#ADEHOJE – – INSISTÊNCIAS DAS COISAS

#ADEHOJE – – INSISTÊNCIAS DAS COISAS

SÓ UM MINUTO – Olhos abertos! O presidente insiste em indicar o filho Eduardo Bolsonaro à embaixada do Brasil nos EUA. Pelo que vi o Senado, que é a instância que deve aprovar ou não a indicação, está em polvorosa, e promete reagir. Ao mesmo tempo, claro que já tem lá também os espíritos de porco que querem voto secreto. Precisamos ficar atentos… Isso são golpes.

Outra insistência que temos ouvido falar nos últimos dias também é sobre a criação de outra CPMF, que sempre como vocês sabem de provisória não tem é nada. Imposto vem e fica; cria raiz.

O que digo hoje é o quanto precisaremos ficar atentos para não tomarmos essas pauladas.

#ADEHOJE – PUNIÇÃO PARA RENAN CALHEIROS!

#ADEHOJE – PUNIÇÃO PARA RENAN CALHEIROS!

 

ATAQUE À JORNALISTA DORA KRAMER NÃO PODE FICAR BARATO

SÓ UM MINUTO – NÃO DÁ PARA FALAR EM OUTRA COISA A NÃO SER PEDIR QUE o Senador Renan Calheiros seja punido já, agora, pelos ataques que proferiu contra a jornalista Dora Kramer na sua conta do Twitter. Não tem conversa. Ele que vá se vingar de sua derrota em outros lugares, e contra quem realmente o derrotou.

veja o que o canalha publicou no Twitter:

#ADEHOJE – PEGA-PEGA NO SENADO. ENTENDE PORQUE TUDO ESTÁ ASSIM?

#ADEHOJE – PEGA-PEGA NO SENADO. ENTENDE PORQUE TUDO ESTÁ ASSIM?

SÓ UM MINUTO – Antes, salve Iemanjá em seu dia! Não sei se você ficou acompanhando o processo eleitoral no Congresso Nacional. Se não, só perdeu uma espécie de show patético. A cena da senadora Kátia Abreu roubando a pasta do senador Alcolumbre que se atarracou na cadeira fez lembrar aquelas brigas de crianças mimadas. Tiriricas da vida. Até esse momento, começo da tarde de sábado, 2 de fevereiro, os senadores, por exemplo, ainda estão se digladiando. Deram abertura até para a interferência do Poder Judiciário para a retomada do processo agora pela manhã. Na Câmara -óóó, venceu Rodrigo Maia. Surpresa. No Senado, Renan Calheiros usa de todo seu conhecimento interno para se manter no poder se reeleger presidente da Mesa. Esses resultados serão essenciais para o andamento do novo Governo e suas reformas. Onix Lorenzoni pisou no tomate nas duas casas, nos dois tapetes, o vermelho e o verde, e que marcam os lugares do Congresso, em Brasília.

Continuam as repercussões das divulgações das dramáticas imagens que mostram o exato momento do rompimento da barragem de Brumadinho e as consequências e a destruição. Prosseguem os trabalhos de procura dos corpos dos desaparecidos.

 

ARTIGO – Ficar para a história. Por Marli Gonçalves

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Ficar para a história

 

Por Marli Gonçalves

Também estou preocupada. Todos nós estamos apreensivos, e perplexos. É estranho estar apreensivo e perplexo ao mesmo tempo, mas é o que acontece. Vou tentar expor um ponto de vista daqui da minha torre de observação: um novo tempo, apesar dos pesares, está chegando. Eles agora têm netos, não vão querer fazer feio. Pelo menos não tão feio

Pensa comigo. Aos fatos. Está visto no decorrer da Operação Lava Jato que não há mais como escapar de investigações e que estas viram ao avesso as vidas, o presente, o passado e o futuro, aqui e em toda a galáxia. Certo? Certo. Até pode fazer, mas tem de rebolar tanto para não ser descoberto que vai acabar chamando a atenção do japonês.

Sorria, você está sendo filmado, fotografado, televisionado, gravado, youtubado, instagramado, facebucado, zapzapeado e tuitado – eles também, e bem mais do que nós.

Pois bem. Com algumas décadas acompanhando a política nacional como jornalista, conheço ou lembro mais detalhes ainda do que a maioria de vocês, da vida pregressa desses cavalheiros de cabeça branca ou lisinha que ora se apresentam para nos governar e também os que se apresentam para resistir. Muita coisa antiga da época que só havia muito o “ouvi falar”, mas quase nada era mesmo investigado. Assunto abafado era o termo. Às vezes, escapava, vazava, e algum jornalista conseguia uma boa história, suportava a pressão. Mas, como disse, eles eram jovens, arrogantes, queriam subir na vida e aprenderam política antiga contaminada por populismo.

