Nota de Gilberto Kassab #RIPEduardoCampos.

MEU AMIGO EDUARDO CAMPOS

“O Brasil perde um grande líder, um homem público sensível, uma esperança para os que seguem acreditando no exercício da Política como instrumento de fortalecimento democrático. Conheci Eduardo Campos em 1999, em Brasília. Era deputado federal, e nunca mais deixamos de nos ver, manter um relacionamento fraterno, dialogar e falar sobre política. Em 2010, me convidou para entrar no PSB, mas o PSD ganharia proporções nacionais, e adiamos um projeto maior, de união, para uma conversa posterior. Sempre que vinha a São Paulo, eu o recebia em casa, falávamos sobre política e seus sonhos de ser Presidente. Aprendi muito com ele. Dividíamos projetos, ideias e lembranças da política. Eduardo deixa o exemplo de correção, de caráter e sensibilidade que o Brasil não esquecerá. Meus sentimentos à sua mulher, à sua família e aos pernambucanos que tiveram a oportunidade a honra de tê-lo como deputado, secretário de estado e governador. Um homem público vencedor, que pensava sempre em ajudar as pessoas.”

Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD

Narcisa, a louca, a maluca. E, desculpem, bem irresponsável. Veja essa

 

Narcisa Tamborindeguy entra na política por trinta minutos

“Ai, que loucura”

Narcisa Tamborindeguy fez jus ao seu bordão “ai que loucura” hoje de manhã no Rio de Janeiro.

A socialite se filiou ao PSD por volta de 10h. Meia hora depois, completamente do nada e sem qualquer explicação, pediu a desfiliação do partido.

FONTE: COLUNA RADAR – VEJA ONLINE – Por Lauro Jardim

Nasceu o PSD. E nasceu um garoto forte e rosado. Que vai desidratar o DEM

Veja o manifesto divulgado hoje:

Manifesto à Nação
Em 28/09/1980

O Partido Social Democrático nasce voltado para os interesses maiores do Brasil, com dezenas de deputados federais, mais de uma centena de deputados estaduais, dois governadores, seis vices, dois senadores, prefeitos e vereadores de norte a sul do país.

Ao nascer forte e legitimamente – com perspectiva de ser a terceira maior bancada do Congresso – temos o dever de nos impor um desafio à altura do nosso compromisso com o País. Assim, o PSD anuncia com orgulho que está iniciando imediatamente as providências para apresentar, no Senado da República, uma Proposta de Emenda Constitucional para eleger em 2014 uma Assembleia Nacional Constituinte, com parlamentares constituintes exclusivos para concluir seu trabalho revisional no prazo de até dois anos.

Esperando contar com a participação de toda a sociedade brasileira, o PSD retoma, com determinação e coragem, a iniciativa da revisão constitucional prevista já no ato da criação da Constituição de 88.
Dirão que não é o momento. É verdade, já passou do tempo. Frustrada por acontecimentos da época, não foi feita quando devia, em 93, e caiu no esquecimento.

Dirão que é inconstitucional, que é impossível.

Impossível é conviver com remendos constitucionais e improvisações oportunistas, enquanto um pacto federativo superado impõe a Municípios, Estados e a própria União limitações, constrangimentos e falta de recursos para dar aos brasileiros serviços dignos de saúde, educação, segurança, justiça e oportunidade igual para todos.

Há tempos o Brasil está amarrado, travado, perdido em discussões que não prosperam, viciadas ora pelo fisiologismo, ora pelo corporativismo, radicalismo ou problemas menores. Sabemos que mínirreformas ou remendos não resolvem mais.
Há concordância, consenso sobre a necessidade das reformas política, tributária, fiscal, penal, trabalhista, mas estamos paralisados por um imobilismo que precisamos superar pelo bem da nação.

Temos o dever de começar a agir já, a obrigação de acertar nessa batalha pelas reformas estruturais e pela modernização do estado brasileiro. Um trabalho revisional focado, isento, de congressistas revisionais exclusivos.

