ARTIGO – A eterna barafunda do Pobre Brasil. Por Marli Gonçalves

Duvido que exista nesse mundo alguém com condições mínimas – mesmo lançando mão de toda a sorte de ferramentas – sejam feitiços, conhecimento, bola de cristal, cartas, inside information, fofocas e balões de ensaio, mesa branca, tudo junto – de afirmar com certeza o que ocorrerá nesse país nos próximos dias. Próximas horas. Se haverá governo, se as medidas de quarentena poderão vir a ser levantadas nos prazos previstos, o que sairá da luta contra esses virulentos fatos em momento tão crucial.

O Brasil está em estado grave, catatônico, todos nós com muitas dificuldades de respirar aliviados, alarmados que estamos com tantas coisas, que não sabemos mais nem o que pensar, muito menos o que esperar desse desgoverno, que incrivelmente não precisa de oposição – já que ele próprio cuida disso muito bem. A demissão do ministro Sergio Moro do Ministério da Justiça, e que até agora era um dos seus principais pilares, não foi gota d`água em cálice meio cheio. Foi um tsunami, um desmoronamento, uma implosão, um terremoto, um maremoto, um vulcão erodindo, uma bala de canhão, um verdadeiro e derradeiro xeque-mate. Mortal.

Não apenas ou simplesmente pela saída, mas por tudo que levou a isso e que foi dito com todas as letras pelo ex-juiz que acreditou que teria carta branca (e ele acreditou!). Não foi apenas o comunicado de uma demissão; foi uma delação premiada quase que completa, ao vivo, em gloriosa live transmitida para todo país. Cada afirmação, cada palavra escolhida, cada fato lembrado, cada acusação, informação, cada explicação que brotou de sua boca nessa despedida foram afiadas agulhadas, para não dizer facadas, no âmago do centro de poder de Bolsonaro, de seus filhos, e daqueles ministros que todos nós há muito tempo queremos ver pelas costas, mas que ali continuam. Terraplanistas, negacionistas, ridículos, ignorantes, crentes, desconcertantes: Ernesto Araújo, Weintraub, Damares, para citar apenas alguns que tem nos criado inclusive sérios problemas internacionais no momento em que o mundo inteiro se entreolha, tenta se unir contra o vírus que já matou centenas de milhares de pessoas, e que a cada dia mais nos apavora, mutante, arisco, sem remédios ou vacinas.

O ciuminho de homem do sucesso dos outros… No lugar do Ministro Mandetta que falava bom português, e que todos os dias mal ou bem no informava, ao lado de uma equipe coesa na Saúde, colocaram um ser estranho que há uma semana apenas esboça platitudes e que precisa “entender” a doença, sendo que visivelmente não entende nem onde está parado, mas quis estar, pelo Poder. Vimos um general se sobrepondo ao próprio ministro da economia e sua equipe, anunciando um plano sem eira, nem beira, ao qual ousou dar nome: “Pró Brasil”.

Pobre Brasil, isso sim, este, das desmascaradas filas atrás da esmola de R$ 600 que não chegou a grande parte dos necessitados, excluídos, inclusive digitalmente, e que atônitos ouvem sons que não entendem: aplicativos, contas bancárias nas nuvens, vaivéns de decisões.

Não se passou um dia sequer nesse quase um ano e meio – dias que agora temos uma impressão mais clara que em breve terão um termo final, mas que não podemos prever qual será esse desfecho – sem saber de alguma crise, bobagem, vergonha, ato, fala, ataque, ignorância. Fosse um pastor guiando o rebanho, a cada dia vimos esse rebanho encolher, e os que ficaram radicalizarem. Usurpando e agitando a bandeira e as cores verde e amarela, que acabam de conseguir nos provocar nojo. Gritando contra a Constituição e seus garantidores. Contra a razão. Querendo fechar o Congresso, clamando pelo AI-5, e mais radicais até do que os militares donos dos quartéis na porta dos quais se aglomeraram nos últimos dias, ou em barulhentas e sem noção carreatas da morte bloqueando a entrada de hospitais.

Ele e os Filhos do Capitão – parecia que esse rebanho era feito de clones desses seres do mal, que em breve acredito poderão e deverão responder pelos seus falhos atos, atitudes, palavras, que levaram tanta gente às ruas rompendo o isolamento, as normas sanitárias, se expondo ao Covid-19, esquecendo que não há economia sem vida. E que hoje aqui e ali já sabemos que estão virando vítimas, entregando ou suas vidas, ou a de suas famílias, à essa insanidade.

Protestamos, batemos panelas, escrevemos artigos, informamos, noticiamos, alertamos e a frustração de parecer falar ao vazio, para um povo inerte, fez com que nós jornalistas tenhamos sido até agora alvo de ataques cruéis e ordinários. Não é de hoje, nem de um ano e meio atrás a origem desse enorme problema que afunda o país, afugenta investidores, já faz muito tempo…

Houve quem pensasse que alguém que nada fez em 28 anos como político do baixo clero e outros tantos de péssimo militar, fosse saída, até porque as opções daquele momento eram francamente forte reflexo da nossa eterna barafunda. Estávamos na pior, mas agora estamos … qual é mesmo a palavra?

Complete aqui qual pensou: __________________________

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MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

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#ADEHOJE – VOLTEI. E O ÓLEO NÃO VAI EMBORA?

#ADEHOJE – VOLTEI. E O ÓLEO NÃO VAI EMBORA?

SÓ UM MINUTO – Fiquei uns dias sem vocês e vocês sem euzinha. Acontece. Não deu para gravar. Mas tenho de dizer que há um enorme desânimo ajudando. O principal é que há mais de mês estar ouvindo e vendo o óleo negro nas nossas praias, nas nossas águas, nos nossos pés. E a cada dia a situação mais esquisita, sem explicações nem soluções.

Aqui a gente continua vendo de um tudo. Evento conservador com cestas de bobagens saindo da boca dos que estão ao lado do que nos governa, coisas sem sentido, apenas ignorantes.

