O que achamos disso tudo? Leia esse texto do Kotscho sobre aquela coisa que aconteceu sábado, no Rio, chamada sorteio da Copa

Antes que esganem, quero deixar claro apenas que não tenho nada extamente contra Copa ou qualquer outro grande evento. Mas tenho tudo contra um país ter atrelado seu próprio desenvolvimento a isso, e com tanta já quase visível roubalheira e com tantas “viagens”.

Leia esse artigo do meu amigo Ricardo Kotscho. Opinião e comentários, dos bons!

Se esta Copa 2014 for igual ao sorteio, estamos mal…

POR RICARDO KOTSCHO

Juro que consegui ver do começo ao fim esta chatíssima transmissão do sorteio preliminar das eliminatórias da Copa de 2014. Ao contrário do escabroso filme sérvio que foi proibido, desta vez vi tudo. E não acreditei no que vi.

Com certeza, foi o evento mais chato e menos emocionante já transmitido pela televisão mundial para mais de 200 países desde a chegada do homem à Lua, em 1969.

Sem entrar no mérito de quem pagou a conta da festa que custou R$ 30 milhões, ou seja, nós, os cidadãos contribuintes (na África do Sul, há quatro anos, o mesmo evento custou  U$ 2 milhões), ninguém merece ouvir meu amigo Galvão Bueno narrando por mais de duas horas um não evento, em que não acontece absolutamente nada de interessante ou surpreeendente, e ninguém entende o que está acontecendo.

Foi um tal de zonas, potes, segunda força, grupo mais fraco, Ana Carolina cantando com Ivan Lins, velhos ídolos do futebol brasileiro formando dupla com jovens talentos desconhecidos do grande público, que nem a seleta platéia reunida na tenda da Fifa/CBF/Globo armada na tarde deste sábado, na Marina da Gloria, no Rio, resistiu ao sono.

O próprio Galvão Bueno flagrou o presidente da AFA, Julio Grandone, o Ricardo Teixeira da Argentina, puxando um solene ronco na primeira fila das autoridades. Quase todas as excelências estavam entediadas, com cara de sono, de quem está só esperando para aquilo acabar logo.

Nem a bela apresentadora Fernanda Lima cheia de pique conseguiu salvar o grande espetáculo que não houve. Só Pelé, o embaixador da presidente Dilma, foi aplaudido.

Se é isto que nos espera na Copa de 2014, mesmo que os estádios e aeroportos fiquem prontos, estamos mal…

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/

Fio desencapado. Assim Ricardo Kotscho define a Ideli, em artigo hoje, que acaba de publicar. E olha que ele sabe das coisas de lá de cima.

Troca do garçom pelo fio desencapado?

E se você tinha se perdido do nosso Ricardo Kotscho, agora ele está no r7:

http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/

Governo Dilma: não basta ser mulher

Após acertar na mosca com sua solitária decisão de convocar a senadora Gleisi Hoffmann para chefiar a Casa Civil no lugar de Antonio Palocci, a presidente Dilma Rousseff está bem perto de cometer enorme erro se for confirmada a substituição do “garçom” Luiz Sérgio pelo “fio desencapado” da ex-senadora Ideli Salvatti, atual ministra da Pesca, na articulação política do governo.

Ou Salvatti estava no ministério errado ou agora está indo para o ministério errado. Pesca e
Relações Institucionais, como sabemos, não são exatamente a mesma coisa.

Por várias razões, seria um desastre esta escolha. Se Luiz Sérgio só anotava os pedidos e não resolvia os problemas da freguesia, Ideli pode mais criar do que resolver pendências na articulação política.

Assim que foi anunciado o nome de Gleisi, houve uma quase unanimidade nos elogios à presidente Dilma, ao contrário do que está acontecendo agora. Ninguém gostou da idéia. O PT até parou de brigar com o PT e se uniu ao PMDB na desaprovação do nome.

