#ADEHOJE – SUBMARINO E FROTA DE AVIÕES NO TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS

#ADEHOJE – SUBMARINO E FROTA DE AVIÕES NO TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS

 

 

SÓ UM MINUTO – Gigantesca operação da PF hoje debela quadrilha milionária internacional de tráfico de drogas. 47 aeronaves usadas pela quadrilha, e até um submarino (!) foram encontrados. 26 pessoas foram presas em vários estados. Todo mundo da turma do Fernandinho Beira Mar, que continua mandando e desmandando mesmo preso. Mais de 400 policiais também determinaram o sequestro de 13 fazendas e cerca de 10 mil cabeças de gado.

No Brasil, ainda, a reforma da Previdência se mostra bastante dura, e ainda precisará ser aprovada. Bolsonaro faz de tudo para esquecer laranjas e gravações que, ao que parece, brotarão. Os presidentes da Vale e do Flamengo continuam no seus cargos como se não fossem responsáveis pelas tragédias.

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 pf submarino
Submarino encontrado no Suriname

Você soube que o Wikileaks falou claramente numa certa $ propina $ que o Lula teria ganho para comprar para o Brasil um… submarino? Falaram, sim. O Wikileaks falou. Então leia esse artigo do Sandro Vaia

Amigos,umas palavrinhas…

Mantenho esse blog, com dificuldade, mas feliz – sobre tudo e muito mais – porque acho uma maneira de dividir com os amigos, o pensamento, e o incentivo ao pensamento. Acho quer o melhor exemplo que posso dar é o artigo do Sandro Vaia que publico abaixo.
Ele foi certeiro, no alvo. Leia. Pense. Reflita se não é e foi isso mesmo. Entenda porque tantas pessoas legais estão batendo nesses caras que estão ai, se achando o máximo como governistas, esses petistas dos anos 2000, tão diferentes dos originais que tive a honra de conhecer. Veja se não é isto que está havendo. E eles estão fazendo isso é com tudo. Não é só com Wikileaks, ou agora. Faça atenção, por favor, Pense. Apenas pense se não é assim mesmo que as coisas estão se desenvolvendo, e que o Sandro falo com tanta propriedade.
Ah, antes que eu esqueça: aqui não tem linha partidária, essa coisa antiga de DIREITA/ESQUERDA – atiramos no que não tem senso, nem incomum;  louvamos as boas e divertidas coisas da vida. Não digo que é anárquico, porque seria pretensioso. A Anarquia é coisa séria. 
Meu radar vê e lê e ouve muita coisa por aí. Eu trago para cá para a gente pensar junto, É isso. Boa leitura.

 

Quando o lixo é lixo, por Sandro Vaia

(fonte: Blog de Ricardo Noblat,, O Globo, artigo publicado dia 2 de março)

‘’’…esquecer tudo quanto fosse necessário esquecer, trazê-lo à memória prontamente no momento preciso, e depois torná-lo a esquecer; e acima de tudo, aplicar o próprio processo ao processo”.

Esse é um trecho da definição que George Orwell deu à expressão “duplipensar”, que ele mesmo inventou e usou em seu clássico “1984”. onde descreve uma hipotética sociedade dominada pelo totalitarismo.

O duplipensar é uma moda recorrente e bastante ativa no universo da militância política que hoje preenche as redes sociais, e alterna a sadia vontade de participar, opinar e debater com a mais vulgar e corrosiva plantação de grosserias que se tem notícia na história do embate político brasileiro dos tempos recentes.

A empreitada do jornalista e ciberativista australiano Julian Assange, que criou um site chamado Wikileaks destinado a vazar documentos diplomáticos secretos, despertou, num primeiro momento, uma corrente mundial de simpatia e foi endossado por uma rede de organizações noticiosas de tradição e respeito.

Jornais de primeira linha começaram a publicar documentos com revelações mais ou menos bombásticas, até que a novidade se exaurisse em si mesma e a repetição de revelações inócuas ou duvidosas começassem a cansar os jornais e seus leitores.

No Brasil, onde cautela e caldo de galinha são menos apreciados do que deveriam, Assange, apesar de todo seu currículo de aventureiro e de uma folha corrida no mínimo duvidosa, foi logo endossado por uma certa esquerda que adora cultivar teorias conspiratórias e ganhou status de grão mestre do jornalismo mundial.

Wikileaks se tornou quase categoria de pensamento. Seu prestígio foi crescendo à medida em que os documentos divulgados,na maioria das vezes a seco, sem a devida contextualização ou a necessária edição, favoreciam as teses que povoavam, desde tempos imemoriais, a algibeira e o imaginário político de certas esquerdas e ajudavam a fermentar o anti-americanismo mais primário.

A tal ponto que Wikileaks e Assange ganharam um elogio inaudito,de viva voz, e ad hominem, dele mesmo, Lula, o Rei Sol, quando no exercício do cargo de presidente. Para ele, Assange representava a própria liberdade de expressão.

Os telegramas do Wikileaks eram replicados com entusiasmo e com barulho de fanfarra nas redes sociais. Eles revelavam, entre outras enormidades, que o jornalista William Waack era espião da CIA e que o candidato à presidência José Serra tinha prometido que, vencendo a eleição, “entregaria” o Pré Sal à multinacional Chevron.

Esta semana, depois de um recesso mais ou menos prolongado, o Wikileaks volta aos jornais, revelando a conversa entre um consultor da empresa de inteligência e análise estratégica Stratford e um funcionário do governo norte-americano no Brasil, que diz: “A compra de submarinos é tão sem sentido que só pode ter a ver com propina. Lula provavelmente está cuidando do seu plano de aposentadoria. E veja só: a compra acontece ‘curiosamente’ no fim de seu mandato”.

O duplipensar, que produzia tanto barulho com idiotices semelhantes, desta vez se calou. Silêncio eloquente.

O lixo do Wikileaks continua sendo lixo. A diferença entre a banda de música e o silêncio é o lado onde cai o lixo.

 Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez. E.mail: svaia@uol.com.br