#ADEHOJE – PRESIDENTE AJOELHADO. APROVAÇÃO DESPENCA MAIS

#ADEHOJE – PRESIDENTE AJOELHADO. APROVAÇÃO DESPENCA MAIS

 

SÓ UM MINUTO – Está caindo a ficha dos eleitores brasileiros. Caindo, não; despencando, fazendo blém blém… A reprovação do presidente subiu de 33% para 38% em relação ao levantamento anterior do instituto, feito no início de julho. A aprovação também caiu: 33% , em julho; 29%, agora.

Mas é por coisas vergonhosas como as falas de Bolsonaro e essa cena de ontem, de fazer corar qualquer pessoa com um mínimo de bom senso. Ver a cena patética do presidente ajoelhado diante de Edir Macedo, da Universal, no babilônico Templo de Salomão, recebendo uma “unção”, e sendo comparado a Deus, dá arrepios e muito mal estar. Isso – esse sentimento de repulsa – vem crescendo de forma anormal entre a população. Pergunta aí. Conversa um pouco. Não é questão de esquerda /direita – mas de ter um mínimo de bom senso.

ARTIGO – Limites terrivelmente irresponsáveis. Por Marli Gonçalves

 

Nossa paciência tem limites. O que podemos ou não fazer têm limites. Até a loucura tem limites. Nesse momento quem está dirigindo o país está brincando de testar os limites. E isso tem um limite. Não é política. É provocação.

Todo dia, toda hora, aqui, ali, em áreas técnicas, sociais, comportamentais: o presidente Jair Bolsonaro está abusando não só dos seus próprios limites, e ele têm muitos, limitado que é, como de nossa inteligência, paciência, honra e capacidade de suportar os ataques que desfere. Como se brincasse, parece. Como se não tivesse o que fazer e ficasse inventando. Como se estivesse se divertindo com nossa agonia. Não é agonia de ideologia, de direita, esquerda, de quem é a favor ou contra, esse insuportável debate no qual o país está mergulhado. Já são mais de seis meses que estouram em nós os limites do seu amadorismo, desconhecimento, pessoalidade.

Essas últimas dessa semana transbordaram. Primeiro, em encontro com pastores, a promessa verdadeiramente ameaçadora de indicação em breve de um ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, “terrivelmente evangélico”. Como assim? Além de termos de buscar o máximo de laicidade nas instituições, o que isso significaria, especialmente na cabeça dele? Um ministro da Corte Máxima, seja o que for pessoalmente, homem, mulher, gay, católico, ateu, umbandista, evangélico, alto, baixo, magro, gordo, vegano, preto, branco, pardo, caboclo – o que for – deve seguir uma única luz: a Constituição Federal. O que é que Bolsonaro acha que alguém como ministro “terrivelmente evangélico” modificará? Descerá sobre nossas cabeças novas leis? Todas as imagens sacras serão execradas? Teremos de usar saias abaixo dos joelhos, como as mulheres-postes? Cortar cabelo nunca mais? Proibir unhas e batons vermelhos? O dízimo já pagamos.

Desculpem, mas respeito muito os evangélicos, e sei que entre eles há gente do bem, inclusive trabalhei com muitos que conseguiram que eu própria revisse meus preconceitos. Sei que até eles, em particular, não concordariam com muitos dos ideais e pensamentos bolsonarescos, porque sabem que estaria sendo celeremente criada mais uma terrível forma de discriminação contra eles próprios – aliás, já a caminho.

Para completar, o presidente resolveu dar um inesquecível presente de aniversário ao filho 03, Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PSL/SP. Sua indicação à embaixada brasileira nos Estados Unidos, em Washington, o mais importante cargo da diplomacia nacional, de estratégica importância política e econômica. As qualidades do moço? “ele fala inglês e espanhol”, “não é aventureiro” … entre outras que é melhor nem citar para não nos aborrecer ainda mais, a todos nós.

Mas o próprio Eduardo Bolsonaro foi ainda mais longe na sua própria apresentação, acrescentou que fez intercâmbio lá, e que fritou hambúrgueres. Disse acreditar que será melhor visto por ser filho do presidente, que não é nepotismo e acena com a aprovação logo de quem? Do doido chanceler sabujo de Olavo de Carvalho, Ernesto Araújo.

O prestigiado Instituto Rio Branco e o Palácio Itamaraty já devem ter começado a ter as paredes trincando, rachando, implodidas. Que o Senado nos livre de mais essa barbárie, recusando a indicação, furando bem furado mais esse balão de ensaio.