Mas agora temos uma santa! Santa Dulce dos pobres, canonizada pelo Papa Francisco diante de uma caravana de políticos sorridentes que viajaram com o meu, o seu, o nosso dinheiro.

No mundo os problemas se multiplicam: Equador, Turquia, Barcelona, Hong-Kong…

Não há humor que resista aos fatos do noticiário.

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#ADEHOJE – TODO DIA, NOSSOS SUSTOS. E A DIVISÃO SE ACENTUA.

#ADEHOJE – TODO DIA, NOSSOS SUSTOS. E A DIVISÃO SE ACENTUA.

 

SÓ UM MINUTO – Quando comecei esse programa há sete meses, logo após o resultado das eleições, mal ou bem, pela experiência, já sabia que todos os dias teríamos muitas coisas para comentar. Primeiro pensei em fazer com humor, mas com o tempo, infelizmente, as coisas foram se deteriorando tanto que até o humor fica prejudicado. Resta a ironia. São cinco meses de um governo confuso como biruta de aeroporto; que propõe retrocessos inaceitáveis e que cria casos em sequência.

Mas garanto que, por mais que soubesse que teríamos problemas, nunca poderia imaginar que seriam tantos! Ministros da Educação como esses dois, o de agora é mais perigoso que o colombiano! – a troca de cargos feitas à faca, relações externas feitas a navalha, ministra da Mulher que não vê os fatos, o da Justiça engolindo sapos seguidamente. O do Meio Ambiente mais um sem noção. E um presidente que, junto com os filhos e uma turma, parecem apenas querer uma divisão ainda maior do que a que vivemos tão apreensivos.

#ADEHOJE – NINGUÉM SABE O QUE FAZER COM A VENEZUELA. VEIAS FECHADAS NA AMÉRICA LATINA

#ADEHOJE – NINGUÉM SABE O QUE FAZER COM A VENEZUELA. VEIAS FECHADAS NA AMÉRICA LATINA

 

Só um minuto – Vamos falar a verdade: ninguém sabe mais o que fazer com a Venezuela. Os fatos se anteciparam com a autoproclamação de Juan Guaidó como presidente, sem que o Maduro queria sair da cadeira onde se aboletou. A ajuda humanitária foi um bom pretexto, mas pelo que já vimos esse final de semana, não vai dar certo nem será fácil essa entrega do outro lado, pelo Brasil, ou pela Colômbia. Os Estados Unidos provocam, mas não aparecem para segurar os estragos. Muito menos a Rússia.

Perdemos hoje Roberto Avallone, jornalista esportivo que todos conhecem, Ex-companheiro de redação no Jornal da Tarde. Siga na luz.

#ADEHOJE – SÓ UM MINUTO – CENSURA, SAI PRA LÁ!

#ADEHOJE – SÓ UM MINUTO – CENSURA, SAI PRA LÁ!

SÓ UM MINUTO – Por favor, todos atentos. Quem resolve o que quer ou não quer ver somos nós! Por ordem do excelentíssimo senhor Governador Wilson Witzel, a exposição “Literatura Exposta” que estava na Casa França-Brasil , no Rio de Janeiro, foi encerrada um dia antes do previsto. Uma performance do coletivo de artistas És Uma Maluca, utilizaria a nudez feminina e referências à tortura durante a ditadura militar no Brasil, encerraria a mostra. Inventaram mil desculpas para dizer que não era censura. É censura, sim. A obra “A Voz do Ralo É a Voz de Deus”, também do coletivo És Uma Maluca, já havia sido vetada pelo diretor da Casa França-Brasil, Jesus Chediak. Jesus!

#ADEHOJE, #ADODIA – UM OI E UMAS PALAVRAS POR UM DIA LEVE

#ADEHOJE, #ADODIA – UM OI E UMAS PALAVRAS POR UM DIA LEVE

Hoje não estou a fim de falar tão sério, vamos que vamos tentando conseguir uma semana mais leve. Só aproveito para pedir mais atenção a uns temas que estão sendo relegados de forma esquisita: minorias, comportamento, e especialmente a mulher…Tem pastora rondando nossa área

 

#ADODIA #ADEHOJE – Dia das Bruxas: cuidado com os Frankensteins!

Na conversinha de hoje, bruxinhas, e a lembrança de que nos próximos dois meses saberemos de coisas cabeludas e que o país está cheio de Frankensteins. Precisamos manter a paz no caldeirão.

ARTIGO – 60, por hora, na vida. Por Marli Gonçalves

Acordei e era idosa. Sentei na cama, movi os braços, as pernas. Corri para o espelho. Chequei se continuava tudo ali no lugar, forcei um pensamento mais arrojado e tudo bem, valeu, pelo menos a meu ver, ele surgiu coerente e livre. Ufa! Tudo bem, tudo legal. Na noite anterior, coisa de um minuto para outro eu tinha pulado de fase no jogo da vida, chegando à casinha 60, aquela na qual é preciso parar um pouco, pensar e esperar quais serão as próximas jogadas.

Tudo igual. Que bom. Agora ganhei um epíteto a mais: idosa. Se provocar, tem mais: sexagenária; sessentona – palavra que pesa um pouco nas costas, principalmente as femininas. Os sessentões parecem mais galãs. As sessentonas, quando citadas, dão a entender que são espevitadas e pouco virtuosas. Usada como adjetivo aponta ironia com a informação que dará em seguida “Sessentona isso, sessentona aquilo, sessentona apresenta namorado trinta anos anos mais novo”…

Tem o coroa também, meio gíria antiga, que um dia alguém me explica. É usado para definir qualquer pessoa que seja mais velha do que quem a declama. “É uma coroa enxuta”, uma frase, por exemplo.

Engraçado, ainda bem que me preparei antes, buscando não ter muita ansiedade, meditando bastante e observando como pode funcionar para mim e para os outros. Do meu canto, me observo e observo. Consigo agora até tocar no assunto por aqui.

