ARTIGO – Tá frio; tá quente: o jogo nacional e mundial. Por Marli Gonçalves

Tá frio; tá quente. Quando a gente acha que a coisa está indo, ela está é voltando, e em cima da gente. Até o tempo está igual: você não sabe mais nem se está quente ou frio. Se põe ou se tira. Não é brincadeira, não.

TÁ QUENTE; TÁ FRIO

Confesso: todo dia ao acordar, assim que dá, que lavo a cara, abro os olhos, me entendo no mundo, aciono o celular para verificar se algo mudou. Virou mania. Se o cara caiu. Se já foi interditado ou preso. Se avançamos, e se a situação – essa situação geral que vivemos, e digo geral, porque geral é mesmo, uma vez que, sinceramente, nada está bom, correto, nos trilhos – teve uma conclusão. Tenho bom humor, porque senão a decepção paralisaria. O que acontece todos os dias é que surgem mais pontos, mais fatos, e a confusão geral continua essa loucura, que eu até diria: está coletiva.

Porque só pode ser uma loucura coletiva, altamente transmissível. Aqui, pelo presidente que não governa, mas não para de demonstrar seu total despreparo para o cargo, que deixa o país como uma nau sem rumo. Ele governa de um barquinho, onde faz subir para acompanhá-lo o que de pior há em nossa praia, e que não cansa de chamar para o naufrágio que avistamos no horizonte.

Loucura no mundo, para uma geopolítica desconcertante, principalmente depois da pandemia ter bagunçado mais ainda o coreto. A impressão é de que, neste retorno, os países mais fortes sairão pisando a cabeça dos mais fracos, galgando uma montanha de corpos. Nada tem sintonia. Primeiro fazem; depois vão ver no que deu, lamentam, dão entrevistas e soltam farpas uns contra os outros.

Estamos todos com os olhos vendados e apalpando a História. Está quente? Logo o balde de água fria faz com que comecemos tudo de novo, e esse tudo de novo que digo nos leva ao século passado, com suas guerras (frias e quentes, aliás), religiões mortais, ideologias sanguinárias, padrão “já vimos esses filmes”.

Nem sei mais se as crianças ainda brincam disso, ou do que é que elas brincam quando não estão – até sem ter ainda noção – sendo vítimas das atrocidades e desse desenrolar do futuro que encontrarão.

Muitos artigos têm sido escritos dando conta que o presidente Bolsonaro não está (embora nunca tenha sido muito) normal das ideias. Cada vez que ele abre a boca, e o faz todos os dias, emite claros sinais disso. Cercou-se ainda de pessoas que pegaram a mesma tendência e que surgem dos gabinetes e dos ralos. Todos, que a gente nem sabe bem quem são – impossível listá-los de cabeça. O da Economia, o serzinho Paulo Guedes; o da Educação que você deve ouvido por aí; o cordato da Saúde, enfim, até os militares que abaixam a cabeça e batem continência para todos dançarem diante das graves e visíveis ameaças à estabilidade. A qualquer estabilidade. Inclusive a nossa, emocional.

As notícias são claras, cada vez mais mostram os fatos no momento exato que acontecem, com imagens e sons estridentes. E se repetem, como se não tivessem tempo nem de respirar. Ainda aparecem os querem brigar com elas, não acreditando, negando, seguindo líderes corruptos, que mancham os caminhos por onde passam.

Nós estamos confusos, sem conseguir achar a luz. Está frio. Está quente? O “agora, vai” fica pelo caminho. Continuamos agindo como os robôs que diariamente são ativados na vida digital, como se tudo isso fosse normal. Não é.

Minha proposta é que troquemos essa “brincadeira”. Lembram daquela – cor, flor, fruta – que alguém ficava lá pensando na letra até que falássemos STOP?

STOP!

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Marli GonçalvesMARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto.  (Na Editora e na Amazon). marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

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ARTIGO – Golpes. Eles estão entre nós. Por Marli Gonçalves

Golpes. Golpe. Nunca ouvimos tanto essas palavras malditas. Nunca estiveram tão presentes e em suas mais variadas formas, de algum jeito sempre tenebroso. Perigoso. Eles nos cercam, ameaçam, nos põem em prontidão constante. Sempre tem algum que vaza, nem que seja um golpe de ar que resfria.

golpes

Tudo quanto é tipo de golpe. Todo dia alguém cria mais um, inclusive, sempre terrível, sempre com atos para ameaçar alguém, insidiosos como serpentes prestes a dar o bote. Pior, são criativos, e infinitos em seus estragos. Em geral, feitos, pensados maquiavelicamente para roubar, iludindo. Roubar até a nossa própria liberdade como vem sendo ameaçado todos os santos dias por esse desgoverno que parece pretender, sim, o golpe máximo, que nem mais é militar, mas sim acabar de vez com o país já tão maltratado, doente, miserável, ignorante.

