#ADEHOJE – PENSA: ELES MORRERAM PISOTEADOS. E EUA ATACA

#ADEHOJE – PENSA: ELES MORRERAM PISOTEADOS. E EUA ATACA

 

SÓ UM MINUTO – FECHE OS OLHOS E IMAGINE ESSA CENA, para entender o horror. Cinco mil pessoas em um baile funk, em uma Favela, sim, Paraisópolis é quase uma cidade, mas é uma favela, cheia de vielas, ruas sem saída, obstáculos. A polícia entra no meio do baile – violenta – atrás, como ela diz, de 2 bandidos, e acaba conseguindo a morte de 9 jovens, entre 14 e 23 anos. É o horror, a barbárie. Não pode ter perdão. Morreram encurralados e pi-so-te-a-dos. Até porque vocês não pensem que a comunidade – que lá é bastante organizada – não vai reagir…Mais cedo ou mais tarde. AH, e até esse momento, mais de 24 horas depois, ainda ninguém caiu na cúpula da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

O Trump dá mais uma porrada no amigo Bolsonaro, acusando o Brasil de desvalorizar o real e afirmando que imporá sobretaxação do aço brasileiro. Bolsonaro diz que vai telefonar pro Trump e que não é retaliação americana. Isso é que é governante, hein?!? Vai telefonar.

 

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Paraisópolis

#ADEHOJE – A VIOLÊNCIA QUE NOS CERCA

#ADEHOJE – A VIOLÊNCIA QUE NOS CERCA

SÓ UM MINUTO – Desta vez fui eu também a vítima da violência que nos cerca de forma assustadora nos dias de hoje, cerca a todos. No sábado à noite, plena Xavier de Toledo forrada de gente porque havia um evento na rua, peguei um trânsito parado na Rua Xavier de Toledo com Sete de Abril. Um moleque franzino, cara violenta, me abordou pedindo o celular. Como ele estava bem guardado, disse que não tinha, mas aí ele pediu a bolsa e num átimo enfiou a mão dentro do carro e a achou – e eu sempre levo escondida, do meu lado esquerdo! Resultado: todos os meus documentos e esse óculos que vocês gostam tanto. As delegacias? Na terceira, não tinha plantão; fui na 78 e tinha dois flagrantes antes. Voltei para casa e registrei pelo BO eletrônico, enfim. Bem , o final d aminha história é que apareceu uma alma muito boa que achou a bolsa jogada com pelo menos alguns desses documentos e entregou ontem no posto da Praça da República. Tive sorte? Tive. Sai sem me machucar e agora só com a aporrinhação bancária. E a lembrança do horror.

Mas veja que uma menininha de nove anos não teve a mesma sorte. Sumiu das mãos da mãe numa festa do CEU perto do Anhanguera e foi encontrada morta, amarrada numa árvore. Esse foi só um dos casos. É violência verbal, pessoal, física, mental, sexual, moral, financeira…

#ADEHOJE – RESSUSCITADOS: DILMA E LAVA JATO

#ADEHOJE – RESSUSCITADOS: DILMA E LAVA JATO

 

SÓ UM MINUTO – A coisa está tão louca que foram até tentar ressuscitar a Dilma Rousseff que deu entrevista longa para o Leonardo Sakamoto, do UOL. Entre iguais. O que ela disse, bem, vocês imaginam, mas nada que vá nos salvar da catástrofe criada com a eleição de Jair Bolsonaro pelo ódio cultivado ao PT. Que tantas fez, especialmente no Governo Dilma, que conseguiu essa polarização desgraçada que estamos vivendo. Estão violentos os ataques insanos de quem não consegue pensar – e já que não pensam são brucutus igual que nem…

Hoje deflagrou-se a 62ª fase da Lava Jato, e foram atrás da cervejaria Petrópolis …O dono, Walter Faria, sumiu, caiu no mundo.

Sobre a carnificina no presídio em Altamira, no Pará: além dos 58 presos mortos na guerra das facções, mais 4 morreram, vejam só, asfixiados, enquanto eram transferidos. A política jura que eles estavam bem, separados entre si, etc, dentro do caminhão que os levava.

NÃO ESQUECE! Lançamento do meu livro Feminismo no Cotidiano, dia 20 de agosto, terça-feira, na Livraria da Vila, Alameda Lorena, sp

 

#ADEHOJE – O QUE BOLSONARO REALMENTE PRETENDE?

#ADEHOJE – O QUE BOLSONARO REALMENTE PRETENDE?

Só um minuto – Essa é a questão. Por que ele está esticando o elástico? 54 mortos no presídio de Altamira, no Pará; líder indígena assassinado; o mundo caindo e o Homem que nos desgoverna brincando para ver até onde vão nossos nervos, que já chegam nos limites com suas declarações e afirmações estapafúrdias. Agora, a declaração infeliz, eu diria até escrota, sobre o pai do presidente da OAB, assassinado pela ditadura, envergou o copo de boa parte da sociedade civil. Sociedade esta que parece estar letárgica. Bolsonaro nega ainda as amplas investigações da Comissão da Verdade. Todo dia, toda hora…

Faz um live cortando o cabelo, depois de desmarcar encontro importante com um representante da França, e aparece meio Hitler, com cabelinho caindo, e reafirma os seus próprios despropósitos.

Aí tem. Fiquemos alertas.

#ADEHOJE – TÁ OSSO, HEIN?

#ADEHOJE – TÁ OSSO, HEIN?

SÓ UM MINUTO – “Tá osso, hein?!” – tenho ouvido esse comentário com impressionante frequência e das mais insuspeitas pessoas e em todos os lugares por onde passo. Claro que relacionando à situação brasileira, às bobagens ditas e feitas pelo homem que nos desgoverna, aos acontecimentos. Todo dia, não tem jeito. Na de hoje, além de insistir para fazer aquele filhote embaixador, duvidou da morte do líder da etnia waiãpi ocorrida no Amapá. A situação por lá fervendo, garimpeiros armados, índios em pé-de-guerra… e o presidente? Duvida, ele duvida.

Nós é que duvidamos como vamos aguentá-lo mais alguns meses.

