#ADEHOJE, #ADODIA – TPF – TENSÃO PRÉ-FERIADO. VOCÊ TAMBÉM SOFRE?

#ADEHOJE, #ADODIA – TPF – TENSÃO PRÉ-FERIADO. VOCÊ TAMBÉM SOFRE?

 

Eu sofro de TPF, sempre. Talvez você esteja me assistindo de uma bela praia. Ou dentro do carro, no trânsito nas estradas? Na cama, com depressão porque também está durango? Aqui em SP parece que alguém gritou “olha o homem pelado”! Está uma azáfama, umas formiguinhas correndo para lá e pra cá. Mas eu penso sempre é como que as pessoas arrumam, nessa crise, dinheiro para sair assim. Tudo custa muito! Gasolina, comida, onde dormir, as crianças. Às vezes penso que dá mais stress…Vou ficando por aqui, mas desejo que todos se divirtam. Tô trabalhando. Espero te ver aqui esses dias, esteja onde estiver.

 

Aguinaldo Silva questionado por gay que não gosta do personagem – gay – da novela. Uma coisa meio pesada, abordagem esquisita.

ELES ESQUECEM QUE AGUINALDO SILVA FOI UM DOS PRIMEIROS ATIVISTAS GAYS DESTE PAÍS E PRECISA SER RESPEITADO POR ISSO

O Aguinaldo Silva postou no site dele.

Veja como pode haver preconceito entre nós mesmos. Entre as mulheres, Entre os gays. Entre os negros.

Com razão ele não gostou nada disso. Reclamou também no Twitter

http://www.aguinaldosilvadigital.com.br/2010/

 

ELES QUEREM DOMINAR O MUNDO!

 

Estou na praia. Saio pra caminhar na única hora em que acho que vou ter sossego (não digo qual). Já estou nos 3200 metros quando um cidadão de boné passa de bicicleta e me aponta com o dedo num gesto de recriminação. Fico na minha, finjo que nem é comigo. Mas ele pedala mais cem metros, dá meia volta e vem em minha direção. Aí vem bomba, penso, e não dá outra. O cidadão emparelha sua bike comigo e, com uma voz ligeiramente fanha, pergunta:

“Você não tem vergonha?”

“De quê?” – eu lhe devolvo a pergunta. E ele:

“De botar na televisão um gay escroto feito esse tal de Crodoaldo. Por que você faz isso?”

“Porque eu quero, ora bolas!” – É a minha resposta com a qual espero encerrar o papo, mas cometo um ledo engano… Pois o cidadão dá início à sua réplica:

“Nós gays não somos pintosos daquele jeito, somos pessoas normais, que queremos viver vidas comuns, casar e ter filhos”.

“Uns com os outros?” – eu pergunto, e ele parte pra cima:

“você não passa de um cínico! Um cara que escreve novelas, ainda mais um homossexual – como você diz que é, mas eu não acredito -, tem que dar um bom exemplo às novas gerações de gays!”

“Novas gerações de quantos anos?” – eu insisto, já sentindo que, a caminhar em ritmo acelerado e a falar ao mesmo tempo, me começa a faltar o fôlego.

“Os adolescentes – ele diz – os jovens que não sabem pra onde vão e precisam ser orientados.”

“Mas não por mim!” – eu o advirto. “E pra onde irão eles terão que descobrir por si mesmos, como acontece com todo mundo, inclusive os heteros!”

“Você não sabe o que é o homossexualismo!” – ele proclama. E eu lhe digo que isso é a mais profunda verdade: eu não sei, mesmo depois de mais de sessenta anos a praticá-lo. Pois nessas seis décadas e picos at work eu nunca encontrei um homossexual que fosse igual ao outro, o que me impede de fazer como ele e reunir todos numa assim chamada “classe”.

A essa altura eu já estava nos 4200 metros, e o meu sonho de consumo que era caminhar sete puxados quilômetros e depois voltar pra casa e tomar um relaxante banho de espuma fora, com licença da má palavra, pro caralho…

E tudo isso por causa de um viado politicamente correto, ou seja: a contradição em forma de ciclista!

Que, aliás, continuava ali, a pedalar do meu lado enquanto despejava sobre mim sua peroração de bicha que se quer decente:

“Mostre que tem um mínimo de respeito pela classe” – ele dizia enquanto eu tentava, mesmo sem fôlego, apressar o passo. “Faça pelo menos com que no final da novela aquela médica (Renata Sorrah) e sua paciente (Júlia Lemertz) tenham um caso e possam criar o filho!”

“E se nascer uma abóbora?” – eu arrisco. E ele: “você enfia no @*!”

“E quanto ao Crô, o que eu faço com ele?” – provoco.

“Faz aquele puto morrer atropelado e se joga na frente do carro junto com ele, seu viado” – ele diz.

E sai a pedalar furioso.

Já pensaram no dia em que essa “classe” de bichas normais dominar o mundo?!

Mesmo antes que isso aconteça eu não saio mais pra caminhar no calçadão, qualquer que seja a hora…Pois da próxima vez ele pode estar armado!