Dificilmente os golpes são bonzinhos, ingênuos, mas sempre são tentados primeiro de forma a parecerem a salvação de alguma “pátria”, alguma questão. Assim, se realizam, enganam, penetram, inclusive entre os mal intencionados que adorariam ganhar algum de forma mais fácil, sem trabalho, e que se tornam, justamente por isso, presas fáceis. Esses, em geral, são enganados por estelionatários oferecendo vantagens que parecem baratas aos olhos de inocentes ou mal informados; ou, mesmo de tantos que parecem, como disse, sempre desejarem ser os espertos. O final da história é sempre ruim, seja para um lado ou outro.

Sempre alguém sai machucado. Na política, por um golpe de direita ou de esquerda desferido certeiro contra a democracia – esse o Golpe de Estado, que já conhecemos bem, infelizmente, mas parece que o aprendizado está passando, mesmo depois de recentes 21 anos de amargor e horror. Eles querem ser os que dão o golpe de misericórdia. Acham sempre que o deles será o de Mestre.

No amor, tem o tal Golpe do Baú, por exemplo, coisa antiga, que tanto apavora os ricos até que sejam enredados. Tem o Golpe da Barriga, outro, bem démodé, que tantas crianças infelizes põem no mundo, nascidas apenas para render, e que é constante sabermos de mais um, mesmo que a princípio se mostre cheio de encantos românticos e legais. O amor, aliás, origina uma série de formas de engano que levam a dar – e tomar – muitos golpes. Que machucam muito.

Os idosos, em geral, são as maiores vítimas de tudo quanto é tipo de golpe, às vezes até vindos de suas próprias famílias ou de quem eles ousaram confiar.  O golpe do bilhete premiado é um dos mais comuns. Bobo, até, mas ainda acontecem. Para catar a sofrida aposentadoria, os golpistas têm se esmerado em criatividade. Uma maldade sem igual.

Não está fácil para ninguém se livrar deles, dos golpes, porque estão vindo de todos os lados e formas; nos e-mails, nas redes sociais, no tal zap, com hackers malditos que invadem tudo. Nos roubam e se divertem. Não pode haver distração para não cair nesse buraco. No telefonema que avisa sobre o “sequestro” de alguém; nas instituições fantasmas que pedem doações, nos boletos falsos, nas compras que não chegam. No motoboy que vai buscar o cartão “clonado”! Até os que entregam a comida agora tentam passar valores extras no cartão. Na compra e venda de carros que nem existem. No emprego que, para conseguir, tem de pagar antes alguma “taxa”. No imóvel lindo da praia, das sonhadas férias, que, alugado, era apenas um terreno baldio iludido por uma foto tirada da internet.

Os golpes financeiros estão atingindo sofisticação máxima. É Pix e pow, golpe! Bitcoins, rentáveis, pirâmides que sempre acabam demolidas com vítimas nos escombros e na miséria. Notas falsas; outro dia apareceu uma de 420 reais! (que bicho teria na estampa? – a hiena, certamente, porque os golpistas dão muita risada na cara dos que enganam).

O nosso maior problema é estarmos totalmente nas mãos dos bandidos de todas as classes sociais (e partidos, e ideologias, e tudo o mais). Sem defesa. A polícia diz que vai investigar. Os bancos ficam mudos, e mudos continuam. As agências reguladoras e órgãos oficiais não mexem o traseiro para evitar o vazamento de dados – esses, vendidos nas esquinas do comércio popular. Os meus, os seus, os nossos. Os deles, em geral, são bem guardados.

Tomamos golpes de todos os lados. Até de falta de ar ao encontrar os preços subindo em escalada, com o momento aproveitado por oportunistas, só aumentando a fome, a miséria, o subdesenvolvimento. São golpistas esses que adoram essa confusão que está o país, insuflam os conflitos que jogam fumaça nos olhos. Esses que querem arregimentar “patriotas” para o caos com seus estúpidos argumentos e mentiras.

Insolentes, aproveitadores, os que deviam nos proteger, ameaçam com golpes e agora até na bovina versão de “contragolpe”, seja lá o que queiram dizer com isso.