A história dos hackers, como digo desde o início, vai ainda bem longe. Porque se, ao mesmo tempo em que foram presos, são bandidos, sei lá mais o quê, há um amplo material que estão deixando bem claro que há cópias espalhadas pelo mundo… E nele, as conversas que ao que parece não podem mais ser negadas.

Aliás, basta também de ataques à imprensa!

#ADEHOJE – MUITO OURO, MUITO ROUBO, MUITA OUSADIA

#ADEHOJE – MUITO OURO, MUITO ROUBO, MUITA OUSADIA

 

SÓ UM MINUTO – O grupo de bandidos fortemente armados que levou mais de 750 kg de ouro e outros metais preciosos do terminal de cargas do Aeroporto de Guarulhos mostrou um planejamento ousado, que garantiu a eles, em menos de três minutos 130 milhões de reais. Até agora, ninguém foi preso e a polícia está barata tonta total.

Por outro lado, a história dos hackers presos ganha dimensões inimagináveis e escancara uma guerra entre poderes e a loucura da vida digital, onde tudo – o que mais se tenta esconder – fica ao deus-dará. Desse caso, ainda vamos ouvir falar durante um bom tempo. Deve ter gente que ainda não foi pega, deve ter mais gente entrando na brincadeira. Será que foram eles que passaram ao Intercept? Receberam? Procuraram o PT? O PT comprou? Moro tem a lista ( e o que foi pego) dos interceptados?

Dúvidas!

 

 

#ADEHOJE, #ADODIA, SÓ UM MINUTO, HACKERS, ROUBO MILIONÁRIO, AEROPORTO DE CONGONHAS, PF, PM, SÃO PAULO,  MILHÕES, MINUTOS, BARATA TONTA, ORGANIZAÇOES CRIMINOSAS, PT, HACKERS, INTERCEPT, MORO, PODERES, STF, MATERIAL, VIDA DIGITAL, MARLIGO, INVESTIGAÇÕES, AUTORIDADES, IMPRENSA, MARLI GONÇALVES, JORNALISTA, CHUMBO GORDO, CONFLITOS, OBSERVÇÕES, COMPARTILHE, LANÇAMENTO, FEMINISMO NO COTIDIANO, FEMINISMO, LIVRO, EDITORA CONTEXTO, AGUARDE, DIA 20 DE AGOSTO,

 

MP/SP: segurança de jornalistas deve ser garantida. Veja todos os pontos levados à PM

Ministério Público de São Paulo exige da PM-SP medidas visando segurança de comunicadores em protestos

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) enviou no último dia 15 uma lista de recomendações ao comando da Polícia Militar (PM) com 11 pontos que devem ser seguidos por policiais em protestos com o objetivo de preservar o trabalho de comunicadores.

 A lista foi feita a partir de depoimentos colhidos de comunicadores durante audiência pública realizada em São Paulo em 28 de setembro do ano passado para tratar das violações cometidas durante protestos de rua. A Abraji foi uma das organizações presentes na audiência e apresentou 300 casos apurados de violações contra jornalistas em coberturas de protestos em um período de pouco mais de três anos.

 Também se baseou em pesquisa de práticas internacionais e em nota técnica produzida pela ONG ARTIGO 19. O documento foi assinado pelos promotores Eduardo Valerio e Beatriz Fonseca

A Polícia Militar de São Paulo precisa dar uma resposta em no máximo 90 dias a partir do momento que o documento foi despachado. O prazo se encerra no dia 13 de junho.

No documento enviado, o MP-SP requisita que a PM elabore um protocolo específico para “regular a atuação dos policiais militares em face de profissionais de imprensa e comunicadores em geral, de modo a garantir que a atuação da Corporação seja voltada à proteção daqueles profissionais”.

Pede também a “responsabilização administrativa, por ação ou omissão, em ocorrências envolvendo agressões ou atos violentos contra profissionais da imprensa e comunicadores em geral”, além da “adoção de atividades de formação contínua da tropa quanto à intangibilidade de profissionais de imprensa em manifestações, com treinamento específico”.

Segundo o Ministério Público, o Comando Geral da Polícia Militar chegou a ser convidado a se manifestar voluntariamente sobre as denúncias de violações feitas na audiência pública. Este teria respondido que os ferimentos sofridos por comunicadores em protestos “são decorrentes do comportamento deles próprios, que se posicionam entre a tropa e os manifestantes, negligenciando os cuidados pessoais que deveriam adotar”.

Abaixo, as 11 providências a serem tomadas pela PM, segundo o Ministério Público:

 1. A elaboração de protocolo de atuação ou Procedimento Operacional Padrão específico para regular a atuação dos policiais militares em face dos profissionais da imprensa e comunicadores em geral, de modo a garantir que a atuação da Corporação seja voltada à proteção daqueles profissionais e à garantia do exercício profissional deles, elaborado a partir de padrões produzidos por organismo internacionais especializados. Que a elaboração da diretriz se dê a partir de diálogo com entidades de jornalistas, profissionais de imprensa e comunicadores

E que tal regulamentação contemple jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e comunicadores em geral, independentemente de sua condição laboral, isto é, tenham ou não vínculo empregatício, pertençam a órgãos de imprensa ou a coletivos de comunicação ou, ainda sejam meros freelancers;

 2 – A elaboração de norma interna que proporcione a responsabilização administrativa, por ação ou omissão, em ocorrências envolvendo agressões ou atos violentos contra profissionais da imprensa e comunicadores em geral, dos oficiais que exerçam os respectivos comandos a que pertençam os praças eventualmente autores das condutas;

 3 – A adoção de atividades de formação contínua da tropa – oficiais e praças – quanto à intangibilidade dos profissionais de imprensa em manifestações, com treinamento específico para que a atuação da Polícia Militar, em manifestações populares e atos públicos, seja direcionada à proteção daqueles profissionais, promovendo-se tal formação em convênio ou parceria com organismos da sociedade civil, estudiosos da academia e com entidades de profissionais de imprensa, jornalistas e comunicadores em geral;

 4 – A adoção de procedimentos destinados à proibição, por policiais militares, de delimitação do espaço de atuação dos profissionais de imprensa em manifestações populares e atos públicos, já que não cabe ao Estado regular o exercício profissional dos comunicadores;