Dilma conseguiu, ao mesmo tempo, desagradar o PMDB do Senado, onde ela ficou marcada por sua atuação de pit-bull na defesa do governo durante a crise do mensalão, e o PT da Câmara, por onde nunca passou e não tem qualquer apoio.

Para colocar uma pessoa da sua irrestrita confiança na Casa Civil, Dilma não precisava mesmo ouvir ninguém e deu uma demonstração de autoridade política, que para muitos representou o verdadeiro início do seu governo.

Desta vez, porém, como se trata de dar um rumo à destrambelhada coordenação política do governo, a presidente deveria, sim, conversar com os líderes dos partidos políticos, os principais interessados em manter um bom canal de diálogo com o governo.

Tudo bem, não tenho nada contra abrir mais espaço para as mulheres no governo, mas também não precisava exagerar. Não basta ser mulher. A questão não deveria ser de gênero, mas apenas de competência e afinidade com o cargo para o qual se escolhe alguém.

Já tivemos diferentes predominâncias de perfis nos governos pós-1964, todos eles majoritariamente masculinos: na ditadura, militares, tecnocratas e políticos conservadores; com Sarney, subiram os chamados políticos profissionais, preponderantes também nos governos Collor, Itamar e FHC, que incorporou ainda os doutores da academia; com Lula, ficou a mesma turma e vieram também os sindicalistas; agora, com Dilma, a cara do governo está cada vez mais feminina.

Com a bela Gleisi Hoffman, dona de formação e personalidade próprias para o cargo de gerente do governo, Dilma deu até uma melhorada estética no seu ministério.

Sei que não será fácil encontrar alguém para o posto vital de articulador político, que na segunda metade do seu governo foi exercido pelo próprio presidente Lula.

Não seria bom para o governo Dilma, porém, se a presidente fizesse mais uma escolha sem ouvir ninguém só para mostrar quem manda. Quem de fato manda não precisa provar isto.

O colega Heródoto Barbeiro até me perguntou no “Jornal da Record News” na noite de quinta-feira (9) que nome eu indicaria, e fiquei sem resposta.

Além de Ideli, nenhum dos nomes cogitados durante a semana – Vacarezza, Paulo Teixeira, Arlindo Chinaglia, todos do PT paulista, e Pepe Vargas, do PT gaúcho –  chegou a causar grande entusiasmo na arquibancada.

Ao voltar do trabalho, lembrei-me de uma longa conversa com a então candidata Dilma Rousseff durante um almoço aqui em casa, no começo do ano passado, quando ela estava encontrando dificuldades para montar sua equipe de campanha. “Bons quadros estão em falta, meu caro”, lembro-me de ela ter se queixado.

O mesmo dilema, em muito maior proporção, Dilma deve ter enfrentado na montagem do seu ministério, e encontra agora na reforma da cozinha do Palácio do Planalto. É hora de sair da toca e conversar mais com os políticos, cara presidente, falar com mais gente fora do governo, fazer algumas concessões, distribuir agrados, sorrisos.

Não tem outro jeito. É assim que a nossa política funciona desde 1808, quando D. João VI criou o Brasil que conhecemos hoje, tão bem desnudado no livro de Laurentino Gomes. E deu no que deu.

Uma conversa dos meus amigos Ricardo Kotscho e Afif Domingos, no Ranieri, outro amigo. Saudades dessas prosas de tabacaria

Afif e o novo PSD: “Collor jogou nossas bandeiras no lixo”

Na volta do almoço no Rodeio, ao parar para tomar um café no Ranieri, aqui ao lado de onde moro, encontrei meu velho amigo Guilherme Afif, 67 anos, vice-governador de São Paulo e principal mentor do novo PSD, o Partido Social Democrático criado por Getúlio Vargas, consagrado por Juscelino Kubitschek e relançado esta semana pelo prefeito Gilberto Kassab.

