#ADEHOJE, #ADODIA – TOMA QUE O FILHO É TEU. O DEM E O NOVO GOVERNO

#ADEHOJE, #ADODIA – TOMA QUE O FILHO É TEU. O DEM E O NOVO GOVERNO

 

VEJAM SÓ QUE BONITINHOS. ATÉ AGORA – DIGO, ATÉ AGORA, PORQUE AINDA HÁ TEMPO PARA AUMENTAR ESSE NÚMERO -JÁ SÃO TRÊS OS MINISTROS DO NOVO GOVERNO QUE SÃO DO PARTIDO DEM. TEREZA CRISTINA, AGRICULTURA, ÔNIX, O FAZ TUDO DA CASA CIVIL, MANDETTA, DA SAÚDE. FORA OUTROS QUE ESTÃO POR ALI. MAS O DEM DIZ QUE NÃO TEM NADA COM ISSO. NÃO É LEGAL? NÃO É A CARA DELES? SE FIZER SUCESSO, ESTAMOS AÍ, ERAM MEUS QUADROS… SE NÃO…ELES NÃO TÊM COMPROMISSOS NEM COM ELES NEM COM O PAÍS. OUTRA COISA FOI O ENORME NÚMERO DE MÉDICOS QUE JÁ SE INSCREVERAM NA PRIMEIRA HORA DA ABERTURA DO PROCESSO POR MAIS MÉDICOS, PARA SUBSTITUIR OS CUBANOS QUE PARTIRÃO, QUE PARTIREM, QUE SE MANDAREM. 3300 EM TRÊS HORAS. MAS O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO FOI O ATAQUE HACKER QUE ELES ESTÃO TENTANDO DRIBLAR – MAIS DE UM MILHÃO DE ACESSOS SIMULTÂNEOS. É UMA NOVA GUERRA, COM NOVOS TIPOS DE ARMA, DIGITAIS. MEU TIRINHO DE HOJE POR AQUI CONTOU COM A PARTICIPAÇÃO DA MINHA GATA LOVE QUE ESSA SIM, DEIXA BEM CLARO: NÃO TEM NADA A VER COM ISSO TUDO.

ARTIGO – Buraco Brasil. Por Marli Gonçalves

buracoEu bem poderia escrever, sei lá, sobre rock n`roll. Ou sobre a possibilidade de enfrentarmos um grande e grave racionamento de água e energia. Ou sobre os constantes atentados na Europa ou mesmo sobre a bomba maldita voando sobre o Japão. Mas não dá. Sinto muito. Tem mesmo de escrever sobre o buraco cheio de lama em que estamos atolados por causa dessa gente, que agora, ainda por cima, deu de querer censurar as coisas. Tem de reclamar, alertar a todos que estamos vivendo momento perigoso, sombrio.

Que pobreza! Não merecíamos isso. Um país bonito por natureza, cheio de possibilidades, ficando para trás, cada vez mais trás, lá na lanterninha.

Sabe aqueles noticiários sobre inspeções surpresa que a polícia costuma fazer nas celas das prisões em busca de celulares, armas e drogas? Reviram os colchões pelo avesso, procuram túneis de fuga. Pois foi essa a exata imagem que veio à minha cabeça quando soube que mais um – mais um, dois, três, quatro, cinco, mil… – Ministro, desta vez o multimilionário Blairo Maggi, estava com todas as casas por onde passa sendo minuciosamente revistadas.

Repara que não está sobrando um, e isso não pode ser normal. Não é normal. Não podemos considerar normal, e acabar nos acostumando, o que aparenta claramente já estar acontecendo. Tudo quanto é presidente, ex-presidente, ministro, ex-ministro, mais os lacaios todos, os asseclas… Pior: os do passado, do presente, e os de um futuro que talvez até fosse possível, se é que deu tempo de pensarmos em alguém novo e capaz.

Ou, me diga, você ainda se choca com as cabeludas verdades, mentiras, mentidos e desmentidos todo santo dia? Confessa: com cada vez mais enrolados arrolados, já centenas de nomes, de empresas, pululam delatores, se perde boa parte da história. Resta esperar o capítulo do dia, que trará? Já nem sabemos mais exatamente sobre o que eles estão falando.

O país virou uma enorme Casa de Detenção. E passo a temer (não tenho nada que o verbo também seja nome do homem) que nessa toada poderá ocorrer rebelião.

