Adoniran Barbosa: enfim, um lar para o seu acervo. Palmas! Para a Galeria do Rock

Maria Helena Rubinato, a super Maria Helena, filha de Adoniran

Acervo de Adoniran Barbosa ganha abrigo na Galeria do Rock após uma década afastado de São Paulo 

São mais de 1000 itens do sambista que ajudam a contar a história da capital paulista, como objetos de época, instrumentos musicais, partituras e brinquedos confeccionados pelo próprio artista  
São Paulo, dezembro de 2017 – O acervo de Adoniran Barbosa, ícone do samba paulista, retorna a São Paulo após uma década afastado da cidade e sem abrigo fixo. São mais de 1.000 itens que preservam e ajudam a contar histórias de personagens e cartões-postais da maior cidade da América Latina entre as décadas de 1950 e 1980, bem como da música, do cinema, do rádio e da publicidade desta época, imortalizados nas obras do cantor, compositor e ator. O novo lar do acervo é inusitado, mas revela a afinidade entre dois gêneros que retratam a voz do povo: a Galeria do Rock.
Entre as preciosidades que o acervo de Adoniran Barbosa reúne estão objetos de época (ternos, chapéus, gravatas borboleta, sapatos e óculos) e documentos diversos (como uma carta de uma entidade francesa que assegura ao compositor brasileiro os direitos autorais pela execução de ‘Trem das Onze’ na França, onde fez enorme sucesso), além de fotografias que revelam a intimidade de João Rubinato, o cidadão por trás do artista. Conta também detalhes da carreira artística, com instrumentos musicais (banjo, flauta e tambor), partituras, scripts de radionovelas, roteiros de programas de televisão, cartazes de filmes como ‘O Cangaceiro’ (1953), de Lima Barreto, quando Adoniran interpretou o personagem Mané Mole, e discos raros de vinil com canções interpretadas por ele próprio e por outros artistas, entre elas ‘Saudosa Maloca’, gravada pelo grupo que ajudou popularizar as suas composições, Demônios da Garoa, em disco lançado pela gravadora Odeon em 1957.
Adoniran tinha outras distrações quando não estava fazendo música, rádio, cinema ou televisão. “Paizão também foi um exímio artesão. Ele tinha o domínio do ferro e da madeira e nos deixou um legado de objetos confeccionados com esses materiais”, lembra a única filha e herdeira do cantor, Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa.
Um dos objetos mais curiosos criados por Adoniran e que fazem parte do acervo é uma aliança confeccionada com uma corda ‘mi’ de um cavaquinho, com a qual ele presenteou a sua segunda esposa, Mathilde. A história acabou virando o samba ‘Prova de Carinho’, lançado em 1960. Há também alguns brinquedos, entre eles carrosséis, locomotivas e miniaturas de bicicletas, todos produzidos em ferro. “Adoniran costumava presentear aqueles por quem tinha um carinho especial ou algum tipo de gratidão com miniaturas de bicicletas feitas por ele. Entre os agraciados estão o cineasta Lima Barreto e o produtor musical, João Carlos Botezelli, o Pelão”, relata o cineasta Pedro Serrano, que estuda a obra do compositor do ‘Samba do Arnesto’ (1953). “O trenzinho funcionava e passava por todas as estações, que ficavam pintadas na parede da garagem de sua casa. Seu grande barato era chamar a criançada para ver o trem funcionando, mas logo depois já tratava de dispersar todos os curiosos antes de começarem a mexer em tudo”, acrescenta.
Altos e baixos
Sua filha e herdeira define a história do acervo como longa e cheia de altos e baixos, assim como a carreira do pai. Partiu de Dona Mathilde, ainda em vida, juntar todos os itens do esposo que guardava ao longo dos anos de convivência e transformá-los em um acervo, após a morte de Adoniran, em 1982. “Meu próprio pai afirmava que ela era sua maior fã. Há relatos de amigos próximos e outros familiares que descrevem o quanto o sambista, de temperamento não tão fácil quanto se imagina, era paparicado pela mulher”, afirma Maria Helena.
O primeiro destino do acervo foi o cofre do antigo Banco de São Paulo, no subsolo de um edifício no centro da cidade, na década de 1990. “Lá foi pouquíssimo visitado, afinal, podemos convir que cofres foram desenhados para repelir pessoas e não para atraí-las”, defende a filha do compositor. Depois houve uma breve tentativa de deixá-lo no Teatro Sérgio Cardoso, no Bixiga, mas o espaço não parecia adequado e a preservação das peças podia ser colocada em risco. “Assim, o acervo seguiu rumo ao Museu da Imagem e do Som (MIS), onde parecia ter encontrado destino permanente, afinal nada mais pertinente que a história de um dos maiores multimídias do país habitasse aquele local”, relata Maria Helena. “Porém, em 2009, o então diretor do museu declarou que já não havia mais espaço para o acervo de Adoniran ali. Orientada por minha advogada Luciana de Arruda, tive de resgatar o acervo do MIS às pressas”, acrescenta.
