Olha essa: Crivella não quer que policiais subam armados o morro… Tem gente dizendo para ele ir na frente.

girl_cop_chasing_thiefVai que é tua, senador

Informado do projeto de Marcelo Crivella (PRB-RJ) que pretende proibir a polícia de subir morros cariocas com armas de fogo, o empresário José Lírio de Aguiar sugeriu que o senador vá na frente, na primeira subida da PM no Morro dos Macacos, após a lei entrar em vigor.

Nota da Coluna Claudio Humberto – Diário do Poder

Padilha não segurou a onda (como em tudo, aliás). Campanha para prostitutas já foi suspensa. Esse governo não segura a onda de nada

 

women655Ministro da Saúde recua em campanha para prostitutas

FILIPE COUTINHO
JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

DO UOL – WWW.UOL.COM.BR

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recuou sobre uma ação já lançada pela pasta na internet voltada às prostitutas com foco na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Uma das peças da campanha, lançada no último final de semana, “Eu sou feliz sendo prostituta” já aparece como indisponível no link do Twitter do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério.

“Enquanto eu for ministro, não acho que seja uma mensagem a ser passada pelo Ministério da Saúde”, afirmou Padilha sobre a peça nesta terça-feira (4). Para o ministro, veiculado como possível candidato do PT ao governo de São Paulo, a pasta deve se limitar a divulgar campanhas com foco na prevenção das DSTs.

Padilha disse que todas as peças –divulgadas com a logomarca do governo federal e já disponíveis no site e no Twitter do departamento de DST– ainda dependem de aprovação. “Recebemos várias sugestões, que ainda vão passar por avaliação.”

Reportagem publicada no site do departamento de DST do ministério na sexta-feira (31), no entanto, afirma que “o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde lança neste fim de semana nas redes sociais mobilização pela visibilidade das profissionais do sexo. A ação com o tema ‘Sem vergonha de usar camisinha’ celebra o Dia Internacional das Prostitutas, neste domingo (2)”.

As peças foram produzidas “a partir de uma oficina de comunicação em saúde para profissionais do sexo realizada entre os dias 11 e 14 de março de 2013, em João Pessoa”, promovida pelo Ministério da Saúde, como informado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

No site do departamento, está disponível um vídeo em que mulheres dizem, olhando para a câmera, “eu sou prostituta”, “ser prostituta é o que me define” e “eu sou puta, a minha presença te incomoda?”.

OUTRO RECUO

Essa não é a primeira vez que Padilha recua de campanhas com potencial polêmico.

No início de 2012, após descontentamento até da presidente Dilma Rousseff, Padilha recuou da campanha que seria lançada com foco nos jovens gays para a prevenção da Aids no Carnaval.

Divulgação/Ministério da Saude
Cartaz divulgado pelo Ministério da Saúde nas redes sociais; ministro vetou a campanha nacional
Cartaz divulgado pelo Ministério da Saúde nas redes sociais; ministro vetou a campanha nacional

Isso vai dar diz-que-diz-que. “Sou feliz sendo prostituta”. Uma campanha federal. Eu apoio, mas que vai dar conversa, ah, vai!

gifpalaced3230Campanha federal diz: ‘sou feliz sendo prostituta’

 

 

 

Agência Estado

 

O Ministério da Saúde lançou uma campanha nas redes sociais para reduzir o estigma em torno da prostituição que deve causar discussão. Uma das peças diz: “Eu sou feliz sendo prostituta” e tem profissionais do sexo como protagonistas. A iniciativa surge após uma série de outras polêmicas envolvendo campanhas de saúde na gestão Dilma Rousseff.

 

Composto por vídeos e banners, o material é fruto da oficina de profissionais do sexo realizada em março em João Pessoa, que tem como mote “Sem vergonha de usar camisinha”. Nas peças, mensagens contra o preconceito, sobre o desejo de ser respeitada e a necessidade de prevenção contra DST-aids. Feita para marcar o Dia Internacional das Prostitutas, 2 de junho, a campanha – que retrata positivamente a profissão – foi bem recebida por feministas e grupos que trabalham com prevenção.

 

“Quem sabe seja um sinal de que o governo possa retomar uma política de prevenção em aids e saúde pública sem discriminação, lançando até mesmo as campanhas censuradas dirigidas aos gays, que gastaram dinheiro público e não foram utilizadas”, afirmou o professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Mario Scheffer.

 

Em março, o Estado revelou que o Ministério da Saúde havia determinado a suspensão da distribuição de material educativo para prevenção de aids dirigido a adolescentes. O kit, formado por seis revistas em quadrinhos, abordava temas como gravidez na adolescência, uso de camisinha e homossexualidade e havia sido feito em colaboração com a Unesco.

 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou na época que a distribuição havia sido feita sem seu conhecimento e não tinha aprovação do conselho editorial. A decisão se somou a uma série de episódios do governo Dilma. Em maio de 2011, a presidente determinou o cancelamento da entrega de um kit de combate à homofobia produzido pelos Ministérios da Saúde e da Educação.

 

O especialista da USP ressalta que as ações para redução do preconceito são essenciais para estimular a prevenção. Daí, completa, a necessidade de que iniciativas semelhantes sejam feitas com outros grupos.

 

Público-alvo

“A valorização é o primeiro passo para a prevenção”, afirmou a presidente da Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos, Santinha Tavares. Para ela, o governo acertou em trazer mensagens para prostitutas. “Outros grupos já haviam sido contemplados. Era essencial a mensagem para essas profissionais.” Os cinco vídeos agora exibidos foram feitos pelas próprias participantes da oficina. Além de prostitutas, fizeram parte do encontro representantes de organizações não governamentais, associações e movimentos sociais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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