se vão continuar rezando lá nesse paraíso, só Alá saberá dizer.

Como se num caldeirão se misturassem gotas de uma receita de bomba: duas gotas de Che Guevara, com uma pitada de Fidel Castro, quatro ou cinco braços e pernas de nazistas, três barrigas de ditadores africanos, ossos de Bin Laden, uns pelos de bigode de Trotsky com cabelos de Saddam, pólvora, salpicado de pó de mico misturado com miolos de Chavez, Pinochet e Videla para dar liga. Quem pensava que era uma Besta 666 que viria não podia imaginar que se reproduziriam com tamanha rapidez.

Apavorada, assisti a um documentário que conseguiu mostrar ainda a atração de mulheres para o ninho das bestas, o que nos faz crer que já há uma procriação. Mulheres que querem casar, vindas de todos os lugares.

Não é mais fábula. Não tem magia, lâmpadas, gênios ou tapetes voadores.

Momento insano. Aqui, Minas Gerais chega ao mar em estado mineral, enquanto nos fazem de palhaços numa crise política, econômica e ética sem precedentes, com personagens sórdidos se revezando ao microfone do palanque das más notícias diante de atônitos de um lado e bem-intencionados de araque de outro.

O pavio está queimando. E ele é curto.

São Paulo, um 2015 para esquecer.boom__etc__by_pyrowman-d5hgnis

  • MARLI GONÇALVES, JORNALISTA – Não queria ver isso. Esse novo século deveria ser livre, para a frente, ser o Futuro, o que víamos na ficção, em outros planetas. Mas estes homens são da Terra, as mulheres também, e é nela que estamos.

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Sempre alerta, que estado é este de viver? Por Marli Gonçalves

AlertaJá ia mesmo falar sobre isso. Sobre o medo, o estado constante de alarme, de alerta, de atenção, aqueles que decretamos por nós mesmos praticamente todos os dias. A sexta-feira de terror e sangue em Paris, no entanto, mostrou que os horizontes do perigo passaram a ser ainda maiores, mais mortais e complexos. Fica difícil viver em paz com tantos inimigos, inimigos gente, inimigos insetos, inimigos fatos, inimigos governantes, inimigos destinos, inimigas ideias, inimigos dia a dia. E nossos inimigos pensamentos

Parece paranoia, mas vou liberá-la porque entendo que você aí também pode ter algum aspecto desse problema. Chama temor. Toca o telefone. O coração dispara. Campainha toca e se pensa no pior do pior. Orelha em pé. Olhos bem abertos. Atenção aos cheiros. Um grito mais forte, a sirene intermitente, muitos helicópteros no céu. Alguma coisa está acontecendo, e enquanto eu não sei o que é não sossego. É uma agonia. Vivendo na região central de São Paulo está cada dia mais difícil encontrar algumas horas de serenidade.

Imagino quem tem filhos como é que se sente – hoje entendo as nóias de meus pais, as dores de minha mãe. Essa, entre outras, de tanto se inclinar no parapeito da janela para me ver voltar para casa, criou um calo, um machucado. Baixinha, precisava se debruçar. Esse pior foi quando eu resolvi ser motoqueira aos 13 anos de idade.

Não tenho filhos. Tenho meu pai, com quase 98 anos, meu irmão, minha gata e os satélites, amigos, famílias ligadas a mim de alguma forma, gente que gosto, gente que admiro e me emociona. Gente que nem conheço pessoalmente, mas que são importantes e das quais gosto sem elas saberem. Se acontecer algo com qualquer um deles serei também atingida duramente. Engraçado é que pouco penso em mim, e não sei bem em qual momento dessa vida virei assim protetora, pensando bem.

Pois vivemos assim. Há bêbados guiando por aí. As calçadas estão cheias de buracos. Árvores podres ruindo. Tem assalto, tem tiroteio, tem polícia, tem bandido. Tem gente do mal, tem homens perversos, psicopatas atrás de vítimas. Vítimas distraídas. Tem descaso e falta de fiscalização. Tem fogo, tem água, e agora tem lama. Tem El Niño, calor escaldante, ar seco, mudanças bruscas de temperaturas. Tem falta de saúde, de educação, de solidariedade, de bom senso.

Tem a barbárie. Sob um manto religioso e dogmático jovens se vestem de bomba para matar outros jovens porque dizem que queriam um mundo por eles idealizado como perfeito, mas ao qual jamais vão pertencer nem ver porque não estarão mais aqui. Só podem mesmo achar que há vida após a morte e que não irão para o inferno. Só podem estar loucos. Pior, loucos armados.

Apelam para que todos acabemos religiosos, rezando de manhã, de tarde e de noite para que celerados como esses não estejam entre nós. Foi Paris. Mas poderia ter sido qualquer lugar desse mundo. Eu poderia estar lá. Você poderia estar lá, ou alguém de sua família. Ou alguém que você ama.

bombaÉ chocante. Viver mais um fato que pode ser divisor de águas mundiais, que alerta que ninguém está mesmo seguro, nem nas grandes capitais, nem nas pacatas cidades que viraram lama arrastadas de um Estado a outro.

Estado de observação, estado de alarme, estado de alerta, estado de emergência, estado de sítio, estado de calamidade pública, estado de Defesa.

Estados são decretados. Quando chegam, determinam nossos passos, acabam com a liberdade. Muitos aparecem para nos proteger; outros para cercear.