Desde então o acervo, que está fechado em caixas e pastas catalogadas pelo departamento de arquivologia da Universidade de São Paulo (USP), ficou guardado em sítio e depois num galpão industrial, ambos no interior do Estado de São Paulo. “Várias foram as tentativas de se construir o Museu Adoniran Barbosa, todas elas sempre frustradas pela falta de recursos, de patrocínios e da vontade política em preservar a história desse que é o maior nome do samba paulista”, pontua Maria Helena. Ela ressalta que, curiosamente, o único museu dedicado exclusivamente ao sambista fica na comunidade Bror Chail, em Israel, dentro de uma locomotiva – em analogia ao Trem das 11 – doada pelo Governo Israelense.
Primeiro punk de São Paulo
Agora, o acervo está retornando à capital de São Paulo e será acolhido em um local que muitos podem considerar, equivocadamente, inusitado: a Galeria do Rock. Neste local, a obra do artista será recatalogada, mas não poderá ser visitada pelo público. Antonio Souza, o Toninho, síndico do centro comercial, afirma que o espaço sempre abraçou as manifestações culturais renegadas, de alguma forma, pela iniciativa pública e que será uma honra enorme receber Adoniran. Questionado sobre a ligação do sambista com o estilo característico da Galeria do Rock, Toninho resume: “Ele foi o primeiro punk de São Paulo, ao retratar a linguagem do povo”.
Maria Helena relembra que seu pai já enxergava e cantava sua ligação com o rock de sua época na música ‘Já Fui Uma Brasa’, lançada em 1974:
Eu também um dia fui uma brasa
E acendi muita lenha no fogão
E hoje o que é que eu sou?
Quem sabe de mim é meu violão
Mas lembro que o rádio que hoje toca iê-iê-iê o dia inteiro,
Tocava saudosa maloca
Eu gosto dos meninos destes tal de iê-iê-iê, porque com eles
Canta a voz do povo…
E eu que já fui uma brasa,
Se assoprarem posso acender de novo
Destino
O retorno do acervo a São Paulo faz parte de projeto que tem o objetivo de resgatar e tornar conhecida a imagem multimídia da obra do Adoniran Barbosa entre a geração atual de fãs de cultura. Capitaneado pelos herdeiros legais do sambista, Maria Helena e o seu filho (neto do artista) Alfredo Rubinato Rodrigues de Sousa, o projeto tem como próximos passos o lançamento, no ano que vem, de documentário biográfico, dirigido por Pedro Serrano e produzido pela Latina Estudio, cujo acervo fará parte da narrativa.
Ainda em 2018 começará a ser rodado um longa-metragem de ficção inspirado no curta ‘Dá Licença de Contar’ – assista aqui -, que conta histórias de personagens e de cartões-postais da cidade de São Paulo imortalizados nas composições de Adoniran. O curta, que foi lançado em 2015 e também é dirigido por Serrano, traz o roqueiro Paulo Miklos na figura do sambista e ganhou diversos prêmios em festivais de cinema no país, como ‘Melhor Curta-Metragem Júri da Crítica’ e ‘Prêmio Canal Brasil de Curtas’ no Festival de Cinema de Gramado; Prêmio do Público Zinebi; Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; e ‘Júri Oficial’ do Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas – todos esses ao longo de 2016.
Para os próximos anos é possível que o acervo ganhe uma exposição provisória, a ser recebida por um Museu ou Centro Cultural de São Paulo, até que encontre um lar permanente para visitação. Existe também a possibilidade de o sambista virar tema de escola de samba. Todas as novidades do cantor serão compartilhadas na plataforma oficial www.adoniranbarbosa.com.br, que também apresenta um breve histórico do artista. “Nascido em Valinhos e de alma paulistana, artista multimídia que foi, Adoniran Barbosa é pop e todas essas homenagens são mais do que merecidas”, finaliza sua filha.
Eu, entre o neto, Alfredo Rubinato Rodrigues de Sousa,  e a filha do grande Adoniran Barbosa. Essa maravilha, Maria Helena Rubinato!
FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA/cinema
FOTOS: ACERVO PARTICULAR