 5 – A submissão dos mencionados protocolos de atuação e dos procedimentos operacionais padrão ao controle externo do Ministério Público e ao controle social da Ouvidoria de Polícias, como forma de se fiscalizar seu cumprimento;

 6 – Na hipótese de prática de crime e consequente prisão em flagrante de profissionais da imprensa ou comunicadores em manifestações populares e atos públicos, a identificação de testemunhas presenciais estranhas ao quadro de policiais e que estejam presentes ao local, pelo oficial da Polícia Militar responsável pela condução à repartição policial;

 7 – Na hipótese de emprego de violência contra profissionais e comunicadores, em manifestações populares ou atos públicos, e inexistindo prisão em flagrante, a elaboração de relatório pormenorizado da ocorrência, do qual conste a justificativa e a autoria da ordem, remetendo-o em 10 dias ao Ministério Público e à Ouvidora de Polícias;

 8 – A adoção de providências para a efetiva proibição, por policiais militares, da apreensão (exceto se utilizada em prática de crimes) ou destruição de equipamentos de trabalho (câmeras fotográficas, aparelhos de telefonia móvel, cartões de memória, filmadora etc) dos profissionais da imprensa ou comunicadores;

 9 – A adoção de providências para a efetiva proibição, por policiais militares, de que apaguem, destruam ou inutilizem – ou determinem que alguém o faça – conteúdos de gravações, filmagens, fotografias e demais produtos do trabalho jornalístico;

 10 – Na hipótese de profissionais da imprensa ou comunicadores serem convocados como testemunhas, quando numa manifestação ou ato público, que sejam cabalmente informados desta circunstância e tratados como tal, nos exatos limites da lei processual penal;

11 – A adoção de providências para a efetiva proibição, por parte de quaisquer órgãos da Polícia Militar, de formação ou manutenção de cadastro ou registro de dados pessoais de jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas, comunicadores ou profissionais de imprensa em geral.

fonte: abraji

Texto adaptado da ARTIGO19*

ARTIGO – A política dos bordões. Por Marli Gonçalves

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Virou modinha. Mudou o soluço. Engasgou? Fora Temer. Bateu o pé na quina da mesa? Fora Temer. Vai lançar algum produto? Não se esqueça de levar a plaquinha Fora Temer. Procurava algo para estampar sua camiseta? Fora Temer. Estava passeando na rua e teve vontade de gritar? Fora Temer. Acabou o papel? Fora Temer. Poesia? Amar sem temer

  Creio que esse seja agora o novo mantra, a senha que se deve dizer para circular em alguns meios – se o evento é grande, se for relacionado à cultura melhor ainda, se junta mais de dez, plaquinhas e jogral, pode até chegar a virar notícia na tevê. Ajuda na divulgação. Por exemplo, dizem até que o filme é ótimo, mas onde quer que esteja passando Aquarius haverá alguém falando as palavras up to date e isso vem animando bastante a bilheteria.

São milhões de citações na internet, centenas de memes. O negócio, admitamos, pegou. E o nome do cara ajuda: temer, temor, tremer, tramar.

Outro dia fui bisbilhotar uma passeata de protesto dessas já rotineiras, tranca-rua. Quem me conhece sabe que adoro um protesto – oposição sempre, si hay gobierno soy contra. Me preocupou ver a mélange de temas, difusos, tanto como ocorreu em 2013 e que acabou dando em nada – ninguém sabia se era por centavos, por passe livre ou contra o governo de então, ainda Dilma versão 1.

Num bolinho de gente vi Fora Temer – claro; e Volta Dilma, mais uns Não vai ter Golpe (?!?); mais Diretas Já. Ultimamente mais uma palavra de ordem se aboletou: “Pelo fim da PM”, em geral jogada direta e provocantemente aos policiais que até trincam os dentes.

Muito vermelho, a forma era uma só, quase homogênea, uma maioria de estudantes se divertindo, paquerando, tomando muita cerveja (agora os ambulantes acompanham o movimento), caminhando e se imaginando lutando pelo país. Beleza. Na frente, outro grupo – esse com roupas escuras, munidos com escudos (!) de madeira, pedaços de tapumes, lenços e toucas ninja escondendo o rosto, um arremedo de guerreiros do apocalipse, os tais black blocs. Garotos e garotas mirradinhos, desmilinguidos com cara de mau. Podiam ir ser punks de verdade, fazer música, produzir algo de bom.

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Carimbo na avenida Paulista

Volitando em torno disso tudo, centenas de policiais e nas imediações, prontos a entrar em ação, mais carros de choque e patrulhas especiais. Maior climão.

Um chiquê, diriam blogueiras de moda: muitos com máscaras presas em volta do pescoço, máscaras de respirar tipo de guerra, impressionantes, sabe aquelas? A imprensa também usa, assim como capacetes, umas tentativas de blindagem contra a repressão.

Capítulo especial, coitada da imprensa, acaba tendo que se blindar melhor mesmo, porque apanha e é atacada tanto pelos manifestantes quanto pelos policiais. Jovens repórteres que, animados, sentem-se em uma verdadeira cobertura de guerra. Gás para tudo quanto é lado, bombas, quebração, fogueiras de lixo das ruas, material que aliás não falta em lugar nenhum aqui em São Paulo.

Já vivi para ver tudo isso e muito mais e saber que um fósforo se torna muito mais inflamável nesse caldo, e essa expectativa fica no ar durante todos os protestos. Um infiltrado maluco pode direcionar todas essas energias para promover o mal e outras intenções debaixo de bandeiras das torcidas organizadas por eles lá no meio.

Tem coisa mais banana do que defender um governo, seja lá de quem for? Muito menos um que já era, já foi. Que detonou o país, fez tudo errado. Caiu no rastro de rabo, as tais pedaladas, o álibi caído do céu para nos livrar mais rápido do abacaxi.

Falando sério: o Temer veio no pacote junto com esse abacaxi, não adianta tentarem omitir isso dando a ele a pecha que parece título de novela mexicana – O Usurpador. O cara era a única saída institucional. Aceita.

