Bactéria do Sarney viajou para os EUA, para entender porque ela, a bactéria, é tão resistente. Fernando Rodrigues informa

18Sarney tem bactéria resistente a antibióticos e amostra é enviada aos EUA para análise

Fernando Rodrigues

Sérgio Lima/Folhapress

O ex-presidente da República José Sarney, 83 anos, está com uma infecção pulmonar provocada por uma bactéria que tem se mostrado resistente ao tratamento com antibióticos.

O hoje senador pelo PMDB do Amapá (embora tenha feito carreira política no Maranhão) não tem reagido como os médicos gostariam. Por essa razão, uma amostra da bactéria foi enviada para análise aos Estados Unidos. Esse estudo vai determinar qual a melhor forma de combater a infecção.

Sarney está internado na Unidade Semi-Intensiva do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.  Ele passou mal durante a festa de casamento de uma de suas netas, em São Luís, no Maranhão, na madrugada de 28 de julho. Foi tratado em seu Estado nos primeiros dias. Depois, foi transferido no dia 31 de julho para o hospital Sírio-Libanês.

Os médicos que cuidam de Sarney são das equipes de David Uip, Roberto Kalil Filho e Carlos Gama.

FONTE: fernando rodrigues – uol – folha

ARTIGO – Tapa na cara, por Marli Gonçalves

agmisc7Que semana, que dias horrorosos, quanta tristeza, lamento, dor, vergonha. Ainda olhamos no espelho as nossas faces rubras de tantos os tapas na cara que levamos, tantas as bordoadas. Nem sendo religioso e virando o outro lado do rosto. Já viraram por nós e o espancaram também

Corrupção, pouco caso, impunidade, leis não cumpridas, falta de ordem, de fiscalização, distribuição de propinas, cegueira generalizada, bandidos elegendo bandidos, fortes esmagando vozes, volta triunfante dos enxotados. Aqueles corpos estendidos no chão, queimados sem vela, envenenados em meio à alegria, e a simples menção da cena das centenas de celulares tocando em seus bolsos, procurados que eram naquela madrugada por quem pressentia que não mais os veria ou ouviria, não são coisa para se esquecer. E , assim como os sobreviventes e os feridos que ainda conseguirem escapar, lembrarão da terrível noite de Santa Maria para sempre, o resto de seus dias – inclusive porque certamente ainda sofrerão suas consequências – nós também não devíamos esquecer.

Mas esquecemos sempre, e sempre, como se nunca aprendêssemos nem com os nossos erros nem com os erros dos outros. Chega o Carnaval no país do próprio. Salões inseguros novamente estarão cheios de palhaços e colombinas com dedinhos para cima jogando álcool para dentro de si próprios, insanos, dormentes, banalizados e totalmente bananizados.

A serpentina, o confete, a música das bandas e trios elétricos, as piadas sem graça das musiquinhas axé-quentes-sensualizantes já transborda no país que esquece. Esquece de si. De seu papel, de suas possibilidades grandiosas de futuro. Tudo para viver um momento, um papel reles, pequenino, momentâneo, que acreditam histórico e infindável, com parceiros mal escolhidos, mal ajambrados. Com as névoas da propaganda maciça.

Não, não queremos luto eterno. Nem somos oposição por prazer. Queremos apenas que sirva para algo a alegria apagada daqueles cérebros que jamais veremos frutificar; assim como queremos, tinhosos que somos, que os feitos e a luta das milhares de pessoas perseguidas ou mortas lutando pela liberdade e democracia tenham valido.

agmisc4Mas na mesma semana recebemos mais outros muitos tapas na cara. Murros. Descobrimos estupefatos que sempre pisamos todos em solos inseguros quando o pó da estrada baixa, após os cavaleiros passarem em garbo buscando culpados, tomando providências, batendo os cascos. Descobrimos, ainda, todos, que o idealismo morreu – vigoram agora os interesses, a divisão, a discórdia, as mentiras, e a desgraça de uma classe média que ainda ousa pensar, tentar reagir, se organizar, mas que dispõe de canetas apenas para abaixo-assinados ou para mostrar a boa marca em eventos sociais. Corajosa, mas apenas atrás da tela de um computador, de um pseudônimo; preguiçosa e egoísta demais para ir às ruas bater bumbo.

graphics-fighting-756075Isso é para a gente deixar de ser bobo, inocente, acreditar em pasteis de vento, que comemos ainda lambendo o leite derramado. Se festejamos alguma vitória, percebemos logo como elas eram apenas miragens no deserto ético. Ainda por cima, todos os dias ouvimos quietos que tripudiem em cima do pouco que achávamos ter conquistado, e eles o fazem de forma bruta, deselegante, terrivelmente avassaladora inclusive em nossas relações sociais – se não pensa como eles inimigo é. Criam exércitos de zumbis, usam robôs eletrônicos, amealham a ignorância, semeiam a discórdia, implodem ou manipulam os fatos, e quanto mais velhos vão ficando mais distantes estarão do que chamo de atingir o bom senso, como diria Tim Maia em seu Universo Racional. São guerrilhas desinteligentes e obtusas.