Aproveitei para dirigir a ele três perguntas que todo mundo certamente gostaria de lhe fazer. De bom humor, fumando um charutinho, ele respondeu de bate-pronto.

Balaio _ O que leva o vice-governador de são Paulo, ex-candidato a presidente da República, ex-deputado federal e empresário bem sucedido, a se aventurar na criação de um novo partido, a esta altura da vida e do campeonato?

Afif _ Sempre é tempo de recomeçar. Estou recomeçando no ponto em que paramos em 1989, na campanha presidencial, quando as nossas bandeiras foram empunhadas pelo presidente eleito, Fernando Collor, que as jogou no lixo. E o momento agora é para recomeçar com o mesmo ideário. A nossa principal bandeira será a da igualdade de oportunidades, que é a verdadeira inclusão social. Grande parte dos que estão vindo conosco fizeram parte daquela campanha de 1989, como o vice-governador da Bahia, Otto Alencar.

Balaio _ Os jornais contestaram a definição dada pelo prefeito Gilberto Kassab de que o PSD é um partido de classe média. Com números do patrimônio dos fundadores, entre os quais o seu se destaca, mostraram que o PSD na verdade é um partido de ricos. Isto ajuda ou atrapalha na conquista do eleitor?

Afif _ Este negócio de partido de ricos não quer dizer nada… É como dizia o Joãozinho Trinta: “Povo gosta é de luxo, quem gosta de miséria é intelectual”. Graças a Deus, tenho um patrimônio que é fruto de muito trabalho. Quero dar oportunidade a outras pessoas de repetir uma história como a minha. Na hora em que o cidadão tem oportunidades, a escolha é dele. Para ser um empreendedor, tem que gostar do risco. Quanto maior o risco, maior a chance de vencer. De risco eu entendo: meu negópcio sempre foi trabalhar com seguros…

Balaio _ Esta semana, o ex-presidentre FHC lançou um manifesto _ “O papel da oposição” _ em que aconselha seu partido a esquecer o povão dominado pelo PT e trabalhar para conquistar a nova clase média. O que o senhor acha desta análise? O DEM, assim como o seu PSD, também se define como defensor da classe média. A concorrência não ficou muito grande nesta área?

Afif _ Acho que pinçaram uma palavra do artigo do Fernando Henrique e fizeram a manchete. Ele fez um tratado sociológico, e a classe média não esta afeita a esta sociologia toda. Só quer melhorar de vida. O discurso que hoje atinge estas pessoas, à medida em que sobem de classe social, é a consciência do pagador de impostos, parafraseando os filósofos: “Pago, logo exijo”. Elas passam a exigir seu direito a saúde e educação de qualidade, justiça e polícia que funcionem, sabendo que nada é de graça. É o cidadão contribuinte de impostos que paga por isso.

DO BLOG DO RICARDO KOTSCHO, O BALAIO

Gostei dessa dúvida do Ricardo Kotscho, e trouxe para cá. E você, o que acha?

LI ESSE ARRAZOADO QUE TROUXE PARA CÁ LÁ NO BALAIO DO KOTSCHO, O BLOG DO GRANDE JORNALISTA RICARDO KOTSCHO QUE,ENTRE AS MUITAS QUE FEZ, E ALÉM DE SER MEU AMIGO, FOI O BAMBAMBAM DA COMUNICAÇÃO DO LULA E DO GOVERNO LULA, ANTES DAQUELE FRANKLIN LINHA DURA.

OU SEJA, ELE SABE DAS COISAS. AÍ FIQUEI PENSANDO QUE TALVEZ ELE TENHA RAZÃO, PRINCIPALMENTE EM APONTAR AS DIFICULDADES DOS JORNALISTAS EM IREM ATRÁS DOS FATOS, ONDE E QUANDO ELES ACONTECEM.

ESTAVAM ACOSTUMADOS A RECEBER A COMIDA NA BOQUINHA…

 

 

É bom governo ficar fora das manchetes?