Fora Temer, ok. E aí? Pergunto isso não porque goste da pessoa, mas porque ando vivendo na realidade, torcendo para que as coisas melhorem, e o que vejo não é nada animador. Se as contas da campanha forem rejeitadas, ele cai – e mesmo já caprichosamente jogadas para o ano que vem qualquer hora essas contas serão julgadas.

Alguém acaso tem alguma ideia brilhante, avista algum quadro político que poderia ser a mão libertadora, pacificadora, a nos levar para a luz?

Eu não vejo, ao contrário. Por favor, se souberem de algo, de alguém, avise os outros! Parece que o Papa, entre as poucas unanimidades, não quer se mudar para o Brasil.

Um bordão sozinho não faz nem nossa primavera, vocês verão. Pode é sobrar bordoadas para todo mundo.

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oculos fendiMarli Gonçalves, jornalista – Inquieta e, pior, cansando dessa brincadeira chata que virou a política nacional.

SP, SOS, 2016

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E-MAILS:
MARLI@BRICKMANN.COM.BR
MARLIGO@UOL.COM.BR 

POR FAVOR, SE REPUBLICAR, NÃO ESQUEÇA A FONTE ORIGINAL E OS CONTATOS

PM paulista violenta e contra jornalistas ( e estudantes ) . Nota oficial ABRAJI

JORNALISTA 1Polícia de SP agride repórteres e destrói equipamento em protestoSÓ LIMPANDO COM JORNAL, MESMO!

Ao menos dois fotógrafos e um repórter cinematográfico foram atacados por policiais militares durante um protesto no centro de São Paulo na noite dessa quarta-feira (18.mai.2016).

Gabriela Biló, do Estadão, tentou fotografar o momento em que, cercado por um cordão de PMs, um estudante era preso na esquina da av. Ipiranga com a r. da Consolação. Ao próprio jornal, Biló explicou: “Corri para fotografar e, quando me aproximei o cordão se dispersou para afastar os manifestantes. A polícia bateu em todo mundo que estava em volta. Fiquei encurralada em uma esquina. Foi quando um policial gritou `vaza, vaza`, e tentou agarrar minha câmera. Continuei fotografando e ele disse `conheço você` e espirrou o spray diretamente no meu rosto”.

O repórter cinematográfico da TV Globo Marcelo Campos foi agredido por um golpe de cassetete quando filmava a ação dos policiais, que batiam em estudantes que fugiam correndo. O PM agressor grita: “vai andando, vai andando”.

André Lucas Almeida, que fotografa para a agência Futura Press, também foi agredido e falou ao Estado: “Os policiais começaram a agredir todo mundo a esmo, incluindo a imprensa. Jogaram spray de pimenta no meu rosto e eu corri. O mesmo PM que lançou o spray correu atrás de mim e bateu com o cassetete na mochila, trincando a tela do meu notebook. Muitos estudantes foram espancados”.

Almeida cobrou explicação de um oficial que comandava a ação, e ouviu que “estava no lugar errado na hora errada”.

Desde junho de 2013, houve ao menos outros 93 ataques da PM paulista contra jornalistas durante protestos. São golpes de cassetete, jatos de spray de pimenta, ferimentos provocados por estilhaço de bomba, intoxicação por gás lacrimogêneo, detenções irregulares e até mesmo atropelamento intencional.

A Abraji não acredita que todos os os jornalistas estivessem no lugar errado e na hora errada, mas sim em ação deliberada da polícia contra quem acompanha sua ação nas ruas e pode, eventualmente, registrar abusos.

A Abraji repudia as agressões dessa quarta-feira e considera-as um ataque à liberdade de expressão.

Diretoria da Abraji, 19.mai.2016

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XI de Agosto publica nota de repúdio à violência contra manifestação. Apoio de várias entidades e pessoas representativas

police21NOTA DE REPÚDIO À AÇÃO DA POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO

São Paulo, 14 de janeiro de 2016 – O Centro Acadêmico XI de Agosto, entidade representativa das e dos estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP), vem por meio desta, repudiar a ação truculenta e desumana da Polícia Militar do Estado de São Paulo na manifestação de 12 de janeiro de 2016 contra o aumento das passagens de ônibus e de metrô e por um transporte público de qualidade.

Na tarde da última terça-feira (12), estava programado o segundo grande ato contra o aumento das passagens, recentemente anunciado pelo governador Geraldo Alckmin e pelo prefeito Fernando Haddad. Os manifestantes, ainda em concentração, foram cercados por cordões da Polícia Militar e da Tropa de Choque. Além disso, as travessas da Avenida Paulista, que posteriormente precisariam ser usadas como rota de escape, também continham grupos de policiais estrategicamente posicionados.

O protesto ocorreu integralmente de forma pacífica. Tratava-se de centenas de pessoas reunidas por uma causa legítima, em pleno exercício de seus direitos. Essa prerrogativa, entretanto, foi tolhida dos manifestantes quando a polícia, sem qualquer provocação, começou a atirar bombas de gás lacrimogêneo na multidão repetidamente.

O posicionamento da Polícia Militar e da Tropa de Choque tinha intenção clara: acuar os manifestantes. Por conta da disposição policial, o ato não evoluiu de sua concentração. Em determinado momento, todos se sentaram e cantaram em uníssono contra a violência e o aumento da passagem.

Quando todos, em desespero, correram para escapar do gás que os impedia de enxergar e de respirar, a Tropa de Choque fechou o caminho para evitar que os manifestantes saíssem da contenção. A intenção deles não era meramente dispersar as pessoas que estavam ali. Era provocar pânico em cada uma delas; ia além de colocar em perigo a integridade física dos manifestantes. Era amedrontar todos os presentes e violar seus espíritos para que não mais voltassem a exercer seu direito de protestar.

O fluxo contínuo de bombas e a perseguição prosseguiram de forma inabalável. As pessoas perderam sua condição humana aos olhos daqueles que deveriam protegê-las. Piorando uma situação já inimaginavelmente ruim, o Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, em declaração à imprensa, endossou as ações truculentas da polícia. Apesar de ostentar o cargo de professor da disciplina de Direitos Fundamentais da Faculdade, em que se estudam as liberdades civis previstas na Constituição Federal, o secretário personifica o descolamento das garantias fundamentais observadas diariamente na atuação da Polícia Militar sob seu comando.