O redondo 60 é número bonito, sonoro, imponente e importante. Deve ter algo a mais para oferecer. Tanto que horas têm 60 minutos e os minutos, 60 segundos. Dizem que 60 era o número mais admirado pelos babilônios, que dividiam o círculo em 60 partes, e que foi assim a base na qual estabeleceram o calendário, e calcularam os tais 60 minutos da hora e 60 segundos do minuto. Achavam o número harmônico. Tem o número. 60. A palavra. Sessenta. Sixty, que tem som sexy. Soixante, em francês. Perde um “s” em espanhol, vira sesenta.

Dizem que não pareço que tenho sessenta; tem quem ache que eu não devia nem falar, mas nunca menti. Acho legal. Então até já me organizei para tirar a tal documentação que comprove onde eu precisar que agora, de um dia para o outro, ganhei uns direitos, uns descontos, mereço um outro tipo de tolerância obrigatória e até umas leis de proteção, o tal estatuto. Um lugar diferente nas filas. Vou procurar direitinho o que mais posso ter de vantagem. Porque as desvantagens já conheço e estou vendo não é de hoje nessa sociedade que pouco valoriza a experiência, e nos torna invisíveis.

Estamos aí com força total. Como o tempo passa. Outro dia eu tinha nascido, no outro cresci, fui adolescente e sempre mulher. Nenhuma das fases tão marcada a ferro e fogo como esta. O que foi bom porque carreguei e mantenho as outras partes: ainda sou criança, adolescente, adulta, vivi e agora – como determinam – sou idosa, essa fase marcada com um círculo em volta. Tô brincando com isso com meus amigos e amigas. Ouvi muitas gargalhadas e, dos que já passaram dos 70 e quase já chegam ao 80, ouço dizem: esse é um novo começo. E é neles que me fio. Afinal, quando nasci eles já eram até maiores de idade.

Adoro saber do ano de 1958, e me vejo como um acontecimento igual a muitos daquele tempo onde tudo parecia abrir um novo caminho para o país, para as ideias, arejando ideais, e com grande criatividade artística. Creio que foi um ano bem alto astral. Mais alguns anos que se seguiram também, até que apagaram a luz por 21 anos.

60 anos depois, cá estamos nós, e esse ano agora caminha carrancudo. Valeu a pena? Olho para trás e me preocupo muito é se vou ter energia e vontade de novamente lutar enfileirada para que não consigam fazer desandar de novo o tempo que conquistamos e que se perde. Combater chatos e caretas, e outros tantos que pensam torto, e querem regredir ainda mais.

Uma preguiça imensa aparece do nada. E sei que é uma sensação que invade muitos de nós, hoje idosos, e alguns ainda mais idosos –  que não deve demorar a surgir classificação posterior, já que estamos vivendo mais. Os idosos e os mais idosos, todos por aí com muita energia, superando a garotada que parece já ter nascido cansada e isolada em suas redes sociais.

Temos visto terríveis casos de suicídios, de pessoas famosas que aparentavam ser totalmente realizadas. Penso que talvez elas tenham querido apenas congelar o tempo. Porque sempre há o medo, muito medo,  do que virá.

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 Marli Gonçalves, jornalista – Tá bom, admito, esperei 48 horas para só depois escrever tudo isso. Queria ter certeza do que é que podia ter mudado de um dia para o outro.

São Paulo, junho de 2018

                                               marli@brickmann.com.br e marligo@uol.com.br

 

 

 

 

 

 

ARTIGO – Na Urbe: desorientados, desnorteados e largados. Por Marli Gonçalves

Não há batatinha amarrada na fronte que resolva. Calmante que acalme. Protetor de ouvido que dê conta. Se a pessoa anda armada é um perigo sair dando tiros. Se achar uma granada o perigo será destravar a rolha e mandar bem no alvo, virando um terrorista urbano. Morar em São Paulo está ficando a cada dia mais impraticável. E não é só o barulho.

Você vai ficando louco, começa a pensar em tomar as medidas mais drásticas, tem os pensamentos mais subversivos, terríveis, punks. Os instintos mais primitivos. O barulho vai corroendo as entranhas, tomando conta. Os obstáculos e situações estressantes se acumulam. Os problemas da cidade e a falta de controle e fiscalização chegaram a um nível insuportável e que afeta gravemente a nossa saúde. Que será preciso para que providências reais sejam tomadas para melhorar nossa qualidade de vida?

No momento, me perdoem, tenho dúvidas, inclusive, se a cidade está sendo habitada apenas por bananas; se ao meu redor só existem pessoas bananas, medrosas, já tão acostumadas a ser massacradas que ficam sem reação, não se defendem mais de nada, inertes, palermas.  Não reclamam, esperam que alguém o faça. A vida real está passando ao largo nesses tempos digitais.

Escrevo nesse momento com uma dor de cabeça daquelas, daquelas que irradiam, sabe? Se fosse uma sessão de tortura creio que entregaria até a minha mãe, confessaria coisas inconfessáveis, os segredos mais recônditos, desde que me prometessem o que venho considerando uma dádiva: o silêncio.

Estou, e claro não sou só eu, mas um monte de gente que mora aqui por perto, submetida a – escutem, por favor, tenham pena de mim – horas a fio, diárias, de uma britadeira em uma construção próxima. No meu prédio, mais próximo ainda, soma-se uma obra que já dura quase um ano e que alterna serra elétrica, bate-estacas e outros sons que vão se infiltrando na mente. Isso junto às sirenes de ambulâncias, buzinadas frenéticas, rota de helicópteros e aviões, latidos e ganidos de pobres cachorrinhos deixados sós o dia inteiro, criancinhas birrentas, funkeiros motorizados, entre outros sons, até como os vindos de revoadas de periquitos verdes chalreando.

Aí você sai de casa. Fora a vontade de usar colete à prova de bala, carregar arco e flecha, gás de pimenta e/ou outros apetrechos básicos para se defender, encontra a buraqueira nas ruas e calçadas. É tibum na certa. A falta de educação das pessoas que avançam como se você não existisse. Os motoqueiros que inventaram uma via imaginária entre os carros e querem que você encolha seu veículo como o daquela cena famosa do Gordo e o Magro. O carro fininho passando no cruzamento.

