#ADEHOJE – PEGA-PEGA NO SENADO. ENTENDE PORQUE TUDO ESTÁ ASSIM?

#ADEHOJE – PEGA-PEGA NO SENADO. ENTENDE PORQUE TUDO ESTÁ ASSIM?

SÓ UM MINUTO – Antes, salve Iemanjá em seu dia! Não sei se você ficou acompanhando o processo eleitoral no Congresso Nacional. Se não, só perdeu uma espécie de show patético. A cena da senadora Kátia Abreu roubando a pasta do senador Alcolumbre que se atarracou na cadeira fez lembrar aquelas brigas de crianças mimadas. Tiriricas da vida. Até esse momento, começo da tarde de sábado, 2 de fevereiro, os senadores, por exemplo, ainda estão se digladiando. Deram abertura até para a interferência do Poder Judiciário para a retomada do processo agora pela manhã. Na Câmara -óóó, venceu Rodrigo Maia. Surpresa. No Senado, Renan Calheiros usa de todo seu conhecimento interno para se manter no poder se reeleger presidente da Mesa. Esses resultados serão essenciais para o andamento do novo Governo e suas reformas. Onix Lorenzoni pisou no tomate nas duas casas, nos dois tapetes, o vermelho e o verde, e que marcam os lugares do Congresso, em Brasília.

Continuam as repercussões das divulgações das dramáticas imagens que mostram o exato momento do rompimento da barragem de Brumadinho e as consequências e a destruição. Prosseguem os trabalhos de procura dos corpos dos desaparecidos.

 

Vocês sabem o que é afã? E afã de pintar ciclovias imaginárias? Veja só que beleza que está na Rua Honduras, as artes do prefeito Haddad e a inveja do tapete vermelho do Oscar

20150126_112043 20150126_112015

AH, meu Deus! Renan põe tapete vermelho para Dilma? Aí tem!

oscar-red-carpet-2Aos pés de Dilma

À espera da presidente

Quem chega ao Congresso e se depara com os enfeites que Renan Calheiros mandou preparar para receber Dilma Rousseff, amanhã, nem desconfia que a relação entre Dilma e Renan costuma ser para lá de conturbada – embora hoje esteja em tempos de céu de brigadeiro.

Cerca de dez funcionários estão suando para pregar um enorme tapete vermelho, que vai da Chapelaria à porta do Plenário do Senado, no Salão Azul, passando pela entrada do gabinete de Renan, obviamente.

FONTE – COLUNA RADAR – VEJA ONLINE – Por Lauro Jardim

hopson_gif

CANNES 2011. NOSSA CORRESPONDENTE ESPECIAL MANDA O TCHAUZINHO DE ALMODOVAR, UM POUCO DE BANDERAS E AS BELEZAS.

( agradecimentos especiais para Helena Röesele)

 Olha o Almodovar dando tchauzinho! É para você. Especial aqui para a gente. Nossa correspondente mais do que especial no Festival de Cinema de Cannes, Ucha Röesele, manda – quentinho – um filminho dos astros de La piel que habito. Eles estão indo para a coletiva de imprensa realizada hoje.Não deixe de ver a cobertura completa de Cannes, do site Filmespolvo.com.br.Saiba mais e veja mais de Cannes – especial –  aqui e aquiE tem mais! Fotos das belezas de Cannes e, claro, da nossa correspondente, Ucha. Divirta-se

Este slideshow necessita de JavaScript.

  

 DO EXPRESSO

Na pele de Almodóvar

Um thriller demencial e frankensteiniano na corrida pela Palma de Ouro: “La Piel que Habito“.

Francisco Ferreira, enviado a Cannes
13:14 Sexta feira, 20 de maio de 2011
 
Antonio Banderas e Elena Anaya em "La Piel Que Habito", de Almodóvar
Antonio Banderas e Elena Anaya em “La Piel Que Habito”, de Almodóvar
 

Aumentar Texto

Diminuir Texto

Link para esta página

Imprimir

Enviar por email

Link permanente: x
 

Partilhe  

del.icio.us

technorati

digg

facebook

myspace

reddit

google

search.live

newsvine

Pub

 

Almodóvar terá certamente pensado no cinema de terror de Georges Franju e no seu inesquecível “Les Yeux Sans Visage” quando adaptou a novela “Mygale“, de Thierry Jonquet. A novela conta a terrível vingança de um cirurgião plástico sobre o homem que violou a sua filha. É material em potência para um filme de Almodóvarcom melodramas familiares e histórias de mudança de sexo. O cineasta espanhol não abandonou a ousadia que o tornou único.

Debaixo da epiderme, drama profundo

 

As personagens de Almodóvar não habitam só na epiderme do título, o drama é mais profundo e a trama invulgarmente complexa. O cirurgião em causa, Robert Ledgard (papel de Antonio Banderas, que não filmava com Almodóvar há 22 anos, desde “Ata-me!”), vive em Toledo com uma governanta que ele não sabe tratar-se da sua mãe (Marisa Paredes) e é um homem perturbado pelo acidente da mulher, que ficou completamente queimada num desastre de automóvel. Ele tem também uma filha que, numa noite de festa com amigos, é violada por um rapaz da sua idade, Vicente.

É uma família desgraçada, a de Robert. Vamos descobrindo estas etapas uma a uma, pausadamente, porque “La Piel que Habito”, à semelhança dos últimos filmes de Almodóvar, está preso a uma sucessão de flash-backs. A mulher e a filha acabam por sucumbir às suas experiências traumáticas. Até que o cirurgião, levado por um desejo de loucura e vingança, decide raptar Vicente e fazer dele rato de laboratório, transformando-o… em Vera (Elena Anaya).

Um novo Dr. Frankenstein

 

Quem é esta Vera? Uma espécie de monstro que, para este cirurgião demente, fundirá as duas mulheres que ele amou e perdeu? O produto de um amor louco? Não o podemos revelar. Preferimos salientar que Almodóvar parece precisar de trabalhar agora com várias camadas de narrativa sobrepostas, complexas, do mesmo modo como hoje se trabalha em simultâneo com várias janelas e vários programas nos computadores.

Almodóvar tinha nas mãos uma história linear, apaixonante, à sua medida. Decidiu contudo transformar o simples em complicado. Os seus filmes estão cada vez mais parecidos com o cinema de Brian de Palma: são filmes que se pensam a si próprios, os mistérios estão na sua estrutura. “La Piel que Habito” é um trabalho tremendamente cinéfilo que nasceu, também ele, num laboratório, na montagem. É um filme de terror, mas se o tom escolhido fosse o da comédia ou o do melodrama (e também a comédia e o melodrama estão presentes), teria os mesmos resultados.

Uma questão de ritmo

 

Houve um tempo em que Almodóvar tinha um ritmo desportivo, despachado, fluído: as sequências até pareciam feitas à primeira take, na urgência do momento. Na fase atual da sua vida de artista, notamos o oposto: um argumento, um punhado de personagens, uma boa história não bastam. Julgamos que o espanhol anda a filmar com o pânico de poder parodiar-se a si próprio. A impor-se uma saturação do relato de que não precisava. A mecânica é muito mais lenta. Com estas reservas não se pense que “La Piel que Habito” é um filme falhado: pelo contrário, dá vontade de rever, de reavaliar. Mas não é o Almodóvar de ouro que esperavamos.