A repressão violenta atingiu estudantes, manifestantes e até pessoas que estavam apenas de passagem pelas ruas. Uma diretora da gestão do Centro Acadêmico chegou a ser ferida por uma das bombas jogadas pela PM.

A Polícia Militar representa na atualidade um resquício da ditadura militar que ainda não foi superado. Suas táticas de guerra e sua ligação institucional com o Exército, passando por toda a forma como as tropas são instruídas a lidar com a população, têm como consequência o que se viu na terça-feira.

Enquanto a maneira como se articula a segurança pública não for repensada e enquanto a polícia for treinada para enxergar inimigos do Estado onde há cidadãos, essa truculência jamais acabará. Enquanto a polícia tratar a população como se estivesse em guerra, nunca deixaremos de nos sentir intimidados e inseguros e sempre sentiremos o gosto amargo da ditadura militar persistindo em invadir o espaço em que deveria imperar a liberdade.police13

SUBSCREVEM ESSA NOTA:

Centro Acadêmico XI de Agosto
Movimento Resgate Arcadas
Coletivo Pr’além das Arcadas
UEE – União Estadual dos Estudantes de São Paulo
ANEL – Assembleia Nacional de Estudantes Livre
JUNTOS!
RUA – Juventude Anticapitalista
CAVC – Centro Acadêmico Visconde de Cairu
Centro Acadêmico 22 de Agosto
Coletivo Contraponto
Centro Acadêmico Guimarães Rosa – GUIMA
Centro Acadêmico da Farmacia e Bioquímica da USP
Ninho das Águias – Casa do Estudante da São Francisco

Sérgio Salomão Shecaira – Professor Titular de Direito Penal na FDUSP
Ari Marcelo Solon – Professor Livre-docente de Filosofia do Direito na FDUSP
Jorge Luiz Souto Maior – Professor Livre-docente de Direito do Trabalho na FDUSP
Beatriz Rodrigues Gonzaga
Juliana Soares
Mariana Marques Rielli
Pedro Kazu Gabiatti
Rodrigo Muniz Diniz
Mauricio Antunes Domingos
Camila Pinheiro
Jessica Lima
Thales Monteiro
Marina Torres Zeitounlian
Pedro Schonberger
Guilherme Giacomini
Guilherme Alpendre
Lucas Barbosa Folster
Luigi Rizzon
Julia Martins Gomes
Débora Cunha
Caio Abreu
Guilherme Talerman
Giovanna Coltri
Paola Souza
Giovanna Tavolaro
Julia Krein
Natália Takaki
Vitória Oliveira
Fernanda Apolonio
Lara Teixeira
Gustavo Rodrigues
Thiago Pereira Caetano
Ingred Souza
Vinicius Alvarenga
Luisa Bono
Isabela Covolo Somaio
Felipe Reginato
Jade Luiza Pizzo
Isabella Scuotto
Mariana Magalhães
Mariana Kinjo
Dennys Camara
Henrique Contarelli Lamonica
Alexandre Cardoso de Sousa
Guilherme Della Gurdia Pires
Vinicíus Araújo
Matheus Chodin
Carla Ribeiro
Amanda Serafim
Bruna Marques
Gabriel Henrique Rodrigues
Elis Benedetti
Lívia Fabbro
Ana Gurgel
Bruno Andrade
Pedro Pinho
Carol Monte Alto
Gabriela Branco
Felipe Mansur
Guilherme Cardoso Santos
Dannylo Teixeira
Luana Lima Teixeira
Isabella Perin
Pedro Felipe Fermanian
Leonardo Trindade
Matheus Aggio
Thais Dantas
Matheus Peres
Vinicius Bianchini
Eloísa Gomes
Bruno Lescher
Marcelo Araujo
Caio Bianco Jasper
Gabriela Sujiki
Samara Santos
Marianna Rinaldi
Luri Mizoguchi
Leticia Camargo
Gabriel Prétola
Vinicius Duque
Richard Souza
Gabriel Egidio
Maria Luiza Assad
Juliana Fonteles
Juliana Duarte
Wilson Souto Maior Barroso
Henrique Cazerta
Carla Fernandes
Cecília Barreto
Natalia Ikeds
Mariana Guarino Ferrari
Juliana Chan
Sergio Tuthill Stanicia
Gabriela Martinazzo
Juliana Rocha
Leonardo Novetti
Igor Leonardo
Isabela Martins Gonçalves
Lucas Patudo
Ca Rusig
Ana Carolina Rodrigues
Marcela Faria
Amanda Iranaga
Mariana Brandão
Luiza Telles
Ana Luísa Martins
Gabriela Souto Maior Baccarin
Fernando Saleta Pacheco
Alexandre Brito
Carlos Herculano Cubillas

Érica Meireles

fonte: colaboração social da Agência Fiquem Sabendo de jornalismo de dados públicos.

#cadêFUNAI? URGENTE: MPF/Sp pede proteção para mulheres e crianças indígenas que vivem nas aldeias do Jaragupá. Estupros, oferecimento de troca de menores por drogas, entre outros absurdos.

indiazinhaMPF/SP pede policiamento ostensivo nas aldeias do Jaraguá após denúncias de crimes sexuais contra crianças e jovens indígenas

PM do Estado de São Paulo não patrulha a região; ação também requer que a Funai disponibilize ferramenta de denúncia para as vítimas

O Ministério Público Federal entrou com ação civil pública para que o Estado de São Paulo realize policiamento ostensivo e emergencial nas aldeias do Jaraguá, na Zona Oeste da capital paulista. Investigações conduzidas pelo MPF revelaram diversos casos de abuso sexual e estupro de crianças, adolescentes e mulheres indígenas praticados por membros da própria aldeia, além do consumo de drogas ilícitas. A ação também requer que a Fundação Nacional do Índio (Funai) implante imediatamente uma ferramenta para que as vítimas possam denunciar os crimes sexuais de forma rápida, segura e sigilosa.

