Área de petróleo fumegante. Vem mais por aí, muito mais. Veja matéria de site especializado. Petrobras incandescente

master-chef-cooking-smiley-emoticonREVISTA VEJA VAI AMPLIAR INFORMAÇÕES SOBRE ESCÂNDALO DA PETROBRAS NA PRÓXIMA EDIÇÃO

Paulo Roberto CostaA revista Veja que circula a partir de sábado vai trazer mais informações sobre o escândalo da Petrobrás e elevará ainda mais o nível de tensão que o mercado do petróleo está vivendo. Desta vez não vão aparecer só os nomes dos “santos”, mas os detalhes de seus “milagres”. Os que negaram com veemência que receberam dinheiro do esquema capitaneado pelo ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, pelo que o Petronotícias apurou, terão que se esforçar para desmentir os fatos e as evidências que serão apresentadas.

O clima interno na estatal pode ser identificado como “terrível”, de acordo com uma fonte do Petronotícias:

“Está de vaca não conhecer seu próprio bezerro. Ninguém assume nada, ninguém assina nada. Espera-se sempre uma notícia ainda pior para a companhia a cada momento”.

Para o mercado do petróleo, todas essas revelações não poderiam estar chegando em hora pior. Simultaneamente à circulação da revista Veja no final de semana que vem, inicia-se o maior encontro da indústria do petróleo no Brasil, a Rio Oil&Gas, que começa segunda-feira, dia 15, no Riocentro, e termina no dia 18. É um encontro internacional que deveria trazer bons ventos. Mas o que se espera é uma verdadeira tempestade de informações, especulações e reclamações contra a Petrobrás, que praticamente paralisou todos os negócios.

Para a abertura, é esperada a presença do Ministro Lobão, de Minas e Energia, que está no epicentro das denúncias, ao lado dos nomes dos ex-governadores Sergio Cabral, do falecido Eduardo Campos e da atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney. A presidente da empresa, Graça Foster, também é esperada para fazer uma palestra, mas seu nome está envolvido apenas por ser a presidente atual da companhia.

Contra ela apenas as severas críticas à sua gestão, que levou algumas empresas epecistas a dificuldades quase intransponíveis e, por sua vez, centenas de empresas fornecedoras da cadeia do petróleo a realizarem milhares de demissões. Algumas já em recuperação judicial e outras com falência decretada. Um legado de que, como engenheira e administradora, ela não poderá se orgulhar. Mas quanto à sua honestidade, não se pode jogar lama em sua reputação. Nem mesmo no episódio da venda da Refinaria de Pasadena ou mesmo quando transferiu suas propriedades para os filhos. Um apartamento no modesto bairro do Rio Comprido e outro na Ilha do Governador não parecem sinais aparentes de riqueza, mas de construção de um patrimônio ao longo da vida conseguido como fruto do próprio trabalho de décadas na Petrobrás.

O ambiente para a realização da Rio Oil&Gas, com a presença garantida de 1.300 expositores e milhares de visitantes, deverá ser bastante negativo, diferentemente dos outros anos. Virão profissionais do mundo inteiro, mas encontrarão aqui o que o mercado brasileiro do petróleo está vivendo: uma atmosfera claudicante e sem perspectiva.