Nossos congressistas estão hoje e estarão amanhã ocupados com a discussão dos nossos problemas imediatos e importantes do dia a dia. E vão precisar estar vigilantes, atentos a problemas que deveremos enfrentar nos próximos anos, por causa da crise econômica da Europa e dos Estados Unidos. Também têm de estar dedicados a eles. O País avançou nas últimas décadas, muito foi feito, mas podemos, devemos e vamos avançar mais.

O PSD que hoje nasce – independentemente da Revisão Constitucional Exclusiva que está propondo – tem convicções e defende, desde já, o voto distrital, com introdução gradual, inicialmente nos 85 municípios com 200 mil ou mais eleitores onde hoje há segundo turno.

O PSD tem posição clara na defesa das liberdades de expressão e opinião e ao direito do cidadão à informação. Somos, por convicção e princípio, contra qualquer tipo de censura, controle, restrição ou regulamentação da mídia.

O PSD será também intransigente na condenação e denúncia pública da corrupção e dos malfeitos. Está ao lado da sociedade, do trabalhador, dos jovens, da família brasileira que exigem respeito ao dinheiro público e comportamento ético, coerência e honestidade de seus governantes e da classe política.

O exercício da Política tem de ser responsável, transparente, não comporta conluios, conchavos ou sombras.

Defendemos a iniciativa e a propriedade privadas, a economia de mercado como o regime capaz de gerar riqueza e desenvolvimento, sem os quais não se erradica a pobreza. Acreditamos num estado forte, regulador, mas democrático e centrado nas suas prioridades sociais.

Apoiamos as políticas sociais aos que mais precisam do amparo do estado, e a necessidade de abrir as portas de entrada do emprego digno para esses cidadãos. Devemos isso ao Brasil que quer e precisa se modernizar, se tornar mais ágil, se libertar das impossibilidades e oferecer, de verdade, igualdade de oportunidade aos que querem se profissionalizar, gerir seu próprio negócio e vencer na vida.

O PSD aposta na agricultura e na pecuária – como parte da cadeia produtiva do agronegócio – que libertou do atraso histórico as populações do campo, transformando antigos proprietários rurais em empresários e criando uma nova classe de trabalhadores especializados e valorizados. Mas fazemos questão de lembrar e valorizar a multidão de pequenos produtores, uma classe batalhadora que carrega o Brasil nas costas.

O PSD apóia e defende a preservação do meio ambiente como fator de sobrevivência do homem e da própria vida do planeta. É possível alargar as fronteiras da produção, de maneira sustentável e responsável.

O PSD exige a exposição clara, em todos os produtos comercializados, de todos os impostos ocultos nos preços dos bens e serviços, para que o cidadão saiba o que paga e o que tem direito a receber de volta do Estado. Pago, logo exijo: esse é o cidadão alerta e ativo que queremos.

O PSD defende intransigentemente a Zona Franca de Manaus como pólo de desenvolvimento tecnológico e de geração de empregos.

O PSD anuncia também a criação de seu Espaço Democrático, fundação que reunirá especialistas das diversas correntes de pensamento para debater com a Executiva do PSD os grandes desafios brasileiros. Neste processo, vamos percorrer todos os Estados, ouvindo a sociedade, empresários e trabalhadores para colher, em 27 seminários, subsídios para o Projeto de Um Novo Brasil.

O PSD contará ainda com a experiência de grande parte das lideranças ligadas à UGT – União Geral dos Trabalhadores – sobre políticas de inclusão social e desenvolvimento trabalhista. A UGT integrará órgão específico para somar esforços junto à Executiva Nacional do Partido e à fundação Espaço Democrático.

O PSD afirma que não fará oposição pela oposição. Faremos política para ajudar o Brasil. Nossos adversários não são inimigos a eliminar, mas cidadãos com os quais vamos dialogar, sem violências ou radicalismos.

Temos democracia, direitos, liberdade, conquistas e avanços sociais. Nossa Constituição está aí, em pleno funcionamento. Mas temos ainda enormes desigualdades sociais, fome e injustiças.