Há o Estado de Direito. O Estado de Exceção. O Estado de Choque.

Agora há o Estado Islâmico. Aqui, o Estado inoperante que nos deixa em estado de insolvência.

Pior, vivemos ainda o estado de inércia, de torpor diante desses tempos difíceis quando os fatos se sucedem completamente fora de qualquer controle nosso.

Não há como se distrair diante de um estado desses de coisas.

countdown-contagem-regressiva

São Paulo, Paris, Mariana, 2015

  • MARLI GONÇALVES, JORNALISTA – Vive no Estado de Alerta -“on”

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Homem invade o “Libé” (Paris/França), dispara e fere gravemente jornalista

SOCORRO! DO JEITO QUE OS NERVOS ANDAM , DAQUI A POUCO CHEGA AQUI UMA BARBARIDADE DESSAS
Homem armado invade jornal francês e deixa editor ferido

WantedHomem abriu fogo na entrada da sede do jornal Libération, em Paris

Um homem armado abriu fogo na entrada da sede do jornal francês Libération, em Paris, realizou disparos e feriu gravemente um assistente de fotógrafo antes de fugir.

O diário informou que a vítima, de 27 anos, está em estado grave. Fabrice Rousselot, editor do Libération, informou que testemunhas do episódio disseram que o homem não disse nada durante o breve período de tempo em que esteve na entrada do escritório, na manhã desta segunda-feira.

Yoann Maras, do sindicato policial Aliança, disse que o homem atirou com uma espingarda e feriu a vítima no peito e no braço. Segundo a emissora de televisão BFM-TV, as autoridades comparam imagens de circuitos de segurança gravadas nesta segunda-feira com outras, feitas na sexta-feira, quando um homem armado ameaçou jornalistas na sede do canal e também fugiu. AP

fonte: DIÁRIO DO PODER

O Jaime Lerner é maior do que o carro que criou. Bonitinho o tal Dock Dock, Dock²

De Dante Mendonça – http://www.parana-online.com.br/colunistas/67/85793/

Da rua Bom Jesus para a Torre Eiffel

Fernando Canalli, Emílio Mendonça e Jaime Lerner, os criadores do Dock Dock.

(De Paris) Jaime Lerner já não sabe o que é mais difícil: trazer uma fábrica de carros franceses para o Paraná ou levar um só carrinho de fabricação própria para rodar em Paris. Nos dois casos, no entanto, conseguiu seu intento. A fábrica da Renault mostrou a que veio e com o seu Dock Dock de fundo de quintal o arquiteto realizou mais um dos seus sonhos:

– Santos Dumont passou por cima da Torre Eiffel. Eu vou passar por baixo.

Dumont era o brasileiro voador. Lerner é o arquiteto sonhador: encaixotou o carrinho de 1,70m de comprimento, 1,20m de largura traseira e 1m de largura dianteira, e veio ao Velho Mundo mostrar o seu brinquedo de gente grande. Primeiro passou por Berlim, onde fez a Porta de Brandemburgo “girar em torno do Dock Dock”, e na tarde de ontem fez a Torre Eiffel olhar com carinho e simpatia o veículo para transporte individual, mas sem o conceito de propriedade privada.

Com alimentação elétrica na “doca” (daí o dock), o compacto é movido a energia limpa e destinado a cobrir pequenas e médias distâncias dentro do território da cidade, em pontos estratégicos como terminais de transporte coletivo e endereços de serviços, cultura e comércio.

Com a concepção de Jaime Lerner e o design de Emílio Mendonça, até o ano que vem ainda veremos milhares de “jaiminhos” girando pelas vias lentas do sistema trinário de Curitiba, o que vai alcançar praticamente a cidade inteira. Bem mais em conta que os carros tradicionais (“aqueles feitos para quatro bundas mas que carregam apenas uma”) o Dock Dock foi concebido para funcionar mediante pagamento de tarifas conforme o tempo de uso, via cartão magnético a ser comprado pelo usuário. Ou até mesmo de graça, conforme o objetivo do sistema. Após o uso, pode ser estacionado em qualquer estação do sistema.

Junto à Prefeitura de Paris (Hôtel de Ville), um dia antes de passar por baixo da Torre Eiffel com o Dock Dock, Jaime Lerner atendeu a um telefonema do Brasil:

– Onde você está, Jaime?

– Estou indo para a Torre Eiffel. Vou me jogar lá de cima!

À sua procura estava o escritório do arquiteto na rua Bom Jesus,em Curitiba, também em busca do paradeiro de um componente elétrico que, por ter queimado em Berlim, precisou ser enviado pela HDL Transportes.

Lerner não precisou se jogou da Torre Eiffel (apesar da HDL, a peça chegou aos 46 minutos do segundo tempo) e o Dock Dock fez a sua festa em Paris, rodou no alto do Trocadero, e Pierre Mansat, assessor eleito de Relações Metropolitanas do prefeito de Paris Bertrand Delanoë, passeou em torno do Hôtel de Ville feito uma criança com brinquedo novo.

No final da tarde, para comemorar, o Dock Dock foi para a frente do Les Deux Magots, lendário café de Paris onde as pessoas sentam-se para ver, seja gente, seja cachorro, sejam cenas insólitas do cotidiano. Paris sempre é uma festa, inclusive para quem veio da rua Bom Jesus!