Informações trazidas ao MPF pelo Conselho Tutelar de Pirituba/Jaraguá dão conta de que estariam ocorrendo casos de estupro, abuso sexual de crianças, prostituição, violência doméstica e consumo de drogas de forma reiterada nas aldeias Tekoa Ytu, Tekoa Pyau e Itakupé. Uma adolescente teria sido estuprada pelo neto do cacique de uma delas. Boletins de ocorrência também registram o estupro de vulnerável de uma criança indígena de 7 anos e o aliciamento de outra, de 11 anos. Segundo uma conselheira tutelar, há também a possibilidade de que jovens indígenas estejam sendo oferecidas por membros da tribo para que se relacionem sexualmente com traficantes de uma favela vizinha em troca de drogas.

IMPUNIDADE. A situação é agravada pela sensação de impunidade, uma vez que a Polícia Militar do Estado de São Paulo não vem realizando policiamento ostensivo nas aldeias. Para o Procurador da República Matheus Baraldi Magnani, autor da ação, o patrulhamento ostensivo da PM na região é inadiável para que tais abusos sejam coibidos e punidos de forma eficaz.

A presença da Polícia Militar em áreas indígenas faz parte das atribuições do órgão, previstas na Constituição, não havendo fundamento legal para a exclusão das aldeias do serviço de policiamento ostensivo ou para que este seja realizado pela Polícia Federal. “O argumento rasteiro e equivocado de que a PM não poderia entrar nas aldeias por se tratar de bens da União é verdadeiramente absurdo. Se assim fosse, a Polícia Militar do Rio de Janeiro, por exemplo, não poderia coibir arrastões nas praias cariocas, que também são bens da União”, explica o procurador.

DENÚNCIAS. Anteriormente, os indígenas que sofriam abusos tinham como canal de denúncia improvisado duas funcionárias de uma Unidade Básica de Saúde instalada no Jaraguá. As agentes de saúde, porém, foram afastadas e desde então não há mecanismo eficiente de denúncia de crimes sexuais na região. No atual contexto, as vítimas e aqueles que tomam conhecimento dos fatos se sentem ameaçados e silenciados pelos próprios moradores da aldeia. A apuração dos delitos é ainda mais difícil quando o criminoso é um membro com destaque ou status especial na comunidade. Além disso, muitas crianças, adolescente e mulheres sequer falam o português fluentemente.

“Uma vítima tão fragilizada terá enormes dificuldades para se deslocar pela malha rodoviária de uma das maiores cidades do mundo e comunicar, em outra língua que não a sua materna, a ocorrência de crimes tão constrangedores e silenciadores quanto os sexuais. Estão aí todos os elementos necessários para conduzir à impunidade os autores desses delitos”, ressaltou Matheus Baraldi. O MPF pede que a Justiça Federal conceda liminar para que a ferramenta de denúncia e o policiamento ostensivo sejam implementados imediatamente, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. Ao fim do processo, o procurador requer que tanto a Funai quanto o Estado de São Paulo paguem multa de R$ 1 milhão na hipótese de desobedecerem à sentença.

Leia a íntegra da ação. O número do processo é 0021089-68.2015.4.03.6100. Para consultar a tramitação, acesse http://www.jfsp.jus.br/foruns-federais/

fonte assessoria de imprensa do mpf/sp

Nota Abraji contra mais uma violência ( PM) contra repórter em trabalho

jornalsita5Abraji condena agressões a repórter do LANCE!

A Abraji repudia as agressões e ameaças sofridas pelo repórter Bruno Cassucci, do LANCE! no último domingo (30.nov.2014) em Santos (SP), por policiais militares. Um agente apontou-lhe uma arma enquanto ele fotografava, com o celular, o local em que ocorrera uma briga entre torcedores do Santos e do Botafogo.
Mesmo após identificar-se como jornalista, Cassucci foi colocado de frente a uma parede com as mãos para o alto e submetido a revista pessoal e de sua mochila. O policial tomou o seu celular e apagou as fotos que havia tirado.
Outro agente determinou a ele que não olhasse para trás. O fato de Cassucci ter descumprido a ordem foi usado como pretexto para outro policial agredi-lo no rosto.
Um terceiro PM ainda colocou uma bomba de efeito moral dentro da calça do repórter, ameaçando ativá-la. Prestes a ser liberado, Cassucci foi ameaçado por outro agente, que disse a ele para não voltar ao local.
A Abraji considera a violência empregada contra o repórter, além de injustificada e inaceitável, um grave atentado à liberdade de expressão. O equipamento de um profissional da imprensa não deve ser alvo de confisco, tampouco seus registros devem ser comprometidos.
O episódio deste domingo é característico de contextos autoritários, em que revelar qualquer fato diverso do que o Estado pretende mostrar é considerado crime. O papel da Polícia Militar é proteger cidadãos e garantir à sociedade o direito de acesso a informações de interesse público.

A Abraji exige que o governo de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e a Corregedoria da Polícia Militar identifiquem o mais rápido possível os responsáveis pelas agressões ao repórter e os punam com o rigor da lei.

Diretoria da Abraji, 1º de dezembro de 2014police13

A polícia está acirrando os ânimos. É visível. Querem nos tirar da rua. Nós, jornalistas, e os manifestantes. Cada dia está ficando mais clara essa tentativa. Veja nota da Abraji sobre as porradas de sábado.

82Abraji lamenta agressões e detenções de jornalistas durante protesto em SP

Quatorze jornalistas que faziam a cobertura do protesto realizado no último sábado (22.fev.2014) em São Paulo sofreram agressão ou foram detidos pela Polícia Militar. Pelo menos cinco deles sofreram violações mesmo estando identificados como profissionais da imprensa.

Sérgio Roxo (O Globo), Reynaldo Turollo (Folha de S.Paulo), Paulo Toledo Piza (G1), Bárbara Ferreira Santos (Estadão), Fábio Leite (Estadão), Victor Moriyama (freelancer) e Felipe Larozza (Vice) foram detidos temporariamente, por períodos que variaram de alguns minutos a cerca de três horas. Roxo, Bárbara e Moriyama também sofreram agressões.

