Mais médicos, médicos estrangeiros…Isso ainda vai dar muito processo e pano pra manga. Federação se pronuncia

 

aegypten80FENAM considera crime a atuação de médicos estrangeiros sem diplomas revalidados

O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Geraldo Ferreira, declarou nesta quarta-feira (14), em São Paulo, que considera crime contra a saúde pública brasileira, e, sobretudo, contra a população mais carente no interior do país, a atuação dos 522 médicos formados no exterior, sem a comprovação da compatibilidade curricular, por meio do exame Revalida, para atuarem no Programa Mais Médicos.

“Não somos contra a vinda de médicos estrangeiros, mas a qualidade desse profissional tem que ser atestada pelo Revalida. Ignorar esse item e achar que treinamento rápido garante boa assistência é um crime contra a saúde pública. É uma enganação à população”, destacou Ferreira.

Ainda segundo ele, a entidade previa a intenção do governo federal de “importação de médicos”, uma vez que não realizou concurso público para criação de postos de trabalho permanentes, que resultou na fuga dos profissionais brasileiros.

A FENAM defende que a tentativa do governo em levar médicos onde não há assistência é nobre, mas fere os direitos trabalhistas básicos dos profissionais, como o não oferecimento da carteira assinada, entre outras garantias para fixação. “A sociedade precisa saber, por exemplo, que esses profissionais não poderiam se afastar  do trabalho para o tratamento de doença, por  eventuais acidentes ou para licença maternidade. Não há também direito à aposentadoria e, em caso de falecimento, seus dependentes estariam totalmente desamparados”, informou.

A declaração foi feita, após divulgação do Ministério da Saúde, sobre o desembarque no Brasil dos médicos formados no exterior entre os dias 23 a 25 de agosto. Do total de formados, 358 seriam estrangeiros e 164 brasileiros formados no exterior. Da Argentina virão 141 profissionais, seguida por Espanha (100), Cuba (74), Portugal (45) e Venezuela (42).

Além disso, se o médico participante do programa desistir nos primeiros seis meses, terá que reembolsar os valores. Se ele for estrangeiro, além de devolver a verba, perderá o direito do continuar no País. Diante da precarização do trabalho e as condições limitantes percebida nos moldes do programa, a entidade promete entrar com representação na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para denunciar as questões.

Os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) informaram que ingressarão com ações na Justiça Federal dos Estados para que não sejam obrigados a efetuar o registro provisório aos médicos, sem a comprovação documental da revalidação dos diplomas e da certificação de proficiência em língua portuguesa.  Serão feitas ações civis públicas individuais, com pedido de tutela antecipada.VASO ESPIRRANDO

Oficial da Federação dos Médicos: cubanos que viessem seriam considerados escravos

mu9no limite 3Tese do trabalho escravo faz governo recuar na contratação de médicos cubanos

De acordo com notícia divulgada pela Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (8), o Brasil paralisou as negociações com Cuba para a vinda de 6.000 médicos cubanos ao país e lançou nesta semana programa para atrair profissionais estrangeiros tratando Espanha e Portugal como países “prioritários”.

Para a Federação Nacional dos Médicos (FENAM), o recuo foi devido a tese apresentada pela entidade de que os médicos cubanos iriam desempenhar trabalho análogo a escravo no país.

Isso porque, no modelo usado na Venezuela, Cuba funciona como uma empresa terceirizada que fornece profissionais que devem atender a um duro regulamento disciplinar, que inclui pedir autorização para pernoitar fora do alojamento, proibição de dirigir e de se comunicar com a imprensa e a obrigação de informar sobre namoros.

Apesar do recuo, a FENAM continua atenta às negociações e os atrativos que o Governo pretende oferecer aos médicos estrangeiros e manterá reunião na próxima quinta-feira (11), com as lideranças sindicais para debater os próximos passos do movimento.

Uma greve geral da categoria poderá ser anunciada em caso de veto a Lei Ato Médico ou insistência na importação de médicos sem o Revalida.

FONTE:Assessoria de Imprensa da Federação Nacional dos Médicos (FENAM)

Greve de médicos? Federação Nacional chama reunião urgente.

}

IMG-20130703-WA0001graphics-medical-medicine-632556Presidente da Federação Nacional dos Médicos convoca reunião de emergência

Com a possibilidade da presidenta Dilma Rousseff vetar a lei do Ato Médico e sancionar medida provisória para a importação de médicos estrangeiros, a presidência da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) convoca todos os presidentes de sindicatos médicos do país para uma reunião de emergência.

A ocasião, que decidirá as próximas ações em relação às últimas decisões do governo, as quais contrariam os interesses da categoria, acontecerá na próxima quinta-feira, 11 de julho de 2013. O presidente da entidade, Geraldo Ferreira, aguarda todos os representantes sindicais às 10h, na sede da FENAM, em Brasília.

“Discutiremos ações judiciais e políticas para enfrentar o governo, além de avaliar a possibilidade de uma greve geral dos médicos do Brasil”, enfatizou.

FONTE: Assessoria de Imprensa da Federação Nacional dos Médicos (FENAM)

www.fenam.org.br | imprensa@fenam.org.br