A essa altura, hoje, já devem ter percebido que as coisas realmente mudaram. Se tiverem consciência da importância do momento e da missão que constroem – e isso a gente pode ficar lembrando a eles todo o tempo – precisam tentar fazer o melhor, o seu melhor, não podem se deslumbrar com cargos e poderes. Já viveram, são raposas, experientes em sua grande maioria.pen-fountain-drawing-animated-gif

Vão querer entrar para a história com uma foto melhor na carteira de identidade. Tomara. Tomara. Tomara.

Da mesma forma, e do outro lado, os mais tradicionais dirigentes e militantes parecem crianças novamente se divertindo de voltar a atuar, ser de esquerda, de se manter bem à esquerda, combatendo “golpes”, de agitar, conclamar, ser revolucionário – a única forma que antes todos nós achávamos legal para ficar para a história. Mártires. Mas eles terão um limite, não posso acreditar que – e será uma enorme decepção se o fizerem, como inclusive ameaçam – na Hora H insuflarão mais as massas de manobra, os jovens. Temo porque eles não têm mais tanta energia, e a situação ficaria fora de controle.o-pequeno-principe-estreia-breve

Passado esse meu momento otimismo em primeiro grau, me peguei pensando nessas coisas, entrar na história, ficar para a história, passar para a história. Entrar: a marca que deixamos quando fazemos algo marcante, realmente importante. Ficar: o legado de que um ato ou pensamento nosso possa conseguir ser imortal, ser exemplo, servir como guia e lembrança. E, enfim, passar para a história: o reconhecimento de uma ou mais gerações, ou ao menos de algum estudioso que dê a chancela, faça algum registro. Há até os que ganharam feriado, ou o direito de ficar “a vida inteira” sendo festejado no aniversário da morte.

Nos tempos digitais, com a locomotiva do tempo transformando-se em trem bala de forma espantosa, e o google virando verbo, ficou mais fácil e ficou maior esse mundo da tal história. Mais espaçoso, infelizmente talvez também menos criterioso, mas agora todos nós podemos sonhar com isso. Em estar bem na fita. Temos que caprichar é como chegaremos lá e por quais fatos mereceremos ser lembrados eternamente – História é eternamente, um infinito que não tem tamanho.

Nesse exato momento, por linhas tortas ou não, somos a caneta que escreve a história. Mas não posso deixar de ressaltar que a tinta é indelével. Portanto, por favor, redobrem a atenção, escrevam com cuidado, sem arrependimentos, porque esse é exatamente um momento que passará para a história. E não pode ter borrão.

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Marli Gonçalves, jornalista Registre-se isso.

São Paulo, olho em Brasília, Brasil, maio de 2016

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Senado será dedetizado e desratizado. Pronto. Agora pode rir.

O Senado vai dedetizar suas dependências desta quinta até sábado, mas, pelo sim, pelo não, utilizará um produto químico inofensivo ao ser humano. A caça será apenas a ratazanas do reino animal.mouse
Nota da Coluna de Claudio Humberto – Diário do Poder

ARTIGO – Santidades e inocências, por Marli Gonçalves

O negócio está meio esquisito. Todo mundo pasmo, decepcionado por aí, pelos cantos, murmurando baixinho… Até tu, Brutus? Mas também sobre como realizam pragas em quem tem a síndrome da garota do leite ou vive o drama do biscoito fresquinho.

Nesses dias de reflexão pascoal, ando perplexa. Claro, acompanhando o desenrolar do caso do senador que caiu lá de cima do Céu. Não era mais tão pesado e gordo como quando iniciou a carreira política, mas não teve jeito. O tombo foi tão grande, ele veio tão do alto, que atravessou a Terra e foi parar no Inferno. Do dia para a noite. Destruído, pisado, humilhado, sem chance de abrir a boca, como também muitas vezes o vi fazer com outras pessoas durante CPIs no Senado, as que ele convocava espalhafatosamente para depor e expor, e em prol da moralidade pública que se fazia representar, as desancava, massacrando-as verbalmente. Cara feia, dedo em riste, sempre pronto a dar entrevistas com suas certezas. Mesmo assim, nunca gostei dessa coisa de pagando ou recebendo na mesma moeda. Acho cruel.