Não consigo ver passar esse rio em nossas vidas sem me chatear. Não tenho mais preferência de margem para pescar – nem direita, nem esquerda. Até porque não há nada mais antigo e burro do que definir o mundo assim de forma tão maniqueísta. Prefiro apenas navegar com meu barquinho.

agstickfigures2Já pensei diferente, não esqueço não – e a margem esquerda sempre foi a minha predileta, porque tudo o que eu queria e almejava para mim e para o meu país estava lá.

Agora não está mais, quase nada de bom está ali – até ao contrário, infelizmente.

Do meu morrinho de observação vejo reunidas ali só umas pessoas muito chatas e transformadas, além de um monte de piranhas famintas pelo poder, dinheiro e alguma carne nova para triturar.agstickfigures1

São Paulo, 2013, o ano que começou com o ferro e o fogoMarli Gonçalves é jornalista– Anda difícil escrever, ser voz ou dar voz à razão. Agora, ainda por cima, andam querendo destruir e desacreditar a imprensa. Não conseguirão. A gente sempre vai usar o jornal para embrulhar o peixe, incluindo essas piranhas que ora ocupam a margem esquerda. Nossos cães ainda ladrarão muito e farão xixi em cima das fotos deles, sempre flagrados em suas falcatruas.

********************************************************************E-mails:
marli@brickmann.com.br
marligo@uol.com.br

Olha só:
Toda semana escrevo artigos, que também são crônicas, que também são nossos desabafos, e que vêm sendo publicados em todo o país, de Norte a Sul. Isso muito me envaidece, porque é uma atividade voluntária que exerço pelo prazer de escrever e, quem sabe, um dia, possa interessar alguém que a financie. No momento, não é o caso – não consigo viver disso sem vocês, leitores. Se você recebe por e-mail é porque está inscrito em nosso mailing, ou porque é jornalista e a gente já teve algum contato. Ou, ainda, está recebendo de outra pessoa – são milhares de repasses, que agradeço muito – que gostou e achou que você deveria ler também.
Tenho um blog, Marli Gonçalves, divertido e informante ao mesmo tempo, no https://marligo.wordpress.com. Estou no Facebook. E no Twitter @Marligo

ATENÇÃO: Por favor, ao reproduzir esse texto, não deixe de citar os e-mails de contato, e os sites onde são publicados originalmente http://www.brickmann.com.br e no https://marligo.wordpress.com

Sarney ouviu a matraca da Ideli. E ficou bravo. Veja essa série de notas do Cláudio Humberto.

Gozação de Ideli
afugenta Sarney
do Planalto

 Dilma não tem só a briga do PT com partidos da base para administrar. Seu principal aliado no Congresso, senador José Sarney, há semanas interrompeu o entendimento com o governo, em represália à piadinha que ouviu sobre ele mesmo. Sem perceber sua presença, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) pilheriou, gritando uma conversa que havia sido particular: “Sarney quer indicar de novo os diretores da Valec [estatal de ferrovias], assim não dá!” E gargalhou sozinha.

Saia justa

 Ao perceber que o senador José Sarney ouvira sua gozação, a ministra Ideli Salvatti ficou sem graça e tentou se desculpar. Em vão.

Esperando sentado

 Sarney vai a eventos no Planalto, sorri para Dilma, fecha a cara para Ideli, mas não dá papo a elas. Ainda espera um pedido de desculpas.

Sobre a história de dar azar colocar cocar…

Supersticioso

 José Sarney morre de medo de colocar um cocar na cabeça. Quando foi presidente trancava-se em casa no Dia do Quarup, comemoração indígena dos mortos. Os tambores não soavam no Maranhão.
 
fonte: coluna CH

Seu Sarney quer dar o nome de Romeu Tuma ao Aeroporto de Congonhas. Era o que faltava. Vai se catar! Vai procurar o que fazer e quem homenagear!

Essa não!

Leia a nota que o Lauro Jardim, da coluna Radar, publicou ontem. Caramba! sai para lá? Quem precisa rebatizar Congonhas? Muito menos com o nome de políticos como Tuma?

Gente, vamos fazer listas de prioridades e sugestões de trabalho para esse povo?

 

 

Sarney também quer rebatizar Congonhas

João Bittar (DEM-MG) não estava sozinho quando teve a ideia de rebatizar Congonhas (leia mais em Novo Nome). No começo de agosto, José Sarney também apresentou proposta para dar o nome de um político ao principal aeroporto do país. Ao contrário de Bittar, que pensou em Freitas Nobre, Sarney quer que Congonhas passe a se chamar “Aeroporto de Congonhas – Senador Romeu Tuma”. Diz Sarney:

– É com emoção que tomo a iniciativa de oferecer esse preito a Romeu Tuma, na certeza de que o povo de São Paulo receberá com imensa satisfação a manifestação do Congresso em favor de um dos mais brilhantes

Bigode de Sarney: vale quanto?

Bigodeado

A venda da barba do governador Jaques Wagner (PTBA) em troca de doação ao Instituto Ayrton Senna deu o que no jargão jornalístico chama-se suíte (sequência da notícia). O senador José Sarney está inclinado a também oferecer seu famoso bigode ao mesmo “sacrifício” em favor de uma nobre causa. Na bolsa de valores políticos, os analistas garantem que o famoso adereço facial do presidente do Senado vale muito mais do que os R$ 500 mil que serão pagos.

 

DA COLUNA DE AZIZ AHMED, JORNAL DO COMMERCIO – RJ