E o linguajar? São detalhes que talvez você nem preste atenção, mas por conta até da profissão a gente aqui leva em conta, pega o detalhe.
Primeiro, não parece que ninguém queira comunicar nada. Ou estão querendo falar só mesmo com a meia dúzia que poderia vir a comandar essa rebelião ainda possível? Querem falar apenas a essa classe média que anda por aí batendo cabeça em grupelhos, e que estão parindo uns monstrinhos muito dos esquisitos? Que até de censura gostam. Que se alimentam de ódio? Que não entendem nada além do mundinho besta no qual se isolam, e vêm palpitar e nos tirar o direito de decidir.

Como disse, talvez você não tenha reparado, mas, por exemplo, a última nota da presidência falava em realismo fantástico, entre outras expressões pomposas num momento tão importante para quem diz que tem como se defender. Fala logo, não enrola! E o outro, o preso dos 51 milhões, que pede liberdade porque está com medo de ser estuprado? Isso o povo entende direitinho. Fico imaginando os comentários a respeito.

Momento esquizofrênico.

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Marli Gonçalves, jornalista – Comunicar é arte que se faz, mas só com sinceridade; senão precisa falar, falar, falar, para ninguém entender nada mas ficar achando que entendeu

SP, 2017
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ARTIGO – Banhos de água fria. Por Marli Gonçalves

Para a saúde, beleza, circulação – até para sexo! Se todo mundo soubesse quanta coisa a água fria faz de bem até pararia de usar essa expressão para falar de decepção, desilusão, ou de quando alguém estraga tudo o que nos empolgava. Tô boba. Mas na verdade vocês bem imaginam porque pensei nisso. Nesse nosso enorme banho coletivo de água fria, de chuveirada. Precisamos botar água na chaleira para ferver

A primeira vez que tive consciência do que era um banho de água fria foi na vida profissional, no Jornal da Tarde, idos dos 80. À época houve uma chacina, e sete jovens foram achados mortos à beira de uma represa. Um deles era um temido menor, de que alguns ainda devem se lembrar, Wilsinho Galileia, que vinha de uma estirpe de bandidos, Os Galileia, eram conhecidos e atuavam na região de Diadema, São Paulo. Entre os mortos, todos menores, a namorada dele, grávida, da qual infelizmente hoje não me recordo mais o nome; pouco mais do que 15 anos.

No Jornal da Tarde, histórias, gente, fatos, imagens, detalhes da vida, calor dos fatos, eram os ingredientes que o tornavam uma delícia diária de ver, ler, em textos escritos pelos que ainda hoje considero – e o são – mestres da palavra.

Mas, enfim, foi trabalho árduo de um dia inteiro conseguir detalhes importantes, alguns dramáticos, outros muito emocionantes sobre a vida da menina, a quem me coube construir o perfil. Seria uma grande matéria: abri a mala que ela havia deixado no abrigo, o que equivalia ali a conhecer todos os seus bens. O colega Fausto Macedo, por outro lado, levantava o perfil do mirrado e violento Galileia.

Já passava das dez da noite quando regressamos para a redação. Já batucava entusiasmada a máquina de escrever quando veio uma ordem de cima: a matéria não seria publicada. “Aqui não queremos o mundo cão” – era o recado seco que – lembro como se fosse hoje – me encharcou e nos deixou, eu e Fausto, arrasados.

As histórias nunca foram publicadas. Eu nunca perdi esse sentimento do banho de água fria. Com ele preparei-me para todos os outros tantos que viriam ao longo dessa vida, garanto que já não foram poucos de todas as águas doces e salgadas.

Tudo isso conto porque não achei maneira melhor de descrever o sentimento nacional que percebi essa semana com a tomada de algumas decisões do Poder Judiciário. A libertação de alguns presos por corrupção bateu muito pesado, impressionante notar. Estavam ali… rolando o desenrolar de um romance onde… os corruptos seriam todos presos, punidos e que o país num final feliz se reencontraria limpo e lépido… Mas explodiu o gerador. Acabou a luz. Caíram da escada. E veio o banho de água fria.

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Temos tomado muitos banhos bem frios na cabeça. Quando a gente acha que uma coisa vai, ela nem vem, quanto mais reformada. Agora deu outra moda, a dos mesmos de sempre mudarem – certamente por vergonha, os nomes de seus partidos, jurando que fazem isso pelo nosso bem com um blábláblá de fazer bicho preguiça querer correr. Notou? Livres, Mudamos, Avante, Podemos. Se fizer DNA vai dar consanguinidade.

Como uma de minhas missões é sempre tentar ajudar, finalizo listando algumas das qualidades que encontrei e alardeiam sobre o tal banho de água fria na real, vejam só. Melhora a irrigação sanguínea. Alivia as tensões dos músculos. Aumenta o brilho do cabelo. Previne a calvície e elimina a caspa. Serve para combater a depressão e ativa as funções cerebrais. Ajuda a despertar e por o organismo em alerta. Ameniza varizes. É afrodisíaco; em homens aumentaria a testosterona. Finalmente, e a minha preferida: eleva a autoestima, com benefícios mentais e emocionais. Por quê? O sentimento de vitória por ter conseguido tomar o tal banho de água gelada.