Sem violentar direitos e liberdades já conquistados, com a Revisão Constitucional Exclusiva vamos enfrentar os pontos fundamentais que estão travando e obstruindo o desenvolvimento do Brasil. Esse movimento será um pólo construtivo, transformador, de convocação e envolvimento da sociedade.

Com nossas crenças e uma constituinte em 2014, vamos à luta unidos para construir um País mais moderno e desenvolvido, mais ético, justo, e solidário.

Vamos à vitória com nosso trabalho, com fé em Deus e com a força e grandeza dos nossos sonhos!

Uma conversa dos meus amigos Ricardo Kotscho e Afif Domingos, no Ranieri, outro amigo. Saudades dessas prosas de tabacaria

Afif e o novo PSD: “Collor jogou nossas bandeiras no lixo”

Na volta do almoço no Rodeio, ao parar para tomar um café no Ranieri, aqui ao lado de onde moro, encontrei meu velho amigo Guilherme Afif, 67 anos, vice-governador de São Paulo e principal mentor do novo PSD, o Partido Social Democrático criado por Getúlio Vargas, consagrado por Juscelino Kubitschek e relançado esta semana pelo prefeito Gilberto Kassab.

Aproveitei para dirigir a ele três perguntas que todo mundo certamente gostaria de lhe fazer. De bom humor, fumando um charutinho, ele respondeu de bate-pronto.

Balaio _ O que leva o vice-governador de são Paulo, ex-candidato a presidente da República, ex-deputado federal e empresário bem sucedido, a se aventurar na criação de um novo partido, a esta altura da vida e do campeonato?

Afif _ Sempre é tempo de recomeçar. Estou recomeçando no ponto em que paramos em 1989, na campanha presidencial, quando as nossas bandeiras foram empunhadas pelo presidente eleito, Fernando Collor, que as jogou no lixo. E o momento agora é para recomeçar com o mesmo ideário. A nossa principal bandeira será a da igualdade de oportunidades, que é a verdadeira inclusão social. Grande parte dos que estão vindo conosco fizeram parte daquela campanha de 1989, como o vice-governador da Bahia, Otto Alencar.

Balaio _ Os jornais contestaram a definição dada pelo prefeito Gilberto Kassab de que o PSD é um partido de classe média. Com números do patrimônio dos fundadores, entre os quais o seu se destaca, mostraram que o PSD na verdade é um partido de ricos. Isto ajuda ou atrapalha na conquista do eleitor?

Afif _ Este negócio de partido de ricos não quer dizer nada… É como dizia o Joãozinho Trinta: “Povo gosta é de luxo, quem gosta de miséria é intelectual”. Graças a Deus, tenho um patrimônio que é fruto de muito trabalho. Quero dar oportunidade a outras pessoas de repetir uma história como a minha. Na hora em que o cidadão tem oportunidades, a escolha é dele. Para ser um empreendedor, tem que gostar do risco. Quanto maior o risco, maior a chance de vencer. De risco eu entendo: meu negópcio sempre foi trabalhar com seguros…

Balaio _ Esta semana, o ex-presidentre FHC lançou um manifesto _ “O papel da oposição” _ em que aconselha seu partido a esquecer o povão dominado pelo PT e trabalhar para conquistar a nova clase média. O que o senhor acha desta análise? O DEM, assim como o seu PSD, também se define como defensor da classe média. A concorrência não ficou muito grande nesta área?

Afif _ Acho que pinçaram uma palavra do artigo do Fernando Henrique e fizeram a manchete. Ele fez um tratado sociológico, e a classe média não esta afeita a esta sociologia toda. Só quer melhorar de vida. O discurso que hoje atinge estas pessoas, à medida em que sobem de classe social, é a consciência do pagador de impostos, parafraseando os filósofos: “Pago, logo exijo”. Elas passam a exigir seu direito a saúde e educação de qualidade, justiça e polícia que funcionem, sabendo que nada é de graça. É o cidadão contribuinte de impostos que paga por isso.

DO BLOG DO RICARDO KOTSCHO, O BALAIO