Urgente, que tenhamos, sim, um golpe, mas de sorte, e que nos livre de todos esses males.

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Marli GonçalvesMARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto.  (Na Editora e na Amazon). marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

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ARTIGO – O presidente do leite. Por Marli Gonçalves

Tanto leite bem condensado derramado essa semana que lembrei da fábula de La Fontaine, “A Menina do Leite”. O presidente que a cada dia leva o Brasil a um poço mais profundo e em todos os sentidos deveria conhecer essa história enquanto equilibra seus desaforos, xingamentos, e reúne cada vez mais adversários.

a menina do leite

Ele caminha e só pensa “naquilo”, em 2022, acha que está armando uma arapuca, e junta tudo de ruim perto de si para sustentá-lo em pé, porque sente que está balançando. Carrega na cabeça exorbitantes caixas de leite condensado, masca chicletes, entre os itens da assustadora lista de compras do Supermercado Planalto, da ordem de 1,8 bilhão de reais. É muito dinheiro, e feitas as contas percebe-se o quanto pagam muito mais caro por tudo, e essa compra é feita ali no mercadinho da esquina, cujo dono é um pastor amigo, parente de algum político desses de quinta categoria que se aglomeram nessa legislatura federal.

Aliás, logo agora no começo de fevereiro, a coisa pode piorar e muito, dependendo dos resultados nas eleições da Câmara e do Senado, onde o presidente do leite está que nem louco fazendo mais compras, mas desta vez não de alimentos, mas de consciências. E aqueles homens – sim, a maioria ali é sempre muito masculina – são caros, exigentes, negociam cargos, benesses, empregos públicos que parece lá não faltarem, como faltam aqui fora para mais de 14 milhões de brasileiros.

O que está sendo feito de nosso país? O que acontece no Brasil que faz o novo presidente dos Estados Unidos, a nação mais poderosa do mundo, rir a ponto de ter de disfarçar quando lhe perguntam sobre seu contato com o dirigente brasileiro? O país que tem um chanceler enrolado que bate palmas para maluco em churrascaria e que acha que ser pária é bom; pior, está conseguindo que as portas dos lugares mais importantes batam bem na nossa cara.

O país que assiste apavorado seu povo ficando doente e morrendo aos milhares diariamente, alguns por falta de oxigênio. O país que não tem garantidas as salvadoras vacinas para uma maioria, porque foram às compras com listas erradas, de remédios sem efeito ou de leite condensado, chicletes, vinho, rapadura, mocotó, bombons, chantily, apenas alguns do rol maluco que agora dizem entuchar no Exército, distribuir nos Ministérios. Pior, ainda tentam explicar, como se não soubéssemos fazer contas, pudéssemos ser passados para trás. Pegos com a boca na botija, o mandante profere xingamentos contra a imprensa, e sempre com aquela sua ideia fixa, sabem qual, não? – a anal. Isso precisa ser estudado.

Cada vez mais claro como um grave caso psiquiátrico em evolução, além da incompetência que o deixa perdido igual barata tonta, busca usar a força; e a caneta, para comprar silêncios, continuidade. As ruas começam a falar mais alto, e ele fica ainda mais perturbado junto com esse seu grupinho de filhos ignorantes e desocupados e ministros como esses, da Saúde, das Relações Exteriores ou da Educação, que diz que foi um sucesso um vestibular com ausência de mais da metade dos concorrentes, e que apresenta uma prova cheia de erros e preconceitos. A lista é grande de horrores ao seu redor, com ou sem farda. Aliás, fardas que parecem estar atentas, a tudo observando de esgueira, lá de seus postos.

Acontece que, e fábula é retrato de muitas realidades com sua moral da história, o tal presidente do leite pode tropeçar – e não falta no que escorregar – e cair. Pode ser até pelo susto, de caminhões parados nas estradas, alguma derrota parlamentar, mais mortes ainda advindas de novas cepas, uma revolta mais ampla pelas vacinas que nos negam. Atormentado pelo espírito de mais de 220 mil almas, entre as quais algumas de pessoas que, em vida, foram por ele enganadas e acreditaram na “gripezinha”, negando o tudo que há meses paralisa todo um planeta.

 O leite derramado pode ser o da fábula, ou mesmo o do título de uma obra de 2009 do por eles tão odiado Chico Buarque, por acaso a história de um homem velho no leito de um hospital.

*A fábula, para quem acaso não conheça:

A menina caminhava cheia de contentamento, pois era a primeira vez que iria à cidade, para vender o leite de sua vaquinha.