Fica a dica, porque as coisas ainda vão esquentar muito, e a energia, literalmente, pode acabar. Nós temos de ser vitoriosos.

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marli n a gabiMarli Gonçalves, jornalista – Na vida, a última ducha de água fria que tomei até agora me faz pensar se eu não devia ter devolvido. Me veio à cabeça mamãe falando: “Tá com frio? Bate o traseiro no rio!”

SP, 2017

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banho de água fria

 

 

 

 

ARTIGO – E agora, brasileiros? Que é que a gente faz? Por Marli Gonçalves

Está aturdido? Percebeu só agora a causa de o país estar nessa bancarrota, e nós bancarrotados? Na lista tinha nomes pelos quais você ainda juraria de pés juntos? Sinto muito. O que a gente pode fazer? Vamos ficar parados, só olhando, ouvindo, achando que tudo isso vai passar e o mundo estará livre de ratos?

O que os olhos não veem o coração não sente. Pois agora não só estamos sabendo, como ouvindo e vendo, em detalhes formidáveis, a roubalheira que parece não ter mais fim e que não temos noção de onde foi exatamente esse começo. Talvez quando nos orgulhávamos do tal “jeitinho brasileiro”. Ou quando começaram a aparecer de todos os lados ídolos de lama, salvadores da pátria, guerreiros dos trabalhadores, do povo, libertadores? Gente parecida com agentes de trânsito que só sabem de esquerda, direita. De uma vez por todas, presta atenção naquela máxima “quando a esmola é muita até o santo…”

Não podemos substituir o coentro pelo cheiro verde, como diria a natureba Bela Gil. Então eu te pergunto, porque também estou me perguntando, angustiada. O que a gente faz, objetivamente? Na prática?

Não quero ser chata, mas informo: primeiro, que vem mais, muito mais por aí, e as revelações serão depuradoras; segundo, que não será a Justiça – nem se ela tomasse anfetamina e de repente aparecesse toda lépida, ágil, e moralizadora – a resolver a pergunta sobre qual país estará saindo disso tudo, que direção tomar. Sozinho não anda.

Continuo vendo na tevê as mesmas caras de pau, com os mesmos bocas-duras, línguas de trapo, os mesmos partidos, com as mesmas cantilenas, como se não fosse com eles o assunto. Desmemoriados. Contra o soro da verdade que, parece, embebedaram os delatores executivos, um relaxante, antes que começassem a dar o serviço. Não posso ter sido só eu que detecto alegria e certo alívio nas declarações, naturalidade sincera, ironia cáustica e vingativa nos detalhes e nos apelidos. Ah, os apelidos! São um capítulo à parte. Definitivos. Eles pagaram, gastaram, mas também se divertiram. Extorquiram e foram extorquidos. Mas botaram no papel – até programa especial inventaram – tim-tim por tim-tim, até porque precisavam cobrar os préstimos. E negócio entre malandros tem leis especiais, fora dos círculos oficiais. Igual droga.

Uma amiga querida, muito querida, está tão indignada que não consegue pensar em outra coisa que não seja o degredo de todos eles, vejam só. Degredo. Lembra que há 500 anos Portugal mandou para cá tudo quanto é gente que não prestava, e que agora seria hora de devolver esses que parecem ser seus descendentes. Suei para explicar a ela que seria uma sacanagem com o local escolhido para largá-los. Como ela está muito brava, também deve ter pensado numa cela gigante, um dragão engolindo a chave.

O problema – e nisso ela concorda – é que nada disso resolveria a questão principal. Como salvar o país que derrete sob nossos pés? Esses envolvidos são lixo que não dá para ser reciclado, altamente infectados.

Como lidar com essa vergonha que nos assola diariamente, nos deixa tão atônitos que acabamos esquecendo que algo precisará mesmo ser feito qualquer hora dessas, e o momento é agora, now? As Organizações Odebrecht acabaram. O Rei pode ser deposto. Não sobrou nem a pedra fundamental.

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Marli Gonçalves, jornalistaNão. Nunca vi nada igual. Hora que é bom ser como sou, sempre fui, meio do contra. Mas estou anotando todas as sugestões que me parecerem sérias, porque não dá para se acostumar jamais com tanta sacanagem. Lista delas.