Bruno Santos (Terra) sofreu uma torção no tornozelo e foi atingido por golpes de cassetete enquanto tentava escapar de uma confusão em meio ao protesto.

Evelson de Freitas (Estadão), Amanda Previdelli (Brasil Post), Mauro Donato (Diário do Centro do Mundo), Tarek Mahammed (Rede de Fotógrafos Ativistas), Alexandre Capozzoli (Grupo de Apoio Popular) e Alice Martins (Vice) foram agredidos com cassetetes, golpes de escudo ou chutes.

Com estes, chegam a 57 os casos de agressões e detenções de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas cometidos por policiais militares desde junho de 2013 em São Paulo. Dessas ocorrências, a maioria – 57% – foi deliberada, ou seja, o jornalista identificou-se como tal e mesmo assim foi agredido ou detido.

São Paulo mostra-se a cidade mais violenta para repórteres em cobertura de manifestações: dos 133 casos de agressões registrados de 13.jun.2013 a 22.fev.2014, 63 ocorreram na capital paulista. Um total de 59 profissionais sofreu algum tipo de violação. O levantamento completo pode ser baixado neste link

A Abraji lamenta, mais uma vez, que jornalistas sejam detidos e agredidos enquanto realizam seu trabalho durante a cobertura de manifestações de protesto. Tentar impedir o trabalho da imprensa é atentar contra o direito da sociedade à informação e, em última análise, à democracia.spectacle_06

http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=2757

Nota Abraji – Morre Santiago, o cinegrafista que virou símbolo dos ataques à imprensa. Vamos guerrear contra isso. Contra todos os lados que não querem a liberdade.

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Abraji lamenta morte de cinegrafista atingido por rojão durante protesto 

A Abraji lamenta a morte cerebral do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade confirmada nesta segunda-feira (10.fev.2013) e se solidariza com familiares, amigos e colegas do profissional. Santiago foi ferido na cabeça por um rojão na noite de quinta-feira (6.fev.2014). Ele cobria uma manifestação, na região central do Rio de Janeiro, contra aumento das passagens de ônibus. A investigação da polícia aponta manifestantes como os responsáveis pela compra e disparo do rojão.

É o primeiro caso fatal envolvendo jornalistas atacados durante os protestos de rua, mas os incidentes têm se multiplicado. Desde junho de 2013, a Abraji alerta para a escalada de violência e violações contra profissionais da imprensa. Desde que esta onda de protestos começou até o anúncio da morte de Santiago Ilídio Andrade, houve 117 casos de agressão, hostilidade – tanto por manifestantes quanto por policiais – ou detenção de jornalistas.

A violência sistemática contra profissionais da imprensa constitui atentado à liberdade de expressão. É preciso que o Estado (Executivo e Judiciário) identifique, julgue e puna os responsáveis pelos ataques.

Diretoria da Abraji, 10 de fevereiro de 2013

http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=2729

Cai um pedaço da obra do estádio, morre gente. E a imprensa apanha. Veja Nota Abraji contra agressão ao repórter da Folha de S. Paulo

toreadors003broncasAbraji lamenta agressão a repórter da Folha por ex-presidente do Corinthians 

A Abraji lamenta a agressão contra o repórter da Folha de S.Paulo Daniel Vasques, que fotografava com o celular o acidente nas obras do Itaquerão, em São Paulo, nesta quarta-feira (27.nov.2013). 

O ex-presidente do Corinthians Andres Sanchez, um funcionário da Odebrecht e seguranças tentaram obrigar o jornalista a entregar o telefone com as fotos do acidente. Um policial militar que estava no local também pressionou Vasques a abrir mão do telefone. Intimidado, o profissional apagou as imagens e acabou expulso do canteiro de obras.

A Abraji lamenta este novo episódio de violência contra a imprensa. Ao agir dessa maneira, o ex-dirigente do Corinthians e o funcionário da Odebrecht atentam contra a liberdade de expressão e o direito à informação. Ao apoiá-los, o policial militar posiciona o Estado contra um direito fundamental do jornalista e da sociedade. Além de Daniel Vasques, que foi agredido, toda a sociedade sai prejudicada do episódio.

http://abraji.org.br/?id=90&id_noticia=2680

Augusto Nunes pinçou uma linda frase e pensata de Lula…sobre a greve da PM na Bahia. Em 2001

Lula: ‘A PM pode fazer greve. O governo quis passar a impressão de que, sem policial na rua, todo baiano é bandido’

Lula acusou o governo da Bahia de ter provocado saques, arrastões e outros formas de violência, durante a greve da Polícia Militar, para que os líderes do movimento suspendessem a paralisação.  “Acho que, no caso da Bahia, o próprio governo articulou os chamados arrastões para criar pânico na sociedade. Veja, o que o governo tentou vender? A impressão que passava era de que, se não houvesse policial na rua, todo o baiano era bandido”.  Segundo o chefe do PT, nenhuma greve pode ser considerada ilegal. “‘A Polícia Militar pode fazer greve”, afirmou. “Minha tese é de que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário micho, esse cidadão tem direito a fazer greve. Na Suécia, até o Exército pode fazer greve fora da época de guerra.”

O parágrafo acima foi extraído sem retoques de uma reportagem publicada em 26 de julho de 2001 pela Agência Folha, quando o palanque itinerante passou pela cidade gaúcha de Santa Maria. Entrevistado pelos jornalistas Luiz Francisco e Léo Gerchmann, fez declarações que não perdem o prazo de validade. Se valiam para o então governador César Borges, então no PFL, valem para o companheiro Jaques Wagner. É ele o culpado por tudo. Pelo menos na opinião de Lula.

Em 2001, o então deputado Jaques Wagner não só endossou o palavrório do chefe como resolveu nomear-se PM honorário, ajudando os grevistas com dinheiro e discursos. Neste fim de semana, Wagner mostrou que a cabeça do governador não tem parentesco com a do parlamentar. Passados dez anos e meio, mudou de pista bruscamente. Ele agora acha que é a PM que está por trás da onda de homicídios, saques e atentados que varre as principais cidades da Bahia.