Colocou sua melhor roupa e partiu pela estrada equilibrando a lata de leite na cabeça.

Enquanto caminhava, a menina começou a fazer planos entusiasmados para ganhar dinheiro: “Vou vender o leite e comprar ovos, uma dúzia. Depois, ponho a galinha a chocar os ovos e ganho assim uma dúzia de pintinhos, que logo eles crescerão e terei bonitos galos e belas galinhas. Venderei os galos e fico com as galinhas, porque são ótimas para pôr ovos. Outra vez ponho os ovos para chocar e terei mais galos e galinhas. Venderei tudo e compro uma cabrita e algumas porcas. Se cada porca me der três leitõezinhos, vendo dois, fico com um” …

Mas a menina estava tão distraída com seus pensamentos, que tropeçou numa pedra, perdeu o equilíbrio e levou um tombo inevitável. Todo o leite foi derramado no chão, para desolação da sonhadora.

E os ovos, os pintinhos, os galos, as galinhas, os cabritos, as porcas e os leitõezinhos foram pelos ares… 

Moral da história: Não se deve contar com uma coisa antes de consegui-la.

Muito menos para 2022.

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FOTO: Gal Oppido

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ARTIGO – Estação muda. Por Marli Gonçalves

Normalmente a chegada da primavera é saudada com alegria, como um tempo de renascimento, procriação, vida, florescimento. Normalmente. Mas não nesse ano de 2020; não nesse momento em que o nosso chão tanto queima, nosso céu se esfumaça, nossa energia se esvai. E continuamos mudos. Ou talvez não, o que ocorre é que alguns ouvidos ainda estão moucos.

MUDA

Vai mudar a estação, sim. Será primavera. Às 10h31 da próxima terça-feira, 22, será primavera no Brasil, o equinócio, e a luz do Sol incidirá igual sobre os dois hemisférios, 12 horas dia, 12 horas noite. Mas temo que a nossa noite aqui vai nos parecer maior, estendida que está com suas sombras sobre nós nos últimos tempos.

Você reparou nas nossas estações mudas, mudando? Saímos do verão aflitos com o que viria, no dia 20 de março, já com a anunciada pandemia, já em isolamento social. Assim passamos o outono inteiro e o inverno que chega ao fim nas próximas horas. E está tudo tão louco que o dia mais quente do ano se deu agora, no inverno. Como será, como estaremos no próximo ciclo? Como será o nosso próximo verão, a partir de 21 de dezembro, dias antes do Natal, da virada do ano?

Continuaremos mudos? Que continuaremos com nossos narizes e bocas cobertos com máscaras parece inevitável. Que os nossos sorrisos continuarão invisíveis, talvez até porque ultimamente pouco sorrimos, sem motivos para tal, com sequências de notícias desagradáveis e momentos de angústia, é quase certo.

Mas nossos olhos, mesmo que irritados como os nossos corações e mentes, precisarão manter-se abertos para prestarmos atenção e continuarmos a caminhada sem cair ou tropeçar em tantos buracos, verdadeiras fendas abertas nesses últimos meses e que durarão anos com suas consequências, sejam na natureza, no comportamento, no nível de vida, na economia, na saúde e educação. Seja na cicatrização desse rompimento entre as pessoas, entre a ciência e a razão, impostos pela política.

A uma parte dessas pessoas, ainda não parece suficiente que mais de 135 mil brasileiros tenham sido vencidos pela Covid-19; mais de 4 milhões e meio atingidos. Não são capazes de se enternecer por mais nada, com seus arroubos de ignorância, covardes que se dizem corajosos, como se coragem fosse assim. Fosse isso.

Uma oposição desunida; e um rebanho atrás de espaço que conquistam, violentos, tacando fogo, sem entender que a carne que queimará não será a do churrasco que fazem nas aglomerações com que insistem a desafiar a realidade, mas a dos milhares de animais acuados e aprisionados pelas chamas, e nos campos e plantações que já chegam ardendo em nossos bolsos com os preços altos, falta de produtos.

O ciclo da primavera está em risco. Estações mudam, estações mudas. Mas não podemos continuar mudos.

Temos compensações e precisamos de mudanças, e mudanças, transformação, trocas, só são feitas iniciando plantios. E plantios se fazem com mudas. Sementes, vida pra brotar, renascimento.

Pessoas continuando mudas assistindo a tudo pegar fogo não ajudam nada nisso.

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MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.

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