#ADEHOJE – QUEDAS DE BRAÇO DE BOLSONARO. E ME ENCONTRA AMANHÃ, 20…

#ADEHOJE – QUEDAS DE BRAÇO DE BOLSONARO.

E ME ENCONTRA AMANHÃ, 20…

 

Só um minuto Bolsonaro parece estar gostando de testar seus próprios limites. E gostando das quedas-de-braço. Se acha. Primeiro, com todos nós, falando o que quer, fazendo essa algazarra de extrema ignorância com temas sérios como a política internacional, o meio ambiente, entre outros. Moro, calado, ou se submete ou fica fazendo que não é com ele a grave crise na Polícia Federal e com a Receita Federal, que o presidente também quer aparelhar.

Acidentes terríveis e mortes continuam nas estradas e o cara ainda quer tirar os radares.

Relembro: amanhã, terça-feira, lanço aqui em São Paulo o meu livro Feminismo no Cotidiano. A partir das sete da noite, na Livraria da Vila da Alameda Lorena. O feminismo é simples, gente. Escrevo para homens e mulheres, para que entendam e acabem com os clichês e estereótipos usados para atacar o movimento. É preciso equilíbrio. O feminismo é simples. Conheça as formas de usar.

Artigos que eu assinaria embaixo – 2, sobre essa história toda de Copa. Esse, do Carlos Brickmann

Verás que os filhos teus fogem à luta

Chega de brincadeira: a presidente ficou irritada com Ricardo Teixeira, ficou irritada com a FIFA, ficou irritada com as exigências para a realização da Copa. Mas cedeu em tudo – menos, por enquanto, na meia-entrada para idosos.

Presidente, desculpe a ousadia deste colunista: se está irritada, tome um calmante. Depois, informe ao pessoal da FIFA o que eles já deveriam saber: que o país tem leis e que essas leis devem ser cumpridas. A FIFA é uma entidade privada e tem o direito de reivindicar medidas que aumentem seus lucros. O Governo brasileiro é uma entidade pública e tem o dever de exigir o respeito às leis.

Meia-entrada para estudantes, por exemplo. Este colunista é contra, por não conseguir entender como é que assistir a uma partida da Copa pela metade do preço vá estimular o estudo (ah, sim: a carteirinha de estudante, que dá direito à meia-entrada, é emitida e cobrada pela UNE, comandada pelo mesmo partido do ministro dos Esportes). Mas, quando decidiu realizar a Copa no Brasil, a FIFA conhecia as leis brasileiras. A Ambev produz e vende cervejas, cujo consumo é proibido nos estádios do país. É patrocinadora da Copa – e daí? Se a FIFA aceitasse o patrocínio da Cosa Nostra, iria exigir a liberação da cocaína nos estádios? E a Ambev, só lucra com cerveja? Sua linha de refrigerantes não é rentável?

Este colunista é favorável à realização da Copa no país – mas não a ponto de mudar as leis para agradar os donos do futebol. Se quiserem sair, saiam. O Brasil vive há 61 anos sem realizar a Copa. Não vai sumir se o jejum continuar.