(Confesso: outro dia pensei seriamente em comprar uma máquina de choque elétrico para usar nesses casos. A ideia seria colocar a mão pra fora rapidinho no momento que um desses estivesse te apertando com aquela buzininha infernal. Bzzz, Bzzzz, fritado igual faz aquela raquete de pegar mosquito.)

Mas quero ainda focar em mais um detalhe: notaram como está (ou melhor, não está) a sinalização das vias? Quando há placas estão sujas, tortas, viradas, ilegíveis, cobertas, erradas. Tenta procurar um endereço. Um número na rua. Uma faixa pintada direito no chão. Não há Waze que resolva. Ao contrário, como aconteceu comigo esses dias, essezinho aí me fez andar inacreditáveis 35 quilômetros errados até um endereço que só achei quando o desliguei – um dos maiores alívios que senti nos últimos tempos. Até porque quem disse que ele funciona direito direto? Você está lá, seguindo, por exemplo, na frente de um viaduto que não sabe se é para pegar. E o que acontece? Zona morta, apagada, cinzenta, sem GPS, sem sinal, sumiu aquela vozinha para te orientar. Já era.

Ah, vá! Já aconteceu com você também, tudo isso, não é?

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 Marli Gonçalves, jornalista – Para que me entendam melhor, pelo menos uma parte do problema, gravei. Ouça. Quem sobrevive a isso, durante dias, o dia inteiro? https://soundcloud.com/marli-gon-alves/sets/barulhos-infernais

  SP, insuportável, especialmente em fim de um ano como este aqui.

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ARTIGO – Zum-zum-zum, pá-pá-pá, blá-blá-blá e os cricris. Por Marli Gonçalves

Clap, Clap, Clap. Tem gente investigando tim-tim por timtim tudo quanto é tipo de falcatrua por aqui e ali. Mas o fundo do poço nos parece infinito, uff! Ai ai, todo dia tem um plaft na nossa cara. Grrr…

Tchantchantchantchan. Cada amanhecer é uma surpresa sobre qual vai ser o Oh! que nos deixará a todos boquiabertos. Aí é se preparar para passar o dia inteiro ouvindo os desdobramentos do caso, ou casos, porque ultimamente eles se sobrepõem de uma forma tal que quando você pensa que está ouvindo falar sobre um assunto, já é outro. Não dá nem mais tempo de sair por aí com o fubá enquanto o outro já está chegando com o bolo pronto e o café no bule.

Mesmo para quem trabalha com informação, como é o caso de nós, jornalistas, a velocidade absurda e incontrolável da comunicação em tempos atuais chega a ser exasperante. Não dá tempo para assimilar, entender, ver todos os lados da questão para poder analisar e transmitir aos leitores uma impressão mais segura, consolidada, uma análise mais esclarecedora e que acredito é o que se espera de nós. Glub-glub-glub, estamos nos afogando no mar de acontecimentos, morrendo pela boca, fisgando iscas em anzóis.

Mas quem quer saber? É tiroteio verbal para todos os lados. Não é à toa que até as onomatopeias estão sendo trocadas pelos simpáticos desenhinhos de emoticons, imagens que acabam representando a nossa opinião bem mais rápido. Outro dia mesmo até o presidente aí, ao se vangloriar no Twitter da compra de aeroportos por grupos estrangeiros usou duas daquelas cornetinhas de festa lançando confetes. Fofo, né? Nós é que temos de fazer aquela carinha brava, vermelhinha de raiva, de smile, por assunto tão importante aparecer assim engolfado, espremido entre listas e novas denúncias e escândalos. Numa semana que teve uma absurda e mal amanhada greve geral (! Até parece!), protestos contra a reforma da previdência e até um sapo barbudo emergindo do lago cheio de lama – coach,coach,coach.

Toda hora é preciso explicar para alguém porque e como que é cada vez mais supérfluo o tratamento de alguns temas em momentos com esse. A gente precisa sempre fazer que recordem que o espaço, seja o de jornais, tevês ou rádios é o mesmo, e dentro dele devem caber todas as notícias. Incluindo as seções fixas, o resultado dos jogos, o horóscopo, as colunas cada vez mais numerosas, espaços e programas que estão dando para qualquer um falar ou escrever, bem barato, especialistas, cheios de opinião a favor ou contra, numa dicotomia constante, maniqueísmo do bem ou do mal, “tucanos” ou “petistas”. É tanto cricri que parece noite de verão com cigarras gritando até estourar os peitinhos.

Mais: dizer que a internet é gloriosa porque é mais condescendente com os espaços é bobagem, porque nessa loucura não dá mais tempo de ler tudo. É vapt-vupt. No Facebook já até foi cunhada uma expressão “lá vem textão”! quando alguém quer mais tempo de sua atenção para expor um assunto. (Cá entre nós, acredito que não funciona, e tem gente que sai correndo justamente nesse alerta).

Fom fom! Bi-bi! Quando é que conseguiremos um pouco mais de normalidade, andar para a frente, sem ouvir o ratatá da violência, o sentido sniff e ais das mulheres violentadas das mais diversas formas, o buááá das crianças massacradas?

Quando poderemos ouvir o trimmm do telefone nos chamando para trabalhar e não ter medo do ring, din-don e toc toc em nossas portas? Ouvir o tumtumtum de nossos corações apenas por paixões?

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20170227_154333

Marli Gonçalves, jornalista Ah! Ah! Psiu. Chega de trololó.

Brasil, São Paulo, tsk-tsk, 2017

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Angustiante (e boa) análise de Cesar Maia sobre esses momentos que – parece – perdurarão

fonte: ex-blog de Cesar Maiamaster-chef-cooking-smiley-emoticon

A CRISE MAIS GRAVE: BRASIL PERDE UMA GERAÇÃO!

1. Em 2011, o populismo keynesiano adaptado aqui começava a diluir. Daí para frente os fundamentos macroeconômicos foram derretendo até tornarem a recessão “sustentável”. Em 2015, a situação dramática pós-eleitoral deu nitidez a tudo isso. As medidas de ajuste adotadas mostram-se insuficientes para dar uma resposta em curto prazo.