Quase todos os analistas que fizeram neste final de semana um balanço do primeiro mês do governo de Dilma Rousseff destacaram o estilo discreto da nova presidente, uma gestora mais dedicada à administração, em comparação ao seu antecessor, um líder político de massas, que gostava de discursar e viajar.

Era natural que assim fosse, já que Dilma e Lula têm personalidades e trajetórias de vida muito diversas. Fora isso, é como se o novo governo fosse apenas uma continuidade do anterior, não só pela manutenção de metade do ministério, mas, principalmente, por ter optado pela mesma política econômica e as mesmas prioridades na área social.

Isso é bom ou ruim? Pois eu acho muito bom o governo e a presidente ficarem fora das manchetes, dando espaço para outros setores da sociedade e temas da vida real. Isto é um sinal de normalidade democrática. Sempre falei em palestras que tinha Brasília demais e Brasil de menos na nossa imprensa, quer dizer, muito espaço para o mundo oficial e suas autoridades, mais do que em qualquer outro país por onde eu tenha passado.

Sem entrar no mérito se esta cobertura foi positiva ou negativa no governo passado, já que há avaliações diferentes dos dois lados do balcão, o fato é que ela foi exagerada, onipresente, quase sufocante. Cheguei a comentar isso numa reunião com a direção de jornalismo da Rede Globo no Rio, ainda no começo do primeiro mandato, para espanto dos meus colegas: “A meu ver, tem noticiário do governo demais no Jornal Nacional”. É que pessoas na função que eu estava, de secretário de imprensa, tendem a reivindicar sempre mais espaço na mídia.

Em seu comentário radiofônico desta segunda-feira, Alberto Dines reparou que os jornalistas estavam mal acostumados na cobertura do governo Lula, que dava manchete quase todo dia cada vez que falava, e ainda não descobriram como fazer para contar o que está acontecendo no governo Dilma.

Sem declarações nem medidas de impacto da presidente, o noticiário se limita às futricas do poder, sempre em busca de uma crise entre partidos aliados ou entre ministros. Como Dilma, ao contrário de Lula, foge das bolas divididas e evita polêmicas, não deve estar sendo fácil o papel de pauteiro e de editor de política neste novo governo.

Para o meu gosto e o da maioria das pessoas com quem tenho conversado, o governo Dilma começou muito bem. E o caro leitor, o que pensa?

http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/

e aí, o que acha?

Aplausos para essa reclamação do Ricardo Kotscho. E digo mais: qualquer hora vou saber que meu pai “sentou” a bengala num motorista desses…

ACABO DE LER ESSA COLUNA do meu querido amigo Ricardo Kotscho, lá no Balaio. Trouxe para cá correndo (mas parando na faixa).

Amei. Moramos perto um do outro. E eu vejo isso todo dia. Tem mais: se eu, como motorista, for fazer a gentileza de deixar passar o pedestre, posso virar alvo da ira dos motoristas, que te xingam!!!

Não te deixam mais nem ser gentis aqui em São Paulo!

Todo dia ouço reclamação do meu pai que, aos 92 anos de idade, tem sérios problemas para atravessa a OSCAR FREIRE, NA ESQUINA DA RUA ROCHA AZEVEDO, EM FRENTE AO PÃO DE AÇÚCAR. Portanto um lugar onde muita gente atravessa.

Soube pela moça que cuida dele que outro dia ele, meu pai, tentou dar uma bengalada tipo Yves Hublet num safado que  não parou nem por decreto.

BOA, RICARDO! MAS SE PUDER FALAR COM O DR. ABILIO DINIZ,  TE AGRADEÇO. EM NOME DO PAI.

 

O risco de andar a pé em S. Paulo

Apesar de tudo, sobrevivemos… Se não chover demais, comemoramos nesta terça-feira os 457 anos de São Paulo _ a maior, mais rica, mais poluída e desumana cidade do país. Como costuma acontecer nos feriadões, quem pode pega o carro e viaja para qualquer lugar. Quem não pode, fica aqui e, se sair às ruas, corre o risco de morrer atropelado na primeira esquina.

