Manual para lidar com a irritada sempre irritada, ops!, com a Dilma

fonte: coluna Aziz Ahmed – O Povo/rj – ( e Relatório Reservado)

Manual para lidar com Dilma

0014A presidente Dilma Rousseff não é uma esfinge cheia de enigmas, mas também está longe de ser um monólito turrão e previsível, conforme tentam dissimular alguns interessados. É preciso jeitinho e algum improviso para lidar com Dilma. Alguns interlocutores, contudo, já desvendaram os segredos para transformar uma audiência seca em uma conversa bem palatável e proveitosa.

O Relatório Reservado dá algumas preciosas dicas colhidas junto a
prosadores regulares da mandante da República. Ei-las:

XRAYDRG_animado1 – Jamais insinuar qualquer gestão de Lula. Primeiro porque é deselegante.
Depois, porque suscita, subliminarmente, um acordo do início do governo Dilma, quando o ex-presidente tinha o compromisso, junto com sua turma, de descascar os maiores abacaxis.

2 – Não comentar sobre os grandes projetos do BNDES, que estão em sua
maioria na conta do ex-presidente Lula, não obstante a concordância técnica com os investimentos da parte de Luciano Coutinho. Dilma não montaria em alguns dos cavalos vencedores.

3 – Não explicitar o interesse da pessoa jurídica individualizada. A manifestação deve ser feita em nome do setor ou do interesse nacional.

4 – Se a presidente disser “Então, está bem, estamos combinados…”, desista do pedido. Se ela disser “Fulano de tal entrará em contato para que tomemos as providências…”, pode comemorar que o discurso funcionou.

cruella45 – Dilma não gosta de ouvir o zumbido das vozes aceleradas e intermitentes. Se a presidente silenciar, dando a entender que escuta com atenção, é porque não está nem aí para os conversadores.

6 – Se você for empreiteiro, petroquímico, siderurgista ou tiver negócios na área de energia, saiba que é bem chegado. Caso não seja, faça de conta que tem interesse ou conhecimento dos assuntos destes setores.

7 – Dilma não gosta de financistas, banqueiros, smarts do mercado de capitais e derivativos. Do setor financeiro, só aprecia duas instituições. Nenhuma delas é conhecida como o “banco dos engenheiros”.

graphics-eggs-8233868 – Não faça em hipótese alguma qualquer alusão negativa a Lula – é óbvio –, Maria das Graças Foster, Gleisi Hoffmann, Miriam Belchior, Aloízio Mercadante e, pelo menos até outubro, Guido Mantega.

9 – Por falar em Guido Mantega, a presidente entende as críticas ao ministro da Fazenda como se fossem dirigidas a ela também, ministra da Fazenda de fato. As assertivas contra as trapalhadas de Mantega acabam sendo transferidas diretamente para a conta dela.

10 – Se for discordar de Dilma, faça com um cuidado danado, mesmo quando munido de planilhas, relatórios e demonstrativos. Ela simplesmente não gosta.dctalking_e0

E se alguém contraditar, dizendo que ela tem o hábito de consultar opiniões diferentes, duvide. Para dar um exemplo, os antípodas Luiz Gonzaga Belluzzo e Delfim Netto, na frente da presidente, parecem que concordam entre si e também com a essência de tudo que ela disser.

mouth-closed1_50a54948ddf2b31d5e00300d11 – Se Joaquim Barbosa for mencionado, elogie-o com muita sutileza, bem de leve, como se uma pluma estivesse antecedendo o verbo. Dilma vai gostar