Dúvida que chegu sobre a atuação da Secretaria de Políticas para as Mulheres e como Dona Iriny gasta mal os recursos.Primeiro, uma informação; segundo, a dúvida. Boa pergunta da turma do “Besta Fubana”, de Pernambuco

 No material de hoje da Besta Fubana, pincei o que segue abaixo. Eles “cascaram” a muié.

Mas essa parte me parece essencial QUE TODOS SAIBAM:

Dos R$ 6,2 milhões que a Secretaria de Políticas para Mulheres gastou em 2011, R$ 2,8 milhões foi para pagar a Call Tecnologia e Serviços Ltda. Ou seja: 45% dos gastos de tão importante pasta é para receber reclamações. Isso merece bem uma auditoria. A ministra Iriny Lopes também gastou mais de R$ 1,3 milhão com eventos e impressos, além de R$ 101 mil para clipping de notícias.  Aliás, esta empresa de call center já faturou R$ 18,1 milhões com o governo federal em 2011, contra R$ 13 milhões em 2010

e AÍ, ELES PERGUNTAM, SOBRE A SUGESTÃO DELA AO AGUINALDO SILVA, DA NOVELA FINA ESTAMPA:

A pergunta que fica é: para que serve esta Secretaria se 45% das suas despesas são destinadas a um call center? E ainda quer divulgar o telefone de graça na Globo? Aí tem!

Ministra, Secretária, Doutora, Deputada, seja lá o quê Iriny Lopes: dá um tempo! Pare de querer proibir coisas, em nome das mulheres, do PT, ou seja de quem mais.

1. DO F5 (uol)

Ministra apoia fim do quadro “Metrô Zorra Brasil”

DE SÃO PAULO

A Secretaria de Políticas para as Mulheres enviou uma carta de apoio ao sindicato dos metroviários de SP, que pediu que a Globo tirasse do ar o quadro “Metrô Zorra Brasil”. A mesma pasta, da ministra Iriny Lopes, pediu a suspensão de um comercial em que Gisele Bündchen aparece de lingerie. “Parabenizamos a iniciativa e endossamos a necessidade de ações como esta que visam desconstruir discursos de uma cultura que, até camuflada no humor, perpetua a violência simbólica contra as mulheres”, diz o documento. Os metroviários acusam o “Zorra Total” de incentivar o assédio sexual nos vagões. A Globo diz que o objetivo da atração é o entretenimento.

2 – do migalhas

Queima do sutiã

Uma semana depois de pedir para tirar do ar um comercial de lingerie com a modelo Gisele Bündchen, por considerar a peça agressiva à mulher a Secretaria de Políticas para Mulheres novamente esta querendo ditar regras. A pasta enviou um ofício ao Projac demonstrando preocupação com o personagem Baltazar – interpretado por Alexandre Nero -, da novela “Fina Estampa”. Na trama, ele subjuga a mulher Celeste, vivida por Dira Paes. Palpiteira, a ministra Iriny Lopes sugere à Globo e ao autor, Agnaldo Silva, que Celeste procure a Rede de Atendimento à Mulher, por meio do telefone 180. A ministra sugere ainda que, diferentemente de casos anteriores, em que o agressor é apenas punido, que Baltazar seja encaminhado aos centros de reabilitação previstos na Maria da Penha. Valha-nos Deus. Será que essa turma do policiamento não sabe o que é ficção ?

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ARTIGO – O que as mulheres querem mesmo.

                                                                                                                                              Marli Gonçalves  O que as mulheres querem mesmo é sossego, respeito e seriedade. As mulheres querem ter garantida a sua dignidade e igualdade de direitos. As mulheres querem que todas as mulheres possam usufruir das suas garantias de cidadãs. As mulheres têm voz própria e não querem governos usando seu nome nem metendo o bedelho em bobagens, com tantas coisas importantes a ser vistas e transformadas. Somos mulheres, de calcinha e sutiã, sim.

As mulheres querem mesmo é o fim da violência contra todas as mulheres. Aliás, contra todos os seres vivos. Não querem mais ouvir falar em mulheres espancadas e mortas por seus companheiros. Não querem mais saber de crianças, meninos e meninas, presas em celas, abusadas, vilipendiadas sob os olhares cúmplices de quem deveria guardá-las. As mulheres querem mesmo é poder dispor de seu próprio corpo, ter liberdade de escolha, e não serem obrigadas a submeterem-se a condições degradantes para poderem viver e criar seus filhos e filhas, fazendo-se muitas vezes de prostitutas, mas sem pagamento que não um mero prato de comida e um teto.