“Não tenho dúvida de que parte disso é cometido por ordem dos criminosos que se autointitulam líderes do movimento”, descobriu o detetive de chanchada. “É uma tentativa de criar desespero na população para fazer o governo sucumbir, uma tentativa de guerra psicológica”. Conjugados, os falatórios do ex-presidente e do governador informam que a culpa muda de lado conforme a situação do PT. Se o partido está na oposição, a culpa é do governador adversário. Se está no poder, é dos grevistas.  Lula e Wagner merecem lugares cativos na confraria dos campeões do oportunismo irresponsável.

Denúncia: Em plena avenida Paulista, policial espanca antropólogo. Veja a denúncia. E vamos cantar: polícia para quem precisa, polícia para quem…

Danilo Paiva Ramos, 30, antropólogo e estudante de pós-graduação da USP (Universidade de São Paulo), denuncia espancamento ocorrido durante as comemorações do campeonato.

Veja a violência.

Veja como andamos desprotegidos de quem deveria nos proteger.

Veja como eles estão querendo fazer a Avenida Paulista ficar impraticável para qualquer coisa.

Leia a denúncia.

Envio um relato, abaixo e em anexo, sobre o modo como fui espancado por um
policial da PM ontem a noite na avenida Paulista quando voltava para casa.
Espero que contribuam, de alguma forma, para a denúncia e reflexão sobre o
modo como a polícia vem agindo contra as pessoas de uma forma geral.
Agradeço se puderem fazer circular.

Um abraço,

Danilo Paiva Ramos

São Paulo, 05 de dezembro de 2011.

“A Paulista precisa dormir”

Danilo Paiva Ramos

Na noite de ontem, o que mais me aterrorizou enquanto era espancado por um
PM não identificado na Avenida Paulista não foi a violência dos golpes cada
vez mais fortes em minha mão e barriga. “Cuzão!”, “Seu merda!”, “Filho da
puta!”, “Quer ser espancado de verdade?” eram as palavras que acompanhavam
as pancadas que eu ia recebendo sem ter como me defender. Mas também não
foram as ameaças ou as ofensas que mais me aterrorizaram ontem. O que mais
me assombrou foi perceber, enquanto era espancado, o sorriso e o olhar do
policial que mostravam um prazer maior a cada bofetada. A cada pancada meu
medo aumentava. E foi com espanto que vi o prazer e ódio que cresciam nos
rostos dos policiais à medida que investiam contra qualquer pessoa que,
naquele momento, estivesse com uma camiseta do Corinthians comemorando na
calçada, pacificamente, a vitória do campeonato. Indignado, sem saber por
que apanhava, perguntei o nome de meu agressor. Mais ofensas e ameaças
seguiram-se enquanto ele erguia novamente sua arma contra mim. Afastando-me,
perguntei por que me batia. Ele, então, respondeu: “As pessoas da Paulista
precisam dormir”.

Essa talvez fosse a fala de um “camisa negra”, grupo fascista
que, na Itália, perseguia os operários que faziam greve. Ou talvez a fala de
um policial da ditadura que investisse contra estudantes que lutavam pela
democracia. Mas estranhei muito que o motivo da violência com que acabaram
com a “festa da vitória” que um grupo de pessoas fazia por volta das 23hs na
calçada da Paulista fosse o sono dos edifícios de bancos e empresas. Ainda
sendo coagido pelos policiais, fui conversar com o sargento que liderava o
grupo. Comuniquei a ele que havia sido espancado por um de seus policiais e
que queria saber a razão disso e o nome de meu agressor. Ele pediu que eu
apontasse o oficial. Identifiquei-o. O 3 Sgt LUIZ disse que não conhecia o
policial que continuava a espancar e a coagir as pessoas.

Memorizei a identificação do sargento Luiz e fui a uma delegacia próxima à
minha casa. Quando contei ao delegado minha intenção de fazer um boletim de
ocorrência, B.O., por ter sido espancado por um PM, ele alterou seu tom de
voz. Falando alto e gesticulando fortemente, afirmou que um policial “não
batia por nada” e perguntava repetidamente o que eu tinha feito. “Nada, não
fiz nada! Estava voltando para casa. Saí do metro Trianon-Masp, após
assistir ao jogo com meus amigos, parei durante 5 minutos para ver a festa
que o grupo fazia na calçada. Estava um pouco longe do grupo. Um cordão de
policiais formou-se atrás de mim sem que eu percebesse. Quando virei meu
corpo, já recebi os primeiros golpes. Não fiz nada”. Vítima, machucado e
apavorado, tive que perguntar ao delegado se esse era o modo de tratar as
vítimas em sua delegacia. Afirmei que iria a outra D.P. fazer minha
ocorrência, já que naquela não me sentia seguro. Somente, então, o delegado
começou a tratar-me como vítima. Registrei a queixa, fiz exame de corpo de
delito e aguardo que consigam identificar o sargento e meu agressor. Por
sugestão do delegado, irei à corregedoria da polícia militar para fazer uma
queixa.

Antropólogo, pesquisador da USP, venho acompanhando a violência,
o prazer e a liberdade com que policiais, soldados e autoridades
“competentes” restabelecem a “ordem” na Universidade, na avenida Paulista ou
na Amazônia, onde realizo meu trabalho com um povo indígena. Espancar,
ofender, perseguir, rir, ameaçar parecem ser modos cada vez mais rotineiros
das autoridades que aplicam a coerção física do Estado em estudantes,
torcedores, índios, professores, trabalhadores etc. O prazer que vi no rosto
de meu agressor me aterrorizou. A dificuldade de identificar meu agressor —
causada pela falta de distintivo, pela atitude do sargento que disse não
conhecer seus soldados, pelo comportamento do delegado que insistiu que eu
devia ter provocado ou pela dificuldade de saber de qual batalhão eram os
PMs que atuavam na Paulista àquela hora — me assombra. O riso e o prazer de
meu agressor iniciam-se no motivo banal da “Paulista que precisa dormir” e
terminam na saciação do sadismo com que golpeava meu corpo que, naquele
momento, por acaso — apenas por acaso —, era o corpo de um torcedor
corintiano.