2. As projeções de cenários apontam para o alongamento da recessão até, pelo menos, 2017. Alguma luz no fim do túnel, talvez, em 2018, assim mesmo como transição e se o dever de casa for feito adequadamente. A alternativa seria a tradição latino-americana de tributar e crescer com a inflação. Mas a mudança em 2018 seria inevitável.

3. Serão 8 anos em 2018. Oito anos em que as perspectivas negativas das pessoas, das famílias e das empresas, como reação ao clima de desconfiança hoje e de imprevisibilidade amanhã, as faz atuar defensivamente. Vale dizer, perde-se a ousadia.

4. Supondo um jovem terminando o ensino fundamental, isso significa que dos 15 aos 23 anos esse pessimismo o estará contaminando. Nas empresas -além do desemprego- aumenta a rotatividade de forma a trocar funcionários de maior por menor salário, desestimulando todos.

5. Os governos municipais e estaduais, vivendo a mesma crise fiscal do governo federal, apontam contra sua maior despesa, que são os servidores públicos. Interrompem os concursos, aplicam reajustes menores que a inflação, interrompem políticas de estímulo e cortam quando podem. Com isso, o setor público perde dinamismo, criatividade e ousadia ou, em uma palavra, produtividade, acentuando as curvas da crise.

6. Portanto, a crise que o Brasil atravessa precisa ser medida muito além dos dados objetivos e mensuráveis, como inflação, juros, câmbio, taxa de desemprego, taxa de crescimento, taxa de inadimplência, etc. O impacto da crise é muito mais profundo, pois atinge a motivação e a formação dos jovens e, dessa forma, o futuro.

7. Após a crise, lá por 2018 ou 2019, o desenvolvimento brasileiro perderá impulso interno sustentável e terá que se valer de fatores humanos externos, importando ainda mais tecnologia, bens de capital e obras, e novos meios de desenvolvimento da educação, da saúde e da segurança.

8. Esse é o aspecto mais grave da atual crise.

MP pede que Prefeitura de São Paulo retire 400 cães abandonados em solo indígena de Jaraguá, ZN.

graphics-snoopy-660907MPF recomenda que Prefeitura de São Paulo remova 400 cães abandonados em terra indígena

Centro de Controle de Zoonoses deve adotar medidas para impedir que novos animais sejam deixados na aldeia

O Ministério Público Federal recomendou ao Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de São Paulo (CCZ) que providencie o recolhimento de cerca de 400 cães abandonados que vivem na terra indígena Jaraguá, na Zona Norte da capital paulista. A Procuradoria também recomenda que sejam tomadas medidas para impedir que novos animais sejam deixados na região.

A terra indígena Jaraguá é hoje a menor aldeia demarcada no Brasil, com 1,5 hectare, e possui aproximadamente 800 habitantes. O elevado número de animais domésticos abandonados em espaço tão reduzido tem causado diversos problemas de saúde à população, como doenças na pele, enfermidades transmitidas pela água contaminada por fezes, além do surto de pulgas e carrapatos.

PIT BULL. O CCZ acatou parte da recomendação e recolheu na última sexta-feira, 17 de outubro, um cão da raça pit bull que havia sido abandonado na aldeia. O cachorro estava preso de forma improvisada num galinheiro devido à sua manifesta agressividade. O MPF ressaltou que, além da ameaça à integridade física das crianças e adolescentes indígenas que vivem na região, havia o risco à saúde do próprio animal, que poderia ser machucado pelos habitantes que se sentiam ameaçados.

A Procuradoria deu prazo de dez dias úteis para que o órgão da Prefeitura se manifeste em relação às medidas adotadas para o recolhimento dos demais cães e para impedir que novos animais sejam abandonados na região. O não cumprimento da recomendação, assim como a ausência de resposta dentro do prazo, acarretará a adoção das medidas judiciais e extrajudiciais necessárias.

 FONTE: COMUNICAÇÃO MPF

Tá tudo uma beleza, hein? 16,5 mil trabalhadores da indústria demitidos. Só em junho. E a bola rolando

FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA DA FIESP

Indústria paulista demite 16,5 mil trabalhadores em broke_man_with_empty_pockets_md_clrFootballkickhitjunho de 2014

Desempenho foi o pior desde 2006. Nos últimos 12 meses, são 96.500 vagas eliminadas pelo setor no estado

A indústria paulista demitiu 16,5 mil empregados em junho, o que equivale a uma queda de 0,64% em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal. O resultado é da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, elaborada pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Trata-se do pior resultado desde 2006, quando o levantamento começou a ser feito, num indicativo de que a situação do emprego no setor tende a se agravar até o final do ano.
De acordo com Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, responsável pela pesquisa, “ninguém esperava um desempenho tão ruim”. “Nem em junho de 2009, diante dos reflexos da crise econômica de 2008, a queda no número de empregos foi tão expressiva”, afirma.
Para se ter uma ideia, a queda no nível de emprego em junho de 2009 foi de 0,47% com ajuste sazonal, diante dos atuais 0,64% (também com ajuste).
No acumulado dos últimos 12 meses (entre junho de 2013 e junho de 2014), são 96.500 profissionais demitidos.
Diante desse cenário, explica Francini, eventualmente 2014 vai terminar com mais postos fechados que em 2012, quando foram demitidos 52 mil trabalhadores na indústria paulista. Em 2013, foram 36,5 mil profissionais dispensados. “É possível que fiquemos num número entre 2009, quando houve 112,5 mil cortes, e 2012, ou seja, variando entre 112,5 mil e 52 mil vagas eliminadas”.
Setores
Na análise por setores, a pesquisa apontou que o maior número de demissões ficou com a indústria de veículos automotores, reboques e carrocerias, com 3.661 vagas fechadas. Em segundo lugar, veio o setor de produtos alimentícios, com 2.566 postos a menos, seguido por confecção de artigos do vestuário e acessórios (-2.562 empregos).
“Entre os 22 setores pesquisados, 70% apresentaram resultado negativo em junho”, diz Francini.
Regiões do estado
Quando consideradas as regiões do estado, Matão, Presidente Prudente e Limeira foram destaques positivos no que se refere ao emprego. Entre os piores desempenhos, Cotia, Jaú e São Bernardo do Campo.
Em Matão, foram gerados mais 4,63% empregos em junho, movimento estimulado principalmente pelos setores de produtos alimentícios e máquinas e equipamentos. Já em Presidente Prudente, com 0,92% mais vagas no mês, os artefatos de couro e calçados, junto com coque, petróleo e biocombustíveis foram os motores. A alta de 0,9% em junho em Limeira é atribuída aos veículos automotores e autopeças e à celulose, papel e produtos de papel.
Entre as áreas que mais demitiram, foram menos 2,76% postos em Cotia, menos 2,13% em Jaú e menos 1,84% em São Bernardo do Campo. Em Cotia, o baixo desempenho foi puxado pelos móveis e produtos têxteis, com vagas fechadas sobretudo em artefatos de couro e calçados e alimentos em Jaú e veículos automotores e autopeças e produtos de borracha e de material plástico em São Bernardo do Campo.
“Das nossas 36 diretorias regionais consideradas para o estudo, 80% apresentaram resultado negativo no que se refere ao emprego em junho”, conclui Francini.