Não tem graça. Em seis meses está havendo um desmonte de toda uma organização, de todo um país, de conquistas fundamentais, qualquer coisa que se pergunte resulta em mostrar a total divisão do país, numa dialética maligna.

Mais: é cruel termos de dar atenção a assuntos de tanta ignorância em um momento do país em crise, com discussões envolvendo nossas vidas e nossos futuros, como a Previdência. Aliás, já fez os cálculos? Acha mesmo que será essa reforma que salvará a pátria? Só se a gente viver e sobreviver – e muito – para ver.

Isto não é política. É acinte. Passa terrivelmente de qualquer limite.

_____________________________________________

Marli GonçalvesJornalista, Consultora de comunicação, Editora do Chumbo Gordo. Repara que a campanha presidencial já começou. E repara também que não é exatamente para a próxima eleição marcada para 2022. É para antes, bem antes.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, quanto falta?

________________________________________________________

ME ENCONTRE

(se republicar, por favor, se possível, mantenha esses links):

https://www.youtube.com/c/MarliGon%C3%A7alvesjornalista

(marligoncalvesjornalista – o ç deixa o link assim)

https://www.facebook.com/BlogMarliGoncalves/

https://www.instagram.com/marligo/

ARTIGO – Nossos invernos infernos internos. Por Marli Gonçalves

Pode até fazer frio, mas o clima continuará bem quente por aqui no país do dedinho de arminha, da torneira que não vai parar de vazar e das falas, atos e decisões do homem que nos desgoverna sem ter ao que parece qualquer preocupação ou noção dos estragos que semeia com olhar tenso e sem brilho. Pare para pensar quem é que está se dando bem com tudo isso

O inverno é isso. O país tropical anda rendido. E absolutamente perplexo no dia a dia dos últimos meses assistindo a um espetáculo diário de besteirol sem qualquer graça, sem roteiro e com o apoio solene de comediantes medíocres de stand up. Sim, eles, de pé, em cima de palanques, tribunas, altares, púlpitos, onde quer que estejam, é só esperar, dali coisa boa é que não vem. O caso é pensar como chegaremos às próximas estações.

E, seja em quem foi que você, leitor, possa ter votado, não é possível que não perceba que estamos na famosa sinuca de bico, beira de precipício,  esquina do horror, e que não há reforma que resista a uma crise depois de outra, a tanta insanidade em verde amarelo, azul e branco – que agora aparece até na gravata que o homem coloca para anunciar  os amigos nos espaços vazios das crises.  O patriotismo é mais do que apenas refúgio; pode ser o biombo que esconde a incompetência ou algo mais que ainda não se revelou por completo. Apenas em parte.

Não adianta em público fechar os olhos, fazer marra, considerar-se feliz por tanta perturbação, pelo quanto pior, melhor, ou bater no peito, arrumar briga nas redes sociais, xingar a todos de comunistas ou “petistas”, dizer que “estamos” atrapalhando, e que não queremos o fim da corrupção, patati patatá. Esses discursos não cabem mais depois de 180 dias de sandices, isso sem contar todas que já foram disparadas durante o período eleitoral. O governo anônimo, sem marca, do Marcelo Álvaro Antonio e agora do Jorge Antonio de Oliveira Francisco, os nomes de nomes.

Tudo o que se poderia até ter acreditado que ocorreria, veja só, não ocorreu. Os índices continuam ladeira abaixo, nenhuma reforma, e agora até de reeleição já ousou falar, convencido, o mesmo que a negava. Se alguém ainda punha fé na ampla presença de militares de alta patente no sistema, apure seus ouvidos e ouça o burburinho que anda entre eles, tratados com desprezo, este sim, bem patente. No masculino governo sumiram até com as leituras de libras antes tão aplaudidas. Reparou?

Seis meses que se passaram de tal forma que até ser oposição tornou-se dispensável. Também … com essa que temos, desorientada, sem novos quadros, sem liderança. Ser imprensa acaba sendo apenas uma cruel repetição de gritos no escuro. Registra-se de dia o que à noite será mostrado nos telejornais, isso se não tiver havido algum recuo, uma dança sem par.

Depois eles se explicam lá no Programa do Ratinho. Em geral, gravado antes, bem editado. Não é sintomático?

Alguém, em algum lugar, nesse exato momento, deve estar se dando muito bem com isso tudo. É você? Temo que não.