Muito cuidado com a faixa de pedestres! É aí que mora o maior perigo. Talvez não haja nenhum exemplo mais emblemático de incivilidade paulistana e do predomínio da máquina sobre o homem, do carro sobre o pedestre e do vale-tudo sobre a urbanidade do que estas faixas brancas pintadas nos cruzamentos mais perigosos da cidade.

É simplesmente como se as faixas não existissem. Nenhum motorista lhes dá a menor bola. Os policiais de trânsito nem lembram para que serve. Fica lá como um enfeite sobre o asfalto, sem sentido nem função.

O perigo maior é para o cidadão que vem de fora, de algum lugar mais civilizado, onde os carros não avançam quando há um pedestre pisando sobre a faixa.

Já me aconteceu várias vezes de esquecer que ninguém respeita faixa de pedestres em São Paulo. A primeira vez, já faz muito tempo, foi quando voltei da minha temporada de correspondente do Jornal do Brasil na Alemanha, no final dos anos 70 do século passado. Lá, por incrível que pareça, os motoristas já respeitavam os pedestres.

Mal acostumado, quase fui atropelado na rua Augusta, no dia seguinte à minha volta, ao atravessar numa faixa que tinha até farol de pedestres, o que é muito raro em São Paulo. Além do susto, ainda fui xingado porque estava atrapalhando o trânsito.

A única cidade brasileira, que eu conheça, onde todo mundo respeita o pedestres, é Brasília. Depois de trabalhar lá por dois anos, e me habituar a este bom costume, ao voltar a São Paulo quase que minha família toda foi atropelada num cruzamento da Oscar Freire, a rua mais badalada do nobre bairro dos Jardins.

Com carrinho de bebê, outras crianças pequenas, uma senhora idosa, todos atravessando a rua juntos na faixa de pedestres, nada foi capaz de fazer o assassino motorizado diminuir a velocidade: do jeito que veio, acelerou e virou com tudo na Haddock Lobo, e eu dei um grito de puro pavor. Vocês podem acreditar: o cara parou o carro logo adiante, desceu e me fuzilou com todas as letras:

“Que foi, seu filho da puta??? Tá pensando que tá em Londres???”

Juntou mais alguns palavrões, entrou no carro e seguiu em frente.

Mais recentemente, passei um bom tempo sem andar a pé pelo bairro por problemas de saúde e acabei ficando preguiçoso. Agora que voltei às caminhadas, antes de ser convidado a correr no concurso de Rei Momo, me dei conta que andar a pé em são Paulo ficou ainda mais perigoso.

Os valentes ao volante dobram as esquinas e entram direto sem cimimnuir a velocidade, alguns até cantam pnseus _ ou seja, estão absolutamente certos da impunidade, são os donos das ruas. Como é impossível colocar um guarda em cada esquina, poderiam pelo menos deixar o farol vermelho para os dois lados nos cruzamentos o tempo suficiente para que a gente possa atravessar a rua. É simples, não custa nada, mas ninguémn faz.

Foi esta a civilização que nós construimos nestas terras de Piratininga. A vida de pedestre por aqui está valendo muito pouco.

Com o céu azul e sem previsão de chuva, bom domingo a todos.

Instante Social: o jornalista Ricardo Kotscho é um excelente cozinheiro…

Sábado passado degustei um Goulash feito especialmente pelo super hiper hiper jornalista Ricardo Kotscho lá no Ranieri.

Não é que ele cozinha mesmo? O que ele escreve você pode ler lá no Balaio do Kotscho, mas o que ele cozinha e saber quem estava lá, só aqui, na nossa Casinha da Mãe Joana.

Bem, você pode talvez ler algo na Coluna da Sonia Racy, em O Estado de S. Paulo, que mandou uma fotógrafa ótima para cobrir… Mas comer que é o bom, ah, só nós!