Análise de Cesar Maia – Como será, seria, pode ser, os nossos dias de Copa

3d_Animasi_Fire_Ball_Animated_O QUE PREOCUPA -PARA VALER- NA COPA!

1. Em reunião de simulação de situações em Brasília, os analistas chegaram à conclusão que a Copa em si não será problema. Em torno dos estádios se colocam cinturões de isolamento com duas circunferências concêntricas.

2. Os assistentes mostrariam seus ingressos em cada uma delas e finalmente no estádio. Mobilizações eventuais ficariam na parte externa à primeira circunferência. Um pouco de barulho, alguma ação de separação por parte da polícia e nada mais grave.

3. E assim se iria até a grande final no Maracanã. Bem, se o Brasil for vencendo as etapas anteriores. Mas se não for…

4. Esse é o ponto. Se o Brasil for desclassificado até a semifinal, os riscos de grandes manifestações serão enormes. Nelas estariam os manifestantes de sempre somados aos torcedores frustrados que convergiriam com os demais no sentido que tudo foi um gasto inútil. Um sentimento muito mais intenso que em 1950.

5. A conclusão unânime é que a paz na copa, ou pelo menos as manifestações sob controle dependem muito mais da seleção brasileira que dos esquemas policiais e militares. Que no caso de uma desclassificação prematura da seleção não haverá força policial ou militar capaz de conter as manifestações.

6. Assim, a responsabilidade da seleção será dupla: vencer as partidas e conter as manifestações. E, portanto, governos federal e estaduais nunca torcerão tanto pela seleção canarinha como agora na Copa-2014.

7. E se isso -a desclassificação- acontecer logo na segunda fase…, salve-se quem puder.

….. >>>>>fonte: EX-BLOG DE CESAR MAIA

Nada mais faz a gente feliz no Pão de Açúcar pós Abílio Diniz

 

3d animasi woman playing violin animated human animation could be wallpaper and screensaverPREVISÃO ECONÔMICA

A Rede Pão de Açúcar será mais uma das marcas com bons problemas senão agora, mas em muito breve. Previsão econômica com base em observações e conversas.

Todo mundo pronto para se mandar para o Carrefour.

– Nós éramos felizes e não sabíamos – me diz um funcionária do Pão de Açúcar Jardins que tenho visto cair a qualidade a olhos vistos. “Depois da saída do Abílio a coisa vai de mal a pior”, me diz fazendo referência ao anúncio do Pão de Açúcar, lembra? – O que te faz feliz?

Gifs%20Anim%E9s%20Eau%20%2828%29 – Soubemos que ele, Abílio,  comprou um bom punhado de ações do Carrefour. Esperamos que ele nos chame. Aqui está insuportável: não temos mais produtos e está havendo muitas demissões todos os dias. Onde havia dois em um balcão, agora é só um – vai me contando  a funcionária. “Outro dia vieram em grupo, lá da França, e esse aqui foi o primeiro mercado que viram. Passaram anotando tudo. Mas depois disso a coisa só fez piorar”, informa. “Inclusive lá na matriz”, enfatiza.

“Um clima de terror”. Logo vários outros funcionários que passam fazem questão de concordar com ela.

– É Éramos felizes e não sabíamos.

 Em tempo: fui comprar pão. Sabe, pão francês? Pois é. Não tinha. O que tinha era daqueles congelados. O forno está quebrado há alguns dias. Gifs%20Anim%E9s%20Feu%20%2850%29

 Imagine se com o Abílio aconteceria! Principalmente numa de suas principais lojas.  

ARTIGO – Você grita ou engole? Por Marli Gonçalves

BanditTambém poderia chamar algo como “Histórias e as normas internas”. Vocês também devem passar – ou passarão – por situações como essas, literalmente inacreditáveis e constrangedoras. Todos os dias ouço relatos parecidos. Eu grito, e alto, mas já estou cansada de tanto pelejar sozinha. E você? Engole? Sabia que uma tal “norma interna”, baixada por algum chispito do poder, faz com que essa gente se sobreponha às leis federais? Pois é.

Primeira segunda-feira do ano. Vou ao Banco do Brasil arrastando meu pai de 96 anos para revalidar a senha do INSS, dar prova de vida, e poder receber o salário mínimo que o humilha mensalmente, já que trabalhou dos 9 aos 90 anos. Levo-o à agência mais próxima, na avenida Nove de Julho, em São Paulo, e já preparada para uma guerra que, mal sabia eu, não seria a que enfrentaria e que relato a seguir, indignada. Aliás, toda a cena deste relato é acompanhada por dois seguranças olhando torto. O que fazem: olham torto e põem a mão na algibeira, como ameaça.