Naturistas, salvem a Praia do Pinho. Mantenham nossas praias vivas e os corpos nus.

 RECEBI hoje um apelo relacionado a um dos temas importantes para esse blog que prega a liberdade individual: o NATURISMO.

A praia do Pinho, localizada no município de Balneário Camboriú, Estado de Santa Catarina – Brasil, a cerca de 80 km de Florianópolis, está em

 

PERIGO!

Invadida, mal cuidada, ela sofre justamente por ter sido uma das primeiras, por ser uma das que têm melhor acesso e grande divulgação.

Conheci há alguns anos, e ela jpa andava com problemas sérios, mas agora a coisa parece que piorou. Veja os relatos que vêm sendo passados por frequentadores.

 

 

Infelizmente, também estamos afastados da Praia do Pinho há quase dois anos. A última vez que estivemos por lá foi
no mínimo constrangedora. Pessoas vestidas na praia, mulheres de biquini e homens de sunga,que nem deram bola
quando insistimos que aquela área era para nudez , sem contar o fato de que os “homens da montanha” , como se diz,
ficavam invadindo a área das pousadas, chegando inclusive a entrar na varanda da nossa cabana . Para piorar, eu e minha
esposa estávamos dormindo,quando uma mulher ( drogada ou maluca) abriu a porta do quarto e ficou  alucinada,
parecia que estava procurando ver alguma coisa “errada” … depois dessa, minha esposa não quis mais ir para lá. Fomos
a locais naturistas no Nordeste e no Caribe . No Pinho? Não sei se arriscaremos novamente, embora isso nos entristeça,
pois fomos frequentadores por mais de dez anos…

Paulo

Naturista do Sul”

Caros Amigos do Jornal Olho Nu,

em primeiro lugar quero parabenizá-lo pelo jornal e pelas matérias e divulgações do Naturismo e no mundo. O trabalho de vocês é realmente fantástico! Sempre acompanho as noticias para manter-me informado sobre o mundo naturista, que é algo que gosto muito. No entanto o tempo para mim ainda é curto para desfrutar do naturismo como eu gostaria, mas um dia chego lá.

Me chamo Paulo Sérgio Rosa, sou de Camboriú SC e frequento sempre que possível a Praia do Pinho. Porém, há quase dois anos que não tive mais tempo disponível para ir devido as correrias de trabalho no setor turístico. Este final de semana finalmente tive o sábado livre e um belo dia de sol, o que me fez ir até a praia na esperança de tomar um sol e banho de mar. No entanto me decepcionei com a situação do local. Muitas pessoas na praia, porém todas vestidas. Além do mais encontrei um clima bastante pesado de gente curiosa vestida seguindo as poucas pessoas nuas que lá se encontravam, como se nunca se tivessem visto uma pessoa nua, os classifico como um bando de tarados literalmente. Tão intensa era a situação que me senti muito mal no local, retirando-me logo da chegada e observando de longe a atuação das pessoas no local, tanto os curiosos quanto as pessoas responsáveis pelo local. Quando alguém se aproximava da área familiar, em seguida via pessoas vindo ao encontro recepcioná-los, atendê-los com a maior presteza, enquanto a outra parte era uma verdadeira zona.

Daí vem minha questão: Por que tanto cuidado do lado das famílias e desleixo e pouco caso do outro lado se ao entrarmos na praia todos pagamos os mesmo valores para entrar na portaria? E se o recinto é para a prática do naturismo por que ninguém dá a mínima bola e não se interessa em manter a ordem no local?

Há alguns anos atrás era bem diferente, era um lugar agradável para se estar. O que aconteceu que o lugar de repente se transformou numa verdadeira baixaria dessas?

Achei muito triste que o local tenha tomado este rumo de praia dos curiosos e depravados onde 90% dos presentes naquele dia eram apenas pessoas causando constrangimentos aos que curtem o naturismo verdadeiro. Saí da praia sem ter desfrutado o local, não tomei sol como sempre fazia, pois não me senti bem no meio daquele bando de curiosos.

Escrevo-lhes este e-mail para que vocês ligados à essas áreas possam fazer chegar essa noticia àqueles que realmente cuidam desses locais para que possam dar a devida atenção e ordem para que todos possam desfrutar do local em paz e harmonia como alguns anos atrás.

Trabalho na área de turismo e infelizmente a Praia do Pinho hoje é um lugar “não recomendável” às pessoas do bem, um lugar onde hoje, na situação que pude presenciar passou a ser um ambiente que classifico como “revoltante”, simplesmente me deu nojo ver o que vi.

Por favor, façam algo pelo local. Resgatem a paz, harmonia e o bem-estar da Praia do Pinho!.

Atenciosamente,
Paulo Sérgio Rosa
Camboriú – SC

(enviado em 6/11/11)
 

CONCORDO COM O SR. PAULO. É TRISTE VER TAL SITUAÇÃO EM “TODAS” AS ÁREAS DO LOCAL.
É PRECISO AÇÃO IMEDIATA.
O QUE SE PODE FAZER PARA CORRIGIR ISSO?
QUEM PODE FAZER?
A QUEM INTERESSA ESSE ABANDONO AO NATURISMO LOCAL?
FALTA PARCERIA?
A ONG NÃO ESTÁ ATUANTE? OU ESTÁ SEM APOIO,
VAMOS ACOMPANHAR MAIS DE PERTO, APOIAR SUGESTÕES, DIVULGAR.

THOMAS.

MANTENHAM VIVA A PRAIA DO PINHO E TODAS AS OUTRAS

MAIS SOBRE NATURISMO, AQUI E AQUI