Info – Ailton Graça estreia dia 26 no teatro do hotel Renaissance…

a peça Intocáveis. Ele vai ficar bem legal no papel. Anda difícil só achar tempo para os ensaios.

(texto baseado no livro autobiográfico de Philippe Pozzo di Borgo, Le Second souffle)

O filme ganhou um monte de prêmios em 2011.

RIP JOSÉ RENATO PÉCORA – FUNDADOR DO TEATRO DE ARENA

Abaixo, a notícia completa, mas antes quero que vocês leiam  o depoimento do ator e companheiro de palco Oswaldo Mendes

José Renato Pécora morreu no início da madrugada desta segunda-feira, 2 de maio, em São Paulo. Terminada a sessão de ontem de “12 homens e uma sentença”, ele foi jantar como de hábito no Planetas e de lá uma amiga o levou ao Terminal do Tietê onde ele pegaria o ônibus da meia-noite para o Rio. Ela o deixou na área de acesso ao terminal e, horas depois, recebeu ligação da enfermeira do Pronto Socorro de Santana, na Voluntários da Pátria, que localizou seu telefone no celular do próprio Zé Renato, comunicando a sua morte.

 

*Avisados, fomos ao Pronto Socorro – Eduardo Tolentino e Lola, Zecarlos Machado e Rosa, Riba Carlovich, Eduardo Semerjian, Ricardo Dantos e eu – e em vão tentamos localizar o Guilherme, filho do Zé, que mora em um flat em São Paulo. Sua mulher, Angela, e o filho estão vindo de carro do Rio para São Paulo e devem chegar por volta das 10 horas. Nada, nenhuma providência pudemos tomar, pois tudo depende da presença de alguém da família para liberação do corpo, segundo os procedimentos legais. Portanto, não posso informar sobre velório e local de sepultamento. Peço que fiquem atentos no Facebook e deixo o telefone do galpão do grupo Tapa: 3662-1488.

 

*

 

Após a sessão de domingo, eu me despedi do Zé, na porta do Teatro Imprensa, e ainda brincamos que por pouco não viajaríamos juntos para o Rio, onde tenho um compromisso de trabalho nesta segunda à tarde e na manhã de terça-feira. Minha viagem já estava marcada para a manhã de hoje, segunda. Ele preferia sempre viajar à noite para amanhecer no Rio. Desta vez, um enfarte interrompeu sua viagem e seus muitos planos de trabalho.

 

José Renato, que voltou a atuar como ator depois de 56 anos, estava em um momento feliz. O sucesso de “12 homens e uma sentença” é, especialmente, o sucesso dele que, por ter feito a sua trajetória no teatro como diretor, desde que criou o Arena, não tinha provado o reconhecimento das plateias, em especial dos muito jovens que assistem ao espetáculo. Reconhecimento que agora ele experimentou com uma alegria juvenil que nós, que dividíamos o camarim com ele, testemunhamos nesses sete meses de temporada.

 

 

 

O Zé ria, fazia e provocava piadas, formava o nosso coral que todas as noites desengavetava um repertório de músicas do passado, em exercício de puxar pela memória. Era assim o “aquecimento” e a “concentração” de rotina antes do espetáculo. Uma noite, de tanto rir das brincadeiras do Riba, do Norival Rizzo e da Ieda, nossa fiel camareira, ele desabafou com um sorriso largo: “Vocês ainda vão me provocar um enfarte de tanto rir”. Na sessão deste domingo, ele trocou uma palavra do seu texto, que só o elenco percebeu. Em vez de dizer “o velho queria um pouco de atenção” ele disse: “o velho queria um pouco mais de tempo”. Me fugiu a palavra, ele se desculpou sorrindo no camarim ao final do espetáculo. Pois é, tanto ele como todos nós queríamos um pouco mais de tempo para o nosso encontro. Não fomos atendidos. Fica em nós a saudade, que dói demais. Mas fica também a certeza de que José Renato marcou definitivamente o teatro brasileiro – e, em particular, marcou a vida e o caminho de cada um de nós.

 

Obrigado, Zé.

 

Do amigo e discípulo Oswaldo Mendes   

 

 Ator e diretor José Renato Pécora morre em São Paulo

Fundador do Teatro de Arena tinha 85 anos e sofreu um infarto

FONTE: iG São Paulo|

 

Foto: Divulgação

José Renato Pécora

  • O ator e diretor José Renato Pécora, fundador do Teatro de Arena, morreu na madrugada desta segunda-feira, aos 85 anos, vítima de um infarto. Ele sentiu-se mal após sua participação no espetáculo “Doze Homens e uma Sentença”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo.

Zé Renato fundou o Teatro de Arena em 1953. Dirigiu alguns dos espetáculos mais marcantes do teatro brasileiro, como “Eles Não Usam Black-Tie”, de Gianfrancesco Guarnieri, e “Revolução na América do Sul”, de Augusto Boal.

O velório ocorrerá nesta segunda-feira, 2 de maio, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet (Rua Doutor Teodoro Baima, 94), a partir da 17h. Amanhã, 3 de maio, o féretro sairá às 10h para o Cemitério Gethsêmani, no Morumbi (Praça da Ressurreição, 1).