A tal agência do tal Banco do Brasil fica numa casa de três andares dos Jardins e não tem elevador, num bairro onde predominantemente vivem idosos, bem idosos mesmo. Para chegar ao caixa é necessário subir dois grandes lances de escada. O drama geral já começa na porta giratória – grossa, pesada, descalibrada, praticamente empurra a pessoa quando gira, principalmente os mais velhos. Entrei atrás de meu pai, segurando bem a porta para que ele tivesse tempo de dar os passos. É uma coisa inacreditável, gente!

hommes021Todo ano a situação se repete. Claro que ninguém nem é doido de sugerir que o meu pai suba – já chego preparada para reagir. Mas tem gente lá que, ou vai sozinho, ou é tão simples que não tem a menor ideia dos direitos que tem. Vou descrever o horror do que vi nesse dia: uma senhora muito velha e muito alquebrada e com muita dificuldade de locomoção, já descendo com todas as dificuldades do mundo esse lances da escada, e ninguém nem perto para auxiliar. Ela estava acompanhada de uma outra senhora bem simples, certamente sua cuidadora. Não sei ficar quieta e estrilei gostoso com os gerentes que confortavelmente se instalam no térreo, e que parecem mais um grupo de autistas do que de profissionais.

mz_08_10035659100Foi aí começou o meu drama: os caras não gostaram nada de eu ter chamado a atenção para o problema e o meu pai não estava com o RG original, tinha sumido. O que eu levei, no entanto, por favor, anotem: cópia autenticada do RG, o próprio pai, ao vivo e em cores, a certidão de nascimento dele, original, CIC e carta de motorista (que, no tempo dele, ainda não tinha foto). A cópia autenticada, inclusive, integrava um documento jurídico, inventário, totalmente legal, página por página. Fora isso eu estava com todos os meus documentos originais onde consta a filiação – e o nome completo do pai.

Acreditem: não aceitaram, impondo um constrangimento e humilhação indescritíveis ao meu pai e a mim. Ou seja, no fundo nos acusavam de estar tentando roubar ou enganar um banco, como se eu tivesse pego um velhinho qualquer no meio da rua. Meus nervos não são de aço e o forrobodó correu solto. Nessa hora, meu lado negro da força se manifesta e ele é muito feio. Normas, normas internas, ouvi.

Perguntei várias vezes onde estavam descritas. Nada. Enfim, no outro dia achei o RG e garbosos fomos lá esfregar na cara desses pequenos e podres poderes.18

Claro que busquei a Ouvidoria do banco. Na segunda, Dia de Reis, não tinha ninguém. Na terça consegui registrar a reclamação (número 29267474). Já recebi dois telefonemas que me fizeram contar toda a história de novo. Para, enfim, me darem – não por escrito – a resposta oficial do tal Banco do Brasil: normas internas.

São maiores que as leis do país onde documentos autenticados valem como originais.

Ah, você quer outra história? Pois bem: há dois meses acionei a Claro para mudança de planos porque a conta estava abusiva. Cortei isso, aquilo. Mês seguinte a conta tinha triplicado! Foram horas para corrigir o erro deles. Agora, segundo mês , quase tenho um ataque ao abrir a conta: 800 reais e lá vai pedrada. Tudo errado. Liguei, pronta a levar mais algumas horas e qual não foi minha surpresa? A atendente pediu um tempinho e retornou dizendo que já ia “estar mandando” a nova fatura para meu email: 211 reais. Ei, peraí, mas e o que aconteceu? Resposta: “Ah, houve um problema e vários clientes tiveram cobrados todos os seus procedimentos isoladamente”.

“Ah, e não podem avisar?”, “Ah, e não tem pedido de desculpas?”, “Ah, porque estamos tão desprotegidos cada vez mais, minha gente?”

Então, se você é um dos babacas que confiam em débito automático, fique esperto! Você certamente está sendo roubado nesse país onde é mais fácil ser ladrão do que honesto. Por isso, também, entre outras, andam fazendo tanta questão de só mandar as contas por e-mail ou que vocêzinho pegue na internet. Eles economizam. Você? Ah! Quem é você?

Grita ou engole?

Foram essas duas as minhas histórias de hoje. A da NET nem vou contar para não me estressar ainda mais lembrando. Mas tenho certeza de que você também deve ter algumas saborosas. Teve de lidar com atendentes ignorantes terceirizados, com o descaso, com o “sistema” e, agora, com mais um monstro: as normas internas do banquinho. Esse é o Brasil que estamos construindo. Não é BB. É BBB, Burocrático, Burro e Baleado.

São Paulo, o centro disso tudo. Imagine em outro lugar. Imagina na Copa. E nas Olimpíadas. 2014

Marli Gonçalves é jornalista – Para registro: atrás da Câmara Municipal de São Paulo, centro da cidade, tem uma praça, que se chama Vladimir Herzog, inaugurada com pompa, e pelo menos deveria estar sob os cuidados de alguém. Cena normal além de roubos: criancinhas pentelhas jogando bombas; Sim, bombas bem fortes e barulhentas, em cima das pessoas. Na direção do rosto. E aí? Aí nada. Capaz até de ser preso, mas você, se catar um coisico ruim desses para dar uns coquinhos.

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E-mails:
marli@brickmann.com.br
marligo@uol.com.br

SE CONTINUAR NESSA TOADA, O PV JÁ ERA. PRECISAMOS LIMPAR AS PLANTAS. OLHA ESSE BABACA, DO ACRE, TIETE DO (IN) FELICIANO

DIABINHOS DANÇANDOAs tietes do pastor

Cheio de confiança

Depois de mais um golpe em Henrique Eduardo Alves (Leia mais em: Feliciano tripudia), Marco Feliciano era só sorrisos no cafezinho do plenário da Câmara. Alguns deputados – ainda mais inexpressivos do que ele, obviamente – fizeram papel de tiete, pajeando o deputado pastor.

Henrique Afonso, do PV do Acre, parecia estar ao lado de um ídolo, e não se conteve: pediu a uma assessora para tirar uma foto dele ao lado do pastor homofóbico.