Pois bem: passaram por lá: Arnaldo Malheiros, Cássio Gabus Mendes, Audálio Dantas, euzinha, o Carlinhos Brickmann, o Sinval de Itacarambi Leão, o PP Leoni Ramos e a Luciana, o Mazinho, a Flora Blender, que levou os pais…Um monte de gente legal. Estava a esposa do Ricardo, a Mara, as duas filhas, os três netos. Um dos genros é o roteirista do Tropa de Elite 2 que vai chegar essa semana ao recorde de bilheteria.

A comida:

O goulash do Ricardo Kotscho
O RICARDO….
O Ricardo, no Ranieri, mostrando o lado cozinheiro
O jornalista Carlos Brickmann, amigo de longa data do Kotscho. Ao lado, Sinval de Itacarambi Leão, da Revista Imprensa

Não assinem nada! Ricardo Kotscho pede para Dilma. Eu peço para o mundo. Chega!

http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/

Não assine carta nenhuma, Dilma!

( do blog do jornalista Ricardo Kotscho)

Que petulância, que falta de noção, que desrespeito! Quem pensam que são estas “lideranças de igrejas evangélicas” para exigir da candidata Dilma Roussef que assine uma “carta à nação” em troca do apóio eleitoral dos seus fiéis?

Os autoproclamados enviados de Deus querem que ela se comprometa, caso seja eleita, a vetar a união homossexual e a adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo, na mesma linha da onda que já vêm fazendo em torno da descriminização do aborto.

Trata-se, antes de tudo, de um desrespeito ao Congresso Nacional, que é quem deve discutir e deliberar sobre estes temas. Custo a acreditar no que leio publicado no jornal, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Já pensaram se cada seita ou tribo, torcida de futebol ou escola de samba, sindicato patronal ou de empregados, clube da terceira idade ou associação de creches, qualquer instituição ou entidade se julgar agora no direito de exigir dos candidatos uma “carta à nação” em defesa dos seus interesses?

Os setores mais conservadores da igreja católica ainda não chegaram a tanto, mas seus bispos e padres estão agindo exatamente como os pastores dos dízimos, transformando seus altares em palanques e distribuindo panfletos inspirados na TFP (Tradição, Família e Propriedade), o decadente braço religoso da extrema-direta brasileira, que já colocou a cabecinha de fora.

Claro que a oposição está gostando da brincadeira. Seus líderes mais afoitos estão achando que descobriram de repente um tesouro de votos, beijando terços por onde passam, tomando bençãos e mastigando hóstias, como se estivéssemos numa campanha para a sucessão de Bento 16 e não para eleger o presidente do Brasil.

Daqui a pouco, só está faltando mesmo convocar mais uma “Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade”, como os mesmos entes religiosos e os mesmos orgãos de imprensa fizeram em 1964, e levaram o Brasil para o fundo do buraco de vinte anos de ditadura militar.  

Já deve ter gente se preparando para recolher o “ouro para o bem do Brasil”, que fez a fortuna de alguns malacos naquela época. Levaram até a aliança de ouro da minha avó, coitada, que tinha medo da “invasão comunista”.

Como sabem os leitores do Balaio, ao contrário de muitos dos meus colegas blogueiros e colunistas, não sou de dar conselhos a candidatos que devem entender de política e de eleições um pouco mais do que eu.  Como qualquer cidadão brasileiro, no entanto, preocupado com o que anda acontecendo neste inacreditável segundo turno, apenas peço encarecidamente a Dilma Rousseff que não assine carta nenhuma.

Não vale a pena querer ganhar eleição a qualquer preço. A conta a ser paga, depois, é alta demais.

E tempo: imperdível a charge “”Novos cristãos” publicada pelo Angeli na página A2 da Folha desta  quinta-feira. Sem palavras, resume tudo o que está acontecendo na campanha eleitoral. Vale a pena dar uma olhada.