Brasil, escandalizado, humilhado, na encruzilhada, 2017

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Cesar Maia faz boa análise da pesquisa divulgada ontem, aquela que dá que só 7,7 aprova certas pessoas

people-confusedmanPESQUISA MDA/CNT 12-16/07: COMO ESTÃO PENSANDO OS BRASILEIROS NESTE MOMENTO DE CRISE!

1. Só 7,7% acham o governo Dilma ótimo+bom. 70,9% acham ruim+péssimo. Esse é o pior resultado de um presidente do Brasil em pesquisas / 79,9% desaprovam a presidente Dilma.

2. Governadores: 25,3% os acham ótimo+bom e 27,3% ruim+péssimo / Prefeitos: 29,2% os acham ótimo+bom e 37,8% ruim+péssimo. Crise afetou a todos os que governam.

3. 55.1% acham que o emprego vai diminuir e 15% que vai aumentar / Renda: 33,7% que vai diminuir e 13,8% que vai aumentar / Saúde: Vai piorar 47,5% e 13,6% vai melhorar / Educação 41% vai piorar e 15,1% vai melhorar / Segurança 46,2% vai piorar e 12,9% vai melhorar.

4. Num segundo turno Lula teria 28,5% e Aécio 49,6% / Lula 32,3% e Alckmin 33,9% / Lula 31,8% e Serra 40,3%. Ou seja, Lula só teria apoio de menos de 1/3 dos eleitores.

5. Como governaria Aécio em relação a Dilma: Melhor 44,8%, Igual+Pior 47,4%. Resposta surpreendente.

6. 21,7% nunca ouviram falar na operação Lava Jato. 78,3% sim. As respostas em seguida se referem a estes 78,3% / Dilma é culpada 69,3%, não 23,7% / Lula culpado 65%, não 27,2%. Opinião Pública condena Lula igualmente / Culpados; Governo 40,4%, Partidos 34,4%, Empresas 17,7%. Opinião pública foca nos políticos a responsabilidade. / Para 67,1% não serão punidos, para 30% sim. /

7. Para 86,8% corrupção na Petrobras prejudica o pais / Para 52,5% governo federal não será capaz de combater corrupção na Petrobras. 37% em parte. Sim só 8%. / As prisões foram exageradas? Não 90,2%. Sim 7,4%. / Só 37,3% sabem o que é Delação Premiada. / Corrupção é o principal problema do pais para 37,4%.

8. 62,8% são a favor do impeachment/afastamento de Dilma. 32,1% contra / Razões para impeachment: Prestação de contas de Dilma 26,8%, Petrobras 25%, Contas de Campanha 14,2%. Todas as 3: 44,6%.

9. 50% tem medo de ficar desempregado e 43,7% não tem / 69,9% conhecem alguém que ficou desempregado nos últimos seis meses. / 40,8% aceitariam redução de salário para não perder o emprego / Essa crise ainda vai durar 1 ano 6,8%, 2 anos 25,5%, Mais de 3 anos 61,7%.

10. Principal crise é a econômica 60,4%, é a política 36,2% / Custo de vida vai aumentar muito 31,6%, Vai aumentar 44,3%. Ficar igual 18,7%. Diminuir 4% / Tem prestações em atraso? Sim 28,2%. Não 71,1%. / Onde estão seus atrasos? Cartão de crédito 42,1%, Crediário em Lojas 24,2%. Luz 23,7%. Água 15,4%. Telefone 11%. Carro 8,7%. Aluguel 7,3%. Casa Própria 3%, Plano de Saúde 1,8%. Mensalidade escolar 1,2%.

11. Maioridade penal. 70% em qualquer caso. 18% em casos graves. 10,2% Em nenhum caso. / isso vai reduzir a violência? Muito 37,4%, Parcialmente 40,2% / Não 20,6%.

12. Não Confia: Partidos Políticos 73,4%. Governo 56,2%. Congresso 51,6%. Justiça 24,8%. Polícia 23,5%. Imprensa 21,2%. Igrejas 11,7%.

Eu não queria que você perdesse essa definição, para os tucanos

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A coluna do Carlinhos Brickmann que será publicada amanhã em vários jornais do país já está no ar.

 

Mas eu não queria que você perdesse uma nota deliciosa, entre as outras, para desopilar um pouco nosso fígado tão amargurado nos últimos dias e trouxe para você, aqui.

Clique na imagem, que mexe

Geraldo detestava Sergio Guerra que também não gostava de Geraldo que não gostava de Serra e só de vez em quando gostava de Aécio que não gostava de ninguém, exceto dele mesmo, mas sabe fingir que é uma beleza.

Os tucanos são a única legenda que merece o nome que tem: partido.

Leia a coluna inteira em: www.brickmann.com.br