O Julian Assange sentindo-se uma “Sakineh”. Quer asilo no Brasil. Já pensou o estrago nas hostes femininas?

 

Em entrevista a brasileiros, Julian Assange diz aceitar asilo político no Brasil

Da Redação do COMUNIQUE-SE 9 www.comunique-se.com.br)

Ainda à espera pelo julgamento por um suposto crime sexual cometido na Suécia, o fundador e publisher do Wikileaks, Julian Assange, respondeu exclusivamente a perguntas de internautas brasileiros. A entrevista (leia na íntegra) foi publicada hoje (26/1) no blog da jornalista Natalia Viana, colaboradora do Wikileaks e responsável pela seleção de doze perguntas feitas a Assange.

Entre os questionamentos, o australiano disse que tem grande apoio do público brasileiro e que o Wikileaks está se expandindo no Brasil. “Eu ficaria, é claro, lisonjeado se o Brasil oferecesse ao meu pessoal e a mim asilo político”, disse definindo o Brasil como belo e quente.

Imprensa
Quando perguntado se não é um contra-senso trabalhar com Folha de S. Paulo e O Globo, ao invés de realizar parcerias com blogs e mídias alternativas, o fundador do Wikileaks disse que buscava um jornal de centro-direita, diferente da estratégias adotada em outros países.

“Uma das funções primordiais da imprensa é obrigar os governos a prestar contas sobre o que fazem. No caso do Brasil, que tem um governo de esquerda, nós sentimos que era preciso um jornal de centro-direita para um melhor escrutínio dos governantes. Em outros países, usamos a equação inversa. O ideal seria podermos trabalhar com um veículo governista e um de oposição”

Ameaças
A divulgação dos documentos está acima dos interesses particulares de Assange, nem mesmo as diversas ameaças sofridas irão frear o vazamento de informações diplomáticas e corporativas.

“Acreditamos profundamente na nossa missão e não nos intimidamos nem vamos nos intimidar pelas forças que estão contra nós. Minha maior proteção é a ineficácia das ações contra mim. Por exemplo, quando eu estava recentemente na prisão por cerca de dez dias, as publicações de documentos continuaram.”

Hollywood
Duas produtoras de cinema, Josephson Entertainment e Michelle Krumm Prods, anunciaram na semana passada que irão produzir um filme baseado na biografia “O Homem Mais Perigoso no Mundo”, que retrata a história de Julian Assange desde os seus primeiros anos de vida. Caso os direitos de produção sejam vendidos, o protagonista da história gostaria de ser interpretado pelo ator Will Smith.

“Eu não estou envolvido em nenhuma produção de filme no momento. Mas se nós vendermos os direitos de produção, eu vou exigir que meu papel seja feito pelo Will Smith. O nosso porta-voz, Kristinn Hrafnsson, seria interpretado por Samuel L Jackson, e a minha bela assistente por Halle Berry. E o filme poderia se chamar “WikiLeaks Filme Noire”.