Depois que o leite derrama, pouco adianta. Conversa fiada essa de averiguar excessos. Basta ver as imagens. O horror, de novo, na repressão. E os protestos crescerão.

Violência policial leva opinião pública
a apoiar manifestações estudantis

Diego Zanchetta/ Estadão Conteúdo
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TESTEMUNHAS AFIRMAM QUE NÃO HAVIA CONFLITO NO LOCAL

A ação desproporcional das polícias militares no Rio de Janeiro e em São Paulo “virou” a opinião predominante na opinião pública, refletida na imprensa. Agora, há apoio aos manifestantes. Uma repórter do jornal Folha de S. Paulo foi baleada no olho com uma bala de borracha na noite de ontem (13) durante protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo. Segundo Giuliana Vallone, da TV Folha, ela estava em um estacionamento na Rua Augusta quando uma viatura da Rota se aproximou em baixa velocidade e um PM que estava no banco de trás atirou contra ela. Repórteres de outros veículos de comunicação também presenciaram ações questionáveis da Rota. O secretário de Segurança Pública do estado, Fernando Grella, afirmou em nota que determinou que a Corregedoria da Polícia Militar apure episódios envolvendo fotógrafos e cinegrafistas durante a manifestação.

fonte: coluna CH

Como quem filmou diz: “rará!”. Policial quebra vidro de viatura durante protesto

Vídeo gravado na manifestação do dia 13/06/2013 contra o aumento das passagens de Ônibus, Metrô e Trem. Em São Paulo, na Consolação.

Sem comentários, para não nos dividirmos mais ainda. Veja essa: bombas mais perigosas do que o normal sendo usadas pela PM contra todos

0016PM de SP usa bombas com validade vencida para reprimir protesto

Fabiana Maranhão
Do UOL, em São Paulo

  • fonte: UOL

    Na bomba de gás lê-se a mensagem: "Atenção, oferece perigo se utilizado após o prazo de validade"Na bomba de gás lê-se a mensagem: “Atenção, oferece perigo se utilizado após o prazo de validade”

As bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela Polícia Militar de São Paulo em repressão ao protesto contra o aumento do preço das passagens de ônibus, metrô e trem, na noite desta quinta-feira (13), estavam com a validade vencida. A denúncia foi feita por manifestantes e moradores da área central da capital, onde ocorreu o ato.

A fotografia de um dos artefatos divulgada nas redes sociais mostra que o prazo de validade para uso do material terminou em dezembro de 2010. Na embalagem do produto, uma mensagem alerta: “Atenção: oferece perigo se utilizado após o prazo de validade”.

O ator Rafael Queiroga, 30, foi um dos que encontrou um desses artefatos na rua onde mora, no bairro dos Jardins, depois que policiais militares dispararam bombas contra os manifestantes.

Ele conta que não estava participando do protesto, mas desceu para ver o que estava acontecendo. “Havia várias dessas na rua. Peguei uma. Quando cheguei em casa, fui alertado por uma pessoa sobre a validade da bomba”, lembra.

A constatação causou revolta no ator. “Isso é negligência. Estão colocando em risco a vida das pessoas”, desabafa.