Posso saber porque não pensaram nisto antes? Botão de pânico para salvaguardar mulheres em risco

janela0agora…vê só, lá nopenúltimo parágrafo a “inteligência” da polícia…ai! e se um monte de mulheres apertarem o botão ao mesmo tempo, perguntam-se os trogloditas!

RESPOSTA EDUCADA INICIAL:

 É PORQUE TODAS PRECISAM DE AJUDA, Ô!

E SERÁ QUE O ESPÍRITO SANTO TEM TANTAS MULHERES ASSIM AMEAÇADAS QUE PODE ATÉ DAR PANE NO SISTEMA?

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da Folha de S. Paulo de hoje

No ES, mulher ameaçada terá ‘botão de pânico’ contra ex

Dispositivo que será lançado no dia 4 envia mensagem à polícia e à JustiçaAlvo são vítimas já protegidas pela Justiça; taxa de homicídios de mulheres no Estado é maior do país

REYNALDO TUROLLO JR. ENVIADO ESPECIAL A VITÓRIAUm dispositivo apelidado de “botão do pânico” deverá ser a nova arma de mulheres do Espírito Santo contra ex-parceiros agressores. O Estado tem a maior taxa de assassinatos de mulheres do país -o dobro da média nacional.

Com cerca de cinco centímetros e um chip interno igual aos de celulares, o aparelho poderá ser levado na bolsa para, quando acionado, enviar uma mensagem à polícia e à Justiça alertando, por exemplo, a aproximação de um potencial agressor.

Caberá à própria mulher apertar o botão em situações que considerar de perigo. A mensagem dará à polícia, pelo sistema GPS, as coordenadas de onde ela está.

Não há aparelho semelhante em outros Estados.

O botão será lançado em 4 de março pelo Tribunal de Justiça capixaba, que mantém uma coordenadoria específica para tratar de casos de violência doméstica.

O público-alvo são as mulheres já protegidas por medidas judiciais, previstas na Lei Maria da Penha, como as que determinam que o homem saia do lar ou mantenha uma distância mínima delas.

Nos últimos cinco anos, a Justiça do Estado concedeu 13,6 mil medidas protetivas a mulheres que se queixaram de agressões ou ameaças.

MAPA

Segundo o Mapa da Violência 2012, estudo feito em todo o país a partir de dados de homicídios computados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), o Espírito Santo é o Estado com a maior taxa de assassinatos de mulheres: 9,8 casos para cada 100 mil mulheres. A média no Brasil é de 4,6 homicídios por 100 mil.

“A Lei Maria da Penha é boa, mas costumo dizer que por um pequeno cochilo do legislador faltou [prever] a fiscalização [do cumprimento] das medidas protetivas”, afirma a juíza Hermínia Azoury, responsável pela coordenadoria de violência doméstica.

“O juiz determina ao agressor: você não pode chegar a menos de 500 metros da mulher. Mas o juiz vai fiscalizar? Ou o promotor vai? É inviável, tem que ter um mecanismo”, diz a juíza.

O aparelho é fabricado na China e, segundo o TJ, cada unidade custará até R$ 80 para ser importada.

AO MESMO TEMPO

Mesmo antes do lançamento, a ideia já causa polêmica.

A Folha apurou que a cúpula da Secretaria Estadual de Segurança Pública teme que seja impraticável caso muitas mulheres apertem o botão ao mesmo tempo, o que congestionaria o trabalho da polícia.

Para a professora da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) Vanda Valadão, do Núcleo de Estudos da Violência, essa é “uma medida positiva”, desde que “equacionada a questão do efetivo policial” para esse fim.

PROCURA-SE DUDU, O CACHORRINHO ROUBADO EM SANTO ANDRÉ.

Bandidos roubam cachorro em assalto a casa na Grande SP

 

CAROLINA LEAL
DE SÃO PAULO 

Desde que seu cachorro maltês de três anos foi levado por ladrões durante um assalto em Santo André (Grande SP), há um mês, a veterinária Denise Prado diz que sua vida “virou de ponta cabeça”.

Denise Prado/Arquivo Pessoal
O cachorro Dudu, levado por assaltantes
O cachorro Dudu, levado por assaltantes

Ela já espalhou fotos do cachorro Dudu pela cidade inteira, mandou e-mails para mais de 500 clínicas e pet shops, deu depoimento na televisão e criou páginas para divulgar a sua busca nas redes sociais –e desde então recebeu inúmeros trotes e tentativas de extorsão. O marido também está abatido, e a preocupação com o paradeiro do cachorro já a fez perder 5 kg: “A comida não desce”.

A confusão começou no dia 2 de junho, quando ao menos dois homens invadiram a casa de Denise e roubaram televisão, notebook, filmadora, roupas e outros objetos pessoais –além de Dudu, o cachorro da família.

A veterinária foi para casa almoçar no momento do assalto e chegou a ver os bandidos entrarem no carro e fugirem, sem imaginar que Dudu estaria junto. Ela conta que correu para dentro de casa, com medo de que os ladrões tivessem agredido o cachorro, e não o encontrou. Então percebeu que a cama e os brinquedos de Dudu também tinham sumido.

  Denise Prado/Arquivo Pessoal  
O cachorro Dudu, da veterinária Denise Prado, que foi roubado durante um assalto há um mês, na Grande SP
O cachorro Dudu, da veterinária Denise Prado, que foi roubado durante um assalto há um mês, na Grande SP

A busca começou naquele dia, com a ajuda de amigos, percorrendo a cidade de carro e a pé por mais de três horas. Enquanto isso, outros colegas preparavam cartazes e panfletos com a foto do cachorro, e familiares aguardavam a chegada da polícia.

O investigador responsável pelo caso, do 2º Distrito Policial da cidade, disse que já a polícia já tem alguns suspeitos e que as testemunhas devem ser chamadas ainda essa semana para um reconhecimento fotográfico.

Uma preocupação, conta Denise, é que Dudu come ração especial e tem uma alergia que é agravada caso ele coma frango ou fique exposto muito tempo ao pó e à grama. “Minha esperança é que, até pelo problema de saúde, algum veterinário em algum momento vai ter que atender esse cachorro.”

Denise e os familiares acreditam que o cachorro possa ter sido vendido ou dado de presente a alguém, já que o roubo foi uma semana antes do dia dos namorados.

Para tranquilizar quem estiver com Dudu, ela afirma que paga uma recompensa (de valor não divulgado) e compra outro filhote para a pessoa. E garante que não está atrás de culpados pelo assalto — “só quero meu cachorro de volta”.

Com tanta exposição, Denise já recebeu ameaças e ligações de pessoas que diziam estar com Dudu. “Muita gente me ligou dizendo que está com o cachorro, que vai matar o cachorro se eu não depositar o dinheiro. Só que nenhuma delas me deu nenhuma prova de que estava com o Dudu.”

Apesar dos problemas, ela acredita que a divulgação pode ajudar a fazer com que o cachorro volte para casa. “Espero do fundo do meu coração que ele apareça. Preciso que minha vida volte ao normal”, diz Denise.

fonte: UOL – FOLHA.COM