———————————————

Marli Gonçalves, jornalista. Observadora.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Os incríveis primeiros seis meses de 2019

__________________________________________________________________

ME ENCONTRE (se republicar, por favor, se possível, mantenha esses links):
https://www.youtube.com/c/MarliGon%C3%A7alvesjornalista
(marligoncalvesjornalista – o ç deixa o link assim)
https://www.facebook.com/BlogMarliGoncalves/
https://www.instagram.com/marligo/

 

 

#ADEHOJE – GOTAS SALGADAS DO TSUNAMI

#ADEHOJE – GOTAS SALGADAS DO TSUNAMI

 

SÓ UM MINUTO – Continuam as movimentações da maré do tsunami para cima do Bolsonaro e que ele está fazendo de um tudo para se desviar. E quanto mais ele se mexe, mais piora. Agora incentiva a participação em uma passeata no próximo Domingo, 26. Ele acredita que é em seu apoio, mas é perigosa, e mais uma sucessão de equívocos de pequenos grupos extremistas de direita, Querem acabar com o STF, instância garantidora da democracia. Vocês não têm noção de quem são e como são esses influenciadores… Não é por menos que mais do que um tsunami, o Brasil vive em tremores. Hoje o dólar já ultrapassa 4 reais e dez centavos!

O vaivém continua na reforma da Previdência. Texto paralelo vem e vai.

No mais, Estadão fala de uma pesquisa, acreditem, que liga Bolsonaro à luta contra Satanás! Haja obscurantismo!

E tem a história do Lula apaixonado ♥ que vai casar. Era o que faltava para ocupar os espaços da loucura nacional.

#ADEHOJE, SÓ UM MINUTO – NÃO, NÃO É NORMAL

#ADEHOJE, SÓ UM MINUTO – NÃO, NÃO É NORMAL

Só um minuto – Cidadania é inegociável, não é coisa de esquerda, direita. Hoje quero falar sobre umas coisas que me preocupam. A mim e a muitos brasileiros que tem alguma noção da realidade e dos perigos que certas medidas e fatos representam. Ontem, falei de censura – que é inadmissível, em qualquer caso. Não tem mas, nem meio mas… O Estado deve ser laico, manter longe os dogmas religiosos. Também não é exatamente normal, desculpem, o número de militares que estão sendo postos em lugares chaves do governo federal e em outros governos estaduais. São 13 em cargos do alto escalão. Hoje foi anunciado o nome do porta-voz do governo Bolsonaro, General de divisão Otávio Santana do Rêgo Barros. Ele chefiava o Centro de Comunicação Social do Exército e participou de Missão de Paz no Haiti.

ARTIGO – A liberdade é trans-lúcida. Por Marli Gonçalves

 

Polêmicas coloridas. Nunca as cores foram tão visadas. Que rosa e azul, que nada! O verde e o amarelo estão na berlinda. O laranja anda sumido. O vermelho, coitado, ainda bem que pelo menos foi liberado para a passagem de ano, porque alguém descobriu que podia dar sorte e porque é a cor de Ogum, o santo guerreiro que regerá este ano.

 

 Imagem relacionada

Deixem o branco e o negro em paz; os vermelhos em suas terras. Os verdes, livres para cuidar do meio ambiente. Os do arco-íris vivendo suas vidas. Os religiosos com seus mantos e adereços roxos. Continuem mantendo o marrom longe dos olhos de Roberto Carlos. Chega de cinzas na vida, nos carros, nas paredes, nos prédios das cidades.

Sabiam que existem apenas três cores “verdadeiras”? O amarelo, o azul e o vermelho. Nada, nenhuma mistura pode criá-las, mas são elas que criam todas as outras cores. O azul e o amarelo, juntos, criam o verde; o vermelho e o amarelo, o laranja; o azul e o vermelho, o roxo. A partir daí as primárias e secundárias se fundem e criam a miríade.

Porque não levamos em conta essa liberdade infinita na vida real? Para que ficar batendo na tecla do controle da liberdade, de coisas que nos são tão caras, pelas quais a humanidade luta há tanto tempo? De onde vem essa mania humana de limitar as pessoas, dividi-las, ordená-las, literalmente? Rotulá-las, etiquetá-las?

O Brasil é um país reconhecidamente multicolorido, multifacetado, feliz por isso, composto de povos de todo o mundo. Preocupa perceber que podem tentar a hegemonia de um pensamento, o incentivo e aplausos a uma religião, forçando a barra e impulsionando perigosos conflitos em um momento em que tudo o que precisamos é do branco, da Paz. A junção de todas as cores do espectro, a clareza máxima, a que reflete e ilumina.