FONTE: Por Lauro Jardim – RADAR – VEJA ONLINE

Cartunista Laerte, cross-dresser, tem problemas por usar banheiro feminino em padaria “muderna” da cidade. Ele protesta. As redes protestam. Todo mundo protesta e já pensam em protestar com banheiraço no local

E OLHA QUE ELE, VESTIDO DE MULHER, PARECE MUITO UMA SENHORA, UMA RIGOROSA SENHORA…

do estadão:

estadao.com.br (Grupo Estado - Copyright 1995-2010 - Todos os direitos reservados.)

Por ARTUR RODRIGUES, estadao.com.br
 

Uso de banheiro feminino termina em polêmica

  • O cartunista Laerte Coutinho, de 60 anos, se envolveu em uma polêmica anteontem após ser proibido de usar o banheiro feminino da Pizzaria e Lanchonete Real, no Sumaré, na zona oeste. Desde que passou a se vestir publicamente com roupas de mulher, em 2010, ele afirma que nunca havia enfrentado situação semelhante. Indignado, postou mensagens sobre o assunto em redes sociais e pretende processar o restaurante por se sentir discriminado.

Laerte contou que já havia usado o banheiro feminino como costuma fazer. Na saída do estabelecimento, foi alertado por um dos sócios do local que, da próxima vez, teria de usar o masculino. O aviso foi motivado pela reclamação de uma cliente, cuja filha estava no banheiro.

‘O gerente garantiu o direito da freguesa de espernear em detrimento do meu direito. Ele foi gentil, mas a ação que praticou é um cerceamento’, disse Laerte.

Com a cliente, a discussão foi mais acalorada. ‘O que a mulher queria dizer com: ‘Eu tenho crianças’? Qual o problema de a menina ver uma travesti no banheiro? As pessoas pensam que os outros andam pelados dentro do banheiro’, afirmou Laerte. ‘O banheiro é um tabu que precisa ser encarado de maneira menos apaixonada.’

O sócio Renato Cunha, de 19 anos, foi quem avisou Laerte de que ele deveria usar o banheiro dos homens. ‘Expliquei que uma cliente estava reclamando muito e disse: ‘Se o senhor puder usar o banheiro masculino da próxima vez”, contou.

Segundo ele, Laerte foi ao estabelecimento outras vezes, mas essa foi a primeira reclamação. ‘Na lanchonete, tem um pessoal mais alternativo. Mas, na pizzaria, vem gente com família, criança. Eles acharam bem constrangedor o fato de ele estar usando o banheiro feminino’, disse.

Cunha contou que o restaurante não tem política sobre o tema. ‘Não entendo muito dessas coisas. Ele é homem, né?’

A questão também causa discussões pelo País. No ano passado, a escola de samba carioca Unidos da Tijuca foi criticada por ativistas gays após criar banheiro só para homossexuais. Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em 2008, travestis e transexuais conquistaram o direito de usar o banheiro das mulheres

A Diana da novela morreu… Mas a “Síndrome de Hellp” não é que ela pediu socorro, ou que a filha deveria se chamar Mary Help. Veja o que é a Síndrome. É sério.

Bloguinho também é SAÚDE!

DO WIKIPEDIA

 

 

Síndrome HELLP é uma complicação obstétrica com risco de morte, sendo considerada por muitos uma variação da pré-eclâmpsia. Ambas as condições podem aparecer na gravidez ou as vezes após o parto.

HELLP é a abreviação dos três principais elementos da síndrome:[1]

  • HHemólise, do inglês: Hemolytic anemia;
  • EL – Enzimas hepáticas elevadas, do inglês: Elevated Liver enzymes;
  • LP – Baixa contagem de plaquetas, do inglês: Low Platelet count;

Sintomas

Normalmente, a paciente que desenvolve a síndrome do HELLP, vem seguida de hipertensão induzida pela gestação/pré-eclâmpsia cerca de 8% dos casos apresentam o quadro após a o parto. Como os sintomas podem ser confundidos com a pré-eclâmpsia grave, os sintomas podem passar despercebidos se não for feita uma avaliação laboratorial. Desse modo o diagnóstico é feito quando a síndrome ja se encontra em estado avançado. Essa síndrome se acompanha de aumento da morbidade e mortalidade da mãe e/ou da criança. A morbidade ou mortalidade da mãe depende do avanço e gravidade da síndrome, enquanto do feto depende de sua idade gestacional.

Nota de especialista, especial aqui pro bloguinho:

“Pré eclampsia geralmente ocorre na primeira gravidez da mulher, relacionada ao aumento de peso e pressão alta (hipertensão arterial) e perda de proteína pelo rim (proteinúria)”

do site http://www.medonline.com.br/med_ed/med1/preeclampsia.htm eu trouxe isso – os fatores de risco:

Fatores de risco

A pré-eclâmpsia ocorre mais frequentemente durante a primeira gestação, sendo ocasional seu desenvolvimento em gestações subsequentes a uma gravidez normal, ou mesmo após um abortamento tardio.  Há evidências de que fatores imunológicos relacionados a antígenos do esperma paterno são importantes na gênese da pré-eclâmpsia.  Embora primigrávidas jovens apresentem maiores riscos, multigrávidas com um novo parceiro têm alta incidência de pré-eclâmpsia.  Por outro lado, a duração da cohabitação antes da concepção se relaciona inversamente com o risco de pré-eclâmpsia, sugerindo que prolongada exposição materna a antígenos do esperma paterno confere proteção(10).  Pré-eclâmpsia também está associada com a idade materna, aumentando sua incidência em mulheres acima de 35 anos.  Nefropatia, associada ou não a hipertensão crônica, diabetes mellitus, gemelaridade, hidrópsia fetal e mola hidatiforme igualmente aumentam os riscos de pré-eclâmpsia.  Mulheres fumantes aparentemente têm menor risco de desenvolver pré-eclâmpsia, mas quando a desenvolvem o prognóstico é pior do que em não fumantes.