Ele não chama João, José ou Antonio. Chama Demóstenes. Então, se alguém gravou lá no caso, como gravaram e muito, e aparece o nome, primeiro que não dá nem para assobiar, dizer que é outro cara. Demóstenes, de origem grega, quer dizer aquele que “tem a força do povo”, e o nome, por sua vez, seria o de quem “deixa sua marca no mundo”. Santa ironia.

Mas, fora isso, não se enlevem tanto, porque dentro desse mesmo forno nós todos estamos assando. Há no momento problemas e risco em coisas muito sérias e caras, como Justiça, Democracia, Privacidade, Direito de Defesa (sagrado!). Não olhe só para o biscoito alheio torrando. Faça igual quando vê o semáforo, ou farol, ou sinaleira, onde quer que esteja neste país. Pare, olhe, pense. Vermelho, amarelo, verde. Não pode isso; talvez possa isso; pode isso.

Lembro que sempre tive pavor de “juras”, “gente que jura outra”, sabe como? Praga com raiva e, principalmente, se esta vier de alguém com poder que – você sabe – fará tudo para que a sua própria praga lançada se concretize, numa vingança planejada. Há algum tempo, o ex, Lula, jurou o DEM, lembram? E o tal senador com nome pomposo ora pendurado à execração pública era a fachada mais visível do DEM. Já vinha sendo citado até como candidato à Presidência. Primeiro, seria Governador de Goiás. (Penso que a cirurgia de redução de estômago que o emagreceu e afinou, aliado às plásticas que fez, à mulher nova, novos ternos, óculos, e até modos, já faziam parte da trajetória imaginada…)

Mas aí é quando entra a que eu chamo em adaptação livre de a “Síndrome da Garota do Leite”, aquela da fábula e que carrega a jarra de leite morro abaixo (ou acima?), planejando quanto leite, quanto queijo, quanto ganharia e o que faria com…e catapico!– tropeça e a lá vai o leite. Tenho encontrado tanto com gente com essa síndrome que não sei não, creio que possa ser epidemia. Aparecem muito em eleições, e quando a loteria acumula.

Então, mas voltando, eu falava das pragas e juras e dos riscos à democracia. Falava, ou pelo menos pretendia falar, sobre o excesso de decretos e leis ou desnecessários ou esquecidos. Se são necessárias, e existem, devem ser cumpridas. Senão, se desnecessárias, porque existem? O drama do biscoito fresquinho é pinto perto desse dilema.

Pois bem. Acabam de levar uma das raras vozes que sobravam, e que ainda eram “oposição”. E como foi isso? Burlando a legislação que garante – existe, portanto, garante – que senadores têm foro privilegiado, e que ao ver flagrado o nome de um deles na escuta do bicheiro ou sei lá o quê, haveria de ser legalizada tal escuta no Supremo Tribunal Federal.

Não fiquem bravos. Peraí. É que essas ilegalidades vão levar a não acontecer o que realmente poderia nos interessar no caso, e depois vocês vão ficar falando que foi impunidade, isto e aquilo, que este país não tem jeito. Por algum motivo, veja, tudo chega antes na imprensa, em conta-gotas, capítulos, dias da semana especiais, divididos para todos os grandes, de forma quase equânime. Uma sucessão de “furos” de reportagem impressionante. Mas, lá na Justiça, nos tribunais, a história vai entrar por um lado e sair pelo outro, por lei, e isso será correto. Não deve mesmo ser aceita.

Aí entra o drama do biscoito fresquinho. Se houve investigação, ela descobriu tudo isso, porque não a legalizaram em seu curso? Porque a ideia central é a da destruição pessoal do inimigo, que, como mosca, parece que estava mais do que enredado na teia do bicheiro. Estava arranhando a garganta do Governo.

Não tem santo nessa missa. Mas o fermento dessa massa, se usado em excesso, pode muito bem fazer desandar também o nosso biscoito. O meu, o seu, o nosso. Não há exceções a serem abertas quando tratamos do Estado de Direito.

…”Mas, se tendes no vosso coração uma inveja amarga e um espírito dado a contendas, não vos vanglorieis nem falseeis a verdade”. (Primeira leitura: Tiago 3, 13-18)

São Paulo, ovos, novos povos, 2012   Marli Gonçalves é jornalista – Rezem comigo: “Que Deus nos proteja e livre de todas as pragas, todas mesmo !”

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