ARTIGO – Semanas de rock, bebê! Por Marli Gonçalves

 

Todo dia era Dia de Índio. Agora todo dia é dia de rock, de ser chacoalhado, de assistir aos embates escalafobéticos entre aqueles que acham isso e os outros que acham aquilo; e todos os que agora estão ainda mais confusos do que estavam, uma vez que tudo se misturou igual a uma pasta disforme. A grande massa ignara ignora e só dança. Aumenta o som, que aí vem doideira pesada. Só os sons dos metais, pratos e panelas, continuam guardados por enquanto.

Pensa: por quem badalar os sinos? Para qual causa ensaiar a coreografia das bandeiras, o som das palavras de ordem, das palmas, do sapatear nas avenidas?

Outro dia um mágico amigo munido apenas de um baralho entreteve e encantou um grupo, incluindo crianças, durante um longo tempo. Fez mágicas, claro, incríveis, que é profissional dos bons, internacional. Mas a maestria com a qual manuseava e manipulava as cartas ao embaralhá-las foi show à parte, chamava a atenção. Perguntei a ele e fiquei sabendo, então, como numa aula, de histórias antigas sobre os trapaceiros, ilusionistas, como foram importantes em reinados e momentos históricos. Ele me contou (e mostrou) ainda sobre as diversas formas de embaralhar, a simples, a francesa, a cascata, a portuguesa, a hindu. São muitas.  Como se criavam sequências que deram poder aos trapaceiros. As representações dos naipes, o povo, o poder, as finanças, as guerras.

Tenho pensado sobre isso cada vez mais com o preocupante desenvolvimento do desmonte político a que temos assistido diariamente boquiabertos e aturdidos. Tal como as cartas do baralho que se fundem e se misturam ao ser embaralhadas, estão sendo descartados reis, rainhas, valetes. Os ases somem. De todos os naipes. Procuramos um coringa.

É carteado cheio de trucos. Dissimulados que sem querer querendo dão declarações bombásticas em entrevistas, como quem faz bolhas de sabão. Jornalistas e suas fontes das sombras que carregam mensagens de um lado a outro, sobre um lado e do outro, entre afirmações hipotéticas e hipóteses estapafúrdias que se desmentem em seguida. Deitam falação, como se possível fosse entender as entranhas desse jogo que há anos nos empurra para o buraco. Eles roubam montes, formam duplas, descartam o lixo, pedem mais cartas, formam canastras, somem com cartas entre as mangas e colarinhos brancos. Jogam sozinhos.

Entre os meus leitores há vários tipos que se manifestam comigo: os que gostam de política, falar disso; e os que gostam quando me refiro ao comportamento humano em outras dimensões (sim, elas existem! – mas cada dia é mais difícil nos concentrarmos nelas, nas nossas questões pessoais de viver bem, de emoções, de avanços civis). Tudo muito civilizado, agradeço muito.

Agradeço porque vejo audiências gigantescas indo, aplaudindo, para os que escrevem chutando, xingando, agredindo, belicosos, até desejando o mal para os outros, que sejam presos, morram, tenham seus direitos suprimidos. Suas áreas de comentários são como esgotos.  Independentes, se proclamam. Que vivem de ar, tanto quanto eu acredito em duendes puxando o dedão no pé da cama. Se papel já aceitava tudo, na internet, no descompromisso, no anonimato, isso virou fato.  Nas redes sociais, formas de polemizar, bater abaixo da linha da cintura, escarnecer bílis. Nas tevês são tantos analistas que devem se bater pelos corredores, fazer fila nos banheiros: reparem o quanto fazem como os locutores esportivos que podem estar esculhambando um time na narração, mas se esse time faz um gol… imediatamente a opinião vira outra.

Brincadeiras à parte, a melhor previsão que podemos fazer do futuro já abarca o passado: vamos trocar de presidente como se troca de roupa. Precisamos provar todas para ver como elas ficam em nosso corpo.

E eu que, vejam só, queria só falar sobre o Dia do Rock, agora, 13 de julho! Mas quem é mesmo que pode mudar de assunto? Tem de embaralhar.

20170708_143356Marli Gonçalves, jornalista –Aproveita que dia 20 de julho é Dia do Amigo. Faz as pazes com aquele com o qual brigou em bate boca nessa partida viciada.

Brasil, batendo cabeça

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Toda a solidariedade é benvinda. veja essa do pessoal do rock, lá no Rio. E, se estiver por lá, aproveita. Você ajuda e poderá dançar, se sentir-se melhor

  AMIGOS AQUI DO BLOG,

SEMPRE QUE EU PUDER VOU DIVULGAR AÇÕES DE SOLIDARIEDADE QUE ESTÃO SENDO FEITAS DE CORAÇÃO E POR AMOR, PARA AS VÍTIMAS DA TRAGÉDIA NO RIO DE JANEIRO. AGRADEÇO A TODOS QUE PUDEREM AMPLIAR ESSA DIVULGAÇÃO.

RECEBI ESSAS INFORMAÇÕES E ESSE PEDIDO DE UM LEITOR MUITO QUERIDO, O SUPER LOBÃO.

Prezados amigos

Hoje, quinta-feira, as 14 horas um amigo nosso, Andrezão, começou uma movimentação via internet com o objetivo de promover um show para ajudar as vítimas da terrivel tragédia que atingiu nossa Região Serrana.

As 18 horas já estava pronta a “Maratona do Rock – SOS Região Serrana” para angariar doações em prol das vítimas, com produção, bandas, MKT, equipamentos, etc.. Muito linda essa movimentação. Parabéns para todos os envolvidos.

Serão dois dias de puro rock & roll no Café Etílico: dia 17, segunda-feira, e dia 18, terça-feira, sempre a partir das 18 horas.

Todas as bandas (11 bandas) tocarão de graça, sem entrada, sem couvert, esperando apenas a sua doação. Todos os envolvidos na produção também estão trabalhando de graça, também esperando sua doação!

Nesses dois dias o Café Etílico também estará revertendo 20% do seu faturamento em doações para as vítimas.

Ajude! Divulgue!

Sei que temos em nossa mala direta jornalistas e formadores de opinião que podem, e muito, ajudar a divulgação desse evento benefiente. Temos também músicos e bandas que possuem uma infinidade de seguidores que precisam saber desse movimento. AJUDE! DIVULGUE!

Doem o máximo que puderem, somente não perecíveis: arroz, feijão, açúcar, macarrão, óleo, farrinha, milho, materiais de higienie, roupas, remédios, etc……….

Aqui segue a programação da Maratona do rock – SOS Região Serrana

Segunda-feira, dia 17 e terça-feira, dia 18 de janeiro das 18 horas às duas da manhã
Café Etílico – Av das Américas 7380 – Cond Rio Mar – Barra da Tijuca

NÃO haverá RESERVAS NESSES DIAS.

Veja a programação:

SEGUNDA-FEIRA
Into the Purple…………………….18 hs
Apotherock………………………..19 hs
XL……………………………………..20 hs
Drenna Rock………………………21 hs
Vagner José e Seu Bando…22 hs
Ruanitas…………………………… 23 hs
Sindicato Bon Jovi……………..00 hs

TERÇA
Joana D´Arc…………………….. 18 hs
Tchopu ……………………………..19 hs
Cidadão do Mundo…………… 20 hs
Celdon……………………………….21 hs
Teslla……………………………….. 22 hs
Moby Dick……………………….. 23 hs

informações do Luís Fernando – Café Etílico