Peraí, alô! – que como já ando cansada de levar bordoadas de todos os lados, presta atenção que não estou falando só nem do novo governo, nem dos ministros despreparados e da ministra (tão poucas mulheres e vejam só a que está lá) desavisada.

Estou falando de você também, você que vive dizendo que mulher pode isso, não pode aquilo. Que aponta o dedo e dá aquela risadinha morfética quando encontra pessoas livres – sejam de idade, modos, referências, aquelas que não estão nem aí, porque não saíram para você gostar delas, elas se bastam – pelas ruas. Claro, você pode gostar ou não. Mas jamais dizer que elas não poderiam estar assim ou assado. Quem disse?

É muito jeca um país que fica batendo palminhas para uma primeira dama só porque ela apareceu com “vestido adequado”, aliás, rosinha, neutrinho, bonitinho, bobinho. Adequado para o quê? Para quem? Para uma “jovem senhora” (me dá até alergia essa expressão), para uma evangélica? De outro lado, desceram o pau na vice-segunda dama que apareceu de azul com rendas, sem ser tão bonita, etc, etc, etc. Ela ousou. Palmas para ela. Me fizeram lembrar umas dessas consultoras de etiqueta que há algum tempo decretou que “não se mostra os braços em solenidades”. Essa zinha deve ter ficado bem incomodada com a Michele Bolsonaro e com todas as outras que apareceram com seus ombros descobertos e decotadas na posse, naquele assombroso dia de verão.

Creio que ainda será preciso percorrermos uma longa estrada até alcançarmos um país melhor, socialmente justo, especialmente livre e responsável.

A cultura da liberdade individual, um bem que temos de prezar. A liberdade é translúcida, deixa passar a luz. Ilumine-se.

———————————

Marli Gonçalves, jornalista – Viva e deixe viver. Eles e elas passam. Que Ogum nos proteja dos desvarios.

Brasil, 2019!

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

 

ME ENCONTRE (se republicar, por favor, mantenha esses links):
https://www.youtube.com/c/MarliGon%C3%A7alvesjornalista
(marligoncalvesjornalista – o ç deixa o link assim)
https://www.facebook.com/BlogMarliGoncalves/
https://www.instagram.com/marligo/?hl=pt-br
www.chumbogordo.com.br
https://marligo.wordpress.com

#ADEHOJE, #ADODIA – A PASTORA DAMARES E O MINISTÉRIO DOS “ENJEITADOS”

#ADEHOJE, #ADODIA – A PASTORA DAMARES E O MINISTÉRIO DOS “ENJEITADOS”

A PASTORA DAMARES ALVES, DA IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR, INDICADA PARA MINISTRA DA PASTA DOS “ENJEITADOS”, DAS MINORIAS, DAS “OVELHAS DESGARRADAS”. A GENTE QUER SER OTIMISTA, MAS FICA DIFÍCIL COM ALGUMAS DECISÕES. AGORA O NOVO GOVERNO DO PRESIDENTE ELEITO JAIR BOLSONARO FAZ UMA GELEIA, UM BOLOLÔ GERAL, JOGA TUDO QUE ELE – OU NÃO GOSTA MUITO OU DESCONFIA – PARA UM CANTINHO, PARA DEBAIXO DO TAPETE DA RELIGIÃO. E CRIA O TAL MINISTÉRIO DA MULHER, FAMÍLIA E DIREITOS HUMANOS. PERAÍ, QUE NÃO ACABOU! BOTOU A FUNAI – FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO, RESPONSÁVEL PELAS POLÍTICAS INDIGENISTAS – NO MESMO FORROBODÓ. NÃO SEI NEM COMO NÃO BOTARAM TAMBÉM OS NEGROS. A NOVA MINISTRA A PARTIR DE 1º DE JANEIRO JÁ FALOU A QUE VEIO: CONTRA O ABORTO, NÃO CONSIDERA A QUESTÃO COMO SAÚDE PÚBLICA; DECLAROU QUE “ÍNDIO É GENTE” (!!!), QUE ENTENDE DELES PORQUE ADOTOU UMA CRIANÇA INDÍGENA, ENTRE OUTRAS DECLARAÇÕES DE DEIXAR O CABELO BEM EM PÉ. QUEM JÁ A ACOMPANHA, JÁ OUVIU SEUS DISCURSOS EM PALESTRAS E PÚLPITOS DEVE ESTAR COMO EU: SOBRESSALTADO E EM ESTADO DE ATENÇÃO. ISSO PORQUE AINDA A GENTE ESTÁ VENDO O QUE PENSA SOBRE OS LGBTS.