As mulheres têm muitas coisas para querer, para lutar, para transformar e melhorar. Mas nenhuma delas é contra calcinhas e sutiãs. Muito menos contra propagandas de tevê que vendem essas lindas peças de baixo, de que todas gostam e usam mesmo, inclusive para seduzir. Qual o problema? Vai encarar?

Pois essa semana teve gente falando em nosso santo nome com o propósito de censurar – censurar, sim, que esse é o nome da coisa – uma propaganda feita por uma marca de lingerie, no corpo de uma brasileira, um das mais belas, conhecida e consagrada mundialmente. Que vergonha que dá na gente!

Aí a gente descobre que entre os mais de 40 departamentos de governo tem uma tal SPM, Secretaria de Políticas para a Mulher, comandada por Iriny Lopes, com status de ministra e que é a cara, versão mal humorada, do cartunista Laerte quando este está travestido na melhor forma. Segundo a tal burocrata, houve meia dúzia de reclamações “de indignação” a respeito dos anúncios da marca que agora com tino comercial alerta aplaude com palminhas toda a polêmica e deve estar implorando para que o Conselho de Regulamentação Publicitária passe bastante tempo analisando o fato. Vai vender que nem água.

A argumentação? Do site oficial governamentoso: “A propaganda promove o reforço do esteriótipo (sic) equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande (sic) avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas. Também apresenta conteúdo discriminatório contra a mulher, infringindo os arts. 1° e 5° da Constituição Federal”.

Podiam ao menos tentar falar linguagem de gente. Objeto sexual do marido? Os grande avanços? Desconstruir práticas e pensamentos sexistas? Conteúdo discriminatório?

Vamos por partes, Frankenstein!As peitudas loiras vendendo cerveja – pode? A própria Gisele Bündchen limpando o chão, de Amélia, na propaganda da Net – pode? As mulheres seminuas e prontas para tudo vendendo carros – pode? As coitadas que aparecem em propagandas de remédios e do próprio governo podem dizer que o mundo é lindo? E se essa mesma campanha fosse estrelada, por exemplo, por uma roliça? Tipo a Claudia Jimenez, fazendo uma caricata dona-de-casa?

Ora, cubram vocês suas vergonhas. Nem me venham com esquerdices-direitices de ocasião que andamos sem paciência para elas. Tenho quase certeza de que nem a presidente Dilma, que pode ser tudo, menos burra, concorda com a tal Iriny & Cia, nem quero imaginar as “malas” e pochetes que trabalham nesta tal secretaria.

Sou feminista, com muito orgulho, e sou uma das que não estão gostando nada de ver gente achando que essa bobagem – de pedir a retirada do comercial – é obra de feministas. Temos mais o que fazer. Não achincalhem a luta da mulher, que a gente ainda tem muito a conquistar, a mudar, a transformar. Desde adolescente milito pelas causas da mulher, pela informação correta, pela aplicação dos seus direitos. Sei o muito que perdi e o pouco que ganhei, mas mantive coerência, que começa pela absoluta defesa da liberdade de expressão. Sei bem o que é ofensa à mulher: vejo todos os dias, para todos os lados onde olho. Mas a turma da tal Secretaria da Dona Iriny parece que só assiste à tevê, sentadinha no sofá, e na hora da novela repetida que passa durante o horário de expediente.

Liberdade para as calcinhas e sutiãs! Liberdade para as mulheres usarem as mais bonitas, rendadas e bem sensuais, na hora de dizer umas verdades aos seus maridos, mesmo que elas sejam fatos como estourou o cartão de crédito, bateu o carro de novo e que a mãe delas vem chegando. Se assim o macho não reagir, se essa for a forma, tudo bem. Porque se ela for esperar essa gente de governo para defendê-la…

Essa gente tem muita garganta, mas pouca ação. Quando a gente precisa mesmo, sempre chegam atrasados, quando já estamos mortas ou espancadas.

País rico é país sem esse povo que acha que sabe o que é bom, e quer impor por decreto. Nós, Mulheres, somos como cavalos livres. E vamos corcovear muito antes de cair nesse laço.

São Paulo, São Paulo, calcinha preta, com lacinhos, 2011 (*) Marli Gonçalves é jornalista. Nesta semana, pelo menos, o bom senso do conselho de propaganda liberou os graciosos pôneis malditos da propaganda de carro. Acredita que tentaram tirá-los do ar porque poderiam interferir na fantasia das crianças? Censores malditos!

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